Regresso depois das Férias…

As férias natalícias são sempre vividas com particular intensidade, repletas de momentos emotivos, onde o assento tónico é colocado nas vivências em família.

Não são um período rico em termos exploratórios de novos locais e experiências, no entanto, mesmo no ultimo dia de 2016, a caminho do local onde passaria o Reveillon, houve a oportunidade de visitar uma das “aldeias históricas de Portugal“, relativamente perto da fronteira  do país com Espanha, Monsanto.

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Por certo várias aldeias são consideradas tipicamente portuguesas, mas segundo este Postal adquirido no local, Monsanto considera-se a “mais portuguesa”.

Motivos para isso não faltam, pois o prospecto de Monsanto no âmbito das Aldeias Históricas de Portugal,  faz referência a dois titulos que lhe foram atribuidos no século XX, em 1938 “Aldeia mais Portuguesa de Portugal” e em 1995 “Aldeia Histórica”.

O mapa/esquema seguinte, revela as principais atrações turísticas e pontos de interesse que  a Aldeia de Monsanto possui (e foi retirado do panfleto turístico disponível no site das Aldeias Históricas).

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Uma das vantagens, ou talvez não, de ter visitado esta aldeia no último dia do ano, é que não estava particularmente lotada de turistas, muito pelo contrário. Mas talvez também porque as expectativas eram essas, o posto de turismo estava fechado. Felizmente uma lojinha de “souvenirs” da região estava aberta, e na mesma pude adquirir postais e o prospecto já acima mencionado, o que foi bastante util, para a visita à descoberta da aldeia.

A chegada à aldeia com estradas locais estreitas e com curvas não facilitam o acesso e não convidam ao estacionamento, até porque que não há muitos locais disponíveis para o efeito. Por isso visitar a aldeia num dia parco em turistas, foi uma vantagem, pois não foi dificil encontrar um local para estacionar o automovel.

As imagens tiradas, num dia “solarengo” pemitem ficarem com uma ideia do que podem encontrar por lá, tudo muito bem explicado dada a sinaléctica existente, e que ajuda sempre.

1 – Porta do Espírito Santo ou de São Sebastião &  2 – Capela do Espírito Santo

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3 – Chafariz do Meio

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4 – Casa de Fernando Namora

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5 – Cruzeiro de S. Salvador

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 7 – Igreja Matriz ou de S. Salvador

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8 – Solar dos Pinheiros e Chafariz do Mono

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9 – Solar do Marquês da Graciosa

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12 – Antigo Consultório de Fernando Namora

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13 – Igreja da Misericórdia

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14 – Torre de Lucano ou do Relógio

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A fantástica paisagem avistada do Miradouro do Forno (20)

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21 – Gruta

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22 – Percurso e Subida para o Castelo

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A chegada ao Castelo, é conseguida depois de uma subida com um declive acentuado, mas não particularmente dificil. Confesso que quando vi o percurso pensei que iria ser mais dificil e demorado atingir o topo, e nem estava com calçado apropriado para a caminhada.

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A vista panorâmica do castelo permite identificar melhor o que este guarda entre as suas muralhas.

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Capela de Santa Maria do Castelo, é um dos focos de interesse.

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A Cisterna destaca-se no centro do recinto.

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A Porta Falsa ou de Traição é uma das formas de sair do Castelo e de regressar ao centro da Aldeia, mas o percurso escorregadio descendente foi-me desaconselhado no Inverno. Do lado direito desta Porta é onde se encontra a Torre Perimetral. Para além da porta, no entanto, a paisagem que se avista, essa não é nada proibitiva, antes muito convidativa.

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A visita à Citadela permite vislumbrar igualmente uma paisagem privilegiada sobre a aldeia.

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Fora das muralhas do Castelo existem outros focos de interesse, e pouco depois da saída do mesmo, encontra-se a Capela de S. Miguel.

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Continuando o percurso descendente outros locais merecem atenção, mas também é mais uma oportunidade para apreciar um pouco mais o castelo.

