Antuérpia, da Catedral ao Grote Markt

Uma das vantagens de viver na Alemanha, é esta fazer directamente fronteira com 9 países europeus.

Quando o destino inicial para as férias outonais foi Essen, a decisão seguinte que se colocou foi responder à questão: “e depois?”

Analisando o mapa da Europa centrado em Essen, com um raio de proximidade de cerca de 200km, várias opções foram consideradas, mas o país que saiu vencedor foi a Bélgica, e Antuérpia foi a cidade escolhida para o destino seguinte.

Curiosamente, ao pensar em Antuérpia, a primeira associação que me ocorre de imediato é “capital mundial dos diamantes”, mas durante a curta visita ao centro da cidade acabei por não visitar o 1 km² denominado  de Distrito dos Diamantes.

No centro de Antuérpia, depois de várias peripécias e desvios para encontrar alguns locais por motivos práticos, o tempo disponível reduziu-se substancialmente, ainda mais porque os dias no Outono são bem mais curtos.

No centro da cidade encontrei várias estátuas interessantes, mas admito que uma que achei bastante curiosa foi a do “deugniet” (menino travesso), localizada na Korte Gasthuisstraat, talvez por associar o espírito da mesma ao da famosa do Manneken Pis em Bruxelas. Ao lado da mesma encontra-se a letra de uma canção de John Lundström (cantor popular e violinista)

Antuerpia - estatua do deugniet

Os 123 m da torre da Catedral de Nossa Senhora serviram de principal ponto de orientação a seguir…

Antuerpia - aproximacao à Catedral

Na Groenplaats 21 encontra-se a imponente catedral, e a entrada principal fica em frente à Blauwmoezelstraat, numa pequena praça rodeada de edifícios com a traça característica da cidade e com lojas de alguns dos artigos mais típicos no país, os chocolates e a cerveja.

Antuerpia - em frente à Catedral

“A catedral foi construída entre 1352 e 1521 e é considerada um dos mais belos edifícios góticos da Europa. A igreja, que se tornou uma catedral em 1559 substituiu uma igreja românica construída no século XII. Os últimos vestígios dessa igreja foram demolidos em 1481.

O projeto total da catedral de Antuérpia é atribuída a Jean Appelmans, também conhecido como Jean Amel de Boulogne, mas a construção foi provavelmente dirigida por De Waghemakere. Uma estátua do século XIX, na base da torre sul  (a incompleta) comemora o arquiteto.

Antuerpia - entrada na Catedral

O coro e a nave foram construídos entre 1352 e 1411, enquanto a frente oeste foi construída mais tarde, entre 1422 e 1474.

Antuerpia - maquetes da construcao da Catedral

A última parte, a torre, foi concluída em 1518. Das duas torres planeadas, apenas a a norte foi terminada. A parte octogonal da torre, construída entre 1501 e 1507 foi projetada por Herman de Waghemakere.

Dentro da torre está um carrilhão com 47 sinos. A torre atual foi construída por Domien de Waghemakere, Antoon Keldermans II, e Rombout Keldermans entre 1508 e 1518.

A catedral foi a estrutura mais alta nos Países Baixos durante vários séculos. Mesmo actualmente os 123 metros de altura do pináculo elevam-se sobre a cidade. Parcialmente tal deve-se às restrições de altura em Antuérpia, e por esse motivo continua a ser o edifício mais alto da cidade. Como exemplo das aspirações de Antuérpia, na sua época de ouro, o Imperador Carlos V colocou a primeira pedra de uma extensão considerável, três vezes o tamanho da atual, o que tornaria o maior edifício do mundo. Danos causados ​​pela água resultante de um incêndio grave na nave, em 1533, que destruiu o tecto e os móveis gótico, impediu a construção deste protejo megalomaníaco.

No interior a ampla nave central é ladeada por três naves de cada lado, proporcionando de um enorme espaço interior, com 48 pilares em cada corredor. A catedral tem um comprimento de 117m.

Em 1566 e novamente em 1581, o interior da catedral foi seriamente danificado pelos calvinistas durante as fúrias iconoclastas. No século XVIII, os franceses ameaçaram demolir o edifício inteiro. Felizmente, o arquiteto da cidade conseguiu adiar esses planos. Durante a ocupação francesa, a maior parte do interior foi vendido pelos franceses.

Antuerpia - nave central da catedral

Apesar de toda a pilhagem, os grandes tesouros de arte sobreviveram. Os mais notáveis ​​são três grandes pinturas de Rubens: Descida da Cruz (1612), a elevação da Cruz (1610) e o Tríptico da Ressurreição  (1612).

Anturpia - exposicao REUNION na Catedral

Antuerpia - exposicao de Rubens na Catedral

Existem muitos mais objetos  notáveis no interior como altares, confessionários, estátuas e o púlpito.

Antuerpia - Altar Mor e crucifixo da Catedral

Antuerpia - Coro na Catedral

Antuerpia - capela de Nossa Senhora na Catedral

Antuerpia - capela lateral 2 na Catedral

Antuerpia - capela lateral norte na Catedral

Antuerpia - Altar lateral na Catedral

Antuerpia - Pulpito na Catedral

Antuerpia - sacristia da Catedral

A principal relíquia que sobreviveu a Idade Média é o túmulo de bronze de Isabel de Bourbon.

A Catedral também é adornada com 34 enormes vitrais.” (texto traduzido e adaptado livremente daqui)

Antuerpia - Vitrais na Catedral

Antuerpia - Vitrais no transepto e rosacea Catedral

Antuerpia - Vitrais na ala lateral sul na Catedral

Antuerpia - Vitrais na ala por tras do coro na Catedral

Eu admito que mais do que os altares, foram os coloridos vitrais o que mais despertou o meu interesse.

A cripta da Catedral, em contrapartida, sobressaindo as suas ruínas, admito que foi o que menos gostei.

antuerpia - cripta da Catedral

No site oficial da Catedral é possível aceder ao prospecto de visita à mesma, clicando aqui (em inglês).

Depois da visita à Catedral de Antuérpia fiquei rendida com a majestosa Grote Markt, pelos edifícios que a circundam, encabeçados pela Câmara Municipal da Cidade e pela estátua, em frente à mesma no centro da praça, da mão do gigante que é atirada no rio Escalda, alusiva ao mito de Brabo.

Antuerpia - Grote Markt

“A Câmara Municipal foi construída entre 1561 e 1565 sob a supervisão do mestre de obras Cornelis II Floris de Vriendt, com a colaboração do italiano Nicolo Scarini, entre outros. É em estilo renascentista flamengo-italiano, também conhecido como o estilo Floris, uma inovação notável na Holanda do século XVI que foi imitado em locais tão distantes como a Escandinávia”. (texto extraído e traduzido daqui, onde existe muito mais informação detalhada sobre a mesma).

Um edifício indiscutivelmente notável, que só consegui vislumbrar o seu exterior…

4 thoughts on “Antuérpia, da Catedral ao Grote Markt

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