Regresso depois das Férias…

As férias natalícias são sempre vividas com particular intensidade, repletas de momentos emotivos, onde o assento tónico é colocado nas vivências em família.

Não são um período rico em termos exploratórios de novos locais e experiências, no entanto, mesmo no ultimo dia de 2016, a caminho do local onde passaria o Reveillon, houve a oportunidade de visitar uma das “aldeias históricas de Portugal“, relativamente perto da fronteira  do país com Espanha, Monsanto.

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Por certo várias aldeias são consideradas tipicamente portuguesas, mas segundo este Postal adquirido no local, Monsanto considera-se a “mais portuguesa”.

Motivos para isso não faltam, pois o prospecto de Monsanto no âmbito das Aldeias Históricas de Portugal,  faz referência a dois titulos que lhe foram atribuidos no século XX, em 1938 “Aldeia mais Portuguesa de Portugal” e em 1995 “Aldeia Histórica”.

O mapa/esquema seguinte, revela as principais atrações turísticas e pontos de interesse que  a Aldeia de Monsanto possui (e foi retirado do panfleto turístico disponível no site das Aldeias Históricas).

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Uma das vantagens, ou talvez não, de ter visitado esta aldeia no último dia do ano, é que não estava particularmente lotada de turistas, muito pelo contrário. Mas talvez também porque as expectativas eram essas, o posto de turismo estava fechado. Felizmente uma lojinha de “souvenirs” da região estava aberta, e na mesma pude adquirir postais e o prospecto já acima mencionado, o que foi bastante util, para a visita à descoberta da aldeia.

A chegada à aldeia com estradas locais estreitas e com curvas não facilitam o acesso e não convidam ao estacionamento, até porque que não há muitos locais disponíveis para o efeito. Por isso visitar a aldeia num dia parco em turistas, foi uma vantagem, pois não foi dificil encontrar um local para estacionar o automovel.

As imagens tiradas, num dia “solarengo” pemitem ficarem com uma ideia do que podem encontrar por lá, tudo muito bem explicado dada a sinaléctica existente, e que ajuda sempre.

1 – Porta do Espírito Santo ou de São Sebastião &  2 – Capela do Espírito Santo

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3 – Chafariz do Meio

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4 – Casa de Fernando Namora

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5 – Cruzeiro de S. Salvador

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 7 – Igreja Matriz ou de S. Salvador

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8 – Solar dos Pinheiros e Chafariz do Mono

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9 – Solar do Marquês da Graciosa

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12 – Antigo Consultório de Fernando Namora

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13 – Igreja da Misericórdia

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14 – Torre de Lucano ou do Relógio

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A fantástica paisagem avistada do Miradouro do Forno (20)

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21 – Gruta

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22 – Percurso e Subida para o Castelo

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A chegada ao Castelo, é conseguida depois de uma subida com um declive acentuado, mas não particularmente dificil. Confesso que quando vi o percurso pensei que iria ser mais dificil e demorado atingir o topo, e nem estava com calçado apropriado para a caminhada.

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A vista panorâmica do castelo permite identificar melhor o que este guarda entre as suas muralhas.

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Capela de Santa Maria do Castelo, é um dos focos de interesse.

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A Cisterna destaca-se no centro do recinto.

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A Porta Falsa ou de Traição é uma das formas de sair do Castelo e de regressar ao centro da Aldeia, mas o percurso escorregadio descendente foi-me desaconselhado no Inverno. Do lado direito desta Porta é onde se encontra a Torre Perimetral. Para além da porta, no entanto, a paisagem que se avista, essa não é nada proibitiva, antes muito convidativa.

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A visita à Citadela permite vislumbrar igualmente uma paisagem privilegiada sobre a aldeia.

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Fora das muralhas do Castelo existem outros focos de interesse, e pouco depois da saída do mesmo, encontra-se a Capela de S. Miguel.

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Continuando o percurso descendente outros locais merecem atenção, mas também é mais uma oportunidade para apreciar um pouco mais o castelo.

