O Palácio Linderhof

Depois de passar e desfrutar da paisagem junto ao lago Plansee (3), o local seguinte deste meu roteiro, é o Palácio Linderhof (4), e para o efeito não tem que se fazer grandes desvios à estrada que se percorre.

Cerca de 14km depois de primeiro se vislumbrar o lago Plansee, sai-se da Áustria e volta-se a entrar na Alemanha, e cerca de 8 km depois, deixa-se o automóvel estacionado no parque de estacionamento, e pode começar a visita ao Parque e Palácio de Linderhof.

Se o palácio mais emblemático do rei Ludwig II, o Neuschwanstein, se localiza no cimo de uma montanha e rodeado por lagos, este palácio Linderhof, em contrapartida, localiza-se no meio de uma floresta, de onde se podem vislumbrar também as montanhas.

Cada um no seu estilo, mas todos com uma localização fantástica, no meio da natureza, afastados dos aglomerados populacionais, como seria expectável de um rei que se procurava isolar da multidão.

Esta é a planta do parque de Linderhof, que se encontra no site oficial do palácio:

Em 1867 o Rei Ludwig II comissionou o projecto do Palácio de Neuschwanstein para concretizar os seus planos e fantasias de construção. Foi inspirado por uma visita a Wartburg nesse ano, e movido pelo desejo de recriar o mundo de “Tannhäuser” de Richard Wagner aí.

No mesmo ano após uma visita a Versalhes, teve o impulso para fazer planos para um novo palácio de Versalhes. Depois de em 1868/9 o arquitecto George Dollmann ter criado sete projectos para o Novo Versalhes em Linderhof, foi apenas em 1870 que a ilha Herrenchiemsee se tornou a localização definitiva para tal estrutura.

Simultaneamente o rei também tinha planos preparados para um gigantesco palácio bizantino em Linderhof, mas acabou por ser uma “Villa Real”, que possui um tipo de estrutura única entre os palácios reais, o que acabou por ser construído em Linderhof.

Em termos de dimensão, o Palácio Linderhof é o mais modesto dos palácios do Rei Ludwig II, mas também o único que ele viu concluído e no qual residiu durante longos períodos e com frequência. Neste palácio ele sentiu-se realmente como o “Rei Sol” que tanto admirava.

Durante a visita ao interior do Palácio (11) é expressamente proibido tirar fotografias, por uma questão de conservação e de direitos de imagem, assim não posso aqui mostrar o quão interessante e requintado é esse interior.

O Parterre principal, em frente ao Palácio é repleto de focos de interesse. Nas fotos seguintes é possível vislumbrar o Parterre de agua, com grande piscina (12) onde no centro está a fonte dourada “Flora e putti”. A fonte, operada unicamente através da pressão do gradiente natural, produz uma coluna de agua que pode subir até 22 m de altura.

A seguir à piscina encontram-se tílias (13), às quais se sucede o terraço de jardins (14) e no topo culmina o Templo de Vénus (15).

Os Parterres laterais, como o leste (17), possuem igualmente vários motivos de interesse e que merecem ser devidamente apreciados. As imagens seguintes ilustram em duas estações do ano (outono e verão) esses jardins.

À retaguarda do palácio encontra-se a Fonte de Neptuno (19), a Cascata (20) e ao cimo desta o Pavilhão de Musica (22).

Percurso leste, que inclui andar parcialmente por um dos caramanchões (21) até à Gruta de Venus (23).

Os numerosos pequenos edifícios que rodeiam o Linderhof, são originários da faculdade imaginativa  do rei. Exemplos dessa capacidade criativa e imaginativa são:

  • o “Quiosque Mourisco” (24);

  • a “Casa Marroquina” (9), onde o rei procurou recriar os contos de fadas das noites árabes;

  • a “Cabana de Hunding” (27), com peles de urso onde procurou recriar o cenário mítico da opera Valquíria;
  •  o esquife dourado no lago da “Gruta de Venus” (23), uma gruta artificial, onde desejava sentir o  encantamento do “Tannhäuser”;

  • o “Eremitério Gurnemanz” (destruido), onde na manhã de sexta-feira santa o rei, queria sentir o efeito da consagração de “Parsifal”.

7 thoughts on “O Palácio Linderhof

  1. Queria saber onde vc descobre esses palácios!!! Arquitetura super bonita, fui até procurar no google pra ver ele por dentro. =)
    Sabe que eu acho que essa história de proibir fotos do interior é puro marketing, pq as pessoas que ainda não foram fica super curiosas em ver como é por dentro (eu, no caso)!

    • Olá Bruna!
      Como já referi anteriormente, a Alemanha é mesmo pródiga no numero de castelos e palácios que possui, uma grande percentagem dos mesmos muito bem conservados.
      Sem duvida alguma, a proibição de fotos (com flash eu até percebo por uma questão de preservação e conservação, mas sem flash nem por isso), é uma questão de marketing e de merchandising. Além de despertar a curiosidade para se saber mais e conhecer melhor o palácio, sendo proibido tirar fotografias do seu interior aumenta a probabilidade de, aquando da visita, se adquirir mais artigos contendo o seu interior nomeadamente postais ilustrados ou livros guia.

      Beijinhos

  2. Pingback: Novo Palácio de Herrenchiemsee | Turista Ocasional

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