Münster – um pouco do centro da cidade

Münster é uma cidade do estado federal alemão da Renânia do Norte-Vestfália. Localiza-se no norte do estado e é considerada o centro cultural da região da Vestfália.

A cidade é melhor conhecida por ter sido o local da Rebelião Anabaptista durante a Reforma Protestante, por ter sido na cidade que se assinou o Tratado da Vestefália que colocou um fim à Guerra dos 30 anos em 1648, e como a capital alemã da bicicleta.

Para este ultimo domínio contribuiu substancialmente ser uma das principais cidades universitárias do país, já que uma grande parte da sua população residente é universitária. A Universidade de Münster (Westfälische Wilhelms-Universität) é a quarta maior e uma das mais antigas da Alemanha.

O mapa do centro da cidade permite ficar com uma primeira visão panorâmica da sua estrutura, e aqui encontra um guia turístico em inglês, da cidade.

A visita ao centro da cidade começou pela sua Catedral, a St. Paulus-Dom. É a principal igreja da cidade e um dos seus monumentos históricos mais importantes, além de ser o centro da diocese de Münster, desde a fundação da diocese em 805.

A catedral de Münster foi fundada por um missionário de nome Liudger, que foi enviado por Carlos Magno em 793 como parte do plano global do imperador para converter e subjugar os saxões.

A 30 de Março de 805, Luidger foi consagrado bispo de Münster em Roma e a construção da primeira catedral começou pouco depois. Essa catedral foi destruída por um fogo e substituída por uma catedral Otoniana em 1090 (mas não existem quaisquer vestígios dessa construção)

A construção da actual catedral de Münster começou em cerca de 1225, durante o período transitório entre o românico e o gótico, e foi consagrada em 1264. Os claustros e Capela de Nossa Senhora foram adicionados entre 1390-95.
(História da catedral retirada daqui, onde encontra mais informações detalhadas sobre a mesma)

Estas são algumas das imagens do exterior  da catedral.

O interior da catedral também é digno de referencia, mas reconheço que foi o relógio astronómico que mais me atraiu atenção.

O relógio foi construído entre 1540-1543. Com uma máquina tão complexa e bonita não é surpreendente que tenha sido um esforço de equipa: o impressor Theodor Tzwyvel e o frade franciscano Johannes Aquensis fizeram os cálculos astronómicos; o artesão de ferro forjado Nikolaus Windemaker tratou do trabalho da metalúrgico; Ludger tom Anel pintou os detalhes extraordinários, e Johann Brabender provavelmente esculpiu as figuras.

O principal objectivo deste tipo de relógios era prever a Páscoa, algo bastante complicado. Mas estes relógios também reflectem a grande popularidade da astrologia nesse período.

Depois de apreciar demoradamente este relógio, a visita ao centro da cidade continuou. Mas o dia depressa escureceu, e apenas pude viver o ritmo de uma cidade pulsante e descobrir um pouco mais da riqueza dos edifícios existentes na cidade.

Próximo da catedral encontra-se o Prinzipalmarkt, o histórico mercado principal da cidade. É formado por edifícios históricos com fachadas pitorescas unidas umas às outras. Estende-se desde a Igreja de St. Lambert (Lambertikirche) a norte até Torre da casa da cidade (Stadthausturm) a sul, sendo povoado por lojas de luxo e cafés.

O centro do lado oriental, em frente à entrada sul-oriental da Praça da Catedral (Domplatz), é dominado pela histórica Câmara Municipal da cidade, um edifício gótico de meados do século XIV, enquadrado na arquitectura dos restantes do Prinzipalmarkt, sobressai com os seus rendilhados .

Depois de sair de Prinzipalmarkt, outros edifícios despertaram também a minha atenção.

A Erbdrostenhof, a mais bonita residência nobre, foi construída entre 1753 e 1757 e faz parte da “ilha barroca” na Salzstrasse, juntamente com a Igreja de São Clemente (Clemenskirche) e a Igreja Dominicana. O seu arquitecto foi o famoso mestre barroco Johann Conrad Schlaun. Actualmente é a sede do Conservador do Estado da Vestfália.

Foi sobretudo a peculiaridade de ficar diagonalmente numa área rectangular do terreno, o que mais me atraiu neste nobre edifício.

Na compilação de imagens anterior, a seguir à Erbdrostenhof, encontra-se uma imagem da fachada principal da Igreja de São Clemente (construída entre 1745 e 1753, também da autoria do mestre barroco Johann Conrad Schlaun).

Porque o chão por vezes também reserva surpresas, uma calçada repleta de estrelas douradas despertou bastante a minha atenção. Parecia que percorria um passeio da fama.

A noite apareceu sem aviso prévio e o meu passeio pela cidade deu-se por concluído…

3 thoughts on “Münster – um pouco do centro da cidade

  1. Olá querida amiga,

    Meu filho leu uma reportagem em uma revista na Universidade que falava dos castelos e palácios e a lista da DZT. Ele anotou alguns castelos para mim, pois sabe que eu amo castelos e que seria um ótimo post. Pedi a ele se era possível conseguir a revista. Infelizmente, no outro dia, nao a encontrou mais na Universidade . Ele sente por nao ter prestado a atençao no nome da revista. Mas ele sabe que era uma revista de turismo da Alemanha.
    Ele prometeu procurar a revista. Estou ansiosa para lê-la.
    Assim que consegui-la, passo á vc!
    Vc mora na Alemanha também? Desculpe-me mas nao sei seu nome.
    Beijos e um ótimo final de semana.

  2. Que cidade encantadora. Conheço pouco a Alemanha. Só fui duas vezes para lá. Meu avô era alemão, mas fugiu na época da guerra e não queria nem ouvir falar em Alemanha. Que pena. Pois, nem mesmo aprendi o idioma. Mas, quero muito fazer uma viagem mais longa para explorar minhas raízes.
    ötima sequencia de posts.
    Claudia

    • Sou suspeita, mas eu considero a Alemanha um óptimo destino turístico. Possui uma grande diversidade de atractivos, pelo que satisfaz o turista mais exigente. Castelos, lagos, montanhas, arquitectura antiga ou moderna, museus dos mais diversos géneros, uma agenda cultural muito rica, tudo espalhado por um pais com alguma dimensão territorial. Eu diria que é difícil ficar saturado do que a Alemanha tem para oferecer (pelo menos ainda não fiquei e cada vez descubro que há mais lugares que não conheço e que quero conhecer, um pouco ao estilo do “quanto mais sei, mais sei que nada sei.”

      Fico contente por ter gostado da minha sequência de posts. (Resultaram parcialmente de uma viagem que auto-intitulei de sete cidades em sete estados Alemães).
      Um óptimo fim-de-semana para si.

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