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As Furdas, conhecidas por pocilgas, ao contrário do que seria o caso anteriormente, não inspiram actualmente repugnância pois não emitem qualquer odor nauseabundo.

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Termino este artigo com imagens que transpiram um pouco mais o ambiente que se vive na aldeia e que a tornam peculiar. Espero que “abram ainda mais o apetite” a visitarem-na (caso ainda não o tenham feito) e a descobri-la com os vossos próprios olhos.

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Mosteiro da Batalha

Depois de acordar na Batalha e de um pequeno-almoço relaxado, não poderia de forma alguma perder a oportunidade de revisitar o Mosteiro de Santa Maria da Vitória, mais conhecido por Mosteiro da Batalha e principal ex-libris da cidade.

Este Mosteiro está inscrito desde 1983 na lista Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, sendo uma das 14 propriedades portuguesas que integram esta lista mundial. 

Batalha - Mosteiro da Batalha exterior

Dois placares metálicos no interior da igreja do mosteiro, informam de imediato acerca do horário de abertura, mapa do complexo do edifício definindo as áreas de visita gratuita e paga, bem como fases da sua construção. Paralelamente é fornecido um pequeno resumo histórico que inclui as motivações ligadas à edificação de tão relevante monumento nacional.

Batalha - Mosteiro da Batalha - mapa e informacoes

„O Mosteiro foi fundado por D. João I (1385-1433), em 1386, em agradecimento à Virgem pela vitória na Batalha de Aljubarrota (1385). Atribuído à ordem Dominicana, assumiu-se como símbolo da independência portuguesa legitimando a dinastia de Avis, finda a crise de sucessão ao trono desencadeada pela morte do rei D. Fernando (1383) e pela integração de Portugal nos domínios de Castela. O projecto, de dimensão pouco habitual na arquitectura portuguesa medieval, e de Afonso Domingues (1386-1402). Após a sua morte, sucederam-lhe Huguet (1402-1438) e Martim Vasques (1438-1448).“

Depois de passar pela porta principal de acesso à igreja do Mosteiro, uma das primeiras paragens é no túmulo do arquitecto Mateus Fernandes que se encontra de imediato no chão ao início da nave central.

Batalha - Mosteiro da Batalha - Tumulo de Mateus Fernandes

A visita à igreja foi bastante constrangida, pois aquando da minha visita à mesma decorria  a celebração de uma missa de comunhão de membros da comunidade, pelo que se exigia respeito, silencio e repouso. Ainda assim ainda consegui apreciar um pouco do seu impressionante interior.

Batalha - Mosteiro da Batalha - Igreja durante a celebracao da comunhao

À entrada do lado direito, a ladear a entrada para a capela do fundador encontram-se outros dois túmulos dignos de referencia.

Batalha - Mosteiro da Batalha - Tumulo de Martim Goncalves de Macada

Batalha - Mosteiro da Batalha - Tumulo de Diogo Goncalves TravassosA capela do Fundador encontrava-se fechada e só foi possível visita-la após o termino da missa.

„Construída no segundo quartel do século XV para panteão de D. João I e da Dinastia de Avis, foi projectada pelo arquitecto Huguet. A cobertura piramidal original ruiu com o terramoto de 1755.“

Batalha - Mosteiro da Batalha - Capela do Fundador

À volta do túmulo conjugal, encastrados na parede, do lado sul encontram-se os túmulos dos seus filhos.

Batalha - Mosteiro da Batalha - Capela do Fundador - tumulos dos filhos de D Joao I

Na parede do lado poente encontram-se os túmulos dos reis D. Afonso V e D. João II, e do filho deste, o infante D. Afonso.

Batalha - Mosteiro da Batalha - Capela do Fundador - tumulos lado poente

Também depois de terminada a missa pude explorar as capelas colaterais à capela Mor.

Batalha - Mosteiro da Batalha - capelas colaterais à capela Mor da Igreja

Bem como ver de perto a cruz e os vitrais da Capela Mor.

