Um pouco do “country side” da Salzburger Land

As temperaturas negativas persistem, mas continuam acompanhadas por dias lindos e solarengos, pelo que existe uma forte atracção, que me puxa para aproveitar o que a natureza tem para me oferecer.

A questão é que continuo a não ser adepta dos desportos típicos de Inverno, mas fiquei fã de descer a montanha de trenó, depois de o ter experimentado na semana anterior.

Assim a palavra chave para pesquisar locais onde houvesse essa possibilidade, em países de língua oficial alemã é “Rodelbahn“. (Porque não dizer “na Alemanha”? Porque atendendo à localização geográfica de Munique, nem sempre os locais mais perto e/ou mais interessantes ficam necessariamente na Alemanha, podem ficar por exemplo na Austria.)

E foi justamente com essa ideia em mente que a minha pesquisa se direccionou para o Estado de Salzburgo (Salzburger Land), na Áustria, uma das regiões contíguas ao distrito Administrativo de Oberbayern (Baviera Superior),  de que Munique é capital e que pertence ao Estado da Baviera.

Os mapas abaixo  ajudam a perceber um pouco melhor a sua localização relativa.

oberbayern-e-salzburg

Claro que não precisaria de sair de Oberbayern sequer, para encontrar o que procurava, mas se na semana anterior já o tinha feito, em busca da Região do Allgäu, no distrito Administrativo de Schwaben, porque não fazê-lo uma vez mais? (Admito que ainda considerei duas regiões em Oberbayern, Berchtesgadener Land e Garmisch-Partenkirchen. Mas por diferentes motivos, foram preteridas. Garmisch-Partenkirchen por exemplo estaria particularmente congestionada no fim-de-semana, dado decorrer aí o Campeonato do Mundo de Ski)

A pesquisa na internet recaiu não apenas em “Rollerbahn” mas também “Snowtubing”, algo que o meu “5 Palmos” queria e não tinha conseguido fazer na semana anterior.

Foi uma das Estâncias de Esqui da região “Ski Amadé“, a de Radstadt -Altenmarkt que mais me cativou. (Radstadt dista de Munique 199km, o que equivale a 2h de viagem)

radstadt

O motivo da escolha de Radstadt ficou a dever-se sobretudo ao facto deste possuir um percurso para descida com trenós de 6km (um dos mais longos na região). Para facilitar a decisão, este percurso tem iluminação noturna, o que me garantia um pouco mais de segurança caso houvesse algum infortúnio e precisasse de ser resgatada.

Por outro lado, a forma de chegar lá acima é com teleféricos para 8 pessoas irem sentadas (“8er Königslehenbahn I), estando estes sempre a circular, o que faz com que não se criem praticamente filas de espera.

Outras questões “técnicas” pertinentes:

  • O ponto de partida em Radstadt, fica a 858 m de altitude;
  • Existe um amplo parque de estacionamento disponível e gratuito;
  • É possivel alugar ou comprar equipamento e acessórios desportivos na loja existente perto do parque de estacionamento;
  • Existe nas imediações um Café-Restaurante, o Unterberg Salettl, onde é possivel recarregar energias;
  • No Königslehenbahn, é possível alugar os trenós por 5€ cada (+5€ de depósito a ser restituido no momento de devolução dos mesmos), imediatamente antes de se entrar nos funiculares.
  • A subida no Teleférico tem uma paragem numa estação intermédia, onde inclusivé as portas dos funiculares são automaticamente abertas, mas só se deve sair na estação final, em Kemahdhöhe, a 1571 m de altitude.

radstadt-1

radstadt-teleferico

Kemahdhöhe é a estação final de mais do que um percurso de teleféricos quer telecabines quer telecadeiras:

  • 3 – Königslehenbahn II, 
  • 4 – Kemahdhöhebahn,
  • 6 – Hochbifangbahn II,
  • 7 – Hochbifangbahn I.

