Mais um dos museus em Friburgo

Apesar de com tempo escasso para explorar convenientemente Friburgo, pois tinha uma longa viagem de regresso a casa, ainda por fazer, não resisti a visitar ainda um outro local depois dos já mencionados.

Como se pode constatar pelo mapa do centro histórico da cidade, há uma forte concentração de locais turísticos que merecem ser descobertos. 

Friburgo a avaliar por um outro prospecto disponível no posto de informações possui 12 Museus:

Museu da Arte e da História (1)

– Espaço Jean Tinguely-Niki de Saint Phalle (47), abordado no artigo anterior

Biblioteca Cantonal e Universitária (49)

Museu de História Natural (2)

Museu Suíço da Máquina de Costura (O)

Fri-Art Centro de Arte Contemporânea (F)

– Museu Suíço da Marioneta (E)

Museu da Cerveja Cardinal (P)

Caminhos de Ferro de Kaeserberg (fora do mapa do centro histórico da cidade)

Museu Gutenberg (G)

Museu Singinois/Sensler, em Tafers ( a cerca de 6,5km do centro da cidade)

– Bíblia + Oriente Gabinete de Exposição (N)

E foi justamente um outro museu, o ultimo local que visitei em Friburgo. Um museu que fica localizado mesmo por trás do Espaço Jean Tinguely-Niki de Saint Phalle, e que como tal ao sair deste estava mesmo muito perto para visitar o outro. Refiro-me ao Museu Gutenberg, o museu suíço das artes gráficas e da comunicação.

O Museu está instalado num antigo celeiro de 1527 que foi restaurado, com uma área total de mais de 1.000 m2.

O museu procura expor de uma forma animada os vários aspectos do sistema de impressão e de comunicação. Na exposição permanente, o visitante tem uma visão sobre o desenvolvimento histórico da impressão e gravura na Europa. Figuras em tamanho real de cera e máquinas de impressão de diferentes épocas ilustram a história impressionante destes ofícios e da própria indústria.

A visita é acompanhado por uns dispositivos de audio-guia, mas só é possível ouvi-los em alemão ou em francês, o que pode não ajudar muito a perceber o seu conteúdo descrito, caso não se domine nenhum desses idiomas. Mas a exposição em si é muito visual, e como se costuma dizer “uma imagem vale mais que mil palavras”, pelo que mesmo que se perca algum conteúdo nas entrelinhas da componente transmitida de forma auditiva (pelos audio-guias) nunca se perde o essencial.

Este é o prospecto do museu digitalizado, que contem informação útil tal como o horário de funcionamento e localização do museu.

No rés-do-chão encontra-se a loja, a bilheteira e posto informativo. Ainda no rés-do chão há um espaço dedicado às exposições temporárias, mas como o estavam a preparar para uma sobre as comunicações, com vários modelos de telefones, alguns bastante originais, não reunia na altura condições para ser visitado.

No terceiro andar do edifício, decorria uma outra exposição temporária, esta sobre a falsificação de notas suíças. A mesma, talvez  pelas notas não me serem familiares, não despertou muito a minha atenção, pelo que só já tarde me apercebi que não possuo qualquer fotografia dessa  exposição. O que gostei mais aí foram dois painéis, com as futuras notas de francos suíços, e a autora/designer que as criou e em que condições (ela ficou em segundo lugar no concurso de criação das imagens das novas notas, mas acabou por serem as “suas notas”  as adjudicadas a serem produzidas). Encontrei neste terceiro andar também filas de cadeiras, um painel e um projector, provavelmente usados para apresentações audiovisuais mas não me apercebi que houvesse alguma em vias de decorrer na altura

Na cave encontra-se o atelier e espaço de workshops.

A exposição permanente ocupa dois andares no edifício. No primeiro andar dedica-se à época artesanal (1-6) enquanto no segundo andar à era industrial (7 a 10). Está muito bem organizada em 10 tópicos.