Batalha - Mosteiro da Batalha - a igreja a partir da capela Mor

Como visitei o Mosteiro a um domingo, fui surpreendida quando quis adquirir os bilhetes para visitar as áreas do mosteiro cujo acesso é pago, pois os mesmos foram gratuitos.

Já que a visita às áreas pagas do mosteiro foi feita enquanto ainda decorria a missa, o acesso às mesma foi feito por uma porta lateral exterior à igreja.

Deparei-me de imediato pelo Claustro Real com um jardim central já bastante verdejante.

Batalha - Mosteiro da Batalha - Claustro Real

Fonte do Claustro Real ou “Lavatório dos frades”.

Batalha - Mosteiro da Batalha - Claustro Real - Fonte

Perto desta fonte encontra-se o acesso ao antigo refeitório, actual Museu de Oferendas ao Soldado Desconhecido.

Batalha - Mosteiro da Batalha - Museu de Oferendas ao Soldado Desconhecido

Placares elucidativos, enunciando algumas das personalidades mais consagradas e emblemáticas a nível militar.

Batalha - Mosteiro da Batalha - Museu de Oferendas ao Soldado Desconhecido - placares

Diversas condecorações entre as quais algumas alemãs.

Batalha - Mosteiro da Batalha - Museu de Oferendas ao Soldado Desconhecido - insignias

Entre as arcadas que rodeiam o jardim do Claustro real encontra-se a exposição Jardins de Pedra,  obra de Mário Lopes.

Batalha - Mosteiro da Batalha - Exposicao Jardins de Pedra

A nascente do Claustro Real encontra-se a Sala do Capítulo.

„Concebida por Afonso Domingues, primeiro arquitecto do Mosteiro da batalha, foi concluída por Huguet, entre 1402 e 1438. A construção de uma abobada desta dimensão sem suporte central constituiu um impressionante desafio técnico. A arte requintada de Huguet – representativa do gótico flamejante – testemunha a sua origem catalã  O vitral é datado de 1514 e constitui um grande tríptico dedicado à paixão de Cristo.“

Batalha - Mosteiro da Batalha - Sala do capítulo

Saindo da área do Claustro real, visitei em seguida o Claustro de D. Afonso V.

„Construído durante o reinado de D Afonso V (r. 1438-1481), período em que o arquitecto Fernão de Évora dirigiu as obras do mosteiro (1448-1477). A sua linguagem simples representativa do gótico austero do sul mediterrânico, revela também uma nova vivência da fé cristã.“

Batalha - Mosteiro da Batalha - Claustro de D Afonso V

No corredor do primeiro andar que rodeia este Claustro, encontra-se exposta a antiga máquina do relógio da torre.

Batalha - Mosteiro da Batalha - maquina do relogio da Torre

Alguns pormenores que se podem avistar dos corredores exteriores deste claustro.

Batalha - Mosteiro da Batalha - pormenores avistados do Claustro de D Afonso V

Com acesso pelo exterior do Mosteiro, acede-se lateralmente às Capelas Imperfeitas.

„Mandadas construir por D. Duarte (r. 1433-1438) para seu panteao, foram concebidas por Huguet, continuadas por Mateus Fernandes, a quem se deve o monumental portal de entrada (1509), e por João de Castilho a partir de 1528. O balcão do piso superior, já renascentista (1533), atribuído a Miguel de Arruda, representa a ultima tentativa de D. João III (r. 1521-1557) em concluir as capelas antes do encerramento definitivo da obra.“

Batalha - Mosteiro da Batalha - Capelas imperfeitas - planta de localizacao

Batalha - Mosteiro da Batalha - Capelas imperfeitas

É nestas capelas imperfeitas que apesar de sem cobertura central, se encontram os túmulos do Rei D Duarte, da Rainha D. Leonor de Aragão  do infante D. João filho primogénito de D Afonso V.Batalha - Mosteiro da Batalha - Capelas imperfeitas - Tumulos

Regressando ao interior do mosteiro, o ultimo local visitado foi o dormitório onde se encontra documentação e peças originais do mosteiro.

