O Castelo de Gruyères

O Castelo de Gruyères é um dos mais famosos castelos na Suiça. e tem muitos motivos para tal.

O edifício do castelo foi construído entre 1270 e 1282, seguindo o plano quadrado típico das fortificações na Sabóia.

“Entre os séculos XI e XVI esteve na propriedade de 19 condes. O ultimo destes condes, Michel, manteve-se com dificuldades financeiras quase toda sua vida e acabou por abrir falência em 1554. Os cantões de Friburgo e Berna eram os seus credores e nessa condição partilharam o seu condado entre eles. Entre 1555 a 1798, o castelo tornou-se residência para os oficiais de justiça (Bailiados) e depois para os prefeitos enviados por Friburgo. Em 1849, o castelo foi colocado à venda e adquirido pelas famílias Bovy e Balland, que ficavam no castelo durante o período de Verão e o restauraram com a ajuda de seus amigos pintores.

Em 1938 o castelo foi readquirido por compra pelo cantão de Friburgo, transformado num museu e aberto ao público. Desde 1993, uma fundação assegura a conservação, bem como a valorização do edifício e da colecção.” (texto retirado daqui)

O castelo está assinalado pelo número 1 no mapa do centro histórico de Gruyères apresentado anteriormente.

Os portões abertos da propriedade são um convite a entrar e o placar informativo, responde a questões como: quando está aberto ao publico e qual o preço dos bilhetes.

Alguns dos locais de destaque no castelo, foram colocados em placares ao longo do percurso até ao castelo.

Para acompanhantes como o meu dois palmos, que possuem um sentido de descoberta muito activo, os placares podem servir bem como motivação para visitar mais um castelo, já que os cavaleiros eles certamente já descobriram que não os vou encontrar por lá: “agora vamos ver se descobrimos estes locais no castelo?”

Estas são as primeiras imagens captadas do castelo propriamente dito, do Brasão por cima da entrada principal, e do que se avista daí, nomeadamente a Igreja de St.-Théodule (4) .

Avisto também as primeiras esculturas da exposição „O fabuloso mundo de Tuckson“, um artista plástico contemporaneo do Zimbábue, a decorrer no castelo entre 12 de Maio e 4 de Novembro de 2012.

Nas muralhas voltadas para sul, talvez sudeste, uma placa informativa identifica quais as montanhas que se podem avistar ao longe.

Este é um mapa do castelo que encontrei na Internet e que é bem mais perceptível que o do livro-guia que adquiri na loja do castelo. (O bilhete adquirido foi um combinado com o do Museu HR Giger, adquirido nesse museu. Como não tive que ir à bilheteira do castelo acabei por não me aperceber, atempadamente, que o deveria ter feito para me ser disponibilizado um folheto guia do castelo.)

Legenda desta planta do castelo:

Rés-do-chão 1º Andar 2º Andar
1 Entrada Principal
2 Poço e área da Citadela em redor da capela
3 Capela de S. João Batista
4 Pátio Interior
5 Antigo Arsenal: Exposições temporárias Sala de Borgonha Sala de Arte fantástica
6 Sala abobadada: Exposições temporárias Sala do Bailiado Sala dos Cavaleiros
7 Cozinha Sala Corot Sala Barroca
8 Sala de Guardas Sala dos Condes Salão de Musica e Sala Furet
9 Sala de Guardas Quarto da Bela Lucia Sala de Caça
10 Escada em espiral Escada em espiral Escada em espiral
11 Jardim Francês
12 Baluarte
13 Torre
14 Torre

Os dois escudos gigantes na parede de entrada da antiga fortaleza, de acesso ao pátio interior, obra de Patrick Woodroffe, despertaram de imediato a minha atenção. O da esquerda representa Marte, o deus da Guerra, e o da direita  representa Venus, a deusa do Amor. Respectivamente um de 1993 e outro de 1996.

As esculturas de Tuckson em exposição, espalham-se também pela área da citadela que rodeia a capela (2), interior às muralhas.

E junto a estas muralhas a paisagem sobre a cidade, num plano interior, e os arredores montanhosos, transmite-me, uma vez mais, sensação de se tratar de um lugar pacato e tranquilo, longe do stress das grandes cidades.

Eis a capela de S. João Batista (3). Esta é um dos locais de destaque do castelo (segundo os painéis colocados ao longo do passeio de acesso, e que sugeri ao meu dois palmos que descobrisse).

