O Höfburg imperial…

A presença da Viena Imperial continua bem patente e presente na cidade actual.

Motivo de orgulho, de preservação e conservação, transmite a quem visita a cidade, o porquê de se tratar de uma cidade apelidada de imperial, imponente, luxuosa, única e memorável.

No centro da cidade, o Höfburg pode ser considerado um dos expoentes máximos dessa imponência imperial.

Esta é a planta do Höfburg retirada do site turístico do local (ao clicar neste link, pode descobrir um pouco mais sobre cada um dos locais que se encontram assinalados na legenda)

Desde 1278 até 1918 (altura do fim da monarquia), o Höfburg foi o centro do gigantesco império dos Habsburgos, sendo a sua residência oficial e principal residência de Inverno. Originalmente planeado como um luxuoso “fórum Imperial”, foi construído e sucessivamente ampliado majestosamente pelos imperadores Habsburg, desde o século XIII, o Antigo Castelo-Fortaleza Medieval (“Alte Burg”), até à mais recente adição datada de cerca de 1900.

Actualmente, o Höfburg, é a sede oficial do Presidente austríaco.

Como a própria legenda do mapa/planta anterior demonstra, no Hofburg é possível encontrar diversas colecções de prestígio internacional que evidenciam o luxo, a arte e a história. Mas também o local ideal para fazer uma refeição ligeira ou mais elaborada nos cafés e restaurantes, bem como descansar e descontrair nas praças e parques.

A Michaeler Platz, uma praça projectada em 1725, mas apenas realizada em fins do século XIX, em forma de estrela, tem o Höfburg a envolve-la numa das laterais.

As Ruínas arqueológicas na Michaeler Platz assumem grande evidencia no centro da praça pela extensão que possuem.

Eis algumas imagens de edifícios que compõe o Höfburg

Na Maria-Theresien-Platz, a ladear a enorme estátua que representa a Imperatriz Maria Theresia da Austria-Hungria, encontram-se dois edifícios idênticos que diferem apenas nos temas das estátuas das suas fachadas, o Museu de História da Arte (17) e o Museu de História Natural (18).

Tanto os museus como a praça adjacente a eles foram construídos em 1891.

Na Josefsplatz, encontra-se a Igreja dos Augustinianos (11) e a Biblioteca Nacional Austríaca (12). No centro da praça está uma estátua e monumento de tamanho real do Sacro Imperador Romano Joseph II, montado num cavalo (1795-1806, feita pelo escultor Franz Anton Zauner).

Albertina (9) um museu que possui uma das maiores e mais importantes colecções gráficas do mundo, de antigos mestres, bem como obras gráficas mais modernas, fotografias e desenhos arquitectónicos.

Além da colecção gráfica, o museu adquiriu recentemente duas coleções significativas em empréstimo permanente de arte impressionista e arte do início do século XX, e algumas dessas obras estão em exposição permanente. O museu também abriga exposições temporárias.

A colecção, que foi criada em 1776 pelo duque Albert da Saxónia-Teschen, um genro da imperatriz Maria Theresa, e compreende mais de um milhão de gravuras e 60.000 desenhos.

Peças famosas como “Hare” e “Mãos dobradas em oração” de Dürer, os estudos de crianças de Rubens e obras primas de Schiele, Cézanne, Klimt, Kokoschka, Picasso e Rauschenberg são exibidas nas exposições rotativas.

Quanto ao edifício em si, trata-se de um grande palácio vienense de estilo neoclássico. O palácio tem o nome do fundador da coleção, o duque Albert de Saxe-Teschen (1738-1822), e foi construído em 1744 para o Conde Emanuel Teles Silva-Tarouca (1696-1771). O palácio foi oferecido em 1794 ao duque Albert pelo Imperador Franz II (1768-1835), e sofreu algumas alterações arquitectónicas e de estilo depois de 1802 e ao longo do tempo desde então.

Junto à Albertina encontra-se um Memorial contra a Guerra e o Fascismo.

O monumento é uma obra do escultor austríaco Alfred Hrdlicka realizada entre 1988–91. Ergue-se na Albertinaplatz em frente ao Albertina e na parte de trás da Ópera Estatal de Viena. O memorial destina-se a servir de  lembrança do período mais sombrio da história da Áustria e é dedicado a todas as vítimas da guerra e do fascismo.

No próximo artigo continua a visita ao centro da cidade de Viena.

2 thoughts on “O Höfburg imperial…

  1. Bom dia.
    Como sempre, o seu post é das primeiras novidades do meu “a receber”.
    Lendo encantada, eis senão quando surge um nome português, “conde Emanuel Teles Silva Tarouca”. Fui procurar como este tinha ido parar a tão badalada corte, no sec. XVIII.
    Começou por acompanhar o irmão mais novo de D.João V, cujo pai (D. Pedro II. havia casado com a princesa M. Sophia de Neuburgo) a quem fugiu para não ter que viver sob a tutela do irmão.Este príncipe de Bragança entrou na Guerra da Hungria entre os Habsburgo e a Turquia, tendo combatido na batalha de PETROVARADIN ( 1716) ao lado do príncipe Eugénio da Sabóia, seu primo. No ano seguinte estava na corte de Viena. Chegou a ser pretendente ao trono da Polónia. O conde de Tarouca foi embaixador de Portugal na Alemanha.O príncipe regressou mais tarde a Portugal.
    Espero tenha apreciado este pormenor.
    bjinhos
    M. Céu

    • Bom dia!!!!

      Muito obrigada pelo seu esclarecimento tão pertinente. Eu admito que ao ver um nome que me parecia português também fiquei bastante curiosa, mas o adiantado da hora e a vontade de concluir o artigo antes de adormecer por completo de cansaço, desviaram-me de sanar essa curiosidade.
      Enriqueceu bastante este meu artigo com o seu comentário.

      Beijinhos e uma vez mais, muito obrigada

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