Batalha - Mosteiro da Batalha - Dormitório

Termino com este artigo com uma imagem do Mosteiro já à distância no momento de despedida da Batalha.

Batalha na despedida

Oxalá lá mais vezes…

Algo que gosto imenso de fazer quando visito Portugal, é comer o meu saudoso e fresco peixe, típico dos países à beira mar plantados.

Eu que sempre vivi perto do mar, até o ter trocado pela proximidade aos Alpes, sinto falta da gastronomia portuguesa tão rica em pratos de peixe.

O velho ditado popular tem muita razão de ser, porque realmente só se sente falta do que não está presente, do que não faz parte do quotidiano, e isso para mim, acontece com o peixe fresco à mesa.

Por esse motivo, quando estou em Portugal, aproveito para ir a alguns restaurantes junto à costa, onde a ementa é rica em pratos de peixe e marisco.

Uma dessas idas ao restaurante, levou-me a um que já conheço faz imenso tempo e ao qual gosto sempre de regressar, o Oxalá.

Um restaurante localizado em Ovar, na Rua Colares Pinto, Carregal Sul, em frente à Marina de Ovar, Ria de Aveiro.

Oxalá - localizacao do Restaurante entre o Porto e Aveiro

Foi inaugurado em 1991 e desde então só pode ter angariado adeptos nas pessoas que o visitem.

Com uma paisagem descontraída, como horizonte visual, que convida a um momento relaxante, um ambiente requintado mas não luxuoso, um serviço simpático e muito atencioso, pratos muito bem confeccionados e demasiado generosamente servidos… é irrecusável o convite para um jantar no Oxalá.

Desta vez na ementa seduziu-me uma Sinfonia Marítima, descrita como variedade de peixes grelhados c/ legumes.

Quando chegou a longa travessa à mesa, fui totalmente surpreendida pelo tamanho de uma dose para dois, mas sobretudo pelos peixes grelhados virem camuflados por baixo de marisco variado.

Palavras para quê, adorei esta sinfonia… e fiquei saciada sem conseguir experimentar todos os peixes que a compunham. Aliás, nem eu nem o meu marido demos conta da travessa…

Não existem meias sinfonias e uma é demais para dois…

Mesmo assim não resisti a uma sobremesa, Tarte de Maracujá, que por sinal também vinha muito bem acompanhada…

Oxalá - Sinfonia de Peixe e tarte de maracujá

Conclusão, no Oxalá, não se pode confiar no que a ementa diz, porque os pratos trazem bem mais do que mencionam…

A quem goste de peixe e passe pelas imediações recomendo que pare, e entre para uma refeição no Oxalá.

Em Ovar, seguramente é um dos restaurantes onde será melhor servido a vários níveis.

Jardim Buddha Eden…

Já tinha tentado uma vez, mas sem sucesso visitar o Buddha Eden, Jardim da Paz no Bombarral. Mas como essa tentativa resultou de um forte impulso do momento, não retirei previamente a morada do mesmo, do site oficial. Nessa altura não encontrei o caminho até lá, por falta de sinalização para o mesmo nas imediações.

Já me tinha deliciado com fotos do Jardim, e descrições entusiastas de amigos que o tinham visitado. A vontade de o visitar era crescente, pelo que não perdi a primeira oportunidade que encontrei para o fazer.

Após o almoço na Lourinhã, dada a proximidade relativa da cidade ao Bombarral, estavam reunidas as condições e encontrada a oportunidade para o fazer. Mesmo consciente que jardins, são francamente mais interessantes de visitar na Primavera e Verão quando estão floridos.

Atendendo ao atrás descrito, começo por mostrar a localização do jardim e citar as direcções para o mesmo, apresentadas no site do Buddha Eden.

Mapa Oeste de Portugal com Lourinha Bombarral e localizacao do Jardim Buhdda Eden

Buddha Eden
Quinta dos Loridos
Carvalhal
2540-480 Bombarral
Portugal

Direcções
Utilizando a A8 saia na Saída 12 em direcção a Carvalhal, siga os sinais 
para a BuddhaEden. 

