Friburgo entre as Fieis e Notre Dame

A visita exploratória a Friburgo continuou depois de sair da Catedral de São Nicolau (3), em direcção à Câmara Municipal da Cidade.

Para o efeito, ao sair da catedral entrei na Rua dos Esposos que possui um arco à entrada com uma mensagem muito interessante: Rua das Esposas fieis e também esquina dos Maridos modelos.

Ao contornar esta rua, avista-se à direita, não a grande distancia, a Praça do Hotel de Ville, com a Maison de Ville (39) e o Hotel de Ville (38), onde se encontra a Câmara Municipal da Cidade.

Originalmente o L’Hôtel de Ville  foi concebido para funcionar como um celeiro. Maser Hermann (1501) iniciou a construção e Hans Felder completou-o em 1522, possuindo traços do gótico tardio. Ele está localizado na parte antiga da cidade e actualmente alberga  o Parlamento cantonal e o Tribunal.

A Maison de Ville ao lado do Hotel de Ville, em contrapartida, é uma casa barroca da cidade, projectada por Hans Fasel e construída em 1730-31.

Eu achei particularmente curioso o cavaleiro na torre do relógio, com um martelo na mão, que faz o sino tocar.

A fonte de São Jorge foi erguida em frente à Câmara Municipal da cidade de Friburgo entre 1522 e 1524. Ela substituiu uma fonte que provavelmente fornecia água para o Castelo Zaehringen, o que explicaria a escolha da figura da fonte.

A fonte possui uma coluna encimada por uma escultura de pedra que representa São Jorge a cavalo a matar o dragão (1524-1525), única escultura de pedra feita por Hans Geiler. De mármore de St. Triphon, Aigle, este trabalho de excelente qualidade marca a transição entre os estilos gótico e renascentista. A escultura foi originalmente dourada. A bacia octogonal de calcário de Solothurn foi renovada pelo Mestre José Ducrest e, ao simultaneamente, os jactos da fonte foram derretidos por Delesève. A coluna torcida e a  composição capital em pedra de Neuchâtel foram esculpidas por Joseph Tschupphauer e redourada por Gottfried Locher (1759-1761).

Ao deixar esta praça para trás, a paragem obrigatória foi no posto turístico da cidade, para recolher algumas informações e folhetos.

Aproveitei para apreciar um pouco o centro histórico nevrálgico da cidade. Neste, despertou-me bastante atenção a figura feminina (cuja parte superior do corpo parecia retirado de um manequim de loja) com uma estrutura metálica azul com flores a servir de saia, a segurar numa bandeira da cidade, em uma espécie de varanda no primeiro andar dum edifício. No rés-do-chão desse edifício, curiosamente localiza-se uma loja: Casa Central que anuncia nas janelas “especialidades portuguesas”. A avistar-se um pouco o lettering  por trás da figura, fica o Hotel de la Rose, do grupo Best Western.

O destino pretendido ficava perto, mas antes explorei a Basílica de Notre Dame (4).

Esta igreja românica, foi construída em fins do século XII, e possui uma estrutura coberta no estilo Luís XVI.

O interior, apesar de não ser tão imponente quanto o da Catedral de Sao Nicolau, é bastante interessante.

– Nave central

– Coro e Altar-Mor

– Pulpito

– Altar lateral, com  figura de Sao José de um lado e vitral do outro

Possui um esplêndido presépio napolitano do século XVIII.

– A capela do Rosário da igreja, gótica.

Um placar ao fundo da igreja, elucida acerca dos trabalhos de restauro e de arqueologia desenvolvidos na igreja.

E assim explorei a Basílica de Notre Dame.

No artigo seguinte abordarei um local que foi outro dos principais motivos para ter querido visitar esta cidade bastante medieval, e muito bem conservada.

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6 thoughts on “Friburgo entre as Fieis e Notre Dame

  1. Pois é, querida Turista, sempre que posso gosto de começar o dia a ver coisas bonitas!
    Estou a apreciar muito Friburgo através dos seus olhos. Achei uma delícia a rua dos esposos…
    Todas as cidades tem atracções únicas, o cavaleiro na Torre do Relógio, pronto a bater as horas que passam no sino bem que pode ser uma delas. A Basílica é muito luminosa por dentro, muito serena na sua sobriedade. Lá está um presépio napolitano, poucas igrejas por aqui os têm expostos.
    Fiquei intrigada com as especialidades portuguesas, bem junto aquela estátua-manequim feminina! E mais uma vez, flores, muitas flores, até mesmo no monumento-fonte da estátua de S.Jorge.
    Beijinhos e uma boa semana para si.

    • Boa Tarde!

      Friburgo, foi sem margem para duvidas uma agradável surpresa. Tem mesmo muito para visitar e só tive pena de não dedicar mais tempo para a explorar mais exaustivamente, mas com uma viagem ainda longa pela frente, não era nada conveniente.

      Acho que se pode quase dizer que foi “uma visitinha curta de médico” 😉

      Beijinhos

  2. Cara “Turista”

    Friburgo é uma cidade que desperta grande interesse em conhecê-la. Creia, que não deixarei de a visitar, na minha próxima deslocação a este lindo país.

    O “arco com o casal no topo” é bastante sugestivo, aludindo ao nome da própria rua.

    O “Cavaleiro”, na Torre do Relógio da Câmara Municipal, desperta realmente atenção, dá vontade de esperar pelo bater das horas, para o ver a movimentar-se.

    A Basílica é sóbria e, quando comparada com a Catedral, fica, completamente, ofuscada em termos de imponência.

    Face ao atrás referido, não quero dizer que a Basílica não seja, também, muito interessante.

    Beijinho.

    • Boa Noite Cara Executiva!
      Sem duvida alguma, Friburgo é uma cidade muito interessante que merece ser convenientemente descoberta (o que não foi bem o que aconteceu no meu caso).

      Como referiu, o “arco com o casal no topo” achei-o muito curioso. Desconheço se existe alguma superstição associado ao mesmo, mas ao passar por baixo do mesmo, ao lado dos meus dois acompanhantes, associei a superstição dos ramos de azevinho, e embora não tenha nada a ver, pensei: Será que um casal ao passar debaixo deste arco manter-se-á sempre fiel e modelo? Espero que seja esse o caso 😉

      Por acaso não fiquei à espera, na Praça do Hotel de Ville, para ouvir e ver o tocar das “badaladas na torre do sino”.

      Sim, a Basílica descrita no artigo de hoje não se compara à imponência e riqueza da catedral, quer no exterior como no interior e mesmo em termos de dimensão, mas como diz, continua a ser bastante interessante e possuir muito valor histórico e arqueológico.

      Beijinho

    • Tem toda a razão. A Europa é mesmo um velho continente, com muita história para contar e repleto de marcas/vestígios dos tempos para visitar.
      Há países que são mesmo proficientes a preservar a sua história e os locais que tanto orgulho lhes dão, e a Suiça é um deles.
      Para quem os visita e pode desfrutar de locais tão bem conservados e bem tratados é sempre uma mais valia.

      Beijinho

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