Entre o vinho e o café

Depois de deixar Estremoz para trás, a viagem por Portugal continuou com o intuito de visitar Marvão, o segundo dos locais que visitei, da listagem de locais a visitar em Portugal que referi aqui.

Mas a viagem até ao destino final teve um desvio pelo percurso em Campo Maior, mais concretamente na Herdade das Argamassas,  Estrada de Campo Maior.

Para um português apreciador de café a marca Delta não é desconhecida.

Eu não sou apreciadora de café, mas quem me acompanha normalmente em todos os locais que visito, é, e a sua marca preferida é justamente a Delta, apesar de a nossa máquina de café ser fiel às cápsulas de Nespresso.

Em Campo Maior é onde se localiza o Museu do Café, num pequeno edifício independente do complexo de edifícios que compõe a fabrica e sede da Delta Cafés, do Grupo Nabeiro.

Depois destes antecedentes, não é surpreendente que unindo a oportunidade à vontade, tenha visitado o referido Museu do Café.

Mas não se pode falar em Café e Delta, numa mesma frase, sem mencionar o Comendador Rui Nabeiro, o fundador da Delta Cafés em 1961 e principal responsável pelo desenvolvimento e diversificação empresarial do Grupo Nabeiro .

As imagens seguintes ilustram um pouco do que se pode encontrar no exterior do complexo, enquanto se seguem as duas linhas brancas no chão. (A referencia às duas linhas brancas foi a forma como um funcionário da Delta fez questão de dar as indicações a seguir para chegar ao museu.)

Primeiro vislumbre do Museu do Café, ao aproximar-me do seu exterior e encontrar a placa identificativa.

A entrada no Museu é gratuita, e durante o período que efectuei a visita ao interior deste museu, éramos os  únicos visitantes.

Um busto de Rui Nabeiro, homenagem feita pela sua esposa e filhos e uma escultura com o símbolo do museu do café, identificando que o mesmo foi inaugurado a 21 de Dezembro de 1994, são os primeiros elementos do museu a dar-nos as boas-vindas.

As compilações de imagens seguintes ilustram um pouco as diversas áreas de exposição do museu.

– Um pouco da história da origem do café, sem descurar os países produtores e sua localização geográfica.

 – Alguns exemplares em estufa, dos arbustos do café, os cafeeiros.

– Explicação do processo produtivo até ao produto final, com as várias e principais espécies de café resultantes.

– Dados relevantes da NovaDelta, a empresa industrial de café do Grupo Nabeiro (estatísticas de séries temporais e posicionamento no mercado).

– Cartazes publicitários de outros tempos.– Máquinas usadas no processo de torra de café e alguns moinhos, desde as mais rudimentares até às de tecnologia de ponta, representantes do acompanhamento da evolução dos tempos.

– Uma mesa e cadeiras oferecidas pelo emblemático e histórico Café Magestic do Porto, ao museu.

– No fim da visita ao Museu, possibilidade de aquisição de produtos da Delta, expostos numa pequena vitrina, próxima do local onde se pode também saborear uma chávena de café Delta, do lote especial do museu apenas disponível e acessível neste.

Depois de visitar o museu, não resisti a espreitar um pouco o jardim em frente ao complexo industrial, o qual já tinha atraído a minha atenção desde que o avistei da estrada quando procurava o museu.

Achei particularmente curiosas e interessantes, as árvores cogumelos bastante coloridas e sugestivas.

Mas da Delta Cafés avistava-se a propriedade adjacente de vinhas que culminava com um edifício de arquitectura moderna, branco, e que contrastava com o verde da paisagem envolvente. Tratava-se da Adega Mayor, também propriedade do Grupo Nabeiro.

Assim depois de sair dali, não resisti a percorrer de automóvel a estrada de argila que culminava no edifício branco da Adega Mayor

O edifício em si, é uma obra arquitectónica do arquitecto Siza Vieira.

Se pude admirar o exterior do edifício, o mesmo já não posso dizer do interior da adega, já que só é possível visitar a mesma, caso haja uma marcação prévia para o efeito, algo que não possuía.

2 thoughts on “Entre o vinho e o café

  1. Cara turista:
    Louvo o seu prazer de conhecer, sentir e divulgar. Esteja onde estiver,
    explora os lugares, da geografia à história, da arte à gastronomia,
    das actividades produtivas ao comércio, da natureza aos costumes.
    “Sentir” significa a emoção que transmite,seja quando se torna”rainha
    por uma noite”( como nos contos de fadas)e pernoita num palácio real
    português,prossegue visitando o empório economico do grupo Nabeiro,
    passando o seu olhar por museu,arquitectuta,jardins… e dois produtos
    portugueses considerados no estrngeiro: o café Delta e o vinho alentejano.
    Penso também que tem muito que agradecer à pessoa que viaja consigo
    pelas oportunidades que lhe proporciona.
    E nós também, os beneficiários dos seus relatos.
    Beijinho

    • “Senti-me” bastante contente com o seu comentário tão amável e positivo.

      As duas pessoas (uma de palmo e meio e outra com os mesmos palmos que eu) que me acompanham normalmente nos passeios que faço e aqui refiro, são mesmo muito queridas e importantes para mim.
      Tenho consciência que sem elas, qualquer lugar por mais maravilhoso que fosse não teria nem um quarto do seu interesse. Conseguem transformar o dia mais cinzento num dia feliz.

      Beijinhos

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