O Castelo de Harburg

Depois da visita a Donauwörth, o destino seguinte foi Harburg, mais concretamente o Castelo de Harburg, que é outro dos locais que integra os 350km da rota romântica alemã.

Estas são imagens panorâmicas do castelo, recolhidas da internet, sobretudo do site oficial do castelo, idênticas às dos postais que adquiri e às que se encontram no livro guia do castelo (pelo que era dispensável digitalizar as mesmas).

O Castelo de Harburg é um dos mais antigos e maiores castelos do sul da Alemanha. Tem 220 metros de comprimento e 120 de largura, tornando-se um dos castelos com maior área do período Hohenstaufen.

As primeiras evidencias da existência deste castelo remontam a 1150, quando foi mencionado numa carta escrita pelo filho Heinrich de 13 anos e co-regente do Rei Konrad III de Hohenstaufen. Mas a história do castelo certamente remonta a antes do período Hohenstaufen, já que investigadores classificam o design do castelo como um “castelo  territorial Otoniano“, usado para defender o território contra invasões húngaras no século X.

Durante a era Hohenstaufen, estes prometeram o castelo imperial de Gosheim e o assentamento de Harburg, que também pertencia ao império, ao conde Ludwig III von Oettingen em 1251.

Em 1299 o Conde Ludwig V von Oettingen possuia o mercado (forum) e o castelo (castrum) de Harburg. Mas o castelo de Harburg apenas serviu como residência dos condes por um curto período de tempo.  O Conde Wolfgang I (1455-1522) foi o primeiro a residir no castelo por um extenso período.

O Castelo de Harburg foi o ponto de início da Reforma no território Oettingen-Oettingen, pois o conde Karl Wolfgang permitiu que o pregador Paul Warbeck viesse para Harburg da região de Ansbach para servir como capelão da corte.

Mas a Guerra Schmalkaldic de 1546/47 trouxe devastação e ruína ao condado de Oettingen e o próprio castelo de Harburg foi vitima de grande destruição primeiro ocupado pelas tropas protestantes e depois pelas imperiais católicas. Com a derrota dos principes aliados protestantes o conde Karl Wolfgang teve que abandonar a sua residencia em Harburg e foi destituído dos seus poderes, que foram cedidos ao conde católico Friedrich V von Oettingen-Wallerstein.

O Harburg viveu um período de impetuosa construção no período que antecedeu a guerra dos Trinta Anos, que começou em 1618. O castelo de Harburg apesar do caos da guerra sobreviveu  sem danos consideráveis, mas a terra ficou enfraquecida e debilitada pelos custos da guerra.

Depois do tratado de paz em 1648 o conde Joachim Ernst, teve a função de reconstruir a terra devastada que foi drenada da sua vida, pelo que grandes projectos de construção no castelo de Harburg estavam fora de questão.

Durante Albrecht Ernst I a linhagem de Oettingen-Oettingen foi elevada ao pariato de príncipes em 1674. Foram feitas algumas obras de reconstrução e adicionadas novas estruturas.

O príncipe Albrecht Ernst II (1669-1731) foi o ultimo príncipe protestante na linhagem Oettingen-Oettingen, e durante a sua vigência mais obras foram realizadas quer de renovação como de adição.

A Guerra de Sucessão Espanhola (1701 -1714)  devastou  a região de Ries e Harburg também foi afectado pelos tributos e custos da guerra.

Com a morte do Principe Albrecht Ernst II, e depois das disputas inerentes a heranças, o Harburg passou para a linhagem Oettingen-Wallerstein, que se certificou que o castelo não caísse em decadência após 1731.

Desde então o Castelo mantém-se na família Oettingen-Wallerstein até ao momento presente, tendo passado e sobrevivido muitas outras guerras ao longo dos tempos.

Depois de um pouco da história associada a este castelo, refiro apenas que os Príncipes de Oettingen-Wallerstein,  além do Castelo de Harburg, possuem também o Castelo Wallerstein (principal residência oficial da família) e o Castelo Baldern, todos situados na região.

O mapa seguinte elucida sobre os vários locais que se podem encontrar no castelo de Harburg, alguns dos quais passíveis de serem visitados.

Entre 18 de Março e 31 de Outubro de 2012, é possível visitar o castelo diariamente (excepto à segunda-feira que é dia de descanso), entre as 10h e as 17h.

