Manhã no Museu Calouste Gulbenkian

As ultimas férias natalícias em Portugal, permitiram realizar algumas visitas já há muito desejadas e aguardadas. No meu caso tal aconteceu com a visita exploratória ao Jardim Buddha Eden, de que falei no artigo anterior.

O meu marido, em contrapartida, tinha um outro desejo já há muito tempo por concretizar, visitar em Lisboa, o Museu Calouste Gulbenkian. A sua sugestão foi acolhida de imediato com entusiasmo, e não faltavam motivos para isso.

Este museu é um dos poucos locais em Portugal que foram referidos no conhecido livro que possuo “1000 Places to see before you” de 2003, de Patricia Schultz , que abordo neste artigo, onde o usei como  método de escolha para visitar alguns locais em Portugal.

Um aparte: saiu em 2011 uma segunda versão do livro, completamente revisto e actualizado no qual foram acrescentados mais de 200 entradas novas, e pela listagem, agora já figura em Portugal (pág. 237 a 245, maior número de páginas que na primeira versão)  o “meu querido” Porto (pág. 245) com os Cruzeiros Via d’Ouro por exemplo, e em Lisboa encontra-se também o Museu Colecção Berardo.

Calouste Sarkis Gulbenkian (1869-1955) nasceu em Scutari, Istambul, no meio de uma ilustre família arménia cujas origens remontam ao século IV. A família Gulbenkian sempre se dedicou ao mecenato das artes e a obras de beneficência. Com essa mesma paixão pela arte nos genes, adquiriu ao longo da sua vida, uma prodigiosa e ecléctica colecção de obras de arte que inclui mais de 6000 peças, desde a Antiguidade até ao princípio do séc. XX.

“Ao longo dos anos, a colecção foi aumentando. Como medida de segurança, a colecção de Paris foi dividida e parte enviada para Londres. Em 1936, a colecção de arte egípcia foi confiada ao British Museum e os melhores quadros à National Gallery. Mais tarde, em 1948 e 1950, essas mesmas peças foram transferidas para a National Gallery of Art de Washington.

[…] Era grande a preocupação de Gulbenkian no que respeitava à preservação do seu património e a forma de evitar o pagamento de impostos sobre o seu legado à medida que a sua colecção se ampliava.
[…] Gulbenkian tinha muito empenho que a sua colecção ficasse sob um mesmo tecto para que as pessoas pudessem testemunhar o grande empreendimento criado por um só homem durante a vida.
Depois da sua morte e após árduas negociações com o Governo Francês e às condições em que o empréstimo à National Gallery of Art, de Washington, havia sido realizado, foi possível tornar este desejo realidade. A colecção completa veio para Portugal em 1960, tendo estado exposta no Palácio dos Marqueses de Pombal (Oeiras) entre 1965 e 1969.”  (excertos do texto retirados daqui)
O edifício da Sede e Museu da Fundação Calouste Gulbenkian foi inaugurado em 1969, concretizando depois da morte, o sonho do coleccionador e seu fundador.
O plano do Museu, cuja digitalização está abaixo, foi retirada do livro guia do mesmo.
Museu Calouste Gulbenkian - planta do Museu
Com base na planta do museu, é fácil constatar o quão vastas são as áreas que o mesmo contempla, todas com um numero considerável de obras expostas. O museu, das cerca de 6000 peças que a fundação possui, só reúne nas suas galerias de exposição permanente, 1000 das mais representativas.
As imagens seguintes mostram apenas uma pequena fracção do que se pode encontrar nas galerias da exposição permanente.
Admito que as primeiras áreas do Museu foram as que menos explorei em termos fotográficos, pois como estavam expostas envidraçadas e não era conveniente usar flash, as fotografias não tinham uma qualidade mínima de apresentação (e não me preocupei muito com esse pormenor, porque adquiri o Guia do Museu Calouste Gulbenkian onde as mesmas se encontram).
As compilações de fotos ilustram cronologicamente a forma como explorei a exposição permanente.
Museu Calouste Gulbenkian - exposicao permanente 1
6 – Arte do Extremo-OrienteMuseu Calouste Gulbenkian - exposicao permanente 27 – Arte Europeia – Marfins e Iluminuras , sécs. X a XVI
Museu Calouste Gulbenkian - exposicao permanente 3
8 – Arte Europeia – Pintura e Escultura, sécs. XV a XVII
Museu Calouste Gulbenkian - exposicao permanente 4
9 – Arte Europeia – Escultura, Medalhistica, Artes Decorativas e Arte do Livro, sécs. XV a XVII
Museu Calouste Gulbenkian - exposicao permanente 5
10 – Artes decorativas, França, séc. XVIII

Museu Calouste Gulbenkian - exposicao permanente 6

11 – Pintura e Escultura, França, séc. XVIII – Retrato de Mademoiselle Duplant

Museu Calouste Gulbenkian - exposicao permanente 7 - Retrato de Mademoiselle Duplant

12 – Ourivesaria
Museu Calouste Gulbenkian - exposicao permanente 8
13 – Pintura e Escultura, França e Inglaterra, secs. XVIII e XIX

Museu Calouste Gulbenkian - exposicao permanente 9

14 – Pinturas de Francesco Guardi, notável artista veneziano do séc.XVIII

Museu Calouste Gulbenkian - exposicao permanente - Pinturas de Francesco Guardi

15 – Pintura e Escultura, França, séc. XIX

Museu Calouste Gulbenkian - exposicao permanente - esculturas

Museu Calouste Gulbenkian - exposicao permanente - pinturas

Museu Calouste Gulbenkian - exposicao permanente - pintores favoritos

16 – Centro de Mesa, René Lalique, França, 1903-1905

Museu Calouste Gulbenkian - exposicao permanente - Centro de Mesa René Lalique

17 – Obras de René Lalique

Museu Calouste Gulbenkian - exposicao permanente - Obras de René Lalique

Uma exposição bilionária, e muito abrangente. Adorei conhece-la…

2 thoughts on “Manhã no Museu Calouste Gulbenkian

  1. Bom dia, Turista!

    O livro da Patricia Schultz tem sempre boas dicas. Adoro dar uma olhada quando viajo para ver se tem algo especial para acrescentar no meu roteiro e sempre acho coisas interessantes. Não sabia que já tinha saído uma versão atualizada. Bom saber.

    Beijo

    Claudia

    • Olá Claudia!

      O seu livro já deve ter imensos vistos / “done”, nos locais e experiências lá sugeridos.
      Sim, saiu uma versão revista e actualizada e com fotografias a cores. Pena que só na Amazon dos EUA tenha em versão kindle (na Alemanha só tem versão papel), pois para mim seria bem mais pratica para andar comigo😉 para todo o lado.

      Beijinhos

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