Um pouco do “country side” da Salzburger Land

As temperaturas negativas persistem, mas continuam acompanhadas por dias lindos e solarengos, pelo que existe uma forte atracção, que me puxa para aproveitar o que a natureza tem para me oferecer.

A questão é que continuo a não ser adepta dos desportos típicos de Inverno, mas fiquei fã de descer a montanha de trenó, depois de o ter experimentado na semana anterior.

Assim a palavra chave para pesquisar locais onde houvesse essa possibilidade, em países de língua oficial alemã é “Rodelbahn“. (Porque não dizer “na Alemanha”? Porque atendendo à localização geográfica de Munique, nem sempre os locais mais perto e/ou mais interessantes ficam necessariamente na Alemanha, podem ficar por exemplo na Austria.)

E foi justamente com essa ideia em mente que a minha pesquisa se direccionou para o Estado de Salzburgo (Salzburger Land), na Áustria, uma das regiões contíguas ao distrito Administrativo de Oberbayern (Baviera Superior),  de que Munique é capital e que pertence ao Estado da Baviera.

Os mapas abaixo  ajudam a perceber um pouco melhor a sua localização relativa.

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Claro que não precisaria de sair de Oberbayern sequer, para encontrar o que procurava, mas se na semana anterior já o tinha feito, em busca da Região do Allgäu, no distrito Administrativo de Schwaben, porque não fazê-lo uma vez mais? (Admito que ainda considerei duas regiões em Oberbayern, Berchtesgadener Land e Garmisch-Partenkirchen. Mas por diferentes motivos, foram preteridas. Garmisch-Partenkirchen por exemplo estaria particularmente congestionada no fim-de-semana, dado decorrer aí o Campeonato do Mundo de Ski)

A pesquisa na internet recaiu não apenas em “Rollerbahn” mas também “Snowtubing”, algo que o meu “5 Palmos” queria e não tinha conseguido fazer na semana anterior.

Foi uma das Estâncias de Esqui da região “Ski Amadé“, a de Radstadt -Altenmarkt que mais me cativou. (Radstadt dista de Munique 199km, o que equivale a 2h de viagem)

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O motivo da escolha de Radstadt ficou a dever-se sobretudo ao facto deste possuir um percurso para descida com trenós de 6km (um dos mais longos na região). Para facilitar a decisão, este percurso tem iluminação noturna, o que me garantia um pouco mais de segurança caso houvesse algum infortúnio e precisasse de ser resgatada.

Por outro lado, a forma de chegar lá acima é com teleféricos para 8 pessoas irem sentadas (“8er Königslehenbahn I), estando estes sempre a circular, o que faz com que não se criem praticamente filas de espera.

Outras questões “técnicas” pertinentes:

  • O ponto de partida em Radstadt, fica a 858 m de altitude;
  • Existe um amplo parque de estacionamento disponível e gratuito;
  • É possivel alugar ou comprar equipamento e acessórios desportivos na loja existente perto do parque de estacionamento;
  • Existe nas imediações um Café-Restaurante, o Unterberg Salettl, onde é possivel recarregar energias;
  • No Königslehenbahn, é possível alugar os trenós por 5€ cada (+5€ de depósito a ser restituido no momento de devolução dos mesmos), imediatamente antes de se entrar nos funiculares.
  • A subida no Teleférico tem uma paragem numa estação intermédia, onde inclusivé as portas dos funiculares são automaticamente abertas, mas só se deve sair na estação final, em Kemahdhöhe, a 1571 m de altitude.

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Kemahdhöhe é a estação final de mais do que um percurso de teleféricos quer telecabines quer telecadeiras:

  • 3 – Königslehenbahn II, 
  • 4 – Kemahdhöhebahn,
  • 6 – Hochbifangbahn II,
  • 7 – Hochbifangbahn I.

No mapa de curvas de nível seguinte, retirado daqui, além dos percursos dos teleféricos atrás mencionados, encontra-se igualmente bem assinalado a vermelho o percurso efectuado pelos trenós.

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No fim da viagem de teleférico, é uma lufada de ar fresco maravilhosa. A paisagem montanhosa avistada de outra perspectiva, vale por si ter feito a subida, ainda mais num dia de sol como aquele com que me deparei.

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No cimo da montanha além das estações finais dos teleféricos, algumas com um ar mais futurista, existe o Restaurante, Bar e Terraço Sportalm que possui um ar rústico, de madeira, com gastronomia regional austriaca.