  1. Prefácio (com um e-reader de primeira geração, bastante espesso, exposto numa pequena vitrina)
  2. O Livro antes de Gutenberg
  3. Gutenberg
  4. Técnicas de Impressão
  5. Letra
  6. Técnicas de Ilustração
  7. A Tipografia
  8. Reprodução de imagens
  9. Impressão
  10. Acabamento e Encadernação

Depois da visita a este museu, eis chegada a altura de me despedir da cidade de Friburgo. Assim termino este artigo com as ultimas imagens captadas nesta cidade.

5 thoughts on “Mais um dos museus em Friburgo

  1. Cara “Turista”

    A narração do artigo da “Turista”, sobre o museu de Gutenberg, é muito informativa.

    Constato que se trata de um edifício interessante.

    As fotos evidenciam as diversas áreas da exposição permanente.

    Verifico que existem vários museus no centro de Friburgo.

    Permita-me que lhe diga : Caso fosse eu a decidir, a minha escolha recairia sobre os seguintes museus:

    – O Museu da Arte e da História
    – O Fri-Art Centro de Arte Contemporânea

    Beijinho

    • Olá Cara Executiva!

      O Museu Gutenberg é um museu que aborda justamente um tema relacionado com a propagação da informação, comunicação. Ao tudo começar pela capacidade de reprodução em massa de livros, abriu-se a porta a um novo mundo de possibilidades.

      Suponho que ao classificar o meu artigo de informativo, tal reflecte o próprio propósito do museu, pelo que é sinonimo de eu ter conseguido passar a mensagem.

      Sim sim, Friburgo está bem “fornecido” em termos de museus, alguns dos quais bastante originais pelas temáticas que abordam.

      Mas como referi, o tempo não dava para visitar tudo o que gostaria, e tive que fazer cedências e compromissos. Penso que no computo geral fiz boas escolhas, em termos dos museus visitados, mas se tivesse tido mais tempo, talvez fossem justamente esses dois que referiu os que gostaria de visitar a seguir.

      Beijinho

  2. Querida Turista:
    Achei que o Museu Gutenberg foi muito bem retratado por si. Eu “safar-me-ia” com o audioguia em francês, mas sou de geração francófona, já se vê…Mas as imagens de facto neste caso não precisam de apoios em especial. Pensar na descoberta que foi, dá mesmo orgulho na imaginação que o ser humano tem! Sabe que sou apoiante do livro electrónico, essa maravilha que vai conseguir chegar a muita gente e que vai ter um impacto igual ao que foi em seu tempo, a imprensa de que este Museu se ocupa.
    A lista de Museus em Friburgo é muito significativa, de facto. Adoro Museus temáticos, às vezes até podem ser pequeninos. O Museu da máquina de costura seria do meu agrado. Afinal, guardo a máquina Singer da minha Mãe com muita devoção.
    Um beijinho à Turista que “estica” tão bem o seu tempo quando viaja. Sorte nossa!

    • Bom dia!

      Obrigada. Pois eu também achava que entre o alemão e o francês, seria preferível o audio-guia em francês, mas senti-me perdida e optei por me perder no alemão.
      O ser humano é mesmo capaz das maiores descobertas e desenvolvimentos, pena que não sejam apenas no sentido favorável, e como se diz, são capazes do melhor mas também do pior.
      Eu estou uma fã incondicional do e-reader/e-book também. Muito pratico para transportar (ando sempre com o meu na bolsa) e muito simples para adquirir novos livros, à distancia apenas de um clic (talvez até simples demais ;-)).

      Fiquei realmente muito bem impressionada com a lista diversificada de Museus que existe em Friburgo.
      Eu também tenho um carinho especial pela maquina de costura Singer, mas a da minha avó, pois durante a minha infância ela era o meu “brinquedo preferido” com a supervisão da minha avó, claro. Fiz imensos vestidos para a minha Barbie com ela, cheios de folhos, drapeados, sempre com bainhas, saias, casacos, até calças, apesar destas serem sempre mais difíceis de fazer e assentarem bem no “manequim”…

      Beijinhos para si também

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