O lado religioso de Koblenz

Quando se visita uma cidade, um dos tipos de edifícios que se tendo a visitar são as igrejas. Talvez porque o clero sempre foi uma classe social privilegiada, com poder económico e influencia política (pelo menos no passado), os edifícios que pertencem à Igreja, tem interesse e relevância em termos arquitectónicos, sociais e mesmo culturais. Em muito casos são mesmo onde se encontram as principais marcas da história associada à cidade, ou o centro a partir do qual a cidade se desenvolveu e expandiu (por isso, muitas das igrejas que subsistem ainda hoje se encontram localizadas no centro histórico da cidade)

Admito que o facto de ser católica, também, possa contribuir um pouco para esse meu interesse.

Koblenz possui 8 igrejas principais, das quais eu só visitei 3, mas que claramente confirmam o que referi anteriormente acerca da importância das igrejas e do clero numa cidade, ainda mais numa como esta com 2000 anos de história.

Neste artigo começo por enunciar as várias igrejas e, posteriormente, apresento as que efectivamente visitei.

Por uma questão de mais fácil localização das várias igrejas neste mapa, coloco igualmente o numero com que estão assinaladas no mesmo. Mas por maior facilidade também as encontram no mapa seguinte.

  1. Basílica St. Kastor (36)
  2. Capela St. Jakobus  (38), da antiga igreja católica
  3. Florinskirche (26), igreja evangelista
  4. Igreja de Nossa Senhora (19)
  5. Igreja da Cidade na Jesuitenplatz (3)
  6. Igreja do Coração de Jesus (16)
  7. Igreja de Cristo (14), igreja evangelista
  8. Igreja de St Josef (9)

A primeira igreja que visitei foi a Basílica de St. Kastor, pois fica bastante perto do Deutsches Eck e imediatamente atrás à “estação” de entrada/saida do funicular, pelo qual regressei da Fortaleza Ehrenbreitstein.

Esta igreja é um excelente exemplo da arquitectura românica no Médio Reno. Ela  formou no início da Idade Média e alta, o centro cultural e religioso de Koblenz, embora a igreja até ao final do século XIII estivesse ainda às portas da cidade. A sua forma actual advém da construção no século XII.

O edifício original está contido em pequenas partes da construção actual. A igreja foi construída sobre um templo romano em 836 pelo Arcebispo Hetti na presença do rei Ludwig, o Piedoso, que foi um grande patrono do edifício da igreja dedicada a São Castor.

Escavações recentes arqueológicas no período de renovação e restauro nos anos 1979-1990 trouxe à luz os edifícios anteriores, a tradição da igreja neste lugar, muito antes da consagração da igreja em 836. A Igreja de St. Kastor tornou-se uma igreja colegial rica, o que foi revogado aquando da Revolução Francesa em 1802 e desde essa altura serve como uma igreja paroquial.

Eis um pouco do que se pode encontrar hoje quando se visita o interior desta basílica.

A segunda das igrejas que visitei, fica na Praça Jesuita (Jesuitenplatz), contigua ao edifício onde se encontra o posto turístico da cidade, perto da Câmara Municipal (Rathaus), no centro do centro histórico. Denomina-se de Citykirche, e é a Igreja Jesuita.

Os jesuitas vieram para Koblenz em 1580 e construiram a igreja e o colégio Jesuita. Actualmente o edifício do Colégio Jesuita é onde está a Câmara Municipal.

Quando visitei a igreja estava a decorrer no interior da mesma um exposição de pintura dos artistas João Batista Bezerra da Cruz (de Pedro II, Nordeste brasileiro) e Peter J. Schaffer (alemão e morador em Koblenz).

A Jesuitenplatz encontra-se rodeada por pequenas lojas, cafés e alguns restaurantes. No centro da praça ergue-se a estátua, colocada em 1899, do anatomista e fisiologista, que nasceu em Koblenz, Johannes Müller (1801-1858).

A terceira e ultima das igrejas que visitei, foi a Igreja de Nossa Senhora, que fica bastante perto da anterior.

Esta igreja, a par com a de St. Kastor, foi sempre a igreja paroquial de Koblenz. Os primórdios da igreja remontam ao século V, quando os francos construíram um lugar de oração dentro das muralhas romanas.

Foi convertida e expandida várias vezes, utilizando as bases originais.

O interior, tal como o exterior, evidenciam a relevância da igreja na cidade e a sua imponência.

Curiosamente a primeira igreja e monumento que quis visitar em Koblenz, acabou por ser o último, porque à primeira tentativa estava a decorrer uma missa lá.

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