Um pouco mais no Léman… que não visitei

Quando acedi a visitar Evian, coloquei outra condição no programa. Além de Evian, o passeio continuaria ao longo do lago Léman, apreciando outras vilas e cidades que são banhadas pelo lago.

Haviam outros locais onde poderia parar ao longo desse percurso que seriam igualmente interessantes para visitar. O que eu não tinha colocado na minha condição, é que para tal ser viável, tinha que haver um hora limite para sair de Evian…

Mas a permanência em Evian acabou por ser mais longa do que eu imaginava inicialmente. Claro que isso foi positivo, pois foi sinónimo da cidade ser mais interessante e ter mais o que visitar do que eu originalmente previa.

Assim, outros locais que eu tinha imaginado que poderia visitar, levaram um carimbo de “Adiado”, e limitei-me a percorrer as estradas locais, o mais possível junto ao lago, passando de novo por uma fronteira, desta vez entre a França e a Suiça até chegar à extremidade do lago e avistar o repuxo, por alguns denominado de géiser, em Genebra.

Lago Léman em Genebra.

Ainda em Genebra ao passar a ponte que permitiu regressar à margem norte do lago.

Mas que outros locais gostaria de ter visitado e um dia com 24 horas, e locais com horários de funcionamento que terminam na melhor das hipóteses às 19h, não permitiram?

Um folheto do “Léman sem Fronteiras“, que é resultado do Programa de Cooperação Territorial Europeu entre a França e Suiça – Interreg, foi muito útil nesse sentido.

Foi desse folheto que eu digitalizei o mapa seguinte. No mapa estão assinalados vários locais, quer do lado francês quer do suíço que são considerados interessantes do ponto de vista turístico.

Todos nas imediações do Lago Léman, alguns em Evian, outros no percurso entre Evian e Genebra. Desses alguns tinham despertado a minha curiosidade e interesse, constando da minha listinha mental, de outros locais nas redondezas que gostaria de visitar.

Que outros locais eram esses?

Além do Palácio Lumière (31) e da Fábrica de engarrafamento da agua mineral natural Evian (32), em Evian e Amphion que eu visitei ou fiz todas as diligencias possíveis nesse sentido, eis os outros locais:

– O Castelo de Ripaille em Thonon-les Bains (33), “importante área turística e de produção de vinho, e antiga residência dos duques da Sabóia, oferece uma combinação original entre a arquitectura medieval e o estilo de 1900.” Os preços de ingresso e horário das visitas podem encontrar aqui.

O desfiladeiro da Ponte do Diabo em La Vernaz, Le Jotty (34). “Uma imagem do poder da erosão. O perfil atormentado da face da rocha parcialmente subterrânea, com cores de variados tons, e um excepcional ambiente florestal. Esta passagem, parcialmente subterrânea e esculpida numa camada de calcário, é um exemplo espetacular do traço dos últimos períodos glaciais nas paisagens de Chablais”. Aberto ao publico entre fins de Abril e 30 de Setembro, as tarifas e outras informações úteis podem ser consultadas aqui.

O Labirinto, jardim dos cinco sentidos, Yvoire (38). “Inspirado na Idade Média, este jardim incluso consiste num labirinto baseado nos cinco sentidos e em várias “paredes verdes”. O visitante é convidado a cheirar, tocar e por vezes até mesmo provar. Plantas medicinais, árvores de fruto, antigas rosas, aviários e fontes alinham os caminhos onde mais de 1300 variedades de plantas desenvolvem-se com as estações. Sonhar, levar tempo, recuperar sensações perdidas… passear pelo jardim encanta tanto adultos como jovens. O jardim fica na vila medieval de Yvoire, considerada uma das mais bonitas vilas francesas”.

A cidade medieval de Yvoire (39). “Este burgo medieval idealmente situado na extensão que separa o “grande lago” do “pequeno lago”, ainda possui alguns dos elementos essenciais das fortificações do século XIV: o castelo, portas, muralhas… Conhecida como uma modesta vila piscatória no início do século, Yvoire é agora classificada como uma das laureadas internacionais de decorações florais, e é membro da Associação das Vilas mais bonitas de França.”