O bilhete, para a visita guiada, tem um custo de 5,00€ por adulto (maiores de 16 anos), 4,50€ por pessoa em grupos de 15 ou mais elementos,  3,00€ por criança (dos 3 aos 15 anos) e grátis para os menores de 3 anos.

As visitas guiadas duram cerca de 50 a 60 minutos, e ocorrem a cada hora durante o horário de abertura.

Durante a visita guiada ao castelo, um dos primeiros locais que visitei foi a Igreja de S. Miguel (1), cuja aparência barroca remonta a 1720/21

Mas como não era permitido tirar fotografias e filmar nos espaços interiores do castelo, as únicas fotos que possuo da visita guiada, resumem-se aos espaços exteriores, sobretudo tiradas enquanto percorria o Adarve (4).

Do adarve é possível avistar a área superior e central do complexo do castelo, mas também a que fica num plano inferior (onde ficam os locais assinalados de 17 a 23).

Uma das divisões do castelo ilustra algumas armas e armaduras usadas ao longo dos tempos no complexo.

Ao percorrer o estreito caminho ao longo das muralhas tudo pode ser avistado de várias perspectivas, até o poço no centro do pátio.

Na Torre Prisão (7) são  recriadas as condições possíveis de como os prisioneiros lá permaneciam.

Antiga sala do tribunal (9).

A visita guiada prosseguiu e estas são as imagens que retratam o fim da visita.

Depois da visita guiada ainda apreciei mais de perto alguns dos edifícios, e mesmo quando fazia o percurso descendente e me despedia do castelo…

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9 thoughts on “O Castelo de Harburg

  1. Querida Turista:
    Muito interessante esta visita ao castelo de Harburg. Tem muita história de vários períodos, vários propietários, guerras, construção e destruição, novamente reconstrução, enfim, aquilo que faz o precurso dos monumentos. Por isso é que tem outro valor, não olhar apenas. Conhecer tem muito mais.Gostei de ver o poço, pareceu-me muito romântico aquele adro onde está colocado, dá para imaginar uma certa vida quotidiana.
    Beijinho e boa semana.

    • Boa Tarde!
      O Castelo é mesmo bastante interessante e não resisti a colocar parte da história associada ao mesmo no artigo, pois realmente é esta que permite dar a conhecer o porque de este ser o que é hoje.

      Eu gosto de visitar palácios e castelos, e sentir-me um pouco transportada para outras épocas com base no que descubro acerca dos mesmos.

      beijinhos, de novo com a casa mais calma, já que os seus queridos 2 moradores regressaram à companhia dos pais.

    • Olá Claudia!

      Eu suponho que qualquer castelo centenário, pelo menos na Europa, deve ter uma história mais ou menos tumultuosa consequência da incessante luta pelo poder. Mas na Alemanha em especial, quanto mais não seja por ter sido o centro nevralgico da II Guerra Mundial, nenhum castelo, palácio, igreja e edificos de reconhecida importância e valor devem ter passado intocáveis durante esse período negro da história alemã.

      Este Castelo de Harburg, é bastante interessante e mantém-se muito bem preservado, o que o torna ainda mais digno de ser visitado.

      Beijinhos

  2. Cara “Turista”

    A “Turista” dá a conhecer toda a história deste castelo, passando pelas mais diversificadas fases, até ao presente.

    Um castelo com uma história muito interessante!

    Constato pela foto, que a posição do castelo é magnífica, com um cenário fantástico e, não deixa de ser uma atração.

    Beijinho.

    • Cara Executiva!

      Realmente um castelo cuja origem remonta ao século X, tem mesmo uma longa história, e com períodos muito diversos, alguns bastante tumultuosos.

      Os castelos na Alemanha em geral gozam de óptimas localizações e paisagens fantásticas, e como referiu este é um exemplo disso.

      Beijinhos

    • É mesmo engraçado as associações que a nossa mente faz, por vezes entre coisas tão distintas. Eu não conheço o Museu Paula Rego, pelo que lamentavelmente não me posso pronunciar sobre a associação em concreto que fez. Ao espreitar o site desse museu e suas imagens, a mim fez-me pensar nas pirâmides do Egipto.

      Beijinho

  3. E estão lá, também acho! É na miscelânia de estilos e imagens visuais que se recria…
    Mas o vermelho a gritar na paisagem, do castelo de Harburg, trouxe-me à mente esse outro vermelho,também destacado da paisagem onde está inserido…
    Beijinho

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