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As Furdas, conhecidas por pocilgas, ao contrário do que seria o caso anteriormente, não inspiram actualmente repugnância pois não emitem qualquer odor nauseabundo.

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Termino este artigo com imagens que transpiram um pouco mais o ambiente que se vive na aldeia e que a tornam peculiar. Espero que “abram ainda mais o apetite” a visitarem-na (caso ainda não o tenham feito) e a descobri-la com os vossos próprios olhos.

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Visitar Portugal. Lista de Compras???

Depois da popularidade que o artigo “Visitar a Alemanha. Lista de Compras?” obteve, pareceu-me quase obrigatório escrever um outro artigo sobre a mesma temática, mas em relação ao meu mais que merecido país natal, Portugal.

Ao contrário da Alemanha, Portugal não é nenhuma super-potencia reconhecida pela sua tecnologia de ponta, mas não faltam artigos pelos quais o país é reconhecido e celebre.

Portugal é um paraíso turístico para muitos, com diversas cidades e regiões a figurarem em listas turísticas de “top 10”. Com um riquíssimo património arquitectónico, cultural, gastronómico e histórico, uma privilegiada e extensa costa atlântica e mediterrânica, e um clima temperado, não faltam efectivamente motivos para muitos considerarem Portugal um destino turístico de excelência.

Quem visita Portugal, por certo tenciona levar um pouco do que é nacional quando regressa a casa, mas o que pode ser considerado genuinamente português, e que possui um “made in Portugal” na embalagem?

Fugir ao primeiro impulso de adquirir algo que se encontra facilmente nas lojas ditas de “souvenirs”, mas que nem sempre é fabricado no país em causa ou que é demasiado “out” do estilo adoptado em casa, pode não ser difícil.

Quando pensam em visitar Portugal já se questionaram: O que comprar?

Procurando agrupar de alguma forma por categorias de interesse, eis algumas das marcas/artigos que podem constar na lista (que não é de todo exaustiva, pois por certo outras marcas e artigos podem ser acrescentados, sintam-se à vontade para os mencionar)….

Perecíveis (para levar ou experimentar durante a estadia no país)

  • Por certo no topo da lista está o artigo perecível mais celebre do País, o famoso vinho do Porto. Claro que por ser tão conceituado não é difícil encontrar praticamente em qualquer outro país, mas nunca com a mesma diversidade de tipos que em Portugal.(Admito, comprar um produto perecível e líquido pode ser difícil quando se viaja de avião e apenas com bagagem de mão, pois só será possível adquiri-lo posteriormente nas lojas do aeroporto, onde a oferta é mais escassa e os preços mais elevados, mas se esse não for o caso, realmente o vinho do Porto figura no topo de qualquer lista).

Produtos portugueses - vinhos do Porto

  • Portugal possui várias regiões vitivinícolas, pelo que se for um apreciador de vinho de mesa, são diversas as possibilidades consoante as suas preferências. O site Wines of Portugal ajuda a esclarecer quaisquer duvida que possa surgir sobre o assunto.

 

Produtos portugueses - licores

 

Produtos portugueses - chocolates

Produtos portugueses - cafes

  • Doçaria conventual portuguesa, Conventual pois as suas receitas foram criadas por freiras que viviam nos conventos. É riquíssima, diversificada e especifica das diferentes regiões do país. O que esta doçaria em geral tem em comum é a grande quantidade de açúcar, ovos (sobretudo gemas) e amêndoa, nos seus ingredientes. Também é frequente encontrar doce de chila, e folhas de hóstia. O site da wikipédia sobre a doçaria conventual, é bastante sistemático ao enunciar os diferentes doces conventuais consoante as regiões a que pertencem. Se alguns são doces de colher e mais passiveis de provar “in loco” durante a estadia nessa região do país, outros são mais “resistentes” e podem ser embalados e transportados até ao local de residência. Eis alguns exemplos: Fios de ovosOvos moles de Aveiro, Pasteis de Tentugal, Pasteis de Belem

