De regresso a casa

Na viagem de regresso de Zagreb, depressa se chegou à conclusão qual a cidade onde se faria um desvio e se aproveitaria para visitar um pouco.

A cidade escolhida foi Villach, o que é sinónimo de primeiro ter que se atravessar a parte da Croácia e da Eslovénia que constituía o percurso, e sair da auto-estrada pouco depois de se entrar na Áustria.

Como era segunda-feira de Páscoa, e tal dia é feriado na Áustria, tudo estava fechado excepto claro no que concerne à restauração.

Não foi difícil concluir, que também nesta cidade existe um Mercado de Páscoa, mas as barraquinhas que o compunham estavam fechadas. No entanto o pequeno comboio do Coelho de Páscoa  mantinha-se em plena actividade o que certamente agradava imenso aos mais pequenos.

Muito estava efectivamente fechado, mas a principal atracção  da cidade estava aberta ao publico, pelo que aproveitei a oportunidade para ficar a conhecer a Igreja Paroquial de S. Jacob que fica no centro histórico da cidade.

A igreja é dedicada ao apóstolo S. Jacob sénior. A primeira igreja construída no local data do século XI e foi destruída por um terramoto a 25 de Janeiro de 1348. A reconstrução levou mais de 100 anos. Na decoração do coro barroco encontram-se estuques ornamentais ricos e roundels em fresco. As naves são cobertas com abobadas notáveis e entrelaçadas numa rede de nervuras.

A torre com 94m de altura, separada de acordo com exemplos mediterrâneos, repousa sobre as paredes da massiva fundação românica. Adquiriu a sua aparência neo-gótica actual em 1847.

A entrada principal a oeste e as duas entradas laterais foram construídas no estilo gótico tardio e estão bem estruturadas. As três capelas laterais foram estabelecidas e usadas como locais de sepultura das famílias de descendência nobre (Leininger, Dietrichstein, Khevenhüller).

No Baptistério, existe uma fonte baptismal medieval (octogonal com relevos dos 12 apóstolos) e um balcão oratório gótico.

O altar mor está decorado com ricos entalhes rococó (1784-1785) e um crucifixo alto em gótico tardio (1502) no seu centro. O púlpito em mármore foi erguido em 1555 em estilo renascentista, e foi moldado com a forma de um cálice.  Do corpo de Jesse deitado no chão, a árvore genealógica de Cristo enrola-se para cima ao longo do eixo do púlpito.

O novo órgão foi consagrado em 1992. A empresa alemã que fez o órgão Jann construiu na preciosa caixa, que data de 1645, uma moderna tubagem três-manual  com 43 vozes. O órgão é usado nas celebrações solenes da Santa Missa, especialmente em dias festivos, mas também em concertos na igreja.

Para ficarem a conhecer um pouco melhor acerca do que esta cidade tem para oferecer em termos turísticos, talvez considerem útil esta brochura disponível online.

Um aparte: Para quem vai estar na Baviera no feriado de 1 de Maio, amanhã, tem oportunidade de conhecer uma das tradições deste estado alemão, com o erguer braçal do mastro de Maio. Afinal festeja-se o dia do trabalhador mas os rapazes da cidade tem que se esforçar bastante para fazerem subir o mastro até que este fique na vertical. O que os ajuda são as canecas de cerveja, o incentivo das raparigas, a musica e danças populares. Espreite este artigo para mais detalhes: Maibaum, Maypole ou Mastro de Maio

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s