Córdoba, uma cidade rica em história

Córdoba é uma cidade histórica, com uma história muito rica, e que não se resume em termos arquitectónicos ao seu expoente máximo a Mesquita-Catedral.

Capital do Al-Andalus, territórios muçulmanos ocupados na Península Ibérica durante o período denominado pela Europa do Norte como Idade das Trevas. Nos séculos X e inícios do XI, foi a cidade mais poderosa e influente da Europa. O centro histórico da cidade ainda hoje reflecte esses tempos mouros e a sua anterior herança romana.

Assim, Córdoba não é apenas uma paragem conveniente no centro da Andaluzia, mas faz parte da essência de Espanha. Civilizações romanas, judaicas, islâmicas e castelhanas são capturadas nas suas estradas, monumentos e na consciência colectiva. Além da sua Mesquita-Catedral, o centro histórico da cidade foi declarado Património Histórico da Humanidade pela UNESCO.

O mapa seguinte retirado daqui, ilustra o muito que a cidade tem para oferecer.

Nas proximidades da Mesquita-Catedral, circulando em direcção à ponte romana sobre o Rio Guadalquivir, é possível apreciar uma vista panorâmica privilegiada sobre o centro histórico da cidade.

A compilação de fotos seguintes ilustra respectivamente:

o Triunfo de S. Rafael localizado ao lado do acesso à porta da ponte romana; Porta da ponte romana (avistada de cima da ponte); a vista dos dois lados da ponte sobre o rio Guadalquivir; um pouco da ponte romana propriamente dita, tendo como paisagem ao fundo o centro histórico da cidade, onde se destaca a Mesquita-Catedral;  na outra extremidade da ponte, a Torre da Calahorra, onde se localiza o Museu Vivo do Al-Andalus.

Deambular, sem um claro destino prévio, pelas ruas e ruelas do centro histórico da cidade, fotografar um pouco de tudo o que mais atraia a minha atenção, sem me preocupar muito em identificar no mapa do que se tratava, foi algo que apreciei bastante durante esta visita a Córdoba (em contraste com a visita mais rigorosa e minuciosa na visita à Mesquita-Catedral).

Eis apenas um pouco do que encontrei durante essa visita.

A escolha do Hotel onde ficar alojada durante a estadia em Córdoba, teve como principal critério de escolha, a proximidade à catedral-mesquita, mantendo claro, um bom nível de conforto. Encontrar um hotel mais próximo que o Hotel Maimónides, seria difícil, já que este se localiza em frente à mesquita. Com a vantagem extra permitir entrar com o automóvel numa zona restrita à circulação motorizada (pois o parque de estacionamento do hotel localiza-se junto a este) .

E para terminar um dia agradável em Córdoba, nada melhor que um jantar com sabores tipicamente andaluzes, ou mais genericamente espanhois. Tortilha ou salpicão de marisco como entradas e opções diferentes de paelhas como pratos principais.

3 thoughts on “Córdoba, uma cidade rica em história

  1. Olá!
    Fazendo jus ao título do post, dei comigo a contextualizar “CORDÓVA” na época histórica que diz respeito. E, como sei que tem formação e gosta de História, decidi compartilhar consigo. Espero que não se importe…
    A invasão muçulmana à Península Ibérica concretizou-se no início do sec. VIII, após a derrota dos cristãos(VISIGODOS) na batalha de Guadalete (711).
    O Califado de Córdova(929-1031) foi uma das formas de governo islâmico; a partir da P. Ibérica, com sede em Córdova, dominou a n/ península e o Norte de África. Como sabe, um califa é simultâneamente chefe religioso e político. Antes houve um emirado independente iniciado em 756 e Abderramão era emir quando reivindicou o título de califa. Iniciou a dinastia Omíada. O califado de Córdova foi a época de máximo esplendor político, comercial e cultural do AL-ANDALUZ, potência máxima do Mediterrâneo Ocidental, rival de Constantinopla (I. bizantino e ainda Im. Romano do Oriente) e Bagdade.
    No sec XI, mercê de convulsões internas, o califado fragmentou-se em vários reinos – Taifas; foi o fim da hegemonia de Córdova.
    Das várias TAIFAS sobressaiu a de Granada, no sec XIII governada por um Sultão, o qual ordenou a construção do palácio de ALHAMBRA e lá se instalou com a sua corte.
    Na Europa vigorava o Feudalismo e o rei de Granada foi vassalo do rei castelhano Fernando III. Lembra-se da batalha do Salado em que o rei português D. Afonso IV (filho de D. Dinis) foi ajudar Castela contra os Mouros em 1340? Estes queriam recuperar poder na Península Ibérica.
    Mais tarde, o casamento de Isabel de Castela com Fernando de Aragão ( contemporâneos dos reis portugueses D. João II e D. Manuel I) unificaram a península – excepto Portugal, já uma potência marítima – decorria o ano de 1492. Ficaram conhecidos como os Reis Católicos.

    • Olá!

      Muito obrigada por esta verdadeira aula de história que me proporcionou, e a todos que eventualmente leiam este artigo e respectivos comentários. Enriqueceu bastante o conteúdo que procurei apresentar acerca de Córdoba.

      Beijinhos

  2. Não tem de quê!
    Tenho é o péssimo hábito de não reler o que escrevo e só mais tarde dou conta
    de pequenas falhas ( não científicas mas de uso da Língua portuguesa).
    E é pena porque tenho plena consciência que escrevo bem. Lido é mal c/ o P.C.
    Beijinhos

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