No mapa de curvas de nível seguinte, retirado daqui, além dos percursos dos teleféricos atrás mencionados, encontra-se igualmente bem assinalado a vermelho o percurso efectuado pelos trenós.

percurso-de-treno

No fim da viagem de teleférico, é uma lufada de ar fresco maravilhosa. A paisagem montanhosa avistada de outra perspectiva, vale por si ter feito a subida, ainda mais num dia de sol como aquele com que me deparei.

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No cimo da montanha além das estações finais dos teleféricos, algumas com um ar mais futurista, existe o Restaurante, Bar e Terraço Sportalm que possui um ar rústico, de madeira, com gastronomia regional austriaca.

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Desfrutar da paisagem e explorar um pouco mais as imediações nunca parece demais, ainda mais num dia tão agradável como o que encontrei.

radstadt-rodelbahn-konigslehen_0065

E não é apenas natureza no seu explendor máximo o que se encontra. Também encontrei manifestações católicas como uma cruz e uma escultura de S. José, N. Senhora e do Menino Jesus. Mas o que mais me surpreendeu foi encontrar um coração metálico vermelho para colocar cadeados, como muitos fazem em pontes.

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E ao lado do coração vermelho é onde se encontra o ponto de partida do percurso de descida de trenós. Preparei-me  não apenas fisicamente mas também mentalmente para a descida, mas ainda assim, deixei muitos passarem-me à frente, mesmo crianças com aparente muito mais experiência e empolgação do que eu.

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O percurso é mais largo que o primeiro que experimentei, mas possui igualmente algumas curvas bem fechadas, e algumas extensões de 1, 2 ou mesmo 3 km onde a dificuldade é parar dada a velocidade a que se pode atingir.

Existem no entanto duas curtas extensões onde o percurso ao invés de descer sobe, pelo que, a não ser que se vá a grande velocidade o que nunca procurou ser o meu caso, tem que se subir puxando pelo trenó. Outras áreas são mais planas, e nessas também tive que puxar pelo trenó pois não levava lanço suficiente para as fazer de outra forma.

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Depois do percurso concluido, restou-me ficar com a sensação muito agradável e positiva de uma hora talvez, muito muito bem passada. Adorei uma vez mais a experiência e continuo com vontade de voltar a repeti-la, numa outra aventura, em outro local, com um novo trajecto…

Mas o dia não estava dado por concluido. A seguir era altura de partir à procura do Snowtubing…

E para isso, tinha-se que rumar de automóvel em direcção a St.Martin am Tennengebirge, onde o Snow Tube Jausenstation Monigold ficava. A distância entre ambos os locais é de cerca de 18km.

O Snowtubing lá foi agradável, apesar de em termos de extensão ser bastante curto, com cerca de 250m, e não conter grandes curvas e contra-curvas (como admito estava a contar).

O meu “5 Palmos” gostou bastante, apesar de ter ficado amplamente satisfeito com apenas 3 descidas. Eu confesso que me fiquei por 2.

Seguro, fácil e agradável para os mais novos e totalmente inexperientes, é sem dúvida um dos pontos fortes do local… O outro é que não estava nada concorrido, pelo que foi fácil estacionar, apesar da quase inexistência de parque de estacionamento nas imediações.

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Nebelhorn no Inverno

Depois da chegada do Inverno, da queda com alguma frequência de neve e das temperaturas médias a manterem-se negativas dia após dia, sem qualquer previsão de mudança nos dias mais próximos, afiguravam-se duas alternativas.

“Não querer encarar o frio” e evitar ao máximo sair de casa, ou acolher a neve e as temperaturas negativas de braços abertos e com a roupa apropriada vestida (com caracteristicas de isolamento térmico, de preferência) e sair de casa para me divertir na neve.

Se a influenciar a escolha se presenciar um dia lindo de sol, então a tomada de decisão é facilitada e a opção escolhida é óbvia.

Confesso que nunca fui fã de “férias de Inverno”, ao contrário de alguns amigos meus para os quais tais férias são incontornáveis e mesmo as preferidas.

Assim não é de estranhar, que esqui ou snowboard são desportos que não me atraem, ainda mais porque não são raras as notícias de acidentes na prática dos mesmos.

