Marksburg

Na margem direita do Reno o castelo que visitei foi o Marksburg, em Braubach, a cerca de 12 km a sul de Koblenz.

O castelo foi primeiro mencionado num documento em 1231 e é o único castelo de montanha no Reno que se pode “gabar” de nunca ter sido destruído ao longo dos séculos, antes de ter-se expandido e crescido até à sua forma actual. Trata-se de um complexo de edifício surpreendente que desperta a atenção e interesse mesmo à distancia. É neste castelo que se encontra a sede da Associação de Castelos da Alemanha (DBV).

Não faltam assim motivos, para ter sido este o castelo eleito por mim, para visitar na margem direita do Reno.

O parque de estacionamento fica num ponto inferior, e existem duas alternativas de percurso ascendente pedonal até ao castelo, um mais íngreme e exigente com escadas cravadas na colina, o outro uma estrada com um declive um pouco acentuado. Não são percursos muito longos ou extensos (pelo menos em termos comparativos com o percurso até ao palácio Stolzenfels do artigo anterior)

Já no castelo, encontra-se um placar informativo acerca do local.

Antes do início da visita guiada, desta vez com possibilidade de ser em inglês (durante a época de verão – entre 17 de Marçoe 4 de Novembro 2012 – existem visitas guiadas em inglês às 12h e às 16h) ainda pude explorar um pouco o complexo e apreciar a paisagem.

Além da vista privilegiada sobre o Reno e as terras costeiras, pode-se ver ao longe na outra margem, um pouco a norte, o Palácio Stolzenfels.

A visita guiada, começou com o esclarecimento de como esta decorrerá (“não se afastem do grupo, porque só eu tenho a chave que abre a porta que vos permite acesso ao interior e que vos impede de saírem, ficando aqui presos por mais umas centenas de anos”) e de alguns factos relevantes relacionados com o castelo.

O local de paragem seguinte foi em frente à parede de brasões (vide história do Monumento) que revela os diferentes proprietários que o castelo teve ao longo da sua existência.

A visita continuou subindo uma escadaria irregular que dá acesso a um pátio interior circundado pelo edifício e onde se encontram os canhões.

Numa espécie de alpendres cobertos encontram-se canhões dos século XVI e XVII.

Depois dos canhões as plantas, num jardim botânico da idade média estreito e que circunda uma parte do castelo.

Deste jardim as vistas sobre o Reno são igualmente soberbas, e permitem avistar a paisagem a sul.

De regresso ao interior do castelo, a primeira paragem foi nas caves de vinho.

A seguir o extenso salão gótico onde se encontra a cozinha do castelo.

Destaco que as paredes do castelo tinham cerca de 3m de espessura e que existiam reentrâncias nas mesmas onde eram colocados bancos, que permitiam aos habitantes desfrutarem de uma zona mais iluminada.

Apartamento privado feminino no piso superior ao Salão Gótico

Salão dos cavaleiros no piso superior do salão gótico.

A capela na torre da capela com murais feitos em 1903.

Sala de ocupação de tempos livres

Salão de armaduras e armas

Na passagem entre divisões do edifício, um pouco mais de oportunidade para apreciar a sua área exterior, como pormenores da torre de menagem, por exemplo.

De regresso ao interior do castelo, os antigos estábulos, alojam agora a câmara de Tortura (que se encontrava originalmente num local que não era apropriado para receber turistas)

A oficina do ferreiro no castelo foi o ultimo dos locais visitados. Na imagem, a guia segura duas ferraduras de cavalos, e destaca a diferença do tamanho das mesmas na época medieval e actualmente. Torna-se evidente o quanto os cavalos no passado eram muito mais fortes e suportavam pesos muito maiores do que os de hoje.

Apreciei bastante visitar este castelo e sentir-me um pouco durante os tempos medievais…

3 thoughts on “Marksburg

    • As vistas sobre o Reno, obtidas dos castelos localizados em pontos elevados nas montanhas, são mesmo uma das suas principais mais valias e atractivos.
      O Marksburgo, como nunca foi destruído, e mantém-se bem preservado, permite uma viagem no tempo até à idade média, muito interessante.
      Beijinhos

  1. Pingback: Entre o Mosela e o Eltz… | Turista Ocasional

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