Produtos portugueses - docaria conventual

Produtos duradouros

  • Moda  – A industria textil é uma das mais antigas no país, pelo que não faltam marcas nacionais de vestuário, algumas bastante recentes, outras com uma longa história. As seguintes são apenas algumas: Tiffosi, Modalfa,  Salsa, Trottlemann, Lanidor, Decenio, Saccor Brothers. Eis algumas exclusivamente infantis e/ou juvenis: Metro Kids Company (embora tenha tido origem nos EUA), Zippy, Patachou, Laranjinha, Girandola
  • Calçado – Portugal é considerado um dos países produtores de calçado de excelência, pelo que enumerar apenas algumas marcas poderia ser considerado tendencioso (ainda assim não resisto a citar: Luis Onofre, Guava, SeasideFly London,  Apesar de estar longe de se restringir a uma cidade, S. João da Madeira é considerada por muitos como a capital do calçado portuguesa, dada a qualidade e concentração da industria dedicada a este ramo de actividade na região. ( Mas outras cidades reivindicam para si o titulo de “capital portuguesa do calçado“, como o caso de Felgueiras)
  • Bolsas, Carteiras e MaroquinariaCavalinho...

Quem melhor do que quem é natural e/ou residente num país, para conhecer quais os pontos fortes do mesmo em termos de artigos atractivos para um turista adquirir quando o visita.

O Visionarium…

O Visionarium é um local óptimo, para a inerente curiosidade das crianças ser despertada para os caminhos da ciência e do conhecimento, afinal trata-se de um museu de ciência interactivo. Integra a Rede Nacional dos Centros de Ciencia Viva existentes em Portugal.

Situa-se em Santa Maria da Feira, numa das extremidades do  extenso parque, pelo qual se pode aceder na outra extremidade, ao Europarque – Centro Cultural e de Congressos.

Visionarium - parque visto do patio exterior do edifício

Nesta ultima estadia em Portugal, num lindo de sol mas ventoso, visitei o Visionarium, na melhor companhia e permiti que o meu três palmos o descobrisse, ao seu ritmo…

Visionarium - exterior do edifício

Antes mesmo de entrar no edifício  perto da porta de acesso, é possível saber qual o Horário de Funcionamento e o Preçário, gravados numa placa transparente.

Visionarium - Horario de Funcionamento e  Precario

Ao entrar no edifício o que primeiro desperta a atenção é o seu átrio circular, predominantemente envidraçado, com a sua cúpula da qual sobressai um enorme e sugestivo lustre.

Visionarium - atrio interior

Depois de adquiridos os bilhetes (e de um porta-haves de uma abelha denominada de bit, porque é alusiva ao tópico informação), começou a aventura da descoberta no Visionarium.

O museu abarca três andares, com áreas subordinadas a diferentes domínios. O esquema seguinte, retirado do site oficial, da visita virtual, ilustra a organização do espaço.

Visionarium - planta do museu

Um teclado musical capaz de reproduzir o som de vários instrumentos dá as boas vindas ao visitante, que o quer logo experimentar.

Visionarium - teclado musical

A primeira área é subordinada ao tema Terra e começa com uma árvore alusiva a Darwin.

Visionarium - arvore de Darwin

Num país dos primeiros descobridores de novos mundos, a exploração da terra por mar, na sua estreita relação com a ciência através, nomeadamente, dos instrumentos de navegação não podia ser descurada.

Visionarium - do mar à ciencia

Visionarium - entre a agua e o ar

Como não havia na altura nenhuma exposição temporária, depois de explorar a terra, a visita continuou no segundo andar.

Ao cimo das escadas rolantes, já no segundo andar o tema Matéria é aquele que acolhe o visitante.

Visionarium - a matéria

Visionarium - tabela periódica

Visionarium - luz

Depois do Tema Matéria, o segundo andar ainda reserva um outro tema, pois é chegada a altura de explorar a odisseia da Vida.

Visionarium - a vida

Depois da vida, subindo ao terceiro andar, é altura de descobrir e explorar o Universo.

Visionarium - o universo

Alem da rica e abrangente exposição, o museu possui um interessante programa de workshops, oficinas e mini-oficinas e aos fins-de-semana o adoro experimentar, onde por exemplo o meu três palmos aprendeu a fazer gulodices saudáveis (gomas e chupa-chupas).