Aprox. a 45 min. a norte de Lisboa.
Aprox. a 05 min. a sul de Óbidos.

Buddha Eden - Entrada

Com um nome como o que possui é auto-explicativo que se trata de um jardim com uma profunda presença budista.

Este extenso jardim oriental com cerca de 35 hectares (o maior da Europa) foi  idealizado e concebido pelo Comendador José Berardo, em resposta à destruição de dois Budas Gigantes de Bamiyan, Afeganistão em Março de 2001 pelos talibans (o Vale de Bamiyan foi inscrito em 2003 na Lista da UNESCO do património mundial em perigo).

O Jardim Buddha Eden, pretende assim ser um lugar de reconciliação e paz, sem quaisquer conotações religiosas, ou de outro tipo, implícitas. Um local que indiscutivelmente transmite um bem estar interior, de paz e harmonia, propício à meditação.

Neste jardim pode encontrar-se um grande património escultório com uma temática predominante e principal, em que assentou a sua criação e existência mas não exclusiva. (Informações sobre este jardim, podem ser encontradas aqui, onde me baseei para o descrever. Informações sobre o horário de abertura e outras utilidades, essas encontra aqui).

O custo do ingresso no parque foi de 2,50 € por pessoa. Mas à saída, ao passar pela loja, permitia levantar e levar para casa uma garrafa de vinho da Bacalhôa Vinhos de Portugal, de 75 cl, o JP Azeitão Tinto 2012, cujo valor de venda no site é de 2€.

Esta é indiscutivelmente uma forma inovadora e original de promover um novo vinho no mercado, oferecendo-o após a visita ao jardim.

Buddha Eden - bilhete de entrada

Algo que senti falta, durante a minha visita exploratória ao jardim, foi de um mapa com as principais atracções e áreas assinaladas. Talvez a inexistência seja intencional, para impedir algum tipo de constrangimento à liberdade e espontaneidade de circulação, e promover a auto-expressão, auto-realização e autonomia, tudo sem pressa. O pequeno “comboio turístico” que percorre o jardim e permite uma forma expedita de o visitar, no entanto, possui um trajecto pré-estabelecido, o que pode contrariar a minha ilação anterior.

Eis alguns dos locais e esculturas que se podem descobrir durante a visita ao jardim.

A primeira impressão,  logo ao passar a porta de acesso, cativa, em especial com o grande portão principal.

Buddha Eden - primeiro impacto

Os monges budistas acolhem os visitantes nas margens do caminho.

Buddha Eden - Monges Budistas

No fim do caminho com os monges, vislumbra-se o lago, e não faltam focos de interesse  em volta do mesmo.

Buddha Eden - em redor do Lago

Não faltam pagodes ou mesmo um dragão em mármore rosa.Buddha Eden - ainda no Lago

Colecção de Budas junto à margem do Lago, alguns em cima de flores de lótus, outros em cima de animais. 

Buddha Eden - Coleccao de Budas

Buddha Eden - mais Budas

Duas espécies de santuários de Budas esculpidos na pedra, por certo um memorial à barbaridade ocorrida em Bamiyan.

Buddha Eden - santuarios de Budas esculpidos na pedra

Exército de Terracota na “montanha” a resguardar o lago.

Buddha Eden - Exército de Terracota

Local que inspira à paz e à meditação com um proeminente Buda.

Buddha Eden - Buda e paz

Caminho florestal com diversos sobreiros

Buddha Eden - caminho de floresta com Monges Budistas

Uma outra sequência de Budas, algo que realmente não falta no jardim.

Buddha Eden - mais uma sequencia de Budas

Várias esculturas com aves em mármore, próximas de um pequeno lago.

Buddha Eden - aves circundam o pequeno lago

Caminho ladeado por estátuas de cães de fogo e elefantes conduzem a um centro com três pagodes esbeltos e alongados.

Buddha Eden - caes de fogo elefantes e pagodes

Já perto do ponto central do jardim, o caminho é acompanhado por alguns pequenos budas.

