Três dias depois…

O muito aguardado filme “Ritter Rost – Eisenhart und voll verbeult“, estreou na passada quinta-feira, dia 10 de Janeiro, nos cinemas alemães.

O meu três palmos estava há muito ansioso para poder ver este filme no cinema. Tal era bastante compreensível, afinal o Ritter Rost tinha sido o tema dos festejos do seu ultimo aniversário com os amigos. Ele já tinha assistido ao trailer do filme nas ultimas vezes que foi ao cinema.

No passado domingo, dia 13, fui então com ele e dois dos seus amigos ao cinema ver esse filme.

A história é previsivelmente bastante infantil, dirigida para o seu publico alvo principal.

As personagens são já bastante familiares e conhecidas, para quem conhecer o Ritter Rost, através dos seus livros musicais, musicais ou peças de teatro, como é o caso do meu três palmos e dos seus amigos.

… E uma vez mais, depois de todas as peripécias, e do Ritter Rost “meter os pés pelas mãos”, no fim é o herói que salva a Bö e o reinado do pérfido, galante e aparentemente perfeito Prinz Protz.

Reafirmo, o filme é muito engraçado, possui algumas musicas conhecidas de outras histórias do Ritter Rost e agrada imenso às crianças.

Não posso dizer que não gostei do filme, porque efectivamente gostei, mas em termos da história em si, para quem já conheça outras desta colecção, é impossível desligar-se de alguns conhecimentos prévios.

Eu já sabia que o Prinz Protz não era exactamente como aparentava ser à primeira vista. Ele na história Ritter Rost und Prinz Protz, já tinha ludibriado a Bö para o seu imaculado castelo, com o intuito de se casar com ela. Ela já se tinha sentido presa por ele e ao procurar uma forma de se libertar e sair do castelo, já tinha descoberto muitas outras damas encarceradas numa sala, a quem ele tinha prometido o mesmo.

Não fazia sentido que com este conhecimento prévio da vivência relatada num livro anterior ela voltasse a cair na armadilha. Ela comporta-se como se não o conhecesse.

A história reflectida no filme antes parece ser algo independente, que vai buscar ideias a livros anteriores, mas que vive numa realidade paralela como se as histórias retratadas nos outros livros não fizessem parte do passado vivido pelas personagens.

Tal para mim não faz muito sentido, talvez por lhe atribuir falta de lógica temporal nas narrativas.

Eu sei que no reino da imaginação e da fantasia tudo é possível e válido, tudo depende das premissas assumidas. O meu três palmos ignorou por completo os conhecimentos passados ao assistir a este filme, e eu deveria ter feito o mesmo, e apreciado o filme apenas pela história que narra.

O meu três palmos saiu da sala de cinema muito entusiasmado e contente com a história, afinal, como deve ser sempre, o bem  triunfou e tudo acabou no seu devido lugar…

Resumindo, o meu objectivo foi plenamente concretizado: o meu três palmos foi assistir a um filme que queria imenso e adorou-o, o resto são pormenores sem importância.

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