O Visionarium é igualmente um óptimo local para se realizarem interessantes e didácticas festas de aniversário para os mais novos.

Antes de terminar este artigo, convém esclarecer que as imagens ilustrativas de cada uma das áreas temáticas, não são minimamente exaustivas do quanto se pode encontrar neste museu, que é uma odisseia do conhecimento.

Explore um pouco mais pessoalmente, o que o Visionarium tem para oferecer, talvez já no dia Mundial da Criança,  quando este tem um programa especial (1 e 2 de Junho) preparado para surpreender e agradar a miúdos e graúdos.

Mosteiro da Batalha

Depois de acordar na Batalha e de um pequeno-almoço relaxado, não poderia de forma alguma perder a oportunidade de revisitar o Mosteiro de Santa Maria da Vitória, mais conhecido por Mosteiro da Batalha e principal ex-libris da cidade.

Este Mosteiro está inscrito desde 1983 na lista Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, sendo uma das 14 propriedades portuguesas que integram esta lista mundial. 

Batalha - Mosteiro da Batalha exterior

Dois placares metálicos no interior da igreja do mosteiro, informam de imediato acerca do horário de abertura, mapa do complexo do edifício definindo as áreas de visita gratuita e paga, bem como fases da sua construção. Paralelamente é fornecido um pequeno resumo histórico que inclui as motivações ligadas à edificação de tão relevante monumento nacional.

Batalha - Mosteiro da Batalha - mapa e informacoes

„O Mosteiro foi fundado por D. João I (1385-1433), em 1386, em agradecimento à Virgem pela vitória na Batalha de Aljubarrota (1385). Atribuído à ordem Dominicana, assumiu-se como símbolo da independência portuguesa legitimando a dinastia de Avis, finda a crise de sucessão ao trono desencadeada pela morte do rei D. Fernando (1383) e pela integração de Portugal nos domínios de Castela. O projecto, de dimensão pouco habitual na arquitectura portuguesa medieval, e de Afonso Domingues (1386-1402). Após a sua morte, sucederam-lhe Huguet (1402-1438) e Martim Vasques (1438-1448).“

Depois de passar pela porta principal de acesso à igreja do Mosteiro, uma das primeiras paragens é no túmulo do arquitecto Mateus Fernandes que se encontra de imediato no chão ao início da nave central.

Batalha - Mosteiro da Batalha - Tumulo de Mateus Fernandes

A visita à igreja foi bastante constrangida, pois aquando da minha visita à mesma decorria  a celebração de uma missa de comunhão de membros da comunidade, pelo que se exigia respeito, silencio e repouso. Ainda assim ainda consegui apreciar um pouco do seu impressionante interior.

Batalha - Mosteiro da Batalha - Igreja durante a celebracao da comunhao

À entrada do lado direito, a ladear a entrada para a capela do fundador encontram-se outros dois túmulos dignos de referencia.

Batalha - Mosteiro da Batalha - Tumulo de Martim Goncalves de Macada

Batalha - Mosteiro da Batalha - Tumulo de Diogo Goncalves TravassosA capela do Fundador encontrava-se fechada e só foi possível visita-la após o termino da missa.

„Construída no segundo quartel do século XV para panteão de D. João I e da Dinastia de Avis, foi projectada pelo arquitecto Huguet. A cobertura piramidal original ruiu com o terramoto de 1755.“

Batalha - Mosteiro da Batalha - Capela do Fundador

À volta do túmulo conjugal, encastrados na parede, do lado sul encontram-se os túmulos dos seus filhos.

Batalha - Mosteiro da Batalha - Capela do Fundador - tumulos dos filhos de D Joao I

Na parede do lado poente encontram-se os túmulos dos reis D. Afonso V e D. João II, e do filho deste, o infante D. Afonso.

Batalha - Mosteiro da Batalha - Capela do Fundador - tumulos lado poente

Também depois de terminada a missa pude explorar as capelas colaterais à capela Mor.

