Na Maison du Gruyère

De regresso a Gruyeres e ainda dentro do horário, pois já passavam das 18h mas ainda faltava para o relógio assinalar as 19h, não poderia deixar de visitar uma casa de produção do famoso queijo.

Com os prospectos nas mãos fiquei indecisa entre duas alternativas com o memo propósito, o de descobrir o processo produtivo do queijo Gruyère. As alternativas eram: La Maison du Gruyère e La Fromagerie.

La Maison du Gruyère La Fromagerie
Processo produtivo mais industrializado e automático mais tradicional e manual
Localização Perto do centro urbano da cidade de Gruyères: Place de la Gare 3, 1663 Pringy-Gruyères Numa área mais rural e campestre na base da montanha Moleson: Fromagerie D’Alpage, 1663 Moleson-sur-Gruyères
Período de abertura Diariamente entre as 9:00 e as 19:00 (entre Outubro e Maio até às 18:00) Entre meados de Maio e o fim de Setembro, diariamente das 9:00 às 19:00
Demonstração (produção do queijo) Diariamente das 9:00 às 11:00 e das 13:30 às 14:30 Diariamente às 10:00 e com uma duração de 45 minutos, sob marcação
Preço bilhete Adulto: 7 CHF; Adulto com/sem fabricação: 5 CHF / 3,5 CHF
Estudantes e séniores: 6 CHF; Criança (dos 6 aos 14 anos) com/sem fabricação: 2 CHF / 1,5 CHF
Familia (2 adultos + crianças até 12 anos): 12 CHF
Grupos desde 10 pessoas com reserva: Adultos 6 CHF,  Estudantes e séniores 5 CHF Grupos de 10 adultos com/sem fabricação: 4 CHF / 3 CHF
Idiomas audio-guia da visita em francês,  alemão, inglês, italiano, espanhol e japonês. Traduções escritas em arabe, chinês, coreano, finlandês, hungaro, holandês, polaco, português, romeno, russo e checo. Eventualmente francês, alemão e inglês (o site só encontrei em francês).
“Extras” Loja/Mercado, Restaurante, Sala para conferencias e seminários Loja, Restaurante, Animais

Atendendo ao horário, estava fora de questão assistir à demonstração ao vivo. Assim, indiscutivelmente, apesar de mais industrializado, a que oferecia mais condições e uma exposição mais organizada e completa (com processo produtivo explicado em filme com o audio-guia) era La Maison du Gruyère.

Depois de estacionado o automóvel no parque de estacionamento existente pertencente à La Maison du Gruyere, a sinalização existente dá uma primeira ideia do que se pode encontrar nas instalações.

Assim como os dois cartazes publicitários, que são bastante apelativos.

No interior quem dá, quase, as boas vindas é a colorida estátua da vaca.

Ao adquirir os bilhetes para percorrer a exposição com audio-guia, os bilhetes foram acompanhados por pequenas covilhetes que contem 3 amostras de queijo Gruyère com diferentes períodos de cura. Como disse que era portuguesa, também me deram um prospecto com a transcrição do audio guia, que durante a visita ouvi em inglês. Eu digitalizei em pdf esse prospecto – Transcrição do audio-guia em português. É mesmo muito interessante o que podem descobrir no mesmo acerca da Cereja, a vaca, da vida de outras espécies como ela, e acerca da produção do queijo Gruyère.

A exposição é no primeiro andar, pelo que já com o prospecto na mão, e depois de munida com o audio-guia, tem que se subir um lanço de escadas.

A exposição começa com a apresentação da acompanhante durante a visita, a vaca de seu nome Cereja, a tipologia das várias vacas e a ideia do homem transformar leite em queijo (1 a 3 no prospecto).

A seguir aparece o espaço aroma (4 a 7), onde se pode sentir o odor de alguns dos alimentos: ervas, plantas e flores, que a vaca rumina ao longo do ano…

Depois do aroma, o imprescindível leite produzido pelas vacas (8 e 9).

Ao entrar no espaço onde é possível descobrir como é processo produtivo (10 a 14), existe na  parede oposta à área envidraçada, um enorme placar que elucida acerca das quantidades  necessárias de leite para obter determinada quantidade de queijo.

Através da área envidraçada vislumbra-se no rés do chão a fábrica, com os vários tipos de máquinas usadas nas várias fases do processo produtivo. Como a visita já estava a ser feita ao fim do dia, o que deu para apreciar melhor é como é que as máquinas brilhavam vazias, de tão eximiamente limpas. Mas nas televisões colocadas ao mesmo nível das janelas envidraçadas, também se pode ver o processo produtivo em video, enquanto se vai ouvindo o audio através dos audio-guias.

No corredor que se percorre para ver as várias “estações” do processo produtivo, existe a titulo decorativo um carro de puxar com a matéria-prima, o leite, e o produto final, o queijo, que achei muito curioso.

Na área envidraçada correspondente ao numero 14, é explicado por passos o banho do queijo em agua salgada. Só depois desta fase é que o queijo vai amadurecer para a cave.

Ao sair desta área acerca do processo produtivo, há uma espécie de conclusão acerca do sabor do queijo (15), pois os cientistas determinaram 75 qualidades de aromas. Certamente este é o momento de provar as 3 amostras de queijo dadas à entrada, e saber até que ponto temos um paladar de cientista, e também identificamos a origem dos diversos sabores. O meu paladar decididamente não é de cientista, pois só reconheço que o queijo tem um sabor forte e intenso.

Por outro lado um mapa ilustra quais os principais consumidores do queijo Gruyère, e aí não é surpreendente descobrir que os suíços são os principais.