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Desfrutar da paisagem e explorar um pouco mais as imediações nunca parece demais, ainda mais num dia tão agradável como o que encontrei.

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E não é apenas natureza no seu explendor máximo o que se encontra. Também encontrei manifestações católicas como uma cruz e uma escultura de S. José, N. Senhora e do Menino Jesus. Mas o que mais me surpreendeu foi encontrar um coração metálico vermelho para colocar cadeados, como muitos fazem em pontes.

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E ao lado do coração vermelho é onde se encontra o ponto de partida do percurso de descida de trenós. Preparei-me  não apenas fisicamente mas também mentalmente para a descida, mas ainda assim, deixei muitos passarem-me à frente, mesmo crianças com aparente muito mais experiência e empolgação do que eu.

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O percurso é mais largo que o primeiro que experimentei, mas possui igualmente algumas curvas bem fechadas, e algumas extensões de 1, 2 ou mesmo 3 km onde a dificuldade é parar dada a velocidade a que se pode atingir.

Existem no entanto duas curtas extensões onde o percurso ao invés de descer sobe, pelo que, a não ser que se vá a grande velocidade o que nunca procurou ser o meu caso, tem que se subir puxando pelo trenó. Outras áreas são mais planas, e nessas também tive que puxar pelo trenó pois não levava lanço suficiente para as fazer de outra forma.

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Depois do percurso concluido, restou-me ficar com a sensação muito agradável e positiva de uma hora talvez, muito muito bem passada. Adorei uma vez mais a experiência e continuo com vontade de voltar a repeti-la, numa outra aventura, em outro local, com um novo trajecto…

Mas o dia não estava dado por concluido. A seguir era altura de partir à procura do Snowtubing…

E para isso, tinha-se que rumar de automóvel em direcção a St.Martin am Tennengebirge, onde o Snow Tube Jausenstation Monigold ficava. A distância entre ambos os locais é de cerca de 18km.

O Snowtubing lá foi agradável, apesar de em termos de extensão ser bastante curto, com cerca de 250m, e não conter grandes curvas e contra-curvas (como admito estava a contar).

O meu “5 Palmos” gostou bastante, apesar de ter ficado amplamente satisfeito com apenas 3 descidas. Eu confesso que me fiquei por 2.

Seguro, fácil e agradável para os mais novos e totalmente inexperientes, é sem dúvida um dos pontos fortes do local… O outro é que não estava nada concorrido, pelo que foi fácil estacionar, apesar da quase inexistência de parque de estacionamento nas imediações.

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Nebelhorn no Inverno

Depois da chegada do Inverno, da queda com alguma frequência de neve e das temperaturas médias a manterem-se negativas dia após dia, sem qualquer previsão de mudança nos dias mais próximos, afiguravam-se duas alternativas.

“Não querer encarar o frio” e evitar ao máximo sair de casa, ou acolher a neve e as temperaturas negativas de braços abertos e com a roupa apropriada vestida (com caracteristicas de isolamento térmico, de preferência) e sair de casa para me divertir na neve.

Se a influenciar a escolha se presenciar um dia lindo de sol, então a tomada de decisão é facilitada e a opção escolhida é óbvia.

Confesso que nunca fui fã de “férias de Inverno”, ao contrário de alguns amigos meus para os quais tais férias são incontornáveis e mesmo as preferidas.

Assim não é de estranhar, que esqui ou snowboard são desportos que não me atraem, ainda mais porque não são raras as notícias de acidentes na prática dos mesmos.

No entanto tal não me deve impedir de me divertir na neve, se a oportunidade para isso existir.

Foi nesse sentido que recorri ao site Bayern.by com o objectivo de encontrar na Baviera, locais onde pudesse fazer Snowtubing. Foram várias as alternativas encontradas, algumas mais perto de Munique outras menos. Como em Bayrischzell já tinha estado, essa opção foi descartada em prol de outra região que ainda não conhecesse.

A escolha recaiu sobre Nebelhorn, seduzida pela existência de um Snowpark com vários equipamentos disponíveis (inclusivé para a prática de snowtubing) apresentada pelo NTC – Sport Oberstdorf  (Centro de Desportos de Inverno de Nebelhorn).