Batalha - Mosteiro da Batalha - capelas colaterais à capela Mor da Igreja

Bem como ver de perto a cruz e os vitrais da Capela Mor.

Batalha - Mosteiro da Batalha - a igreja a partir da capela Mor

Como visitei o Mosteiro a um domingo, fui surpreendida quando quis adquirir os bilhetes para visitar as áreas do mosteiro cujo acesso é pago, pois os mesmos foram gratuitos.

Já que a visita às áreas pagas do mosteiro foi feita enquanto ainda decorria a missa, o acesso às mesma foi feito por uma porta lateral exterior à igreja.

Deparei-me de imediato pelo Claustro Real com um jardim central já bastante verdejante.

Batalha - Mosteiro da Batalha - Claustro Real

Fonte do Claustro Real ou “Lavatório dos frades”.

Batalha - Mosteiro da Batalha - Claustro Real - Fonte

Perto desta fonte encontra-se o acesso ao antigo refeitório, actual Museu de Oferendas ao Soldado Desconhecido.

Batalha - Mosteiro da Batalha - Museu de Oferendas ao Soldado Desconhecido

Placares elucidativos, enunciando algumas das personalidades mais consagradas e emblemáticas a nível militar.

Batalha - Mosteiro da Batalha - Museu de Oferendas ao Soldado Desconhecido - placares

Diversas condecorações entre as quais algumas alemãs.

Batalha - Mosteiro da Batalha - Museu de Oferendas ao Soldado Desconhecido - insignias

Entre as arcadas que rodeiam o jardim do Claustro real encontra-se a exposição Jardins de Pedra,  obra de Mário Lopes.

Batalha - Mosteiro da Batalha - Exposicao Jardins de Pedra

A nascente do Claustro Real encontra-se a Sala do Capítulo.

„Concebida por Afonso Domingues, primeiro arquitecto do Mosteiro da batalha, foi concluída por Huguet, entre 1402 e 1438. A construção de uma abobada desta dimensão sem suporte central constituiu um impressionante desafio técnico. A arte requintada de Huguet – representativa do gótico flamejante – testemunha a sua origem catalã  O vitral é datado de 1514 e constitui um grande tríptico dedicado à paixão de Cristo.“

Batalha - Mosteiro da Batalha - Sala do capítulo

Saindo da área do Claustro real, visitei em seguida o Claustro de D. Afonso V.

„Construído durante o reinado de D Afonso V (r. 1438-1481), período em que o arquitecto Fernão de Évora dirigiu as obras do mosteiro (1448-1477). A sua linguagem simples representativa do gótico austero do sul mediterrânico, revela também uma nova vivência da fé cristã.“

Batalha - Mosteiro da Batalha - Claustro de D Afonso V

No corredor do primeiro andar que rodeia este Claustro, encontra-se exposta a antiga máquina do relógio da torre.

Batalha - Mosteiro da Batalha - maquina do relogio da Torre

Alguns pormenores que se podem avistar dos corredores exteriores deste claustro.

Batalha - Mosteiro da Batalha - pormenores avistados do Claustro de D Afonso V

Com acesso pelo exterior do Mosteiro, acede-se lateralmente às Capelas Imperfeitas.

„Mandadas construir por D. Duarte (r. 1433-1438) para seu panteao, foram concebidas por Huguet, continuadas por Mateus Fernandes, a quem se deve o monumental portal de entrada (1509), e por João de Castilho a partir de 1528. O balcão do piso superior, já renascentista (1533), atribuído a Miguel de Arruda, representa a ultima tentativa de D. João III (r. 1521-1557) em concluir as capelas antes do encerramento definitivo da obra.“

Batalha - Mosteiro da Batalha - Capelas imperfeitas - planta de localizacao

Batalha - Mosteiro da Batalha - Capelas imperfeitas

É nestas capelas imperfeitas que apesar de sem cobertura central, se encontram os túmulos do Rei D Duarte, da Rainha D. Leonor de Aragão  do infante D. João filho primogénito de D Afonso V.Batalha - Mosteiro da Batalha - Capelas imperfeitas - Tumulos

Regressando ao interior do mosteiro, o ultimo local visitado foi o dormitório onde se encontra documentação e peças originais do mosteiro.

