Espaço Jean Tinguely-Niki de Saint Phalle

Ao sair da Basílica de Notre Dame (4), ao lado desta, fica o Espaço Jean Tinguely-Niki de Saint Phalle (47), outro dos motivos principais para ter querido visitar Friburgo.

Afinal, Niki de Saint Phalle, como talvez seja do conhecimento de alguns, é uma das artistas cujas obras aprecio bastante (talvez por serem bastante coloridas).

A enorme onda de simpatia que Jean Tinguely (que nasceu a 22 de Maio de 1925 em Friburgo, cresceu em Basileia, viveu em Paris e mais tarde regressou a Friburgo tendo falecido a 30 Agosto de 1991 em Berna) gerou no final de sua vida entre a população de  Friburgo levou a sua esposa Niki de Saint Phalle a oferecer ao Estado de Fribourg algumas obras monumentais criadas durante esse período. Após a morte do artista em 1991, o conselho de Estado propôs a criação de um museu dedicado à sua obra. Para fazer isso, a cidade de Friburgo cedeu o antigo hangar da Sociedade de Eléctricos de Friburgo. A Fundação “Espace Jean Tinguely – Niki de Saint Phalle” foi formada em 1995 para conseguir a conversão do edifício e para criar e manter um espaço dedicado às obras dos dois artistas. A inauguração aconteceu em 1998.

Este Espaço museu original, rende assim homenagem à criatividade de dois artistas da segunda metade do século XX. Em 1998 o arquitecto Michel Waeber reabilitou o edifício que adveio dos tempos da industrialização. Situado entre a Igreja de Cordeliers (5) e a Basílica de Notre Dame (4), o prédio toma os seus temas – morte, maquinaria industrial e automóveis – e da-lhes uma dimensão poética que ressoa com o trabalho de Jean Tinguely. As sombras das esculturas, projecções nas paredes, e os sons das máquinas reforçam o carácter mágico deste lugar.

Admito que eu tinha mais interesse em ver as obras de Niki de Saint Phalle que as de Jean Tinguely, mas para o meu acompanhante de três palmos, as deste ultimo despertaram-lhe muito mais a curiosidade, porque podia carregar em botões e vê-las a movimentar-se.

Não era possível tirar fotografias no espaço de exposição, mas ao ver outros visitantes a faze-lo, ainda que bastante restringida,  não resisti a fotografar um pouco também…

O  que mais gostei, foi da parede negra onde sobressaiam diversas esculturas de Niki de Saint Phalle, mas depois fiquei um pouco decepcionada porque na loja não havia qualquer postal ou outro artigo com essa parede em destaque. Alias, o único artigo que encontrei referente a este espaço de exposição na loja, foi um prospecto desdobrável com imagens e texto apenas em francês e alemão.

Digitalizei esse prospecto para verem qual o seu teor. Ao clicarem sobre o mesmo conseguem visualiza-lo em maiores dimensões e eventualmente lê-lo.

Esta foi a “reportagem” possível da minha visita ao Espaço Jean Tinguely-Niki de Saint Phalle.

No Jardim do Museu de Arte e História (Musée d’art et d’histoire)  de Friburgo (1), também é possível apreciar uma escultura de Niki de Saint Phalle, curiosamente uma que me fez pensar de imediato no seu Jardim do Tarot, dada sua semelhança com uma que encontrei lá.

10 thoughts on “Espaço Jean Tinguely-Niki de Saint Phalle

  1. Querida Turista:
    Vou dizer-lhe alguma coisa que pode parecer estranha: gosto muito de arte moderna e comtemporânea.
    Claro que nem de toda. Da mesma maneira que não gosto de tudo que é antigo e já passou. Isto para lhe dizer que gostei muito de conhecer Tinguely e a sua mulher Niki. Tão diferentes, melhor ainda por isso mesmo. Fui visitar o seu post anterior O Jardim do Tarot em Itália. Uma maravilha que pude aqui descobrir consigo. Beijinhos.

    • Olá, boa tarde!

      Porque acha que podia parecer estranho o facto de gostar de arte moderna e contemporânea?
      Eu acho que podemos perfeitamente apreciar transversalmente obras de arte de várias épocas, períodos e tendências. Tirando o facto de ambos fazem instalações de arte, sem dúvida alguma que os estilos de ambos os artistas são muito dissemelhantes e transmitem tipos de mensagens muito diversas.

      Eu adorei ter visitado o Jardim de Tarot, e talvez por isso mesmo, o escolhi para abordar no primeiro artigo escrevi neste meu blog.

      Beijinhos

  2. Cara “Turista”

    Gostei de conhecer o museu, as obras de Jean Tinguely e, em especial, as de Niki de Saint Phalle.

    Tal como a “Turista”, as peças com cores vivas, prendem a minha atenção.

    Não me surpreendeu que, o seu 3 palmos, tivesse escolhido ver as obras de Jean Tinguely! Acredito, que tenha ficado fascinado, pelo movimento de tudo, a acontecer ao mesmo tempo.

    Apreciei muito a parede coberta de esculturas “voluptuous”, de Niki.

    Gostei da forma como terminou o seu artigo, ao apresentar uma escultura de Niki, bem colorida!

    Parabéns!

    Beijinho

    • Cara Executiva!

      Pois, eu gosto mesmo de obras de arte repletas de cor.

      Sem duvida alguma, que era bastante expectável que o meu três palmos preferisse apreciar as peças de Jean Tingueli, com os seus movimentos aparentemente descoordenados.

      A parede preta coberta com peças de Niki de Saint Phalle, como referi no artigo, foi o que gostei mais.

      Beijinho

  3. Adoro a obra de Niki de Saint Phalle. Quanto ao outro artista confesso que desconhecia. Mas, adoro entrar em contato com o trabalho de artistas interessantes e esse espaço museu parece fantástico.
    Vou tentar ir até lá.
    Beijos e obrigada pela matéria tão esclarecedora.

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