Palácio e parque de Seehof

Depois de deixar o centro histórico da cidade de Bamberg, havia um outro lugar nas imediações que queria conhecer, o Palácio e Parque de Seehof, localizado em Memmelsdorf.

O palácio foi construído em 1686 como residência de Verão para os Principes-Bispos de Bamberg e deixa uma óptima impressão nos visitantes com o seu bonito parque e cascatas.

O palácio é frequentemente apelidado de Marquardsbug depois do seu construtor Marquard Schenk von Stauffenberg. Esta residência de Verão dos Príncipes-Bispos teve a colaboração de importantes arquitectos e construtores.

O interior do palácio possui mobiliário magnífico, segundo o que li, mas não tive oportunidade de visitar, pois o palácio já estava fechado quando cheguei à propriedade.

Durante o século XVIII, o jardim do palácio foi um dos mais famosos jardins de rococo da Alemanha. Cerca de 400 figuras e bancos  de pedra foram colocados no jardim o Principe-Bispo Friedrich Adam von Seinsheim iniciou a construção de um cano de agua desde a colina de Stammberg até ao jardim para permitir as esplêndidas fontes de agua do jardim. Contudo, durante a secularização e os séculos seguintes muitas obras-primas foram perdidas e o cano de agua foi destruído.

Actualmente o Palácio de Seehof foi devolvido à sua antiga glória depois de um considerável processo de renovação.

Os visitantes podem aceder a 9 quartos (sobre os quais não me posso pronunciar porque não os visitei), como por exemplo a sala branca , que contem um fresco no tecto muito bem preservado pintado por Guiseppe Appiani, representando o cupido e outros anjos. A orangerie, a capela do palácio e o espaçoso parque que inclui fontes de agua no jardim, convida os visitantes a uma visita mais demorada.

O parque é frequentemente usado para eventos culturais.

Parque terminar esta visita ao palácio e Parque de Seehof, deixo uma composição que transmite a tranquilidade e calma que este lugar me transmitiu, avistada da fonte de agua numa das frentes deste palácio quadrado/cubico.

3 thoughts on “Palácio e parque de Seehof

  1. Um belo lugar, sem dúvida!
    Aliás, os “príncipes da igreja” tinham bom gosto, foram criados nele!
    E se por hierarquia familiar não tinham direito a título sonante, candidatavam-se a um lugar na Igreja Católica – que até podia ser comprado ou negociado – e aqui reinariam de certeza. Até com maior liberdade e menor impunidade.
    O povo era ignorante, humilde e temente a Deus,mais distante ainda que esse príncipe que ao menos era visível, concreto. O luxo o que é senão uma forma de fascínio?
    Lá diz o ditado: «come-se mais com os olhos do que com a boca»!
    Quem come!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    • Este Palácio e Parque são encantadores. A forma quadrangular do Palácio, e a sua tonalidade amarela, foram o que achei de mais único e fascinante.

      Desconhecia que os “príncipes da Igreja” eram oriundos das famílias nobres mas que por não serem o primogénito e não usufruírem das vantagens máximas de pertencerem a tal família, enveredavam pelo clero.

      Certamente isso justifica o porque da falta de devoção, e do “abraçar” de alguns dos 7 pecados capitais no seio do próprio clero. Afinal a escolha para serem “príncipes da Igreja” não resultou de um chamamento de Deus mas de uma escolha em tudo voltada pela procura de poder. Quase que se poderia dizer que a maçã podre que corrompeu e contribuiu para o desacreditar crescente na religião, veio do próprio interior da classe que a domina.

      O seu comentário com o enfoque no poder e reinado dos príncipes da Igreja, fez-me lembrar o caso extremo da família Bórgia, a qual tomei conhecimento sobretudo através da série televisiva The Borgias.
      Beijinhos e bom fim-de-semana
      .

  2. Bom dia.
    Os Bórgia, os Medici e muitos outros.
    Fora de Roma era a mesma coisa.Muitos dos
    príncipes alemães que se fizeram protestantes
    pensaram mais nos bens da I. Católica que puderam “nacionalizar”, do que numa Igreja humilde , dedicada à fé e humildade dos primórdios do Cristianismo, que pregou Lutero.
    O “nosso” Cardeal D. Henrique, filho mais novo de D. Manuel I , herdeiro ao trono após a morte de D. Sebastião, foi nomeado cardeal aos doze anos de idade. Mérito reconhecido pela hierarquia romana? A fama e o dinheiro do pai, no auge do sucesso do comércio oriental…
    Beijinhos

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