A pequena Veneza de Bamberg

Bamberg, continua a ser uma cidade alemã localizada na Baviera, e a cidade Italiana de Veneza não foi parcialmente transportada para lá…

A colónia de pitorescas casas piscatórias foi carinhosamente chamada de “Pequena Veneza” (7) deste mapa. Datam desde a Idade Média, essas pequenas casas de enxaimel, de pé, lado a lado com as suas varandas e jardins minúsculos, na linha da frente da costa do rio Regnitz.

Estes são os placares que se podem encontrar perto da margem do rio nesta zona.

A minha tradução amadora do conteúdo do placar:

Pequena Veneza

Uma fila, alinhamento de marinheiros e casas de pescadores receberam do rei Maximiliano I (1848-1864) este nome romântico. Este conjunto/área é iluminado anualmente durante o mês de Agosto O conjunto é iluminado durante o mês de Agosto para os festejos da Feira popular da Areia (Sandkerwa).

Pescadores e marinheiros viviam em Bamberg, inicialmente na área de areia abaixo da abaixo da colina da Catedral (Domberg) (1). Provavelmente no século XIV essa colónia foi transferida para a margem oposta (2). Naquela época essa área era considerada uma ilha (3), segundo o abade.

As casas (2)
Foram construídas metade na água sobre palafitas. As galerias foram usadas anteriormente para secar e remendar as redes. Até mesmo os banheiros foram instalados acima da água aqui. No passado, os porões eram barcos abertos (Schelcher) (4) e ia-se diretamente para eles. Desde o século XIX. essa área costeira foi convertida em pequenos jardins pitorescos.

Leinritt

O passeio ribeirinho (1) ainda possui o nome de Leinritt. No passado em tais caminhos cavalos puxavam com a ajuda de longos linhos (2) as barcas rio acima. Estes caminhos de sirga tinham cerca de três metros de largura, e levavam directamente para o rio.
A principal rota a partir de Frankfurt para Bamberg (360 km) durava, dependendo do clima e do nível de água, no Verão 13 dias no Verão, e 15 dias no Inverno
Em Bamberg, o caminho de sirga mudou várias vezes, de margem do rio. Os cavalos tinham que atravessar o rio quando estava raso muito mais cedo.

O reboque
Antes da mecanização introduzida pelo barco a motor no século XIX, a forma de andar contra a corrente era possível em parte graças aos agricultores, e especialmente em parte pelos cavaleiros com cordas (Leinreitern), que eram pagos pelos marinheiros. A corda era anexada ao mastro do barco/navio e corria na diagonal através do rio para a equipe do cavalo. Os cavalos que faziam este trabalho difícil tinham que ser especialmente treinados para isso.

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2 thoughts on “A pequena Veneza de Bamberg

  1. Olá!
    Ontem acabei o meu comentário abruptamente, por necessidade de “dona de casa”!
    A sobrevivência junto aos rios, como sabe, vem da antiguidade.
    Para além da pesca, a deslocação e o transporte tornavam os rios imprescindíveis. todas as famosas cidades antigas incluindo as nossas – Lisboa e Porto – estão junto de rios. As trocas comerciais, também aí encaixam. Daí ter-me lembrado ontem das ilhas do Sena, da burguesia , etc
    Não há qualquer dúvida que se trata de um local encantador e como Veneza foi o “farol” desde os sec. XIII/XIV. Não admira que muitas regiões/países, reivindiquem a “sua Veneza”.
    Parabéns e obrigada, mais uma vez.
    Beijinhos

    • Bom dia!

      Sem duvida que as populações assentarem em locais perto de rios, lagos, e oceanos, vem da antiguidade.
      Mas mesmo na actualidade, é indiscutível a preferência pela proximidade a estes mesmos elementos naturais ligados à agua.

      As leis económicas assentam na maximização do lucro e consecutivamente minimização dos custos. E as empresas fazem-se reger por esses princípios, máximas. Assim, muitas empresas localizam-se perto das matérias primas, quando estas em estado bruto são o elemento mais dispendioso para transportar (exemplo das empresas mineiras e de extracção de pedra, mármore e granito), outras dado o produto acabado ser o mais dispendioso para transporte, localizam-se perto das principais vias de comunicação, sejam as fluviais, rodoviárias, ferroviárias, marítimas ou mesmo aéreas, outras precisam da agua como matéria subsidiária à produção (como o caso das empresas de pasta de papel)…
      A industria pesqueira, conserveira, agrícola, e outros ramos da industria alimentar, continua a não ser dificil compreender onde é predominante…

      E consecutivamente as populações, tendem a localizar-se perto dos centros industriais, empresariais, comerciais e de serviços etc, pois é aí que encontram os seus postos de trabalho, e onde é mais fácil sanarem as suas necessidades de consumo.

      Está tudo interligado e se a dependência em relação a determinados elementos naturais diminuiu com a revolução industrial, e o desenvolvimento tecnológico, há dependências que perduram e se mantém desde a antiguidade.

      Não é à toa que em Portugal por exemplo o litoral é indiscutivelmente mais desenvolvido e populoso que o interior, por maiores que sejam os esforços para inverter essa tendência.
      Não é igualmente à toa, que a expressão de Eça de Queirós “Portugal é Lisboa e o resto é paisagem” se mantém tão actual, apesar das outras regiões não gostarem nada de ouvir e saberem disso.

      Beijinhos

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