No pátio interior do castelo (4), continua a exposição de esculturas, bem como no Antigo Arsenal (5.0) e na Sala Abobadada (6.0), duas divisões com acesso directo a este pátio.

A viagem ao interior do castelo prossegue, e é identificado sempre que possível o numero correspondente do local a que as imagens se referem. Para não tornar o artigo ainda mais extenso, não serão feitos comentários ou descrições sobre os locais em causa, até porque na maioria dos casos as designações dos locais e as imagens respectivas são auto-explicativas.

– Cozinha (7.0)

– Salas dos Guardas (8.0, 9.0)

– Sala de Borgonha (5.1)

– Sala do Bailiado (6.1)

– Sala Corot (7.1)

– Sala dos Condes (8.1)

– Quarto da Bela Lúcia (9.1)

– Sala de Arte Fantástica (5.2)

Estes últimos, dada a altura a que estavam pendurados, não identifiquei os seus autores.

O Jardim Francês (11) e as Torres (13 e 14) são avistados da varanda desta Sala de Arte Fantástica.

– Salão de Musica e Sala Furet (8.2)

– Sala de Caça (9.2)

Esta é a paisagem que se vislumbra da janela da sala de caça.

– Sala Barroca (7.2)

– Sala dos cavaleiros (6.2)

Desta sala acede-se a um corredor repleto de quadros e com acesso a uma área exterior, espécie de varanda que contorna o pátio interior do castelo.

Desta área exterior no segundo andar acede-se a um espaço com uma exposição de Patrick Woodroffe. As obras estão instaladas nas paredes de uma divisão estreita com 2 ou 3 andares,  cujo centro é preenchido por uma escadaria metálica em caracol.

Placar no exterior à entrada anunciando a exposição.

Algumas das obras em exposição:

Depois desta exposição, ainda neste andar, existe uma outra sala minúscula cujas paredes estão cobertas com quadros monocromáticos alusivos a paisagens da região.

Deste corredor exterior, não perdi uma vez mais, a oportunidade de apreciar a paisagem circundante do castelo, avistando à distancia o lago de Gruyères.

Ao voltar ao rés do chão, e sair do edifício do castelo, aproveitei para apreciar o jardim francês mais de perto.

Não cheguei a ver o espectáculo multimédia acerca do castelo, porque não quis aguardar cerca de 20 minutos pela próxima exibição, quando o meu dois palmos já estava bastante impaciente, e um tanto saturado. Pelo que não me posso pronunciar sobre a mesma.

Termino este artigo sobre o castelo de Gruyeres, salientando e enaltecendo a sua loja. Lá além dos artigos mais convencionais alusivos ao castelo, podem-se encontrar imensos postais, muitos dos quais com ilustrações das obras de arte fantástica expostas no castelo, livros do mundo fantástico entre outros, figuras, brinquedos, etc. Um local de passagem obrigatória, diria eu.

11 thoughts on “O Castelo de Gruyères

  1. Querida Turista:
    Apreciei muito o seu artigo. O sobre a vilazinha de Gruyères, uma delícia. Também a conheço e fiquei espantada como era pequena e acolhedora. Comprei lá uma deliciosa bandeja enfeitada com interiores de cozinhas típicas e gatos, que me acompanhou durante anos. Quanto ao castelo, íamos em cima da hora de encerramento, não conheci por dentro. Muitas vezes, no seu blog, tenho oportunidade de completar anteriores visitas minhas. Aconteceu particularmente em Berlim, arredores (Potsdam) e Munique. Desta vez, deliciei-me com as fotos que colocou sobre o escultor moderno Tuckson, completamente bem integrado nos espaços. Os interiores do castelo em si mesmo mostram como se deve manter e conservar património, não em antiquários extorcionistas e sem contexto, mas sim em belos espaços públicos como este que apresentou. Visitei também uma fábrica de queijos, daqueles gigantes, em grande contraste com a vila (a fábrica ficava perto). Provei vários, todos com vários teor de sal, engraçado. É um queijo muito agradável e os buracos até fazem padrão!
    Beijinho e tenha um dia bom.

    • Olá!