Buddha Eden - pequenos Budas

Os grandes Budas, numa área central e elevada do jardim, em grande destaque. No ponto mais alto, o Buda Maior com 21 m de altura. Um nível abaixo, na grande escadaria, o Grande Buda deitado que possui cerca de 15 m, e é ladeado num patamar inferior por 2 budas esbeltos com 10 m de altura.

Buddha Eden - Os grandes budas

Buddha Eden - Os grandes budas - continuacao e panoramica

Numa área ampla do jardim, uma longa fila de bustos de Buda.

Buddha Eden - bustos de budas

Nas imediacoes desta, em frente aos bustos, o exército em Formação de Terracota

Buddha Eden - Formacao de Terracota

No jardim também não falta um anfiteatro ao ar livre, rodeado por uma colecção de esculturas contemporâneas de vários artistas, algumas criadas antes da existência do jardim.

Buddha Eden - anfiteatro e coleccao de esculturas contemporaneas

Um jardim genuinamente impressionante e admirável!!!

No museu da Lourinhã

Com o propósito de estar e almoçar com algumas pessoas na Lourinhã, esta cidade foi o destino escolhido para um dos dias das minhas ultimas férias em Portugal.

Como a chegada à Lourinha foi feita com alguma antecedência dado o horário marcado para o encontro, ocupei o tempo disponível, da forma mais agradável possível.

Na Lourinhã a minha primeira ideia foi a mais óbvia: visitar o Museu da cidade, algo que eu já tinha feito há alguns anos atrás e que sabia iria agradar ao meu três palmos. Mesmo não sendo um aficionado por dinossauros, os mesmos despertam alguma curiosidade e interesse ao meu três palmos, e o museu da Lourinhã orgulha-se de possuir “a maior colecção ibérica de fósseis de dinossauros do Jurássico Superior e uma das mais importantes a nível mundial“.

Museu da Lourinha - Exterior

No entanto desde já reconheço que neste domínio, deve faltar algum trabalho de divulgação e publicidade no que concerne ao teor do museu. Algumas pessoas que me acompanharam durante a visita a este museu, portuguesas, atentas e interessadas desconheciam de todo a existência de tal espólio paleontológico na cidade, nem que a mesma era conhecida como a capital  dos dinossauros. Claro que esse facto não pode ser considerado como uma amostra representativa da população, pois poderia ser um mero acaso. No entanto, reafirmo a minha opinião atendendo ao estado aparentemente desactualizado (com referencia a eventos de 2011) e pouco informativo do próprio site do museu, o que não contribui para a melhor divulgação do local.

O Museu da Lourinha apesar de granjear a sua reputação graças à paleontologia possui mais duas áreas temáticas a etnografia e a arqueologia.

O prospecto com o plano do Museu, facultado com a aquisição dos bilhetes de entrada, ajuda a esclarecer quais as áreas que possui e a forma como as mesmas são distribuídas pelo espaço do museu.

Museu da Lourinha - planta

Como dispunha de algum tempo, mas não de “todo o tempo do mundo”, não dediquei a atenção nem o tempo necessário a todas as áreas do museu para as visitar convenientemente. Antes concentrei o tempo disponível, naquelas que achei que poderiam interessar mais ao meu três palmos.

Assim, a primeira área, a dedicada à arqueologia foi a menos explorada do museu.

Museu da Lourinha - Arqueologia

A área seguinte é dedicada à etnografia agrícola. O meu três palmos achou imensa piada a algumas das máquinas expostas.

Museu da Lourinha - etnografia agrícola

A sala das profissões foi, previsivelmente, das que despertou mais interesse e curiosidade ao meu três palmos.

Museu da Lourinha - sala das profissoes

A sala das colectividades e tempos livres, contigua à anterior, também desperta interesse a quem a visita.

Museu da Lourinha - Sala da colectividades e tempos livres

A sala dedicada à arte sacra, é pequena, mas possui algumas peças de valor.

Museu da Lourinha - arte sacra

Saindo para o pátio interior, o percurso continua visitando a casa tradicional saloia.

