O Belvedere, em Viena

Há locais que tornam Viena uma cidade ainda mais imperial, única e especial. Locais que são imprescindíveis de visitar em Viena dado o elevado valor que possuem e o quanto representam em termos históricos, arquitectónicos e culturais.

O complexo histórico de edifícios que compõe o Belvedere encaixa perfeitamente nessa categoria.

O Belvedere é composto por dois palácios barrocos, o Belvedere Superior e Inferior, a Orangerie, e os estábulos do palácio.

O Belvedere insere-se numa paisagem de parque barroco, a sudeste do centro da cidade.  O parque inclui fontes decorativas em camadas e cascatas, esculturas barrocas e majestosos portões de ferro forjado.

Este complexo barroco de palácios foi construído no século XVIII como residência de verão do Príncipe Eugene de Sabóia (1663-1736), durante um período de extensas construções em Viena. Numa época em que Viena era a capital imperial e abrigava a dinastia reinante. Um período de prosperidade que sucedeu após o comandante-chefe Príncipe Eugene de Sabóia ter concluído de forma bem sucedida uma série de guerras contra o Império Otomano.

Esta obra magistral foi realizada por um dos mais destacados arquitectos barrocos,  Johann Lucas von Hildebrandt (1668-1745).

O Belvedere Superior foi construido entre 1717 e 1723 tendo como função principal a de representação do príncipe. A partir  da segunda metade da década de 1770 tornou-se uma galeria de pintura imperial. Para esse efeito, os quadros foram trazidos de Stallberg para o Belvedere Superior após 1776, onde estavam acessíveis ao público.

O evento mais importante na história do pós-guerra é a assinatura de celebração do Tratado do Estado Austríaco em 15 maio de 1955 no Salão de Mármore do Belvedere Superior, a restauração da soberania à Áustria. O hall de mármore, que foi preservado na sua forma original, é a sala central cerimonial do Belvedere Superior e encontra-se aberto ao público.

É no Belvedere Superior que se encontra o Museu que mais obras possui de Gustav Klimt, e onde se encontra a sua obra mais conceituada e reconhecida internacionalmente “O Beijo”.

O trabalho de construção do Belvedere Inferior decorreu entre 1712 e 1716.

Este segundo edifício não tive oportunidade de visitar, pelo que ficou para uma próxima visita à capital austríaca, pois pelo que li acerca do seu interior, parece ser mesmo deslumbrante.

4 thoughts on “O Belvedere, em Viena

  1. Olá!
    Só conheço de fora mas é imponente.
    Foi-me dito, ou li, que a palavra “beldevere” significa ver ao longe, imagino que deve possuir uma parte que serve de miradouro. Aliás, no fim da 2ª Grande Guerra os Aliados reuniram-se no andar de cima, se calhar por isso.
    Os austríacos vivos, desses tempos, ainda não devem ter esquecido o Hitler a declamar do palácio, a anexação da Áustria pela Alemanha.
    Espero um dia poder entrar…
    Beijinhos

    • Olá!

      Por fora é imponente e por dentro a imponência mantém-se. Mas se o edifício é deveras interessante, o que as paredes do Belvedere Superior expõem em termos de arte é igualmente de tirar o fôlego…
      Adorei visitar o Belvedere, e se não teve oportunidade de explorar o seu interior, aconselho vivamente que tendo oportunidade o faça, porque vale mesmo a pena.
      Beijinho

    • Bom dia Claudia!

      Viena é mesmo daquelas capitais que merecem o estatuto que possuem. Uma cidade como referiu, indiscutivelmente imponente, charmosa e lindíssima, cheia de recantos que merecem ser visitados de forma apropriada.
      Beijinho

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