No entanto tal não me deve impedir de me divertir na neve, se a oportunidade para isso existir.

Foi nesse sentido que recorri ao site Bayern.by com o objectivo de encontrar na Baviera, locais onde pudesse fazer Snowtubing. Foram várias as alternativas encontradas, algumas mais perto de Munique outras menos. Como em Bayrischzell já tinha estado, essa opção foi descartada em prol de outra região que ainda não conhecesse.

A escolha recaiu sobre Nebelhorn, seduzida pela existência de um Snowpark com vários equipamentos disponíveis (inclusivé para a prática de snowtubing) apresentada pelo NTC – Sport Oberstdorf  (Centro de Desportos de Inverno de Nebelhorn).

Oberstdorf fica na região de Allgäu na Baviera, e dista cerca de 171km (2h12) de Munique. Não posso dizer que tenha sido a opção mais perto de casa, mas foi uma bem acertada. (A rede de estradas é boa e as autoestradas na Alemanha, têm em geral um ótimo nível de conservação, em algumas áreas não existem limites de velocidade, e não se pagam quaisquer portagens, o que ajuda bastante e facilita a decidir, quando se pretende fazer uma viagem com mais de uma centena de quilómetros, e se tenciona regressar no mesmo dia).

O Allgäu é uma região rica para quem quer desfrutar da Natureza, em qualquer estação do ano, no Inverno em especial, e era mesmo isso o que eu procurava.

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E Nebelhorn não decepcionou nesse sentido.

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O mapa retirado do site Das Höchste ajuda a perceber melhor o que se pode encontrar no Nebelhorn não apenas em termos de desportos de Inverno (pistas de esqui não faltam, com diferentes graus de dificuldade como convém) mas também outras formas de desfrutar intensamente da neve com o devido conforto (Restauração, Serviços de Apoio, Funiculares, etc).

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O Wintererlebnispark, foi o local onde encontraria a forma ideal para me divertir na Neve, e para lá chegar tive que subir no Nebelhornbahn desde a base em Oberstdorf a 813m até à Estação Seealpe a 1280m.

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A paisagem avistada a 1280m de altitude é retemperadora e o ar fresco que se inspira é do mais saudável possível.

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Se a ideia original era a prática de Snowtubing, a aparente insuficiência de neve para o efeito, impediu que o percurso estivesse criado, e por isso não avistei um único “pneu gigante insuflável” também conhecido por Snow Tube, para amostra.

Mas trenós não faltavam, quer os tradicionais de madeira quer os Zipflracer, uma versão mais aerodinâmica de plástico. Escusado será dizer que optei por um destes ultimos.

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Também haviam Snowbikes, Skifox, Skibockerl, Snowscooter e SMX, mas além de serem mais dificeis de controlar, para alguém tão inexperiente quanto eu, com nenhuma destas outras opções poderia descer a montanha.

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E descer a montanha pela pista de trenós, foi mesmo o que eu fiz depois de ter andado várias vezes a treinar na estação Seealpe, com o trenó plástico laranja que aluguei por 5€.

“Desde a estação”Seealpe” (1280m)  até ao vale são 2,5 km de caminho com declive. Com uma diferença de altura vertical de 450m você pode fazer um passeio de trenó e descer a montanha. Os Trenós podem ser alugados no restaurante ao lado da estação “Seealpe” [ou no centro de actividades NTC]”

Foi mesmo o que esta descrição sugere o que eu fiz, e que para mim foi adrenalina pura, principalmente fazer a alta velocidade as curvas muito acentuadas do percurso, e ter a sensação que podia sair do mesmo e cair pela montanha a baixo, a qualquer momento.

Claro que fotos que relatam essa experiência são escassas, pois convinha que me agarrasse bem ao manipulo do trenó para evitar maiores estragos.

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Mas dá para ficarem com uma pequena ideia de algumas das curvas, e de como o caminho tinha áreas bem irregulares que convidavam a quedas ou saltos, dependendo da velocidade a que se vinha.

