A Residência de Kempten no Allgäu

Kempten é uma cidade pertencente à região administrativa da Suábia no estado da Baviera. É a maior cidade do Allgäu (a região no sul da Alemanha, pertencente à Suábia).

Já tinha visitado várias outras cidades do Allgäu, mas só mais tarde surgiu a oportunidade de visitar aquela que é considerada a sua capital.

O mapa seguinte ajuda a localiza-la na Baviera e a sua posição relativamente a Munique por exemplo.

Depois de estacionar o automóvel no centro da cidade vários eram os locais a visitar.

O mapa do centro da cidade de Kempten ilustra um pouco do que esta tem para oferecer. (mapa retirado daqui)

O primeiro local que pretendia visitar era a Residência (6), mas tal só era possível com visita guiada e a mesma decorria num horário que limitava bastante a liberdade de visitar a cidade como um todo (porque por 5 minutos teria que esperar cerca de 40 minutos pela próxima visita guiada, e não queria ficar inerte a aguardar).

Resumindo, depois de constatar que o principal motivo de interesse no interior da residência era sobretudo uma sala (e atendendo a que já visitei umas quantas em outros palácios, castelos e residências), conscientemente preteri a visita ao seu interior.

Numa sala contigua à da entrada para a visita guiada, no rés do chão da Residência, encontrava-se uma exposição de obras de artistas da cidade, aberta ao publico e de livre acesso.

Estas são alguns das obras que pude apreciar por lá, com alguma preponderância de labirintos.

Claro que uma vez que não visitei o interior da Residência de Kempten desta vez, tenho um motivo acrescido para voltar a esta encantadora cidade para o fazer.

A residência começou por ser  um Mosteiro Beneditino fundado no século VIII, mas acabou por se tornar a dos Duques Abbots de Kempten até 1803. O edifício barroco com  pátios duplos foi construído por Michael Beer e Johann Serro.

Os principais pontos de interesse na residência são, pelo que percebi, o “Fürstensaal” (Salão dos Duques) com o seu austero trabalho em estuque e os “Prunkräume” (Quartos de estado) com a maravilhosa decoração rococó que é única no Sul da Alemanha.

Lamentavelmente não possuo quaisquer fotos das fachadas exteriores da Residência porque as mesmas estavam cobertas na altura, consequência de obras de restauro.

Adjacente à Residência, na sua retaguarda, encontram-se os jardins da Corte, com três terraços, os quais fizeram as delicias do meu dois palmos e que culminam a norte com a Orangerie (7).

Por mera curiosidade, esta Orangerie foi construída em 1780 como um local verdejante para os citrinos. Actualmente é no edifício da Orangerie que se encontra a biblioteca municipal da cidade

A visita a Kempten continua amanhã, com a Basílica de St. Lorenz (9)

3 thoughts on “A Residência de Kempten no Allgäu

  1. Bom dia.
    Como sabe também adoro belas construções,palácios,jardins,…
    Eram outros tempos, a hierarquia social era incontestável, Luís XIV, chamado o “rei-sol”, qual faraó egípcio (séc. XVII) afirmava:
    “L’Etat cest moi !). Pois… Mas sem o Povo e os seus impostos gostaria de saber como era… Nesta depressão que nos atinge e “outros SENHORES” fazem fossar a maioria dos cidadãos, gostaria,( ai como gostaria!), que fosse possível, que o povo, o grosso dos trabalhadores, desaparecesse como por encanto…COMO SE DESENRASCARIAM os “GRANDES”?
    Beijinhos

    • Bom dia!

      Nós vivemos em sociedade, não numa ilha deserta sozinhos. Isso significa que todas as pessoas contam e são importantes para o todo. Tal como um puzzle, quando falta uma peça é impossível concluir a construção.
      Os ditos “Senhores” não são nada sem o povo, mas o povo sem os “Grandes” também viveriam numa anarquia auto-destrutiva. A questão está na capacidade de valorizar e reconhecer a importância da função de cada um para a obtenção de um equilíbrio sustentável e duradouro, não desvalorizando os mais “pequeninos” nem denegrindo frivolamente os “Grandes”.

      Beijinhos

      • Em 1ºlugar, peço desculpa pela gralha« L’Etat c’est moi», símbolo do Absolutismo… Em 2º, de facto, tem de haver quem lidere, mesmo na “imperfeita” democracia, que é o sistema político tido como melhor, apesar das imperfeições.
        Agora, os “grandes” nem são os Estados mas os bancos e as empresas de rating. Quem paga a fava são os mais frágeis porque as mordomias são intocáveis!
        A situação anda a irritar-me porque a falta de pudor brada aos céus.
        Beijinhos

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