      Eu adorei Gruyères, o castelo e a paisagem circundante do mesmo. O interior do castelo é realmente muito interessante e as exposições que possui valorizam-no ainda mais.
      Realmente por vezes acontece por causa do horário, não conseguirmos visitar o interior dos locais apesar de estarmos tão perto. Fico bastante frustrada quando tal me acontece.
      É agradável saber que por vezes os meus artigos também servem para completar visitas que ficaram incompletas por limites de tempo. Principalmente quando estamos de férias gostaríamos que o tempo esticasse e que não tivesse apenas 24h para aproveitarmos ainda mais os locais, não é?
      O meu dia até ao momento tem sido muito bom e proveitoso (fui com o meu dois palmos ao centro da cidade e comprei bilhetes para 4 actividades culturais no âmbito de programas infantis e juvenis, e como tal ele poderá assistir a todas: uma peça de teatro, um musical, um concerto e um bailado. E para completar o seu ultimo dia de férias fomos juntos ao cinema ver o filme de animação Zambezia)
      Beijinho

    • Pessoalmente achei que o interior do castelo de Gruyères tinha bem mais para oferecer, visitar e descobrir que o Castelo de Chillon, cujas divisões encontram-se em muitos casos vazias.
      E as exposições de arte fantástica que possui valorizam-no ainda mais, dando-lhe um cariz único e especial
      Beijinho

  2. Cara “Turista”!

    Após leitura deste seu artigo, acredite que lamento, profundamente, não o ter visitado. Estive tão próximo… .

    A “Turista” faz uma descrição tão perfeita, que acabei de o conhecer, não só o seu exterior, como interior. Muito obrigada!

    A paisagem verdejante que o rodeia, tem a beleza de autênticos “postcards”!

    A exposição das esculturas do artista plástico “Tuckson”, a decorrer no castelo, é fantástica. Adorei!

    Os “escudos gigantes”, são mesmo uma obra de arte incrível!

    Apesar de toda a beleza interior e exterior, fiquei apaixonada pelas obras de Patrick Woodroffe! Fui conduzida para um mundo de sonho… .

    Parabéns!

    Beijinho.

    • Olá Cara Executiva!

      Realmente foi pena, tendo estado tão perto não ter visitado o Castelo, pois ele merece ser explorado com tempo, e sem stress, pois esse não combina com o ambiente transmitido pela região.

      Muito bom mesmo, ter conseguido transmitir com o meu artigo, como é o castelo por dentro e por fora e ter permitido que o conhecesse desta forma.
      As obras de arte de vários artistas e estilos, tendo como aspecto em comum a temática do mundo fantástico e místico, também foram um dos aspectos que me agradaram e surpreenderam durante a visita, pois foram em grande medida inesperados.

      Muito obrigada pelo seu comentário, que como habitualmente, é muito simpático e motivador.
      Beijinho

  3. Ainda não conheço Gruyere, mas já estou curiosa. Esse castelo é de conto de fadas. Suas salas são lindas e o jardim de sonhos. Espero que seja pertinho de Lausanne, assim poderei tomar um trem para conhecer a cidade e voltar. Seu relato está maravilho, muito bem detalhado como sempre.
    Parabéns!
    Beijo

    • O Castelo de Gruyères é realmente um must e tem muito para visitar. Mas como sabe eu sou suspeita porque adoro visitar castelos.

      Não é muito pertinho de Lausanne mas há algo que lhe recomendo vivamente que faça, eu só não fiz porque estava com meio de transporte próprio, e me pareceu um pouco absurdo, apesar de perder uma oportunidade fantástica.
      Não tenho a mínima dúvida que vai adorar, mas implica apanhar o comboio em Montreux, com saída às 9:07 da manhã (entre Lausanne e Montreux a viagem de comboio dura cerca de 20 minutos e existem comboios a efectuar esse percurso com frequência).

      A minha sugestão é a viagem feita pelo Comboio do Chocolate

      “You will travel exclusively in 1st class “Belle Epoque Pullman” deluxe carriages just as in 1915, or in panoramic coaches. Visit the picturesque Gruyères village and discover how Gruyere cheese is made at the demonstration cheese dairy. It is at Broc, where you will see how chocolate is made at the Cailler factory where a tour is offered together with a film and a tasting.
      The Chocolate train runs every Monday, Wednesday and Thursday from May to October and every day in July and August. Reservations are compulsory and can be made at Montreux train station or at your travel agency. The package includes coffee and croissant on the train, bus transfers and a tour of the Gruyères castle, as well as visits to the demonstration cheese dairy and the chocolate factory.”

      Não é mesmo irresistível, este programa?
      Beijinho

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