Para mim, foi uma experiência incrível, que adorei, mas cuja chegada ao fim foi muito bem acolhida, com a sensação: consegui e cheguei inteira.

Neve a cobrir-me não faltou, até porque, uma árvore não satisfeita com o que eu já tinha conseguido sozinha, decidiu atirar-me uma “bola de Neve” directamente na minha cara.

Uma tarde inesperada…

O dia amanheceu cinzento e frio, ao contrário dos últimos que o antecederam. As actividades previstas para o dia, não eram nada de particularmente interessantes.

Mas tudo mudou com um simples telefonema, e uma proposta irrecusável. O meu marido que gosta de jogar e de assistir a um bom torneio de Golf, decidiu que o seu dia laboral na passada sexta-feira seria mais curto. Afinal estava em causa assistir ao vivo e em loco ao segundo dia do BMW International Open de Munique, que se realizou entre 18 e 23 de Junho no Campo de Golf do Golfclub München Eichenried.

O único jogador profissional português, que participou no torneio, Ricardo Santos, tinha a sua tacada de saída do primeiro buraco agendada para as 14h, pelo que assistir apenas à parte de tarde do torneio, era algo já bastante positivo.

O dia entretanto ficou bem mais límpido, solarengo e quente, o que é sempre muito mais agradável, quando o objectivo é passa-lo ao ar livre.

A entrada era livre para assistir ao torneio nos seus dois primeiros dias, enquanto que Sábado e Domingo os bilhetes de acesso diário tinham o preço unitário por pessoa de 35€ (mas haviam outras modalidades)

Reunidas as condições, ficou estipulado que faríamos um programa a 3, pelo que fui buscar o meu três palmos bastante mais cedo ao infantário (para irmos sem preocupações de horário para regressar).

A primeira agradável surpresa ao chegar às imediações do evento, foi descobrir que havia uma extensa área de parque de estacionamento dedicada exclusivamente a veículos da marca BMW, afinal é esta que dá o seu nome ao evento e participa na sua organização. Assim, apesar da área já estar bastante lotada, como o nosso automóvel é desta marca, tivemos o privilégio de estacionar perto da ponte pedonal de acesso ao extenso campo de Golf.

25 BMW International Open_ à chegada

Como não podia deixar de ser em um evento realizado em Munique, nao faltavam espaços onde se podia desfrutar de uma refeição ou de uma bebida, e um imprescindível e típico Biergarten.

Em frente ao Biergarten havia uma área dedicada os “golfistas” mais novos onde estes podiam praticar as suas tacadas.

25 BMW International Open_ areas comuns

Em frente ao Biergarten, depois do campo de golfe infantil, um enorme placar, era incansavelmente actualizado, procurando mostrar ao fim de cada buraco, a pontuação de cada jogador.

A placa sinalizadora acima demonstra que haviam várias áreas com actividades paralelas (teste à condução todo o terreno ou concurso de Putting, por exemplo), nas quais o publico podia fazer uma pausa, ao assistir ininterruptamente o torneio.

25 BMW International Open_ concurso de Putting

Também não faltavam tendas e espaços dedicados às várias entidades, organizações companhias, e regiões nacionais e internacionais que publicitavam os seus serviços, produtos, resorts e campos de golfe paradisíacos, que rodeavam a área onde automóveis da marca BMW, de diversos modelos se encontravam expostos.

25 BMW International Open_ areas de exposicao e tendas

Mas indiscutivelmente foi o Rolls Royce Ghost, exposto em local de destaque, no qual o campeão reinante do Open Ernie Els (Africa do Sul) andou na terça-feira, depois de aterrar no aeroporto de Munique, certamente uma acção de charme do grupo BMW, que foi alvo de maior atenção e interesse.

25 BMW International Open_ Rolls Royce

E para saber qual o buraco que cada grupo de jogadores se encontrava a jogar a todo o momento, um placar enorme com o mapa do campo de golf, situado junto ao acesso à tribuna do buraco 18, era actualizado com frequência. Por esse motivo se pode ver na imagem seguinte o escadote que se encontra próximo do mesmo.