Com o numero 16, termina o espaço de exposição no primeiro andar. A vaca Cereja despede-se e alerta para se visitar as caves, que ficam no rés-do-chão.

Depois de deixar o dispositivo do audio-guia, desci então as escadas até ao rés-do chão e espreitei as caves através do vidro, onde os queijos descansam e amadurecem…

Por trás da vaca colorida que tinha visto logo no início, quando entrei nas instalações, ficam as referidas caves.

Depois de terminada a visita, ainda espreitei o Marché Gruérien, ou seja, a loja, e senti-me tentada a comprar um preparado embalado para o fondue de queijo, o típico Fondue moitié-moitié. Mas o meu lado racional, tirou-me logo essa ideia, pois em férias tal não seria conveniente, já que para se conservar até chegar a casa, teria que se manter no frio, e o dia da viagem de regresso seria longo e previsivelmente quente.

 O restaurante por outro lado, ainda era cedo para ter vontade de jantar, e de qualquer forma não era particularmente “charmoso” nem acolhedor…

10 thoughts on “Na Maison du Gruyère

  1. Nossa!!! Adoro a Suiça.
    Estarei lá no mês que vem. Tenho uma amiga que mora lá e quer me levar num restaurante de fondue em Gruyère que diz que é maravilhoso. Esse post me fez lembrar disso. Vou programar essa parada.
    ötimo post.
    Obrigada por compartilhar.
    Beijo

  2. Cara “Turista”

    Ao ler este seu artigo, bem narrado, acompanhado de fotos elucidativas, não deixou de promover um dos principais produtos suíços, e de excelência, o queijo Gruyère.

    Permita-me que lhe diga que, o queijo que eu considero mais típico em Portugal, é o “Queijo da Serra”.

    A vaca “Cereja”, parece ter sido uma boa guia, durante a visita que fez.

    Constato que, as fotos das várias máquinas para a sua produção, são bastante automatizadas.

    Considero um artigo muito interessante, que completa a diversidade da região.

    Gostaria ainda de acrescentar que, a descrição deste seu artigo, foi muito informativa.

    Parabéns!

    Beijinho.

    • Cara Executiva!

      Sem duvida alguma, a Suiça é famosa pelo seu chocolate mas também pelo seu queijo, e o de Gruyère, contribui imenso para essa sua fama.

      O queijo Serra da estrela é realmente um dos mais típicos em Portugal, mas nao sei até que ponto tem um grande reconhecimento a nível internacional. Não possuo dados suficientes para fazer inferências, mas na loja com produtos portugueses, alguns gourmet, que conheço em Munique, não existe à venda Queijo Serra da Estrela. Em contrapartida já comprei lá Queijo Terra Nostra, ou seja queijo dos Açores, e Queijo Castelões.

      Na Maison du Gruyere efectivamente o processo produtivo do queijo parece bastante automatizado, mas a mim o que se evidenciou mais foi o quão reluzentes eram as máquinas, como se fossem muito novas, ou incrivelmente bem tratadas e preservadas.

      Folgo em saber que considerou este artigo muito interessante e informativo.

      Beijinho e votos de um óptimo fim-de-semana

  3. Querida Turista:
    Apreciei muito esta viagem ao fabrico do queijo mais conhecido do mundo (bom, penso eu!). A transcrição para português do audio-guide foi muito interessante. De facto comer 100 kg de erva por dia é muito violento. A questão dos aromas explica muitas coisas; apenas os entendidos mesmo conseguirão descobrir esses segredos. As fotos, como sempre excelentes. O cuidado na decoração deste espaço é soberbo e é bem patente na sua reportagem. É uma particularidade sua muito engraçada, valorizar esses pormenores.
    Beijinho e bom fim de semana, com muitos passeios.

    • Boa noite!
      Pois, não sei se é o queijo mais conhecido do mundo mas seguramente deve estar pelo menos no top 10😉.
      Quanto ao audio-guia, achei muito interessante o facto de a “guia” ser uma vaca, o que atribui um ar descontraído e talvez mesmo, mais divertido à visita. Nao podia mesmo deixar de digitalizar a transcrição do que o audio dizia, pois é uma fonte de informações interessante, e permite “acompanhar” melhor a visita que procurei colocar pelas imagens.
      A minha “sede” de captar tudo em imagens, faz com que preste atenção ao que encontro e efectivamente, há sempre pormenores que se evidenciam.

      Este não será um fim-de-semana de muitos passeios, mas será um fim-de-semana muito especial, com uma ida ao teatro.

      Beijinho e votos de um óptimo fim-de-semana (que por aí parece que vai continuar a ser de Verão a 100%)

  4. Uma reportagem magnífica esta.Adorei viajar até à Suiça. E, curioso, a vaca Cereja, é muito parecida com a nossa Quieta, aqui da Quinta dos Açores, na ilha Terceira. Lugares tão distantes mas com muita coisa em comum.
    Um abraço açoriano.
    Patrícia

    • Boa Noite Patrícia!

      Ainda bem que gostou desta minha reportagem. É sempre muito agradável receber uma boa receptividade aos artigos que publico, muito obrigada, por ter deixado ficar aqui um comentário, ainda mais tão positivo.
      Vive num lugar paradisíaco e que ainda não visitei. Para mim os Açores é mesmo um lugar bem mais distante que a Suiça.

      Um beijinho directamente para si, nos Açores.

    • Uma óptima, agora já curta, estadia nos EUA e uma tranquila viagem de regresso ao Brasil.
      É bom ter sempre uma viagem agendada para breve, e a Suiça é um destino fantástico em qualquer estação do ano.
      Beijinho

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