Explorando um pouco mais no Distrito do Castelo

Quando a visita ao Labirinto do Castelo de Buda terminou, tinha parado de chover, mas não por muito tempo. Assim, a visita ao distrito do castelo continuou em direcção ao Bastião dos Pescadores (Halászbástya, em húngaro), perto da sinalização 17, no mapa já aqui apresentado.

Numa posição central e de relevo, encontra-se a Igreja de Nossa Senhora (Nagyboldogasszony Templom), vulgarmente conhecida como Igreja de Matias. Mas aquando da minha visita, esta estava em obras de reconstrução e restauro, pelo que o seu exterior estava parcialmente coberto.

Ainda assim, sobressaía o seu telhado colorido e transparecia um pouco do majestoso edifício.

O seu  popular nome de Igreja de Matias deriva do facto do Rei Matias (Mátyás Király) ter realizado nela ambos os seus casamentos. Existe mesmo na fachada da Igreja, voltada para a Praça da Santíssima Trindade, uma referencia a este rei.

Na igreja, o principal portão oriental e a longa abside são do século XIII, enquanto a parte central da igreja foi construída por volta de 1400. Nos tempos turcos todos os móveis foram retirados e todas as paredes decoradas foram caiadas e pintadas com inscrições do Alcorão. Mais tarde, foi convertida numa igreja barroca e a rosácea foi emparedada.  Simultaneamente, as paredes foram repintadas com base nos fragmentos encontrados no momento da restauração.

A igreja foi danificada durante o cerco de 1945 a Buda, mas a restauração procurou ser fiel ao original.

Não tive oportunidade de visitar o seu interior.

A Igreja encontra-se perto da Praça da Santíssima Trindade, onde está a coluna com o mesmo nome. A coluna data de 1713 e foi encomendada pelo Conselho de Buda na sequência de uma praga.

O percurso exploratório levou-me depois à Igreja de Maria Madalena. Igreja paroquial dos cidadãos de Buda desde o século XIII.

A Igreja foi reconstruída e uma nova torre foi construída no estilo gótico no século XIV. Durante a ocupação turca a igreja foi usada pelos cristãos. Os católicos usaram o altar e os luteranos a nave.  Depois das guerras turcas a ordem franciscana usou o edifício, mas a igreja foi dada à guarnição de Buda.

A igreja foi destruída durante o cerco de Budapeste em 1945. Como resultado desses danos sofridos, a nave foi demolida e apenas a torre de estilo gótico foi restaurada. As ruínas atrás da igreja têm sido usadas ​​para formar uma exposição da história da igreja.

De volta ao centro do distrito, regresso à Igreja de Matias e posso apreciar um pouco melhor e com mais atenção o Bastião dos Pescadores que fica mesmo ali.

O Bastiao dos Pescadores é um terraço em estilo neo-gótico e neo-românico  em torno Igreja de Matias. Foi projetado e construído entre 1895 e 1902 conforme os planos de Frigyes Schulek. Entre 1947-48, o filho de Frigyes Schulek, János Schulek, realizou o projeto de restauração após a sua quase destruição durante a Segunda Guerra Mundial.

No centro do terraço encontra-se a estátua equestre do Rei Estêvão, o Grande, ou Santo Estêvão da Hungria (primeiro rei da Hungria) feita por Alajos Stróbl em 1906.

Deste terraço com uma localização estratégica, a vista sobre o Danúbio e o lado de Peste é fantástica.

Depois de bem apreciada a paisagem, eis chegado o momento de descer a longa escadaria do bastião e alcançar o patamar inferior de Buda junto ao rio.

Ao longo da margem de Buda junto ao Danúbio ainda passei por uma outra igreja e uma espécie de totem que achei curioso.

E assim termina a visita ao distrito do castelo…

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