Cidade Livre e Hanseática de Hamburgo

Hamburgo tal como Berlim é uma cidade estado da Alemanha. Além de uma cidade com estatuto de estado, também é uma cidade independente ou distrito urbano, isto é, possui o estatuto de distrito.

As reminiscências de seu nome oficial “Cidade livre e Hanseática de Hamburgo” advém de  ter pertencido à Liga Hanseática medieval (aliança de cidades mercantis que estabeleceu e manteve um monopólio comercial sobre quase todo norte da Europa e Báltico, em fins da Idade Média e inicios da Idade Moderna) e de ser uma cidade livre imperial do Sacro Império Romano.

Localiza-se no norte do país, próximo do Mar do Norte, nas margens do Rio Elba. O seu porto é dos maiores do mundo (nono maior) e há quem diga que ultrapassa o de Roterdão, na Holanda, sendo o principal da Europa. Outras fontes apontam-no como o terceiro maior da Europa, ultrapassado respectivamente pelo de Roterdão e o de Antuérpia.

Assim um dos primeiros locais a visitar foi mesmo a zona portuária.

Percurso final até ao Porto.

Barcos no porto junto à margem.

O mapa seguinte ilustra o centro da cidade de Hamburgo com especial destaque para a sua considerável zona portuária, onde estão assinalados com números as diferentes áreas abordadas abaixo.

Aproveitar e fazer uma viagem de barco à volta do Porto era mesmo imperdível. Através deste passeio de barco foi possível apreciar e admirar a cidade de uma outra perspectiva.

1 – Margem esquerda, a cidade antiga.

2 – Margem direita, Binnenhafen onde se localizam os edifícios das autoridades portuárias, alguns museus e não só.

3 – Quando realizei este passeio de barco, a zona nova da cidade, a HafenCity, ainda estava em construção, mas já era possível admirar o estilo contemporâneo dos edifícios.

4 – Para mim poder avistar a cidade a partir do barco, foi um dos aspectos mais positivos deste passeio, pois permitiu-me apreciar a cidade segundo uma perspectiva e panorâmica diferentes.

5 – A área onde se encontram os estaleiros, em contrapartida, permitiu descobrir que nem em todos os portos é possível reparar os barcos, pois quando estes são realmente de grandes dimensões (para não dizer enormes) exigem condições especiais, a começar pelo espaço de que carecem. Destaco que foi uma agradável surpresa encontrar também aqui atracado um barco português, da Madeira (duas primeiras fotografias da ultima linha da compilação de imagens).

A Barkassen Meyer é apenas uma das companhias que no porto de Hamburgo efectua este tipo de passeio, havendo mesmo um horário em que o passeio é efectuado em inglês, o que para quem não percebe alemão, é bastante mais interessante.

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7 thoughts on “Cidade Livre e Hanseática de Hamburgo

  1. Lamento não conhecer essa cidade hanseática.Todavia, conheço outras na Bélgica ,Holanda,Noruega e Letónia.Estas cidades possuem belos edifícios gremiais, c/o por ex. se observa na Grand-Place, em Bruxelas. Os comerciantes e navegadores enriqueceram com o comércio ente si(feiras em Champagne) e com os contactos com o Oriente pelas rotas do Levante. assim, um forte tráfico mercantil e uma gr. actividade financeira desde o séc XIV a meados do XV.Surgiu assim a burguesia -novo grupo social – que rivaliza com os nobres e até com o clero, que construiu gr mansões e usufruía de luxos e outros prazeres que o dinheiro lhes permitia.
    É esta a origem do capitalismo (comercial) . A expansão portuguesa e espanhola vai abanar este fulgor.
    Quando “entrar” na cidade deve encontrar as casas comerciais e as mansões.
    Bjinho

    • Muito obrigada por mais esta sua visita tão instrutiva.

      Os edifícios de Hamburgo efectivamente tem uma arquitectura característica, onde predomina a cor de tijolo, dada pela cobertura das fachadas com o dito “tijolo burro”. Percorrer as ruas da cidade, sobretudo junto ao porto, é interessante pela mistura cultural que se encontra, típica de cidades mais voltadas para o exterior. Por exemplo ao contrário do que acontece em Munique, é bastante fácil encontrar restaurantes portugueses perto do porto e saborear um peixe grelhado como se estivéssemos em Portugal.
      Sem duvida que as cidades Hanseáticas enriqueceram bastante resultado das trocas comerciais que realizavam usufruindo da sua proximidade ao mar do Norte.
      E sim, Portugal e Espanha durante a época dos descobrimentos acabaram com uma certa hegemonia que estas cidades tinham até então (e já agora abanaram bastante as trocas comerciais quase de monopólio de que a cidade de Veneza no mar Adriático usufruía).

      Beijinho

      • Pois claro. Também Dubrobnik (Dalmácia – hoje Croácia).
        E havia outras cidades do norte de Itália e Toscana:Florença,Siena e Génova;
        No norte da Europa,da Alemanha do norte e Países Baixos(Hamburgo, Amesterdão,Bruxelas,Gante,Liége,Bruges, etc);
        Nas ruas estreitas e debaixo do átrio das suas casas, poderosos grémios de comerciantes armazenavam peles de animais árticos,fumados e gorduras.
        Beijinho
        M. Céu

  2. Pingback: Miniatur Wunderland – Hamburgo « Turista Ocasional

  3. Olá querida amiga, tenho uma relaçao muito especial com Hamburg: meu avô paterno assim como o bisa-vô paterno de meu marido nasceram lá!
    Passei algumas férias, quando criança em Hamburg. Lindo post, me fez recordar momentos felizes.
    Beijos e uma ótima semana.

  4. Pingback: Hamburgo – outros símbolos da cidade | Turista Ocasional

  5. Pingback: Hanover de fugida… | Turista Ocasional

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