O Terraço da Europa de Dresden

O “Brühl Terrace” (assinalado pelo 4 neste mapa), fazia originalmente parte das muralhas construídas para proteger a cidade.

Entre 1739 e 1748  o conde Heinrich von Brühl, um poderoso ministro sob o reinado de Augusto, o Forte, transformou as muralhas num jardim com terraço para o seu palácio. Goethe deu-lhe o nome de Varanda “da Europa”.

Em 1814, depois da construção de uma escadaria monumental entre a Praça do Palácio  (Schlossplatz) e o terraço, os jardins foram abertos ao público. A escadaria é ladeada por quatro esculturas de bronze, cada uma simbolizando uma estação do ano.

Ao subir essa escadaria encontram-se belos edifícios do seu lado direito, enquanto do lado esquerdo a vista sobre o rio Elbe é magnífica bem com cidade que se prolonga na outra margem com edifícios igualmente imponentes.

O complexo de edifícios que se encontra no Terraço Brühl  é denominado de “Lipsiusbau” (Construção de Lipsius), em virtude do seu criador, o professor de Arquitectura Constantin Lipsius.

O “Lipsiusbau” foi construído entre 1891-1894 no Terraço Brühl em estilo  neo-renascentista. Com a sua cúpula de vidro – apelidada de “espremedor de limões” dada a sua forma – o edifício destaca-se com proeminência sobre o horizonte de Dresden.


Aqui encontra-se a Academia de Artes (Kunstakademie) que abriga a Faculdade de Belas Artes, e um edifício de exposições (Kunsthalle) que pertence à Sächsischer Kunstverein (Sociedade de Arte da Saxónia).

Durante muitas décadas sensacionais exposições de arte foram realizadas no Kunsthalle. Em 1905, por exemplo, os pintores do recém-fundado grupo de artistas “Brücke” (grupo de expressionistas alemães fundado em Dresden) já estavam representados nas exposições da Associação de Arte.

Após a sua destruição parcial, em 1945, o edifício de exposições foi deixado num estado de desuso durante muitos anos. O trabalho de reconstrução, sob os auspícios do Ministério das Finanças do Estado da Saxónia foi concluído em 2005. Aquando da reconstrução, os traços da destruição foram propositadamente deixados visíveis, criando um impressionante contraste com a arquitetura. Assim, aspectos da história do edifício não estão escondidos, mas em destaque. Esta justaposição de arquitetura criou uma convergência entre passado e presente. Para este projeto, o grupo de trabalho foi constituído pela empresa Auer+Weber+Architekten com Rolf Zimmermann e a empresa de propriedade estatal da Saxónia e Gestão da Construção como o cliente foram galardoados com o Prémio de Arquitectura do Bund der Architekten Sachsen (Sindicato dos Arquitectos da Saxónia).

Através da recriação do Kunsthalle, que agora é utilizado pelo Staatliche Kunstsammlungen Dresden, a cidade recuperou em local impressionante para exposições de arte. São numerosas as exposições que oferecem ao visitante, um variado e informativo programa de eventos. Mas a função principal desta Galeria de Arte especial é ser um lugar para ver e discutir arte contemporânea.

Assim se apreciam arte contemporânea, este é um local a não perder numa visita a Dresden.

Em caso de interesse, clicando nos links espalhados pelo artigo, poderão encontrar informações mais detalhadas sobre os locais aqui mencionados.

3 thoughts on “O Terraço da Europa de Dresden

    • Subscrevo em absoluto o que disse. A coexistência de espaços assim é sempre uma mais valia para qualquer cidade e é admirável o esforço da sua preservação e de manutenção das tradições, apesar dos episódios mais sombrios que a história os fez passar.
      Beijinhos

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