Spitzingsee – o lago

Depois de chegar a Spitzingsee, constatei uma realidade que até então não tinha encontrado: os parques de estacionamento que serviam as pistas de esqui e indirectamente a cidade, eram alvo de pagamento. Até então em todas as regiões os parques de estacionamento eram gratuitos, ou não encontrei os que não eram.

Talvez consequência desse pormenor, ao invés de estacionar primeiro o automóvel e depois explorar as redondezas a pé, fez-se um primeiro reconhecimento do local sem sair do automóvel. Algo foi fácil constatar, lugares onde o automóvel pudesse estacionar eram absolutas raridades e não encontrei nenhum durante o percurso, muito menos nas proximidades das áreas onde as pistas desaguavam. Se estacionar parecia uma impossibilidade estatística, simplesmente parar por breves instantes também se revelou inviável, pelo que as pistas das redondezas foram avistadas à distancia mínima que o automóvel permitiu.

O plano de pistas da regiao é ilustrado na imagem seguinte retirada do seu site oficial.

Depois de percorrer de automóvel, uma estrada estreita que circundava pela direita o lago, rezando para que não circulassem simultaneamente automóveis em sentido inverso, pois seria impossível passar um pelo outro (caso o outro fosse muito mais largo que um Smart), o automóvel finalmente encontrou um lugar para estacionar no parque de estacionamento  perto do Kurvenlift-Stüberl. Deste lado do lago é onde existe um dos dois parques para crianças e escola de esqui (no plano das pistas fica relativamente do lado inferior direito).

A paisagem fantástica avistada podia agora ser apreciada mais calmamente e pelo menos parcialmente percorrida a pé.

A opção escolhida parecia a mais óbvia:  andar sobre uma enorme superfície ampla e plana toda coberta de neve que se encontrava em frente ao referido parque de estacionamento.  Consciente da fisionomia do plano de pistas atrás apresentado, não foi difícil concluir que a determinada altura andaria sobre o lago gelado. Claro que a ideia de a qualquer momento uma placa de gelo poder quebrar por baixo dos meus pés nunca abandonou o meu pensamento. No entanto percorrer um trilho anteriormente percorrido e onde nao se vislumbrava gelo mas uma espessura muito fofa de neve, parecia a solução adequada.

Admito que era a primeira vez que andava em cima de um lago gelado, mas a aparente confiança da quantidade de pessoas que faziam o mesmo percurso que eu, naquele dia de sol tão atractivo, transmitia-me alguma segurança.

O sol e o calor deixaram-me mais expansiva e áreas consideráveis de neve intocáveis fizeram o resto,  despertando em mim a vontade de deixar uma mensagem impressa, temporariamente (até que mais neve cobrisse aquele local), tal como na praia o mar apaga o que anteriormente foi escrito… Sentia-me  romântica e com vontade de o expressar…

Eis o que se poderia avistar naquele dia tão agradável quem andasse sobre o Spitzingsee.

Mas desengane-se quem achar que todos os locais por cima do lago eram seguros e poderiam ser percorridas a pé, que o diga um cão que assustou visivelmente os seus donos por estar com alguma dificuldade em sair do local que lhe tinha despertado curiosidade.

3 thoughts on “Spitzingsee – o lago

  1. Muito romântico mas acho mesmo perigoso andar em cima de um lago gelado. Bem, deve haver qualquer vigilância, penso eu, que nunca por lá andei.
    Belas fotos!
    Beijinho

    • Pois… a sensação de perigo, foi mesmo o que senti durante todo o percurso. Mas admito que andar em cima das pegadas anteriormente deixadas, e pelo trajecto assim indicado, sempre por uma área com uma elevada camada de neve conseguiu que eu sentisse que conseguia vencer o desafio auto-imposto. Depois de chegar à outra margem, a sensação foi de profunda descontracção, mas sem vontade de repetir a experiência em sentido inverso.
      Uma confidencia: andar em cima do lago fez-me recordar algumas imagens de filmes, mas sempre com um desfecho feliz, e isso despertou-me um pouco tambem a vontade de experimentar.

      Acredite que se não fosse algumas fracções devidamente assinaladas para que não nos aproximássemos, e a noção de ter visto o plano da área e saber que ali era onde invariavelmente teria que ficar o lago, o cenário aparentava mesmo o de um descampado de terra coberto por neve e nada mais…

  2. COMO JARDINEIRO ACHO BEM ANDAR EM CIMA DE RELVA…..MAS EM CIMA DE GELO…….ATENÇÃO AÍ MAS CUIDADO……MAS VALHA-NOS “DEUS” QUE NÃO HÁ NADA A LAMENTAR…..MAS,PELO CONTRARIO….HÁ SIM A COMENTAR…..ATENÇÃO PARA O FUTURO…..MAIS CUIDADO.
    PARABENS A “PATINADORA OCASIONAL…….BEIJOS

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