Palácio de Sigmaringen, absolutamente irresistível

Presumo que já tenha dito isto antes, mas a Alemanha é pródiga em Castelos e Palácios. Não conheço muitos dos existentes no país, tal o elevado número que possui, mas posso afirmar que já visitei alguns.

Cada um tens as suas especificidades, o que os torna únicos, e apesar de alguns serem mais famosos e conhecidos que outros, todos tem os seus encantos que os tornam irresistíveis. Desengane-se se pensa que consigo eleger um como o meu preferido, porque muitos são magníficos e absolutamente “deliciosos”.

O Palácio Sigmaringen encaixa perfeitamente nesta categoria, é absolutamente irresistível.

Como referido no artigo anterior sobre o Castelo de Hohenzollern, este palácio também pertence à família de Hohenzollern. A sua localização relativamente próxima da do castelo, permite que ambos possam ser visitados no mesmo dia.

A foto panorâmica seguinte que encontrei aqui, apresenta uma perspectiva tão interessante do palácio que o torna ainda mais cativante, dado o local de onde foi captada.

O palácio dos príncipes de Hohenzollern em Sigmaringen foi construído sobre uma rocha calcária com vista para o rio Danúbio. Foi mencionado pela primeira vez em 1077 e sofreu várias alterações desde então.

Em 1535 os condes (a partir de 1623 príncipes) de Hohenzollern tornaram-se os proprietários do palácio de Sigmaringen e transformaram-no de uma fortaleza medieval numa explendida e confortável residência. Foi especialmente o Príncipe Karl Anton de Hohenzollern  (1811-1885) que o tornou um local de encontro da aristocracia europeia, e casa de colecções de arte de grande valor.

Depois de um fogo que destruiu a ala leste  do palácio em 1893, o palácio foi reconstruido e ampliado pelo seu filho o Príncipe Leopold (1835-1905), que o comissionou ao arquitecto da corte Johannes de Pay, bem como a Albert Geyer de Berlim e eventualmente a Emanuel von Seidl de Munique para esta tarefa. O resultado foi uma impressionante mistura de estilos e influencias, típicas da era tardia do historicismo e inícios do século XX.

No início da visita a esta “propriedade” que integra o palácio Sigmaringen, encontrei um placar informativo que anuncia o que se pode encontrar.

Os primeiros passos no interior da propriedade permitiram-me apreciar um pouco a arquitectura exterior do edifício.

Junto à primeira entrada para o Palácio, uma placa na parede com a legenda do edifício.

O início da visita guiada pelo palácio, começa num pequeno pátio, onde nos é feita uma apresentação prévia da história do palácio. Em toda a restante visita guiada era proibido tirar fotografias.

Ao passear pelos corredores e salões do Palácio Sigmaringen pode-se admirar magníficas peças de porcelana, mobiliário e pinturas que dão uma impressão do estilo de vida e cultura na época .

Apesar de não ter podido fotografar, não posso deixar de apresentar dois dos salões mais surpreendentes do Palácio (cujas imagens foram retiradas da internet).

– Salão dos antepassados/ancestrais

– Galeria Portuguesa (gostei, obviamente, desta Galeria com tapeçarias renascentistas de Flandres, e uma fonte com uma figura de Neptuno)

E das suas janelas é possível ter uma vista privilegiada sobre a cidade e o rio Danúbio.

No “Museu”  criado em 1867, estão expostos exemplos notáveis ​​de artefactos pré-históricos e dos primeiros tempos da história, bem como obras significativas de pintores e escultores da Suábia, dos séculos XV e XVI.

A colecção de armaduras e artilharia é considerada uma das maiores do seu género na Europa.

As carruagens  trenós e liteiras expostos nos antigos estábulos (“Marstallmuseum”) dão uma visão sobre a forma de viajar de outros tempos, enquanto a biblioteca privada (“Hofbibliothek”) alberga substancial literatura em todas as áreas, apesar de se ter especializado na história da família Hohenzollern.

Depois da visita guiada ao interior do palácio, pude apreciar um pouco mais dos edifícios que circundam o principal.

Não saí do perímetro do Palácio sem antes visitar uma exposição de trajes da família Hohenzollern e a a Igreja de S. João.

 – No interior do espaço da exposição de trajes não era permitido tirar fotografias, pelo que só fotografei o cartaz publicitário localizado na fachada exterior do palácio.

– Igreja de S. João.

Destaque para os brasões nos vitrais da Capela que representam as uniões das casas reais pelo matrimónio com os varões da família Hohenzollern. Não posso deixar de  salientar o vitral com brasões referentes à união do Príncipe Leopold de Hohenzollern com D. Antónia de Portugal (união já mencionada no artigo anterior).

E para terminar a visita a esta propriedade palaciana, a sua respectiva entrada/saída.



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One thought on “Palácio de Sigmaringen, absolutamente irresistível

  1. Pingback: Sigmaringen, uma cidade encantadora | Turista Ocasional

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