Museu da Lourinha - casa tradicional saloia

E eis então que se chega à “jóia da coroa” do Museu, o espaço dedicado à paleontologia.

Museu da Lourinha - Paleontologia 1

Museu da Lourinha - Paleontologia 2

Claro que com um nome como “dinheirossauros”, numa altura em que nem a troca directa tinha sido inventada, não passa despercebido a quem visite a área de paleontologia do museu.

Museu da Lourinha - Paleontologia 3

Também achei deveras interessante a existência de uma espécie denominada de Lourinhanosauros, por ser oriunda especificamente da região.

Museu da Lourinha - Paleontologia 4

Os crocodilos não foram esquecidos e os seus dentes e garras conseguem continuar a assustar aqueles com uma imaginação mais fértil, mesmo quando estão resguardados dentro de vitrinas.

Museu da Lourinha - Paleontologia 5

A Paleobotânica é outro dos domínios igualmente não descurado no museu.

Museu da Lourinha - Paleontologia 6

Os invertebrados também possuem um espaço especial.

Museu da Lourinha - Paleontologia 7

Tudo muito bem exposto, bem documentado e com placares informativos elucidativos. Realmente o museu tem motivos para se orgulhar da exposição que possui.

Estando nas imediações, merece indiscutivelmente uma visita, caso possua interesse pelas temáticas abordadas.

Museu da Lourinha - dinossauro

Na Vila Natal de 2011 em Óbidos…

Num dia de Sol, qualquer local fica ainda mais encantador e a Vila Natal também…

Depois de passar a cerca do Castelo, o espaço foi transformado numa colorida Vila Natal.

Por maior facilidade, dado que estávamos com um carrinho de bebé, entramos pelo local assinalado no mapa como de saída.

Vila Natal 2011 - mapa da Cerca do Castelo

E logo à entrada/saída cada pessoa pode transformar-se instantaneamente e por breves instantes num elfo ajudante do Pai Natal.

Vila Natal 2011 - Cenário com Elfos

No corredor de acesso à área central, não faltavam barraquinhas de conveniência,  algumas com bens perecíveis e outras com bens mais duradouros.

Vila Natal 2011 - Algumas barraquinhas

E numa tenda gigante vários insufláveis coloridos (19), fizeram as delícias dos mais pequenos, a um custo de 1€ por criança e 15 minutos.

Vila Natal 2011 - Insufláveis coloridos

E pouco mais à frente ficavam as bancadas para assistir ao teatro infantil, “O Tesouro do Natal” (18), mas que nos períodos sem este, era transformado tacitamente, num espaço para merendas e descanso.

Vila Natal 2011 - Bancadas do Teatro O Tesouro do Natal

A Zona de Alimentação e Mercado de Natal (17) ficava mesmo próxima, e nas barraquinhas coloridas, a oferta era diversificada entre doces e salgados, fazendo as delícias de todos e não deixando ninguém esfomeado.

Vila Natal 2011 - Área Alimentar

A Casa do Pai Natal e Fábrica dos Brinquedos (20), era dos locais mais coloridos e atraentes, e que teve mais procura, o que proporcionou filas enormes para ser visitado.

Vila Natal 2011 - Casa do Pai Natal e Fábrica dos Brinquedos

Uma tenda pequena colorida e circular, era a Casa de Colorir (21), mas confesso que tanto o meu três palmos, como a nossa acompanhante de palmo e meio, apesar de terem querido espreitar o espaço, não quiseram lá ficar muito tempo dedicando-se a essa actividade.

Vila Natal 2011 - Rodeada pelas cercas do Castelo

Apesar de não ter querido andar e fazer figuras tristes, quis espreitar a tenda com a Pista de Gelo (14). O custo de andar 20 minutos era de 4€ por pessoa (possível para maiores de 4 anos)

Vila Natal 2011 - Pista de Gelo

Já o Bar de Gelo (13), não tive muita curiosidade em experimentar, e sentir-me como um esquimó no gelo durante 20 minutos, ainda mais que os 2 acompanhantes menores de 6 anos não poderiam entrar.

