Bamberg entre as suas colinas

Bamberg orgulha-se de se encontrar sobre 7 colinas, o que é uma similaridade com Roma.

Com uma paisagem verde exuberante, as montanhas são uma característica típica da cidade, que ostenta muitos pináculos que podem ser vistos de longe.

(Os números entre parêntesis servem para mais facilmente encontrar esses locais no mapa apresentado no artigo anterior.)

  1. Domberg – a montanha da Catedral (1)  foi a primeira das colinas a ser ocupada e é o centro episcopal com a catedral (Bamberger Dom) e a antiga e nova residências.
  2. Michaelsberg – é onde se localiza o mosteiro da montanha de S. Miguel (St. Michaelsberg) (3).  Era um antigo mosteiro beneditino, fundado em 1015. Como os monges foram os primeiros a produzir cerveja, o museu francónio da cervejaria encontra-se actualmente na antiga cervejaria.
  3. Kaulberg/Obere Pfarre – A igreja da Nossa Querida Senhora (4) e  a igreja das Carmelitas são duas igrejas que se localizam nesta montanha.
  4. Stefansberg – é onde se encontra a principal igreja protestante de Bamberg, a Igreja de Santo Estevão (5).
  5. Jakobsberg – a igreja de S. Jacob (6) é a segunda mais antiga igreja da cidade, construída no estilo de arquitectura romanica.
  6. Altenburger Hill – A montanha Altenburger com 386m é a mais elevada das colinas de Bamberg. O Castelo Altenburg  foi a residência dos bispos durante os séculos XIV e XV.
  7. Abtsberg – em tempos passados, a Abtsberg pertenceu ao abade do Mosteiro Michelsberg advindo daí o seu nome.

Eu não tive o privilégio de visitar estas suas sete colinas quando estive na cidade, talvez com a intenção inconsciente de ter um motivo extra para voltar a uma cidade tão encantadora quanto acolhedora.

Mas devo reconhecer que subir algumas destas montanhas, quase parece “escalar” as mesmas, dado o declive acentuado das ruas que se percorrem para lá chegar. A dificuldade no caso concreto foi acrescida, já que tal foi feito empurrando um carrinho de bebé.

A primeira destas montanhas que visitei é aquela onde se encontra a Igreja Paroquial da Nossa Querida Senhora (4).

Estas são algumas das imagens do exterior dessa igreja.

O seu interior é bastante interessante e as imagens seguintes permitem descobrir um pouco o porquê.

Depois da visita a esta igreja, o próximo destino foi mesmo o da montanha da catedral, e uma vez lá chegada, a visita à catedral foi de imediato sanada.

Alguns dos pormenores que se podem encontrar na Igreja, quer nos seus “salões” principais, quer na cripta.

Mas efectivamente esta montanha tem muito mais para oferecer, para além da catedral.

– A antiga residência – Antigo Palácio Episcopal (Alte Hofhaltung), residência dos bispos durante os séculos XVI e XVII. Actualmente é neste palácio que se encontra o Museu histórico da cidade de Bamberg. Um museu que apresenta uma colecção impressionante da cultura e história da cidade desde a pré-história até à actualidade.

– Nova residência -residência dos bispos depois do século XVII. A residência foi inicialmente ocupada pelos Príncipe-bispos, e depois, entre 1864 e 1867 pelo deposto Rei  Otto da Grécia.

Ao entrar na propriedade da Nova Residência, pude apreciar e usufruir encantador Rosengarten (jardim das rosas), do qual é possível ter uma vista privilegiada sobre a cidade e arredores.

Este jardim das rosas também fez as delícias do meu acompanhante de dois palmos, atrás de quem tive que andar a correr, pois ele ao ver-se solto do carrinho que o transportava, achou imensa piada a correr e a fugir entre os canteiros, escondendo-se de quem o procurava.

Eis um pouco do que se pode avistar do Rosengarten:

Depois de avistar ao longe, do Rosengarten, o Mosteiro do Michelsberg (3), não foi de todo difícil decidir que colina visitar a seguir.

Se o exterior da abadia e/ou mosteiro, atrai o visitante mesmo à distancia, o seu interior é igualmente bastante imponente e interessante.

Estas imagens seguintes ilustram apenas um pouco da nave central, do altar mor e do orgão localizado na extremidade diametralmente oposta ao do referido altar.

Mas numas salas laterais encontrava-se o que mais apreciei neste local.

Depois da visita a este mosteiro, e como o calor convidava, o meu acompanhante maior de idade (ou se preferirem o meu indispensável e incansável acompanhante habitual), aproveitou para experimentar a cerveja típica da cidade, outrora produzida pelos monges do mosteiro.

A famosa cerveja de Bamberg chama-se Rauchbier e é uma cerveja fumada. Para mim a ideia de uma cerveja fumada foi uma total novidade, pois até então eu achava que fumados eram muitos dos enchidos, nunca a cerveja.

E é mesmo com algo fresco e refrescante que termino este artigo sobre as colinas de Bamberg…

4 thoughts on “Bamberg entre as suas colinas

    • Pelo pouco ou nada que percebo do assunto, o que descobri é que é uma das matérias primas, o malte, que é previamente defumado.
      A razão disto está na produção do malte, que deve ser secado para a produção de cerveja.

      Como descobri via wikipédia: “Antigamente além da secagem ao sol, que devido a condições climáticas não era possível em todas as regiões, usava-se também um processo semelhante ao utilizado na produção de chá defumado mediante um forno a lenha aberto. Calor e fumaça fluíam pelos grãos (normalmente cevada) a serem malteados, retirando a humidade e tornando o produto conservável.”
      Beijinhos

  1. Cara “Turista”

    Acabei de conhecer uma cidade magnifica, no estado da Baviera. Diria, uma tentação irresistível, como tantas outras que a “Turista” me tem dado a conhecer.

    As fotos estão excelentes e muito elucidativas! Só assim é possível acompanhar a narração do seu artigo e conhecer a dimensão da beleza a que se refere.

    Parabéns, não só pela enorme coragem, mas também, pela ousadia em “escalar” algumas das montanhas, empurrando um carrinho de bebé. Muita “destreza”!

    O interior da Igreja Paroquial da Nossa Querida Senhora, o branco e os dourados, creia que fiquei atraída perante tal maravilha.

    O interior da Abadia e/ou Mosteiro, é de igual imponência. Eu diria um sonho!

    O jardim das rosas, um convite ao descanso, após um dia de visitas intenso.

    Parabéns pelo ótimo artigo e os meus agradecimentos por me dar a conhecer uma cidade histórica, reconhecida em 1993, pela Unesco, como património mundial.

    • Cara Executiva,

      Sem qualquer margem para duvidas, Bamberg é mesmo uma cidade muito encantadora e seduz quem a visita.
      Fico contente por saber que gostou das fotos aqui apresentadas e que as considera elucidativas. Garanto-lhe que as fotos ainda assim não fazem jus ao local.
      Quanto ao carrinho de bebé, tive uma ajuda preciosa para o empurrar, a do meu acompanhante sempre indispensável em qualquer visita que faça. Confesso que a visita a Bamberg com as suas colinas despoletou a aquisição posterior de um outro carrinho de bebé mais leve e fácil de transportar.

      Quanto às igrejas, catedrais, mosteiros e outros edifícios religiosos, eu tenho sempre a sensação de os mesmos me deixarem rendida, e maravilhada com o seu interior, sobretudo com as pinturas das fachadas e dos tectos, tão características na Alemanha.

      Se gostou tanto da cidade de Bamberg, talvez quando decidir visitar a Baviera a mesma seja incluída no seu programa.

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