25 BMW International Open_posicao dos jogadores

Do torneio propriamente dito, não possuo imagens dignas de registo, pois era expressamente proibido, fazer qualquer ruído ou fotografar os jogadores e as suas jogadas durante o torneio.

25 BMW International Open_ mapa do espaco 25 BMW International Open_ pequena fraccao do campo

Terminado o torneio na sexta-feira, apesar de Ricardo Santos não ter feito o cut, ainda assim, foi com todo o prazer que o meu marido pediu a sua assinatura na brochura do evento, para trazer para casa como recordação de uma tarde solarenga, bastante agradável e memorável.

25 BMW International Open

Ainda bem que fomos sexta-feira, caso contrário já não teríamos visto o jogador português a jogar este ano em Munique…

Ao fim dos 4 dias de torneio, foi Ernie Els (da Africa do Sul) o grande vencedor do torneio, enquanto que o embaixador da marca BMW, Martin Kaymer (da Alemanha) terminou empatado na quarta posição.

Corrida pós Oktoberfest…

O Oktoberfest 2012 em Munique acabou no passado fim-de-semana, no dia 7 de Outubro.

Mas ainda não era chegada a altura de guardar os trajes tradicionais no “baú ou no guarda-fatos” até ao próximo ano.

Pois este sábado, dia 13 de Outubro houve uma corrida de trajes tradicionais no Olímpia Park em Munique e o mote era mesmo esse, correr envergando os trajes tradicionais. A corrida tinha uma extensão de 4 km, e a participação era gratuita para quem envergasse Dirndls, Lederhose, Kilts, Kimonos, Sari ou outro traje típico qualquer.

O início da corrida foi às 10:30 no Willi-Gebhardt-Ufer (na elevação da Arena de Eventos (1)). O corredor dá uma volta ao Parque Olímpico.

Nesta corrida o importante não é quanto tempo se demora a percorrer os 4 km, mas sim a comemoração  Quem quiser saber o quão rápido foi a concluir o trajecto, tem que medir o seu próprio tempo, porque a organização não o faz.

Os que gostam de participar com o intuito de obter um resultado, e eventualmente ocupar um lugar no pódio, tiveram para o efeito a maratona que ocorreu no dia seguinte, domingo dia 14,  a Maratona de Munique.

Nesta corrida de trajes tradicionais, depois de todos os corredores chegarem à linha de chegada, os participantes e espectadores podem contar com um pequeno-almoço tipico bávaro com salsicha branca, Pretzel e cerveja sem álcool, Cerveja branca – Weißbier.

As calorias perdidas durante a corrida são assim rapidamente readquiridas …

Mesmo que o objectivo desta corrida não seja obter um bom tempo ao chegar à meta, atletismo nunca foi o meu forte (antes um dos meus calcanhares de Aquiles), pelo que nunca me ocorreria participar, mas deve ser muito interessante per si assistir à mesma no parque.

Este ano, não assisti à corrida porque só tomei conhecimento da sua existência à posteriori.

Mas quem tiver interesse em participar, ou mera curiosidade em ver, aqui fica a referencia… para algo que ocorrerá certamente no próximo ano, uma semana depois do fim do Oktoberfest.

Munique ao longo do ano tem várias provas de atletismo, mas esta corrida de trajes tradicionais achei particularmente curiosa e original, e por isso não resisti a escrever um artigo sobre a mesma.

Dedico este artigo a uns grandes amigos meus, a R., a R. e o P. as que gostam de correr por prazer e que participam em algumas provas do género, mas em Portugal…

Em dia de corrida de cavalos…

O dia amanheceu uma vez mais cinzento e chuvoso, e o destino implicava andar de metro em Budapeste.

Mas antes disso, havia um lugar que queria conhecer, a maior Sinagoga na Europa. Com um superlativo como este, tinha mesmo que ver, pelo menos por fora (estava tanta gente na fila para entrar, que os meus acompanhantes demoveram-me da ideia de esperar para chegar a minha vez de a conhecer por dentro) a Sinagoga da rua Dohány.