Outros foram simplesmente preteridos na minha listinha mental, por serem mais distantes ou apenas porque não estavam no topo das minhas preferencias, consciente que seria de todo impossível visitar tudo num só dia. (O que se confirmou literalmente, pois acabei por não visitar mais nada além de Evian. Decididamente não tenho jeito nenhum para fazer estimativas do tempo necessário para visitar algo. Nesse sentido o meu acompanhante adulto é muito melhor do que eu, pois as suas estimativas costumam bater mais ou menos certo.)

– O “Domaine de découverte” do Vale dos Aulps (35) localizado  na magnifica paisagem do estado de Aulps Abbey. O edifício agrícola abriga uma exposição moderna e interactiva sobre a história excepcional e história daqueles que ocuparam este lugar há mil anos, e que ainda tem a sua entrada, despensas, adegas, jardim medicinal, e as ruínas impressionantes da igreja da abadia, uma jóia  da arquitectura cisterciense  do século XII.

Museu da Musica Mecânica (36) em Les Gets, que possui em exposição uma colecção de 450 instrumentos musicais mecânicos, todos em condições de funcionamento e exibidos no contexto do seu tempo.

La Châtaignière – Domaine de Rovorée, Yvoire (37),  um trilho de descoberta leva a uma floresta de castanheiros centenários e bosques de espécies raras, e ao subsolo medieval do antigo castelo. Todos os anos “La Châtaignière” alberga uma exposição sobre a herança regional.

Teleférico e Casa du Salève, Etrembières et Présilly (40). As portas da cidade de Genebra  o teleférico de Salève, inaugurado em 1932, é uma construção avant-garde que liga a cidade à montanha. Em menos de cinco minutos atinge-se uma altitude de 1100m, onde são possíveis uma série de actividades, a começar pela contemplação das vistas panorâmicas sobre Genebra e o lago. Continuando alguns poucos quilómetros e encontra-se uma casa agrícola do século XVIII tanto renovada  para o período original como remodelada segundo os padrões de arquitectura contemporâneos. Exposições assim como visitas animadas contam a história das ligações próximas entre Genebra e o Monte Salève.

Vitam’Parc, Neydens (41). “Um parque de lazer onde os visitantes de qualquer idade podem relaxar e se divertir. Um parque aquático com escorregas de águas, uma piscina de fitness, piscinas infantis, pistas reservadas para nadadores bem como uma campo de voleibol de praia! A zona de bem-estar e spa oferece um ambiente tranquilo, com uma área de 1.100 m² dedicados a saunas, salas de vapor, bem-estar e circuitos fitness de agua, juntamente com tratamentos corporais tradicionais. Também existe uma zona de fitness e cerca de vinte lojas para des-stressar”.

Forte L’Ecluse, Leaz (42). “Uma grande fortificação reforçada. Construída do lado da montanha, a secção inferior foi reforçada nos séculos XVII e XVIII por uma  parede ao redor. A torre circular (Torre Francesa) foi adicionada bem como uma local fortificado que conduz a outro acesso (a Torre de Genebra) a secção superior do forte foi construída em meados do século XIX. 1165 degraus cortados na rocha formam uma escadaria subterrânea que liga os dois fortes.”

No percurso de regresso, pela margem norte do lago Léman, fiz apenas um desvio para apreciar por fora um castelo que aparecia no meu guia turístico suíço, Vufflens-le-Château.  A vila situa-se a cerca de meia distancia entre as cidades de Rolle e Morges, para ser mais fácil localiza-la no mapa apresentado acima.

O guia descreve-o como: “Um castelo construído no século XV, no estilo do norte italiano. É uma das mais magníficas fortalezas góticas da Suiça. Tem uma fortaleza torreada, um pátio central e aposentos habitacionais dentro de suas torres.” Inserido numa região com vinhas, o castelo tem realmente um óptimo aspecto.

O castelo foi construído em 1425 por Henri de Colombier no local onde havia previamente um castelo medieval. Em 1530, foi incendiado por tropas berneses (de Berna). Em 1641 foi adquirido pela família de Senarclens. O castelo é actualmente propriedade privada e não pode ser visitado.

