E se… uma viagem inesperada

No dia em que o meu marido regressava de uma viagem a trabalho à Irlanda, antes mesmo de colocar o telemóvel em “flight mode” enviou-me uma sms com uma proposta do tipo:

“Porque não voamos todos para Harrisburg na semana do Carnaval? Fim de semana em Washington?”

Contexto:

Na Baviera existe uma semana de férias escolares de Inverno durante o Carnaval, e já andavamos a pensar tirar pelo menos dois dias de férias durante essa período, só não tinhamos decidido minimamente acerca do destino.

Por outro lado o meu marido realmente precisava de viajar para Harrisburg a trabalho e lá ficar durante uma semana. O problema, é que haviam algumas restrições com as datas, pois eu tinha-o advertido que gostaria de contar com a sua presença para o meu aniversário e para o nosso aniversário de casamento, duas datas muito próximas uma da outra.

A proposta dele seria uma forma de conciliar a necessidade de ir a Harrisburg, e poder antecipar ao máximo a hipótese de regresso dos EUA, já que adiantaria a ida.

A minha contra proposta limitou-se a aceitar o fim-de-semana em Washington, extende-lo até terça-feira, altura em que eu e o meu “5 palmos” regressariamos a Munique e o meu marido viajaria até Harrisburg onde ficaria durante uma semana.

A contra-proposta foi aceite, e as viagens de avião via Lufthansa, a reserva de hotel (o River Inn) e os pedidos ESTA, foram todos tratados com menos de uma semana de antecedencia, da nossa partida de Munique, tendo como destino Washington D.C.

O dia de partida, foi uma sexta-feira, em um horário que não era incompativel com o facto do meu “5 palmos” ter aulas de manhã. Inclusivamente festejou o Carnaval na escola, fantasiando-se durante uma hora escolar. Este ano os seus festejos carnavalescos limitaram-se a essa hora na escola…

Mas ele saiu de lá todo contente e entusiasmado, com a mochila  nas costas e o saco com a fantasia na mão, porque uma viagem de avião, de longa duração o aguardava, e ele aprecia isso, não o incomodando minimamente as horas que passa a voar, com limitação de movimentos, pois existe entretenimento televisivo a bordo.

O Terminal 2 do Aeroporto de Munique (para voos da Lufthansa e da Star Alliance),  estava particularmente congestionado na área de scâner de pessoas e bagagens de mão. Pois tal como nós, muitas pessoas tinham optado por viajar assim que as férias escolares de Inverno começavam…

Foi a primeira vez que utilizei o novo Terminal 2 satélite do aeroporto de Munique, pois desta vez a nossa porta de embarque tinha a letra “L” (as letras G e H ficam no Terminal principal, enquanto as letras K e L ficam no satélite). Isso implicou andar no comboio/metro subterrâneo que liga o edificio principal ao satélite. Mais uma experiência agradável vivida, a acrescentar a outras no primeiro aeroporto da Europa a possuir 5 estrelas em termos de serviços.

Mapa do aeroporto de Munique

A viagem de avião decorreu sem qualquer contratempo, e tive oportunidade de assistir a alguns dos filmes que estava ansiosa para ver e pretendia adquirir em Bluray. O meu “5 palmos” também se manteve entretido com jogos e uns filmes, e claro reservou algum tempo para dormir…

A chegada ao Aeroporto Internacional de Dulles foi bastante pacífica. Depois da saída do avião no terminal D fomos encaminhados para apanhar um Shuttle (espécie de autocarro largo e alcatifado, com dois corredores e um banco corrido no meio, que parece ter umas chaminés no meio, isto é, com um aspecto estranho) e que faz a ligação entre esse terminal e o edifício das chegadas internacionais.

Mapa do aeroporto de Dulles

O controlo de passaportes e de segurança foi bem menos congestinado e demorado do que eu tinha previsto, o que é sempre algo favorável.

Não houve qualquer problema com o levantamento das malas, e o desafio seguinte era descobrir a forma de chegar ao hotel através de transportes publicos. Tal também se revelou menos desafiante e mais simples do que esperava, mas afinal na altura de reservar o hotel para a nossa estadia em Washington D.C. eu também tive a preocupação de escolher um que ficasse perto de uma estação de metro (e que em termos de localização relativamente ao centro da cidade, estivesse bem cotado, claro).

Mapa do sistema de metro Washington DC

A solução implicou usar primeiro um autocarro da “Silver Line – SV” que faz a ligação entre o aeroporto e a estação de metro “Wiehle-Reston East” (linha cinza a tracejado) enquanto a linha de metro não está concluida. Os bilhetes para efectuar esse percurso de autocarro custam 5 USD e são adquiridos num balcão perto da paragem do autocarro.

Depois de chegados Wiehle-Reston East, fazer um pequeno percurso a pé, para chegar efectivamente à estação de metro, adquirir nas máquinas automáticas, os cartões de metro que são recarregaveis com o valor que se pretender, carrega-los, e  finalmente utilizar a linha de metro SV até à estação Foggy Bottom- GWU.

Uma solução simples e eficiente, que nos deixou a cerca de 300m (4 minutos) a pé do hotel, cerca de uma hora depois de termos entrado no autocarro no aeroporto.

O quarto do hotel era espaçoso, bem servido e  com uma pequena cozinha, e o atendimento na recepcao foi bastante atencioso e simpático.

Sem dúvida o River Inn é um hotel que recomendo, e que usaria de novo numa outra estadia em Washington DC.

Quanto à exploração da capital dos EUA, essa ficou para o dia seguinte, e a sua descrição fica reservada para um artigo posterior.