Um pouco mais na Ilha do Homem

Depois da visita ao Novo Palácio de Herrenchiemsee, a visita à Ilha do Homem, não estava terminada.

De regresso às imediações do cais de embarque (1), há bem mais para visitar.

Uma vez mais, a distância mais curta que une as duas áreas da Ilha, demora cerca de 20 minutos a percorrer a pé.

O edifício que se vislumbra de imediato quando se chega à ilha de barco, mas que ficou preterido para visitar depois é o Antigo Mosteiro do Herrenchiemsee (2) (na Ilha da Mulher continua activo um convento beneditino onde vivem freiras.  Talvez por esse motivo uma ilha foi denominada a dos homens e a outra a das mulheres, porque desde tempos ancestrais os seus habitantes eram apenas desse género na comunidade religiosa a que pertenciam).

Em cerca de 1125 a 1130 o arcebispo Konrad I de Salzburgo renovou a tradição monástica da Ilha do Homem (Herreninsel) ao fundar a comunidade de cânones agostinianos no  local.

Desde 1244 até à secularização dos mosteiros em 1803 o Herrenchiemsee esteve sobre governação e protecção dos governadores da Baviera, a Casa de Wittelsbach.

No ultimo terço do século XV o mosteiro tinha o seu brasão, e durante esse século o mosteiro floresceu. Depois deste período de paz e prosperidade no fim da idade média, a fortuna do mosteiro começou a declinar durante a reforma. Apenas nos séculos XVII e XVIII é que a situação começou de novo a melhorar graças a consolidação da sua base económica e à reforma da vida do capítulo. São as evidencias dessa regeneração, durante o período barroco, que são visíveis actualmente na igreja da catedral e nos edifícios do Mosteiro, que foram reconstruidos nesse estilo magnifico nessa altura.

No interior do edifício, uma grande pintura de parede na Prelazia de trato (actual Galeria de Pintura Julius Exter) mostra a extensão do complexo do mosteiro na segunda metade do século XVIII.

Um dos primeiros elementos em exposição que encontrei, foi um imponente sino no corredor de acesso à galeria de arte de Julius Exter, que provavelmente, outrora esteve na torre da igreja.

Na galeria de arte acomodada na ala norte do mosteiro estão expostas cerca de  100 obras de Júlio Exter, distribuídas por nove salas barrocas no primeiro andar.

[Julius Exter (1863-1939) foi um importante pioneiro da arte moderna em Munique no final do século XIX. Ele era um membro do movimento de Secessão fundado em 1892 e era conhecido entre os companheiros artistas como o “príncipe das cores”. As pinturas deste artista de vanguarda foram procurados por toda a Alemanha e foram particularmente populares na Suíça.]

A compilação de quadros seguinte mostra algumas das obras deste artista, mas também de outros, que estava patente na Galeria de Pintores do Chiemsee, e ocupa seis salas.

No primeiro andar do edifício existe também um espaço com um atelier de pintura, relembrando os pintores que viveram e retrataram o Chiemsee e que fizeram da ilha o seu local de trabalho.

– Salão da Biblioteca do Convento, no rés do chão do edifício. Foi decorada em 1738/39 pelo artista da corte de Munique Johann Baptist Zimmermann.

A secção dos Príncipes (apenas parcialmente aberta ao publico e entrada pela do Convento), construida entre 1700 e 1716 por Antonio Riva, era onde se acomodava a realeza e nobreza durante visitas, em especial os Bispos de Chiemsee que residiam em Salzburgo. Por volta de 1874 a 1875 alguns dos quartos foram remodelados para o Rei Ludwig II da Baviera, quando este comprou a ilha.

Nesta secção do mosteiro encontra-se a antiga cozinha, no rés do chão, como uma que se preza, é de grandes dimensões, e com uma ilha ao centro.

– No segundo andar desta secção encontra-se o salão imperial com decorações de pintura de Benedikt Albrecht e Johann Eustachius Kendlbacher.

Uma área do museu no rés-do-chão e que se estende ao primeiro andar é dedicada à história política da Alemanha, com particular relevo nas questões partidárias.

Algo que mereceu o minha atenção, alem dos cartazes de campanhas políticas, foi um placar que retrata a criação, fusão e evolução dos partidos políticos na Alemanha.

No Antigo Mosteiro Agostiniano, depois denominado de Antigo Palácio, além do já anteriormente citado, existem exibições da história do museu e da constituição da Republica Federal da Alemanha.

Próximo do Mosteiro, fica a Antiga Igreja Paroquial de Sta. Maria (5).

A igreja foi construída para os leigos do mosteiro. A construção gótica foi consagrada em 1469, e foi reconstruída e remodelada em 1630-1632.

O altar mor barroco é de 1632 e o tecto com caixilhos com painéis pintados que retratam cenas da vida de Maria, data dessa época.

A igreja também tem um órgão barroco valioso que data de 1668. Na fachada do edifício são os brasões de armas dos reitores agostinianos.

Existem outros edificios na ilha mas muitos deles estão fechados ao publico.

Não posso deixar de destacar que é nesta zona da Ilha onde se encontra o Hotel Schlosshotel Herrenchiemsee (4), que possui também restaurante.

Antes de sair da Ilha do Homem, termino este artigo com algumas das paisagens que se podem avistar da mesma.

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