A seguir então, um mapa do metro tornou-se algo imprescindível, e no site da BKV encontram toda a informação relevante sobre a diversidade de oferta de transportes públicos, preços e horários.

A primeira linha escolhida foi rosa, a M5, entre Astoria (estação mais próxima da Sinagoga) e Oktogon, e daí a linha amarela, a M1. O destino foi Hősök Tere (Praça de Heróis).

Eis algumas das indicações das estações escritas em azulejo, que achei bastante interessantes, ao longo da linha amarela.

A Praça dos Heróis é uma das mais importantes praças de Budapeste. No centro desta  encontra-se o Monumento milenar, um monumento construido em 1896 para comemorar o milésimo aniversário da chegada dos húngaros à Bacia Cárpata. O monumento consiste em dois semi-círculos no topo dos quais estão os símbolos da Guerra e da Paz, Trabalho e Bem-estar, Conhecimento e Glória. Os nichos são decorados com as estátuas dos reis, governadores e personagens famosas da história húngara. Ao pé de cada estátua um pequeno relevo mostra o momento mais importante da vida dessa personalidade.

A coluna coríntia com 36 metros de altura, possui no topo a estátua do Arcanjo Gabriel,  símbolo da religião católica romana. No pedestal as estátuas equestres comemoram Árpád e os chefes das sete tribos húngaras, que estabeleceram os seus povos no actual território da Hungria. Os seus descendentes formaram a dinastia real húngara.

A Praça dos Heróis estava em festa no dia que a visitei e nem a presença de chuva afastou a afluência de publico para assistir ao grande evento do Galope Nacional de Budapeste (Nemzeti Vagta)

Em 2012 as corridas ocorrem a 17 e 18 de Setembro, mas o programa das festividades começa na quarta-feira, 14 de Setembro, pelo que se pretendem visitar Budapeste nessa altura, tem um motivo acrescido para o fazer.

A corrida propriamente dita.

Dos dois lados da praça, voltados para o monumento milenar, estão o Museu de Belas Artes e a Galeria de Arte, ambos competindo pela atenção do visitante.

Por trás da Praça dos Heróis e a envolve-la fica o Parque da cidade (Városliget), um parque publico de 1,2km², com a forma de um rectângulo de 1,4km por 0,97km.

O mapa seguinte do parque assinala os vários marcos turísticos no mesmo e nas suas imediações.

  1. – Restaurante Gundel
  2. Jardim Municipal Zoológico e Botânico
  3. – Grande Circo Municipal
  4. Parque de diversões
  5. Banhos Medicinais e Piscina Széchenyi
  6. – Castelo Vajdahunyad
  7. – Sala Petőfi (sala de concertos sobretudo de musica pop e rock)
  8. – Museu dos Transportes de Budapeste
  9. – Praça dos Heróis (já mencionada)
  10. – Museu das Belas Artes ( já mencionado)
  11. Galeria de Arte ( museu de arte contemporânea já mencionado)

Não explorei o parque profundamente, nem descobri todos os marcos turísticos acima mencionados, mas não perdi a oportunidade, claro, para descobrir o Castelo Vajdahunyad.

O castelo foi construído entre 1896 e 1908 também como parte da exposição do Milênio, que comemorou os 1000 anos da Hungria desde a conquista húngara da Bacia Cárpata em 896. O castelo foi projetado pelo Alpar Ignác com o intuito compilar cópias de vários edifícios relevantes de diferentes partes do Reino da Hungria, especialmente o Castelo Hunyad na Transilvânia (agora na Roménia). Como o castelo contém partes de edifícios de vários épocas, ele exibe diferentes estilos arquitetónicos: românico, gótico, renascentista e barroco. Originalmente ele era feito de cartão e madeira, mas tornou-se tão popular que foi reconstruído em pedra e tijolo. Hoje abriga o Museu Agrícola.

