Uma Flor de Pousada

Com um interesse implícito subjacente, depois de deixar para trás o Marvão, sugeri  dirigir-mo-nos ao Crato.

Não porque tivesse uma vontade especial de conhecer esta cidade, mas porque gostaria de conhecer e almoçar na sua Pousada.

A Pousada não se localiza no centro da cidade, antes numa aldeia adjacente, a Flor da Rosa. Denominada de Pousada Flor da Rosa, o edifício teve a sua origem da conversão de um Castelo, de um Convento e do Paço Ducal, já que em distintas épocas todos foram persistiram neste local.

Por se tratar de “uma obra de arquitectura ecléctica, com uma harmonia de beleza incomparável” (segundo o site da pousada), numa simbiose entre o moderno e o histórico, a pousada foi classificada de histórica de design. Foi justamente essa classificação o que mais despertou o meu interesse e vontade de a querer conhecer.

O misticismo medieval do antigo Convento Sede do Prior do Crato, pertencente à Ordem Religiosa-Militar de Malta, mantém-se ainda hoje, graças à conservação  das características mais genuínas do mesmo.

Continua possível efectuar visitas guiadas à zona intocável que persiste do convento.

O restaurante com aspecto “clean”, cuidado, bastante luminoso e decoração suave e minimalista contrasta com a decoração mais carregada do restaurante da Pousada Rainha Santa Isabel.

Das grandes janelas do Restaurante  vislumbra-se uma das zonas verdes da Pousada, a qual com uma parede estrategicamente colocada, mantém a privacidade dos frequentadores que desfrutam da piscina.

A ementa era bastante rica e diversificada, com uma clara predominância da gastronomia regional alentejana.

Para entrada, um cocktail de camarão, que reconheço não se tratar de algo típico alentejano, mas que me caiu particularmente bem por ser fresco contrastando com o dia quente que se sentia no exterior.  Os pratos principais recaíram na cozinha regional alentejana, pelo menos no que toca a alguns dos ingredientes e a combinações usadas: lombinhos de bacalhau em açafrão com migas de poejos, coentrada de cação em seu empadão de pão, Ensopado de borrego alentejano sobre suas batatas.

A sobremesa foi unânime, com um prato onde foram dispostas pequenas amostras de vários doces conventuais e regionais alentejanos. Tudo com muitos ovos e açúcar, claro.

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