Termino este artigo apenas com imagens do resto do percurso ao longo da margem do lago Léman, desde Vufflens-le-Château até Vevey.

Gostei particularmente da pintura na fachada do campanário em Vevey que se pode ver na compilação seguinte.

7 thoughts on “Um pouco mais no Léman… que não visitei

  1. Querida Turista:
    Começo pelo fim, neste caso por Vevey, vila lindissima e calma onde Charlie Chaplin escolheu viver os seus últimos anos e onde está sepultado. Tem um charme único.
    A fonte do lago, em Genebra tem um efeito espectacular e é um ex-libris da linda cidade de Genebra, cidade para sempre ligada ao atentado a Sissi.
    Depreendo que esta sua visita ao lago será ponto de partida de muitos mais passeios complementares. Sorte nossa que vamos acompanhá-la com redobrado prazer porque já temos algumas pistas!
    Apreciei o Desfiladeiro da Ponte do Diabo e o Labirinto. Seria um cenário apropriado para um filme de aventuras.

    • Bom dia, bom dia!

      Sem dúvida alguma, Vevey é uma cidade encantadora, com museus fantásticos, e na qual Charlie Chaplin se exilou da “caça às bruxas” de que estava a ser alvo nos EUA. Só posso afirmar que realmente Charlie Chaplin teve muito bom gosto😉
      O repuxo no lago em Genebra é indiscutivelmente uma imagem de marca desta cosmopolita cidade.
      Sem dúvida alguma, fiquei mesmo com vontade de voltar a esta região da Suiça, para explorar tudo o que não tive oportunidade de visitar desta vez.

      Não tinha pensado nisso, mas tem toda a razão, esses locais seriam óptimos para um filme de aventuras.
      (Um aparte: Na viagem de ida, ao passar por Bregenz, Austria perto do Lago Constança (Bodensee) o meu acompanhante adulto também fez questão de me dizer, que o Festival de Bregenz, em concreto o seu palco flutuante no Lago (Seebühne) tinha sido usado no filme Quantum of Solace, do espião britânico mais famoso do mundo, James Bond.)

      Beijinho

      • Cara “Turista”

        Quando acabei de ler este seu longo artigo, acredite que fiquei com uma enorme vontade de conhecer, pessoalmente, todos os locais focados.

        Uma brilhante publicidade! Nenhum outro guia faria melhor!

        Ainda bem que se muniu de um folheto, porque deu-me a conhecer locais tão interessantes e diversificados.

        Realço, como exemplo, as imagens sobre “O Desfiladeiro da Ponte do Diabo” e “O Labirinto, Jardim dos Cinco Sentidos”, são magníficas. Um sonho!

        Quero, ainda, acrescentar, que as fotos tiradas ao lago Leman, em Genebra, estão ótimas. Imagens que tenho bem presente, quando a visitei.

        Parabéns pela narração deste excelente artigo.

        Beijinho.

      • Cara Executiva,
        também eu fiquei vontade de conhecer muitos dos locais, contidos no Guia do “Leman sem fronteiras”, mas como referi, um dia não foi o suficiente para isso, depois da visita a Evian.
        Sem dúvida alguma que, ao referir esses locais, de certa forma publicito-os, mas limitei-me a referir o que estava patente no guia.
        Os locais são mesmo magníficos, quer os que possuem imagens, porque estavam na minha “listinha mental”, quer os outros, sem imagens, que por algum motivo foram preteridos dessa lista.
        As fotos tiradas ao lago em Genebra, foram as possíveis, dado serem tiradas com o automóvel em andamento😉

        Ainda bem que lhe despertei a vontade de conhecer os locais apresentados neste artigo, afinal esse é um indicativo de sucesso do próprio artigo.

        Beijinho

  2. Nossa. Há um mundo de possibilidades na Suiça. Um mês é pouco para desvendar tantos lugares lindos. Só vou passar três dias dessa vez no país e sei que vou ficar cheia de lugares pendentes na minha wish list. Como sempre…
    Beijos

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