A estátua de Anonymus também se encontra no átrio do castelo. Anonymus viveu no século XII (a sua verdadeira identidade é desconhecida, mas ele era um notário de Béla III da Hungria), e escreveu a crónica Gesta Hungarorum (Feitos do húngaros).

A Capela de Ják, fica entre o edifício do castelo e a entrada principal com a torre.

Também foi construída no estilo românico  para as celebrações milenares de 1896.

O Castelo também participava nas festividades relacionadas com o evento do Galope Nacional e promovia algumas actividades especialmente dedicadas às crianças.

Perto da entrada no castelo podia-se desfrutar de especialidades da cozinha de várias regiões do pais. No meu caso foi a barraquinha com doçaria bastante colorida e muito bem apresentada o que mais despertou a minha atenção.

Com imagens de algo tão apelativo e capaz de despertar a vontade por algo doce… termino este artigo

Valência a alta velocidade

Quando visitei Valência, a altura foi de grande proximidade ao Grande Prémio da Europa de Fórmula 1, o Valencia Street Circuit.

Em Valência, o circuito de Fórmula 1 é citadino e decorre junto à área portuária da cidade, perto da marina.

Por esse motivo, o transito nessa zona da cidade estava bastante condicionado e um tanto congestionado.

Eu admito que não sou uma adepta de corridas de fórmula 1 (ou de qualquer outra categoria, devo acrescentar), mas foi bastante interessante percorrer de automóvel e mais tarde a pé, algumas fracções do circuito.

Este é o respectivo circuito e a imagem do mesmo foi retirada daqui.

A primeira vez que houve este Grand Prix da Europa de Formula 1 em Valencia foi no fim-de-semana de 23 e24 de Agosto em 2008.

O Valencia Street Circuit é um circuito de rua semi-permanente em Valência que irá hospedar o Grand Prix da Europa de Fórmula 1 durante 7 anos.

O circuito utiliza as ruas que contornam o porto da cidade e a área portuária da American Cup, incluindo uma secção sobre uma ponte do balanço de 140 metros de comprimento (460 pés), e inclui também algumas estradas projectadas exclusivamente para fins da corrida pelo arquitecto alemão, Hermann Tilke que também projectou os edifícios de infraestrutura para o circuito.

Estas são algumas das imagens de fracções do circuito por onde andei.

Áreas do porto e da praia.

Edifício da American Cup – “Veles e Vents”, junto ao Porto de Valência.

Este edifício foi projectado pelo arquitecto britânico David Chipperfield e inaugurado em 2006. O projecto já ganhou vários prémios de arquitectura, incluindo o Emirates Glass LEAF Award em 2006  e do Royal Institute of British Architects – RIBA, o prémio europeu em 2007.

(Por mera curiosidade, a Casa da Musica no Porto, também venceu em 2007 o prémio europeu do RIBA)

Zahmer Kaiser – onde os de palmo e meio se divertem aprendendo

Atrás já foi mencionado que o Zahmer Kaiser, mais do que uma estância de esqui, é um centro de lazer. Apesar de não englobar uma área vasta, tal não é sinónimo de ausencia de escolha.

Se com a neve, são os desportos de Inverno o principal foco de interesse, quando a neve derrete e os dias de calor preenchem os requisitos da Primavera e Verão, é a sua vertente de centro de lazer que atrai as pessoas à região.

São as suas várias valências que tornam a região atractiva ao longo do ano.

Algumas das infraestruturas, como as do Sommerrodelbahnen (tobogã de verão), apesar de não serem utilizadas durante os meses de neve, continuam visíveis na proporção em que a neve não as cobriu.

Em ambas as áreas, tal como o mapa das pistas identifica com um símbolo amarelo quadrado com um circulo no meio, existe uma escola de esqui.

As fotos também o demonstram. Na área da montanha Zahmer Kaiser (correspondente ao conjunto de fotografias anterior) trata-se da Skischule Zahmer Kaiser, enquanto que na área de Walchwee (correspondente ao conjunto de fotografias inferior) trata-se da Schi- und Snowboardschule Walchsee – Ebbs.