Batalha - Mosteiro da Batalha - Dormitório

Termino com este artigo com uma imagem do Mosteiro já à distância no momento de despedida da Batalha.

Batalha na despedida

Oxalá lá mais vezes…

Algo que gosto imenso de fazer quando visito Portugal, é comer o meu saudoso e fresco peixe, típico dos países à beira mar plantados.

Eu que sempre vivi perto do mar, até o ter trocado pela proximidade aos Alpes, sinto falta da gastronomia portuguesa tão rica em pratos de peixe.

O velho ditado popular tem muita razão de ser, porque realmente só se sente falta do que não está presente, do que não faz parte do quotidiano, e isso para mim, acontece com o peixe fresco à mesa.

Por esse motivo, quando estou em Portugal, aproveito para ir a alguns restaurantes junto à costa, onde a ementa é rica em pratos de peixe e marisco.

Uma dessas idas ao restaurante, levou-me a um que já conheço faz imenso tempo e ao qual gosto sempre de regressar, o Oxalá.

Um restaurante localizado em Ovar, na Rua Colares Pinto, Carregal Sul, em frente à Marina de Ovar, Ria de Aveiro.

Oxalá - localizacao do Restaurante entre o Porto e Aveiro

Foi inaugurado em 1991 e desde então só pode ter angariado adeptos nas pessoas que o visitem.

Com uma paisagem descontraída, como horizonte visual, que convida a um momento relaxante, um ambiente requintado mas não luxuoso, um serviço simpático e muito atencioso, pratos muito bem confeccionados e demasiado generosamente servidos… é irrecusável o convite para um jantar no Oxalá.

Desta vez na ementa seduziu-me uma Sinfonia Marítima, descrita como variedade de peixes grelhados c/ legumes.

Quando chegou a longa travessa à mesa, fui totalmente surpreendida pelo tamanho de uma dose para dois, mas sobretudo pelos peixes grelhados virem camuflados por baixo de marisco variado.

Palavras para quê, adorei esta sinfonia… e fiquei saciada sem conseguir experimentar todos os peixes que a compunham. Aliás, nem eu nem o meu marido demos conta da travessa…

Não existem meias sinfonias e uma é demais para dois…

Mesmo assim não resisti a uma sobremesa, Tarte de Maracujá, que por sinal também vinha muito bem acompanhada…

Oxalá - Sinfonia de Peixe e tarte de maracujá

Conclusão, no Oxalá, não se pode confiar no que a ementa diz, porque os pratos trazem bem mais do que mencionam…

A quem goste de peixe e passe pelas imediações recomendo que pare, e entre para uma refeição no Oxalá.

Em Ovar, seguramente é um dos restaurantes onde será melhor servido a vários níveis.

Oceanário de Lisboa

Construído em Lisboa, no âmbito da EXPO 98 (ultima exposição internacional do séc. XX, com o tema “Os oceanos, um património para o futuro”), o Oceanário permanece  no Parque das Nações como um dos principais atractivos do local.

No Parque da Nacoes

Como o meu três palmos não tinha a mínima noção das opções existentes e do que gostaria de visitar em Lisboa, decidi por ele, com a expectativa que ele apreciasse  descobrir o Oceanário, tal como eu gostei quando o fiz pela primeira vez, durante a referida EXPO 98.

Oceanário - exterior do edifício

Os esquemas das plantas seguintes, retiradas do site do oceanário pretendem mostrar um pouco, na falta de uma planta elucidativa das diversas áreas que o compõem, como este é constituído, em que a azul estão as zonas aquáticas, onde se encontram os mais de 7.000 m³ de água salgada dividida por 30 aquários, incluindo o aquário central com cerca de 1000 m² e 5.000 m³.

Edifício – Piso Expositivo 1 – terrestre (site do Oceanário)

Edifício – Piso expositivo 0 – subaquático (site do Oceanário)

O meu três palmos adorou visitar o Oceanário, disso não fiquei com a mínima dúvida.

