O Palácio de Lago Monrepos

O terceiro dos palácios de Ludwigsburgo, o Monrepos, é o de menores dimensões   mas a sua localização no jardim em frente ao lago torna-o parte de um cenário idílico.

Uma avenida com cerca de 3 km em linha recta, liga-o ao Palácio Favorite. Nesse percurso, fica parte do caminho dos planetas, enquanto o restante, parte do jardim do Palácio Monrepos noutra direcção. [Entre o Sol, numa extremidade do caminho, e Plutão na outra, distam cerca de 6 km de distancia]
Com o meu três palmos era de todo inviável sequer ponderar a hipótese de percorrer este caminho dos planetas. Mas fica aqui a referencia, para quem tenha curiosidade e interesse em percorrer a pé estes cerca de 6 km à descoberta.
No jardim do Palácio Monrepos encontrei a placa informativa referente a este caminho e o planeta Júpiter,  por perto, também no jardim.

“O Monrepos foi mandado construir pelo Duque Karl Eugen entre 1758 a 1764 numa área elevada de terra. Durante o verão, “o povo mais gracioso” devia “ser capaz de se divertir com os prazeres”. Assim que Karl Eugen voltou o seu interesse para outros edifícios, o pequeno palácio barroco permaneceu dormente por muitas décadas.

Só depois com o Duque Friedrich II e o seu arquitecto da corte Thouret é que o palácio foi remodelado no estilo classicista e decorado para proporcionar um ambiente adequado para as celebrações de caça. O nível do lago também foi reduzido e o jardim geométrico foi transformado num jardim paisagístico inglês, de acordo com as preferências da época.

No entanto, até hoje, continua possível remar com um barco em redor do lago idílico, embora tais passeios sejam menos luxuosos do que aqueles durante a época do Duque Karl Eugen, quando gôndolas trazidas de Veneza eram dirigidas por gondoleiros reais.” (texto retirado e traduzido livremente daqui)

Como o palácio é propriedade da Casa de Württemberg, só pode ser visitado em regime especial, pelo que eu limitei-me a aprecia-lo pelo seu exterior.

Voltado para o lago e para a pequena igreja existente neste, o palácio avista uma paisagem que inspira o sossego e o descanso.

No jardim propriamente dito, mais do que a vegetação em si, o que mais despertou a minha atenção, foram dois dos bancos, autenticas obras de design que encontrei.

Com este terceiro palácio, termino a visita a esta surpreendente cidade de Ludwigsburgo.

7 thoughts on “O Palácio de Lago Monrepos

  1. Querida Turista:
    Monrepos, que nome tão romântico e que linda a arquitectura a deste palácio. Gostei muito das fotos do lago, que até contemplam uma família de patos com aspecto bem satisfeito. Eu acho que deve ser um passeio muito bonito, fazer o percurso dos planetas, mas concordo que o três palmos iria reclamar!
    Quanto à última foto, os bancos são de facto muito engraçados. E espero que possam também ser cómodos, só experimentando. Sentou-se neles?
    Um beijinho.

    • Muito boa tarde!
      Este terceiro palácio tem uma arquitectura diferente dos outros dois, e cada um no seu estilo todos cativam a atenção do visitante, quer por si mesmos quer pela envolvência em que se inserem.

      Pois, lá que o caminho dos planetas deve ser bastante interessante eu não tenho mesmo a mínima dúvida mas os 6 km de extensão assustam um pouco quando se pensa em percorre-los a pé. E mesmo os 3 km que distam entre os palácios Monrepos e Favorite fizeram-me preferir ir de um ao outro utilizando um meio de transporte motorizado.

      Sim, acho que experimentei sentar-me nestes bancos bastante originais, e não são de todo desconfortáveis, para bancos de jardim, sub-entenda-se.

      Beijinhos

  2. Cara “Turista”

    A “Turista” encerra a sua visita à cidade de Ludwigsburgo com um palácio envolto num cenário, para mim, bastante romantico. De realçar a sua localização, o lago, a vegetação, proporcionando um passeio agradável e relaxante.

    Não deixo de imaginar como seria bom percorrer o caminho dos planetas! Além do exercício físico, ver “in loco” o que ele nos oferecia. Com certeza, muito a desfrutar!

    Impossível deixar de admirar os bancos do jardim, pelo se invulgar “design”.

    Parabéns por me dar a conhecer uma maravilhosa cidade, repleta de encantos.

    Beijinho.

    • Muito boa noite cara Executiva!

      Todos os 3 palácios sao bastante interessantes, cada um com as suas diferenças e peculiaridades.

      Sim deve ser interessante percorrer o caminho dos planetas, principalmente num dia quente e ensolarado, quando dá ainda mais prazer fazer longas caminhadas.

      Ludwigsburgo é mesmo uma interessante cidade com muita imponência aristocrática.

      Beijinhos

  3. LUDWIGburgo (cidade de LUDWIG), – a origem antiga é esta, de certeza, já que burgo é cidade( época medieval) e alguém importante lhe deu o nome.
    O actual conjunto é daqueles da época aurea da aristocracia, imponente, variado nos estilos e nas atracções que oferece. Em dias de neblina deve assemelhar-se aos locais do tempo das fadas e das personagens por elas escolhidas para beneficiar ou então fazer a vida “negra”.
    O aspecto do conjunto deve variar bastante com a estação do ano em que a visita seja feita, não acha?
    Bjs

    • Tem toda a razão. Como fiz referencia, quando falei do primeiro destes três palácios/castelos em Ludwigsburgo, o nome da cidade deve-se ao Duque Eberhard Ludwig de Württemberg, que um ano depois de ter colocado a pedra fundamental do seu palácio residencial, o local foi nomeado “Ludwigsburg” (que significa “Castelo de Ludwig”).

      A aristocracia e monarquias imperiais ou não, deixaram obras arquitectónicas mesmo muito imponentes e sumptuosas, e os três palácios em Ludwisburgo são um óptimo exemplo disso mesmo.

      Para mim palácios inseridos em cenários tão idílicos fazem-me sempre associar a contos de fadas e de encantar, independentemente do dia ser de neblina ou não. Mas realmente a neblina faz-nos associar ao suspense e à capacidade mágica e de transformação das fadas (boas ou más) e bruxas.
      É muito natural que todo o cenário mude um pouco com as estacoes do ano, seja com a neve no inverno, as folhas amarelas, laranja e vermelhas no outono, com os dias muito luminosos de sol e com frutas nas árvores no Verão, ou tudo muito florido na primavera. Em todas as estações a certeza é de que o cenário será sempre encantador.

      Beijinhos

  4. É!… Uma coisa é a circunstância ambiental e temporal- subida e descida do sol relativamente ao Equador – outra é cenário estanque que tem a ver com as estruturas arquitectónicas e ambientais como jardins, lagos, pontes, barcos e até o universo do sistema solar com a avenida dos planetas e outros contextos das descobertas da ciência, a contemporaneidade que não pode ser ignorada numa sociedade moderna!
    A Alemanha está nos lugares da frente…
    Beijinhos

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