Bolonha muito mais que um processo…

Bolonha é a capital da região italiana da Emília Romana.

O seu nome está associado também a um prato típico italiano e familiar em muitas casa na altura das refeições, o esparguete à bolonhesa.

Apesar de ser das cidades mais desenvolvidas de Itália e de albergar a Universidade mais antiga do mundo, fundada em 1088, tornou-se mais recentemente conhecida por ter dado o seu nome a um processo que não agradou a muitos dos europeus com estudos universitários, o Processo de Bolonha dadas as suas implicações.

Mas não é de processos mas da cidade em si que se aborda neste artigo.

No centro histórico da cidade, respira-se mesmo história e da antiga a avaliar pela traça arquitectónica dos edifícios. Afinal é uma das cidades  da Europa que melhor preserva  o seu aspecto medieval.

O centro histórico da cidade é o segundo maior da Europa em termos de riquezas importantes ao nível de monumentos artísticos dos tempos Medievais, do Renascimento e do Barroco.

Para mim a imagem mais marcante com que fiquei do centro desta cidade  foi a cor de tijolo nos seus edifícios. Talvez seja uma imagem demasiado simplista de uma cidade tão rica arquitectonicamente.

Gostei da sensação de circular no seio de uma cidade com uma população e edifícios marcadamente universitários. Talvez por questões nostálgicas mas fez-me recordar os meus tempos de estudante em que respirava o ambiente universitário, dentro e fora da faculdade. Um misto de preocupações despreocupadas.

Em contraste numa cidade com reminiscências tão antigas, uma óptica apresentou na sua montra, em lugar de destaque, uns óculos de sol Chanel que despertaram imenso a minha atenção, a ponto de os ter fotografado.

Os óculos de sol não possuem um design particularmente transcendente ao primeiro impacto, pelo menos se as hastes estiverem fechadas, ou melhor, se o espelho incorporado nas hastes nao estiver visível.

É um facto que as mulheres são vaidosas e que gostam de estar sempre o melhor apresentadas quanto possível, pelo menos as que valorizam marcas como Chanel.

Assim a ideia de uns óculos de sol que possuem um espelho a sério incorporado, não sendo necessário usar as lentes escuras, nem sempre espelhadas, para preencher o propósito de podermos vislumbrar o nosso reflexo nas mesmas, até faz bastante sentido.

5 thoughts on “Bolonha muito mais que um processo…

  1. De Bolonha ficou-me, para além da esplêndida praça central, a lembrança de muitas torres, algumas muito tortas, desafiando as leis da Física e arcadas lindíssimas, salvo erro é a cidade europeia com o maior nº de km cobertos pelas ditas.Gosto muito de cidades assim um pouco mais pequenas.
    Beijinhos e parabéns pelos óculos, parecem-me muito originais!

    • Sim, a praça central é mesmo imponente com os edifícios que a circundam.
      E tem toda a razão, possui bastantes arcadas, sem duvida interessantes, o que dá um encanto especial à cidade.
      No entanto é em Berna, na Suíça, que quando penso em arcadas a imagem das mesmas me ocorre mais depressa no pensamento.
      (Há associações que fazemos inconsciente e no subconsciente que nem sabemos explicar muitas vezes porquê.)

      E mais uma vez tem toda a razão, Bolonha tem muitas torres, e algumas parecem mesmo desafiar as leis da física. Lembro-me de ao ver as mesmas me questionar, porque não se fala tanto desse facto, como acontece com a torre de Pisa que celebrizou a cidade por isso.
      Talvez a justificação seja mesmo, porque a cidade de Bolonha é demasiado rica em termos arquitectónicos para se ver “reduzida” a esse pormenor.

      (Quando penso em diversidade de Torres por metro quadrado, é na cidade de San Gimignano na Toscana que penso, talvez porque seja do mais marcante que esta cidade tem para oferecer.)

      Um óptimo fim-de-semana, de preferência com o tempo Primaveril que temos direito e merecemos.

  2. Acabei de ler o artigo sobre a cidade de Bolonha e, permita-me que lhe apresente os meus parabéns, considero que a explanação está perfeita.

    Nada ficou por dizer. As fotos assim o comprovam.

    Concordo em absoluto com a “Turista”, ao referir-se à cor do tijolo nos seus edifícios, foi essa ideia que fiquei quando a visitei há largos anos atrás. As imensas arcadas, idem.

    Muito interessante a foto dos óculos de sol chanel!

    Gostei imenso de ler o seu artigo sobre esta cidade “rica” em história. Uma vez mais,um artigo da “Turista”, fez-me recuar ao passado e foi como se voltasse a visitá-la.

    Obrigada!

    • Muito obrigada pelo enorme elogio.

      No entanto, numa cidade com uma riqueza histórica tão significativa como Bolonha, é impossível não ficar sempre algo por dizer.

      É sempre um prazer receber os seus comentários tão agradáveis e positivos. São bastante encorajadores para eu continuar a escrever os meus artigos.

      Muito Obrigada!

  3. Pois, os óculos também são práticos para os acompanhantes das senhoras vaidosas poderem ver como está o cabelo. A próxima versão vai trazer painéis solares em vez de espelhos e vai dar energia para carregar o telemóvel…

    E também foi mais a atmosfera das pessoas a andar na rua e a voltar para casa ao fim do dia que ficou mais na memória do que propriamente a figura de algum edifício ou monumento mais imponente…

    E no final do dia, ao jantar, mais uma vez a realidade de que os portugueses são como balões…parecem que esticámos…só 10milhões mas não há sítio em férias que se vá que não se encontre mais águas de luso…

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