Mas admito que esperava que ele quisesse despender mais tempo a fazê-lo, ao invés de quase literalmente correr pelos vários corredores, a dizer que já tinha visto o que os mesmos continham, sempre a querer visitar a próxima área.

A principal consequência desse facto, é que me impediu de rever o Oceanário com a calma e atenção que gostaria… e as fotos que tirei ficaram sem a respectiva legenda.

Assim, as fotos seguintes, carecem de alguns dados informativos acerca do que se referem concretamente.

No gigantesco aquário central coabitam cerca de 100 espécies diferentes, oriundas de vários recantos do oceano, representando o oceano global e pretendendo mostrar que todos os oceanos estão ligados.

Este pode ser apreciado através de 4 janelas enormes principais, mas também de várias outras mais pequenas. Estas ultimas permitem mostrar alguns ecossistemas e/ou pormenores do que se passa no momento junto às janelas acrílicas.

O azul predomina em absoluto, mas a espessura das janelas dificulta a captação de imagens nítidas, pelo menos com a minha máquina fotográfica que não é profissional.

Oceanário - aquário central 1

Oceanário - aquário central 2

Oceanário - aquário central 3

Espaços Informativos

Oceanário - espacos informativos tubaroes corais e muito mais

No primeiro andar, o terrestre, são representados nos cantos, os habitats típicos dos quatro oceanos à superfície.

Oceano Atlântico

Oceanário - Oceano Atlantico

Oceano AntárcticoOceanário - Oceano Antárctico

Oceano Pacífico

Oceanário - Oceano Pacífico

Lamentavelmente não possuo qualquer registo fotográfico relativo ao Oceano Indico, pois passei por ele literalmente a correr para reencontrar o meu três palmos, que se ausentou de mim sem qualquer aviso prévio.

Expositores com pequenos repteis, em seus habitats verdejantes e tropicais, também despertam o interesse de quem por lá passa. Pode ser um desafio encontrar os pequenos habitantes que lá residem, e que passam despercebidos ao olhar mais desatento.

Oceanário - expositores com pequenos repteis 1Oceanário - expositores com pequenos repteis 3Oceanário - expositores com pequenos repteis 2

Pelas janelas laterais do aquário central, já no piso subaquático, nas áreas com reentrâncias que sobressaem da área central, correspondentes a cada um dos oceanos já vislumbrados à superfície do piso terrestre, vislumbram-se algumas das suas especificidades.

Oceanário - aquário central - janela lateral 1 Oceanário - aquários laterais 2

Oceanário - aquário central - janela lateral 4

Oceanário - aquário central - janela lateral 5

Oceanário - aquário central - janela lateral 6

Além do aquário central, não faltam aquários de menores dimensões espalhados pelo espaço e organizados segundo as especificidades dos ecossistemas respectivos dos oceanos que representam.

Oceanário - aquário lateral 1

Oceanário - aquário central - janela lateral 3

Oceanário - aquário lateral 3

Oceanário - aquário lateral 4

Oceanário - aquários laterais 5

Oceanário - aquário lateral 6

Oceanário - aquário lateral 7

Oceanário - aquários laterais 8

Oceanário - aquário lateral 9

Já na área exterior do Oceanário, à saída,  encontrava-se uma exposição subordinada ao tema “Keep the oceans clean!!“, ou seja, sensibilizando para que se mantenham os oceanos limpos.

Oceanário - Keep the oceans clean - placar

A exposição é deveras criativa, e usa como matérias primas das obras expostas, lixo encontrado nos oceanos.

Oceanário - Keep the oceans clean - exposicao

Um chá para Alice…

No Museu Calouste Gulbenkian, aquando da minha visita, decorria na Galeria de Exposições Temporárias uma exposição de pintura bastante interessante, sobretudo para alguém que sempre cresceu muito habituada à proximidade do mar, e agora vive longe do mesmo: As Idades do Mar (de 26 de Outubro de 2012 a 27 de Janeiro de 2013) “

“Cento e nove obras realizadas entre o século XVI e o século XX provenientes de cinquenta e uma instituições de dez países constituem o vasto conjunto selecionado para esta mostra que estará patente ao público a partir de 26 de Outubro na Fundação Calouste Gulbenkian.

