Murano a ilha ao lado…

Se as máscaras de Veneza, não estarei a ser muito exagerada, ao afirmar que são mundialmente conhecidas, o mesmo se pode afirmar acerca do vidro da ilha de Murano.

Claro que para encontrar peças do vidro de Murano, não precisava deslocar-me à ilha onde as mesmas são criadas… mas seria como estar próximo de chegar à meta  e correr na direcção oposta.

Partindo do Lido de Veneza, existe uma linha de vaporetto que faz o percurso para lá chegar. Ou melhor, o vaporetto faz o percurso Lido de Veneza – Punta Sabioni, a ilha seguinte … Saindo do Vaporeto, tive que esperar cerca de 30 minutos por um outro que fizesse o percurso até Murano, mais concretamente até à paragem do Farol de Murano. A questão é que mesmo esta não é uma viagem directa entre Sabioni e Murano. Pelo caminho para em outras ilhas, nomeadamente a de Burano, conhecida pelas suas rendas. Seguramente a viagem desde o Lido de Veneza até finalmente chegar a Murano demorou mais de 1 hora e 30 minutos. É nessas alturas que penso que as escalas dos mapas devem estar erradas pois lá tudo parece tão mais perto entre si!!!

Claro que não se trata de uma viagem desagradável (pelo menos para mim que não tenho problemas em andar de barco, mesmo se balançar um pouco), mas quando entrei no vaporetto no Lido, não esperava despender tanto tempo até chegar ao destino final. E se o tempo é sempre um bem escasso e precioso, quando se está em férias e se quer aproveitar ao máximo, o sempre curto tempo disponível que se tem, a sensação de desperdiça-lo pode ser mais intensa. Pelo menos a visita à ilha mais do que compensou, pelo  que valeu o tempo gasto para lá chegar.

Em Murano existe um Museu do vidro, mas é proibido tirar fotografias durante a visita ao mesmo, pelo que eu acatei tal proibição.

Murano é uma ilha encantadora e que adorei ficar a conhecer. Os seus edifícios com traça centenária, as suas pontes, vielas e canais, e até as suas esculturas modernas, feitas de vidro, claro…

A ilha de Murano sem dúvida tem muito mais a oferecer do que apenas peças de vidro, mas na ilha este material e as obras primas obtidas através dele são dignas de referencia, e mesmo de reverencia…

Estes são alguns dos exemplos do que se pode encontrar nas lojas desta ilha, mas que se estendem obviamente também à ilha de Veneza.

Se gostei de visitar o Museu do Vidro em Murano, admito que mais ainda gostei de ficar a conhecer as obras da Venini, que no museu tinham um destaque especial… já que esta comemorava 90 anos de existência. Admito, eu gosto sobretudo de peças modernas, estilizadas, e coloridas. A Venini preenchia esses meus requisitos na   perfeição.

Por esse motivo, depois da visita ao Museu, tinha que ficar a conhecer a Venini um pouco mais de perto. Como a fábrica e a loja principal, localizam-se em Murano, ninguém fica surpreendido se disser que antes de sair da ilha tive que ficar a conhecer esse espaço.Quanto à fábrica, e assistir ao vivo a criação de tão maravilhosas peças, não foi possível conhece-la porque não estava aberta ao publico. Já na loja foi possível ver um pouco mais dessas obras de arte acabadas, mas no interior da mesma só me foi possível tirar uma foto por especial favor. Não houve uma única peça que não gostasse, mas foram os bonecos do candeeiro que tiveram um papel decisivo na escolha da direcção para onde apontar a objectiva da máquina fotográfica.

A quem consegui despertar a curiosidade e interesse pela Venini, desafio a visitarem o seu espaço na internet e a ficarem a conhecer melhor as obras que saem do sopro e das mãos virtuosas dos artesãos, designers e “escultores” da  sua fábrica.

 

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6 thoughts on “Murano a ilha ao lado…

  1. Adorei o link. Gosto muito deste tipo de vidro e cristal. Adoro também o de Kosta Boda. Pena a nossa Atlantis não ter tido mais sucesso internacional e ser tão cara. Parabéns pelo regalo que oferece aos seus leitores.
    Beijinho.

  2. Pois, eu também adorei as peças da Venini.
    Concordo consigo totalmente, a Atlantis é uma marca muito conceituada e de grande qualidade, mas não tem o reconhecimento internacional que merece.

    Eu tenho peças Atlantis e Vista Alegre em casa, mas quando admiram essas peças e refiro de que se tratam, é como se de vazio estivesse a falar, tal o desconhecimento do destinatário.

    Talvez tenha sido uma questão de posicionamento no mercado que não teve o sucesso devido.

    Por exemplo no site da Venini consegue ver a nível internacional onde as suas peças são vendidas, inclusivamente em Portugal.
    Em contrapartida, se entrar no site da Vista Alegre – Atlantis, surpreende-se por nos contactos só encontrar referencia a lojas em Portugal, Espanha, Angola e Moçambique.

    Muito obrigada pelo seu gentil comentário

  3. Cara “Turista” !

    Li o seu artigo sobre a ilha Murano e adorei.

    Salta aos olhos o fascínio que lhe causou a multiplicidade de brilho e cor, qual cruzamento de arco-iris… .

    Dá mesmo para sentir a sua paixão pelo brilho das cores fortes!

    Também a “tocou” a delicadeza das peças de Venini!

    Posso ser suspeita, mas considero que o cristal Atlantis possui o brilho digno de uma estrela e uma leveza quase surreal.

    Receio é que não tenha todo o reconhecimento internacional que merece. Acredito que devemos valorizar o que é nacional, salientar as suas qualidades e virtudes, quando existem.

    • Cara Executiva,
      muito obrigada pelo seu comentário.
      Mesmo sem a conhecer, parece-me uma pessoa atenta aos pormenores e que valoriza os detalhes, mesmo quando estes podem ser subtis.

      Considerei particularmente curioso ter-lhe transmitido a impressão de eu considerar as peças da Venini delicadas. Talvez seja a sua delicadeza que faz encarar o mundo também segundo esse prisma.

      Admito que não foi a delicadeza das peças que mais me seduziu, apesar de existirem peças delicadas, mas a ousadia e irreverencia de algumas peças que mais me atraiu.
      Sem dúvida que captou bem a minha paixão pelas cores fortes. Efectivamente eu adoro cores. Talvez sentir-me rodeada de cor me transmita a sensação de vida mais alegre e colorida.

      Por fim subscrevo plenamente o que diz em relação à Atlantis.

      Sinta-se sempre muito bem vinda neste espaço.

  4. “mas é proibido tirar fotografias durante a visita ao mesmo, pelo que eu acatei tal proibição” – imagino que tenha sido a primeira vez…:) há com certeza uma lista de multas de desacato à ordem pública em vários locais da Europa por foto ílicita…

    Quanto a Murano, o vidro colorido é fenomenal e é interessante que o processo de produção é agressivo, sujo e muito manual, esforçado, num ambiente não muito agradável…indústria pura e dura para produzir algo tão belo e elegante – tem que se pôr o esforço para ter o resultado.

  5. Adorei a explicação sobre a ilha e o vidro. Possuo duas jarras grandes de Venini que me foram enviadas directamente da loja da ilha como oferta. Têm cerca de 40 cms de altura mas apenas uma tenho na caixa original e com o certificado. Se houver alguem interessado poderei vender.
    Obrigado.
    Posso enviar foto

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