Lübeck – cidade medieval

No centro histórico da cidade de Lübeck, o ambiente medieval dado pelos edifícios é incontornável. A cidade tem sem dúvida um charme especial e tal é inegável para quem a visita.

A igreja de St. Maria (St Marien Kirche) é a terceira maior igreja na Alemanha. A sua construção demorou 100 anos e serviu como modelo para inúmeras igrejas góticas de tijolo na inteira região do báltico.

Muitas obras de arte encontram-se nesta igreja, como por exemplo “A Cruz do Triunfo” de Gerhard Marcks de 1495, no coro alto sobre o altar Swarte.

Estas são algumas das primeiras impressões que fiquei do interior da igreja traduzidas em imagens.

E um pouco com mais iluminação:

Também é nesta igreja que se encontra o maior órgão mecânico do mundo (pelo menos segundo o site oficial da cidade).
Entre 1667 e 1707 um bem conhecido musico de igreja e compositor, Dietrich Buxtehude foi o organista e mestre da igreja.

O sino da igreja que caiu durante os bombardeamentos aéreos de 1942, permanece como uma lembrança dos horrores da guerra.

Estes são alguns dos pormenores que mais atraíram a minha atenção.

Ao lado desta igreja encontra-se a Câmara Municipal – Rathaus da cidade e a praça em que esta está inserida.

O edifício da Rathaus remonta ao século XIII, altura em que originalmente era um empório, um salão de tecidos e compreendia 3 casas. Os gabletes destas casas ainda é visível na fachada com os seus buracos de vento impressionantes

A “Lange Haus” (longa casa) foi adicionada à câmara municipal  para ser seguida pela “Kriegsstubenbau”. durante o período do Renascimento o edifício foi expandido pela adição da frente de cantaria ao longo da praça do mercado e a escadaria do lado da Breite Straße (estrada).
No interior da câmara municipal muitos elementos medievais remanescentes foram substituidos durante as obras de reconstrução do século XIX. No entanto algumas pinturas góticas ainda persistem .
Esta câmara municipal é considerada uma das mais antigas e magníficas da Alemanha (uma vez mais segundo o site oficial da cidade).
Estas são algumas das imagens do exterior da Câmara Municipal, inserida na Praça do Mercado, onde se salientam alguns dos elementos atrás referidos. Por trás destes edifícios (na ultima linha da composição de imagens seguinte)  é possível igualmente ver a parte superior da igreja de  St Marien, também já referida.
Circular pelas ruas pedonais, com um mapa turístico nas mãos, mas sem um destino prévio definido, levou-me a “respirar” um pouco do ambiente medieval de uma cidade bastante turística, onde muitas são as atracções turísticas que convidam a parar.
De forma casual deparo-me assim com uma outra igreja, a  St. Jakobikirche (S. Jacob).
Não possuo quaisquer imagens do exterior da mesma, mas a composição de imagens seguinte ilustra o seu interior.
Esta igreja de tijolo com 3 naves, construída em 1334, é a igreja dos barqueiros e marinheiros e foi consagrada juntamente com as duas igrejas atrás mencionadas (a de St Marien e St Petri).
O naufrágio da barca de quatro mastros “Pamir”, em 1957, é comemorada pelo salva-vidas que foi recuperado, e que se encontra no interior da igreja em local de destaque, junto de uma extensa lista de nomes gravados no chão.
Esta igreja foi bastante poupada durante os bombardeamentos aéreos da Segunda Guerra Mundial.
Estes são outros pormenores no interior da igreja que mereceram a minha atenção.
Depois de visitar esta igreja a visita à cidade continuou.
Um edifício pouco depois prendeu a minha atenção, o Hospital do Espírito Santo (Heiligen-Geist-Hospital) .
Este hospital não é apenas uma das mais antigas instituições sociais da Europa, mas também um dos mais significativos edifícios monumentais da idade média.
Apesar de inicialmente ter sido utilizado para atender os doentes, acabou por servir como asilo para os carenciados.
Abertas ao céu, as câmaras de madeira da nave central, apenas foram acrescentadas no século XIX. Estas câmaras também eram designadas de “Kabäuschen” (cubículos).
Actualmente ainda é usada como casa de repouso.

Deambular pelo centro da cidade permitiu-me encontrar outros edifícios com arquitectura típica medieval.

Ao dirigir-me para uma das extremidades do centro histórico da cidade, encontrei a porta do castelo (Burgtor), a outra porta medieval que resistiu desde os tempos medievais.

Depois de visitar esta porta da cidade, e também para me abrigar uma vez mais da chuva, visitei uma outra igreja, a Katharinenkirche (igreja de St. Catarina). Uma igreja de tijolo gótica que pertenceu a um mosteiro franciscano em nome de Santa Catarina da Alexandria. A igreja foi construída nos inícios do século XIV. Desde 1980 é usada como museu da igreja e centro de exposições. A exposição inclui uma cópia de S. Jorge e o Dragão feita por Bernt Notke para a Storkyrkan (Igreja de S. Nicolau) na antiga cidade de Estocolmo, um Epitáfio de Godfrey Kneller em memória do seu pai e um outro de Tintoretto, a Ressureição de Lazarus.

Depois de um artigo já demasiado extenso, termino por hoje esta visita a Lübeck.

4 thoughts on “Lübeck – cidade medieval

  1. Muito detalhadas, as referências que deixa. Nada de Turista Ocasional:) E já reparei que há muitas igrejas, sempre. Um ponto em comum, sabia? Ou mais um, a julgar pelas palavras descritivas da Babette:). Quando vou a uma cidade, o meu lugar de descanso, de paragem, é sempre num templo. Sem que importe verdadeiramente qual a religião ou o culto. Para respirar em silêncio contemplativo. Não sei bem. Mas gostei de olhar as igrejas onde parou. De as olhar pelo seu olhar.

    Um beijo de um lugar onde há muito Verão:)

    Mar

    • Antes de mais, muito obrigada pela sua visita e comentário.

      O porquê de muitas igrejas:
      O clero ao longo dos tempos, foi sempre uma classe social com grande poder (nomeadamente económico) e capaz de “mover multidões”. Em muitos casos foram mesmo a construção de igrejas (ou outros edifícios religiosos) que levaram as populações a fixarem-se à volta desses edifícios, tendo dado origem às próprias povoações.

      As igrejas em muitos dos casos são própria memória viva da história dos locais, com todas as influencias de que foram alvo.
      Nas igrejas por vezes encontram-se as maiores riquezas e preciosidades de um lugar.
      E ao contrário do que acontece com os palácios e castelos (que me fascinam particularmente e também adoro conhecer) que não existem em todos os lugares, qualquer “terrinha” por mais recôndita que seja, possui uma igreja.

      Por outro lado, as igrejas em geral são edifícios abertos ao publico sem custos associados à sua visita (embora cada vez seja mais frequente encontrar edifícios religiosos em que é necessário pagar para entrar), enquanto que outros edifícios históricos são património particular de alguém.

      Pelos motivos atrás expostos, além dos religiosos e dos que a Mar apresentou, a entrada em igrejas em qualquer lugar que visite é quase algo obrigatório.

      Não existem duas igrejas iguais, por mais que sejam alvo de influencias idênticas, ou que procurem reproduzir algo já existente.

      Um beijinho para a Mar neste momento de sol…mas num lugar em que a mudança do tempo é uma constante muito frequente.

  2. Pingback: Catedral de Lübeck | Turista Ocasional

  3. Pingback: Niederegger e massapão… | Turista Ocasional

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