O projeto da exposição, organizada pelo Museu Calouste Gulbenkian com o apoio do Museu d’Orsay, é suportado por uma sondagem histórica da representação visual do Mar e procura identificar os temas fundadores que levaram à sua extensa e recorrente representação na Pintura Ocidental. Dividida em seis núcleos essenciais, a exposição desenvolverá o conceito que dá título ao projeto em seis secções distintas: «A Idade dos Mitos», «A Idade do Poder», «A Idade do Trabalho», «A Idade das Tormentas», «A Idade Efémera» e «A Idade Infinita».

Van Goyen, Lorrain, Turner, Constable, Friedrich, Courbet, Boudin, Manet, Monet, Signac, Fattori, Sorolla, Klee, De Chirico, Hooper, são alguns dos oitenta e oito autores presentes na exposição com obras de superior qualidade. Também a pintura portuguesa, através de Henrique Pousão, Amadeo de Souza-Cardoso, João Vaz, Maria Helena Vieira da Silva e Menez, entre outros, contribuirá para esta abordagem exaustiva e por vezes inesperada de um motivo tão fascinante” (texto extraído do site do Museu Calouste Gulbenkian, daqui).

Para muita pena minha, não era permitido tirar fotografias à exposição, pelo menos foi essa a mensagem que me transmitiram, quando tirava esta primeira e ultima foto:

Museu Calouste Gulbenkian - exposicao Temporaria - As idades do Mar

No edifício sede da Fundação, pelo contrário, aguardava-me uma agradável surpresa. Uma exposição de entrada livre com o titulo “Um chá para Alice“.

Desde que tinha chegado a Portugal para as ultimas férias natalícias, já tinha entrado várias vezes nas Lojas da Vista Alegre por um motivo muito concreto, apreciar um novo serviço de chá intitulado justamente Tea with Alice. [Acho que só não pensei mais seriamente em compra-lo, consciente que depois não seria verosímil coloca-lo na mala aquando da viagem de regresso à Alemanha.]

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Vista Alegre - Tea with Alice_003Vista Alegre - Tea with Alice_004

Vista Alegre - Tea with Alice_005

Vista Alegre - Tea with Alice_006

Sim, eu cresci, mas continuo a deliciar-me com os contos de fantasia e de encantar, e a „Alice no país da Maravilhas „ enquadra-se perfeitamente nessa categoria.

Fundacao Calouste Gulbenkian - Chá para Alice - cartaz informativo

Fundacao Calouste Gulbenkian - Chá para Alice - mote da exposicao

Na exposição com nome homónimo, não faltam ilustrações, mas também um exemplar do serviço de porcelana.

Fundacao Calouste Gulbenkian - Chá para Alice - servico de porcelana

As paredes do espaço de exposição, possuem frases emblemáticas do conto de Alice.

Fundacao Calouste Gulbenkian - Chá para Alice - frases nas paredes da galeria de exposicao

Um pequeno cenário foi transposto do país das maravilhas.

Fundacao Calouste Gulbenkian - Chá para Alice - um cenario

As ilustrações são adoráveis… mas as fotos que tirei às mesmas estão muito longe de demonstrarem isso.

Fundacao Calouste Gulbenkian - Chá para Alice - ilustracoes 1

Fundacao Calouste Gulbenkian - Chá para Alice - ilustracoes 2

Fundacao Calouste Gulbenkian - Chá para Alice - ilustracoes 3

Por esse motivo não resisti a adquirir o livro alusivo à exposição, que é em formato A3 e possui algumas das ilustrações que mais gostei em tamanho real.

Fundacao Calouste Gulbenkian - Chá para Alice - livro da exposicao

Uma exposição que nos permite viajar para outra dimensão, para o país das maravilhas, através das suas ilustrações.