Vila Natal 2011 - Bar de Gelo

Aqui perto era uma das saídas do cerco interior do Castelo. Nas suas imediações estava alojada a casinha Posto Socorro, e várias personagens simpáticas desta Vila Natal acolhiam os visitantes.

Vila Natal 2011 - Posto de Socorro

Vila Natal 2011 - Personagens da Vila Natal

Perto desta entrada na Vila Natal, encontrava-se o Carrossel Mágico (12), que fez os meus acompanhantes de poucos palmos regozijarem-se de alegria.

Vila Natal 2011 - Carrossel Mágico

Ao lado deste, uma outra personagem encantadora dava as boas-vindas no início/fim da floresta encantada que constituía o percurso de acesso exterior à Vila Natal.

Vila Natal 2011 - percurso pela floresta encantada de acesso à Vila Natal

As Oficinas de Natal (workshops dos 3 aos 11 anos, com custo de 2€ por 30 minutos) (11) estavam repletas.

Os meus acompanhantes não ficaram muito tristes por isso, um porque preferia ocupar o seu precioso tempo no Carrossel e o outro porque queria experimentar os Karts (10), cuja pista ficava em frente.

Vila Natal 2011 - Pista de Karts

E ao lado da pista de karts ficava o Labirinto de Natal (9), cuja predominância de branco nas suas paredes tinha um efeito de ilusão óptica o que confundia um pouco, e dificultava a tarefa de encontrar a saída.

Vila Natal 2011 - Labirinto

Espero que tenham gostado desta “visita guiada” pela Vila Natal de 2011.

Provavelmente com algumas alterações logísticas e potenciais inovações algumas das diversões existentes em 2011, voltarão a marcar presença na Vila Natal de 2012, como a Casa do Pai Natal, o Carrossel, a Pista de Gelo/Lago de Gelo e os Karts.

Os interessados em visitar a Vila Natal, não se esqueçam que este ano a mesma decorre entre 7 de Dezembro e 2 de Janeiro de 2013. Divirtam-se imenso!

Exposição de Pais Natais…

Depois da visita à exposição de Bolos de Natal, na Vila Natal do ano transacto (apresentada no artigo anterior), encontrei na praça em frente à Igreja de Santa Maria (igreja matriz de Óbidos), um presépio com figuras em tamanho real (8 neste mapa).

Vila Natal 2011 - Presépio na praca da igreja matriz

De regresso à estrada que me levaria à entrada no recinto da Vila Natal, na Galeria Casa do Pelourinho, uma figura de Pai Natal também em tamanho real, acompanhada por um pequeno aviso, indica que à distancia de 1€, de custo de entrada por pessoa, seria possível visitar a exposição de 1001 Pais Natais (6).

Vila Natal 2011 - Entrada na Exposicao dos 1001 Pais Natais

Tomei essa presença do Pai Natal, como um convite que não poderia recusar, e fiquei a conhecer os outros Pais Natais espalhados pela exposição.

Vila Natal 2011 - Exposicao dos 1001 Pais Natais 1

Vila Natal 2011 - Exposicao dos 1001 Pais Natais 2

Vila Natal 2011 - Exposicao dos 1001 Pais Natais 3

Ao apreciar a diversidade de Pais Natais, de estilos e materiais diferentes, aproveitei para avistar também a paisagem exterior para a praça da igreja matriz, através das janelas desta Casa do Pelourinho que acolhia a exposição.

Vila Natal 2011 - paisagem avistada das janelas da Casa do Pelourinho

Ao sair da Casa do Pelourinho, estava ainda mais perto da Torre de Vigia, que me permitiria o acesso à Vila Natal encantada.

Mas antes de entrar, ainda pude admirar no Largo de São Tiago do Castelo, a Casa São Thiago do Castelo, uma Guest House muito pitoresca, e a Igreja de São Tiago.

Vila Natal 2011 -  Largo de São Tiago do CasteloO artigo seguinte ilustrará um pouco do que a Vila Natal, dentro da cerca do Castelo, poderá reservar a quem a visitar.