Na colina Géllert

A colina Gellért recebeu o seu nome graças a St. Gellért que veio para a Hungria como um bispo missionário a convite do Rei St. Estevão I cerca de 1000 a.d, com o intuito de converter os húngaros ao cristianismo.

Alguns lideres pagãos que nao se queriam converter capturaram St. Gellért e colocaram-no dentro de um barril e fizeram-no rolar do alto da colina.

O Monumento de St. Gellert e a fonte que representa o martírio encontram-se na encosta nordeste da colina e eu nao perdi a oportunidade de os ver mais de perto.

Em frente fica a ponte Elisabeth.

No topo da colina situa-se a Citadela, fortaleza construída entre 1851 e 1854 por Julius Jacob von Haynau, um comandante da Monarquia dos Habsburgo, conforme projecto de  Emánuel Zita e Kasselik Ferenc. Em concreto foi construída com trabalho forçado húngaro. O intuito dos Habsburgos era demonstrar o seu controle sobre os húngaros.

Ocupa quase todo o planalto de 235 metros de altura. A fortaleza é uma estrutura em forma de U construída sobre um pátio central, com 220 metros de comprimento, 60 metros de largura e 4 metros de altura.

Com uma localizacao provilegiada permitia um ponto estratégico de onde possuiam uma visão geral tanto de Buda como de Peste. Apesar de ter sido equipada com 60 canhões, foi utilizada como uma ameaça e não como uma fortificação activa.

Após a reconciliação com os Habsburgos os húngaros queriam demolir os edifícios, mas tal acabou por não acontecer. Em meados do século 20 que foi convertida num centro turístico.

No interior do edifício, no Bunker (6) encontra-se uma exposição sobre a Segunda Guerra Mundial.

Desde os terraços panorâmicos pode-se ter uma vista deslumbrante da cidade.

Um pouco mais à frente encontra-se o Monumento da Libertação (10).
A estátua foi erguida em 1947, após a Segunda guerra mundial. A figura principal é uma mulher, segurando um ramo de oliveira, símbolo da paz em suas mãos.

A ladeá-la estão duas figuras simbólicas: a vitória do jovem sobre o dragão representa a derrota do fascismo.

Pode-se aceder à Citadela através do autocarro 27 da Móricz Zsigmond körtér.

Regressando à base da colina ainda houve uns breves instantes para “espreitar” um pouco de outro dos motivos por que Budapeste é famosa.

Afinal, é a única grande cidade do mundo, que é abundante em fontes de água termais. Cerca de 70 milhões de litros entre 21-78 graus Célsius de água termal quente flui diariamente das suas 118 nascentes termais naturais.

Em 1934, Budapeste recebeu o título supremo “Cidade do Spa”.

Os Banhos e Hotel Gellert abriram as suas portas antes desse reconhecimento internacional, em 1918, enquanto as piscinas exteriores foram adicionadas posteriormente. Os desenvolvimentos técnicos modernos combinam com a herança histórica.

Com tantos predicados, quis espreitar um pouco o Hotel e Banhos Gellert, mas como é óbvio, como só estava de passagem e não estava preparada para entrar e usufruir dos banhos, pouco pude vislumbrar. Sem dúvida alguma numa próxima oportunidade, não deixarei de usufruir convenientemente de outro dos motivos porque Budapeste é famosa.

5 thoughts on “Na colina Géllert

    • O tempo quando se está de férias é sempre muito curto quando se está a gostar de férias, e nunca dá para tudo quanto gostaríamos de visitar e ficar a conhecer.
      Por certo teve oportunidade de visitar outros locais em Budapeste muito mais convenientemente que eu, como o caso do interior da Igreja de S Matias.

      • tem razão… e Budapest tem tanto para ver🙂
        gostei muito de visitar o Museu Etnográfico, a Ópera, o Parlamento, a Sinagoga 🙂

  1. Cara “Turista”

    O artigo que acabei de ler, fez-me recuar há alguns anos atrás, quando visitei Budapeste, pela primeira vez.

    No que diz respeito à “Colina Gellért”, a “Turista” narrou ao pormenor toda a sua história. Creia que considero uma das zonas mais atrativas de Budapeste. Tenho bem patente que do topo se desfrutava de uma vista fantástica, sobre a parte sul de Buda e sobre Peste.

    Quanto ao Hotel Gellért e Complexo de Banhos, tive oportunidade de o conhecer. Não deixei de concluir que este hotel foi construido em estilo de Secessão. Admirei de perto toda a beleza deste hotel, bem como dos banhos.

    Aconselho a “Turista” a visitá-lo, numa próxima oportunidade. Com certeza que não deixará de tirar belíssimas fotos.

    Obrigada por, mais uma vez, relembrar de momentos muito agradáveis de minha vida.

    Beijinhos.

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