Oberstdorf fica na região de Allgäu na Baviera, e dista cerca de 171km (2h12) de Munique. Não posso dizer que tenha sido a opção mais perto de casa, mas foi uma bem acertada. (A rede de estradas é boa e as autoestradas na Alemanha, têm em geral um ótimo nível de conservação, em algumas áreas não existem limites de velocidade, e não se pagam quaisquer portagens, o que ajuda bastante e facilita a decidir, quando se pretende fazer uma viagem com mais de uma centena de quilómetros, e se tenciona regressar no mesmo dia).

O Allgäu é uma região rica para quem quer desfrutar da Natureza, em qualquer estação do ano, no Inverno em especial, e era mesmo isso o que eu procurava.

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E Nebelhorn não decepcionou nesse sentido.

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O mapa retirado do site Das Höchste ajuda a perceber melhor o que se pode encontrar no Nebelhorn não apenas em termos de desportos de Inverno (pistas de esqui não faltam, com diferentes graus de dificuldade como convém) mas também outras formas de desfrutar intensamente da neve com o devido conforto (Restauração, Serviços de Apoio, Funiculares, etc).

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O Wintererlebnispark, foi o local onde encontraria a forma ideal para me divertir na Neve, e para lá chegar tive que subir no Nebelhornbahn desde a base em Oberstdorf a 813m até à Estação Seealpe a 1280m.

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A paisagem avistada a 1280m de altitude é retemperadora e o ar fresco que se inspira é do mais saudável possível.

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Se a ideia original era a prática de Snowtubing, a aparente insuficiência de neve para o efeito, impediu que o percurso estivesse criado, e por isso não avistei um único “pneu gigante insuflável” também conhecido por Snow Tube, para amostra.

Mas trenós não faltavam, quer os tradicionais de madeira quer os Zipflracer, uma versão mais aerodinâmica de plástico. Escusado será dizer que optei por um destes ultimos.

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Também haviam Snowbikes, Skifox, Skibockerl, Snowscooter e SMX, mas além de serem mais dificeis de controlar, para alguém tão inexperiente quanto eu, com nenhuma destas outras opções poderia descer a montanha.

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E descer a montanha pela pista de trenós, foi mesmo o que eu fiz depois de ter andado várias vezes a treinar na estação Seealpe, com o trenó plástico laranja que aluguei por 5€.

“Desde a estação”Seealpe” (1280m)  até ao vale são 2,5 km de caminho com declive. Com uma diferença de altura vertical de 450m você pode fazer um passeio de trenó e descer a montanha. Os Trenós podem ser alugados no restaurante ao lado da estação “Seealpe” [ou no centro de actividades NTC]”

Foi mesmo o que esta descrição sugere o que eu fiz, e que para mim foi adrenalina pura, principalmente fazer a alta velocidade as curvas muito acentuadas do percurso, e ter a sensação que podia sair do mesmo e cair pela montanha a baixo, a qualquer momento.

Claro que fotos que relatam essa experiência são escassas, pois convinha que me agarrasse bem ao manipulo do trenó para evitar maiores estragos.

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Mas dá para ficarem com uma pequena ideia de algumas das curvas, e de como o caminho tinha áreas bem irregulares que convidavam a quedas ou saltos, dependendo da velocidade a que se vinha.

Para mim, foi uma experiência incrível, que adorei, mas cuja chegada ao fim foi muito bem acolhida, com a sensação: consegui e cheguei inteira.

Neve a cobrir-me não faltou, até porque, uma árvore não satisfeita com o que eu já tinha conseguido sozinha, decidiu atirar-me uma “bola de Neve” directamente na minha cara.

Bled…

Eis chegado o dia do fim das férias, mas em vez da viagem se resumir a percorrer os cerca de 415 km entre Ljubljana e Munique, o mais depressa possível para reencontrar o lar, fez-se um desejável e esperado pequeno desvio no percurso, com um objectivo muito definido, conhecer Bled. 

Bled - réplica

Reconheço que apesar de ter sido bastante agradável desfrutar de uma paisagem tão idílica o tempo despendido foi manifestamente insuficiente, mas isso é o que normalmente acontece quando se gosta dos lugares que se visita e não se quer sair de lá.

Viagem de regresso entre Ljubljana Bled e Munique

Bled, é uma cidade alpina no norte da Eslovénia, e predominantemente uma estância turística com o seu lago e ilha.

“Com imensa beleza natural, Bled, juntamente com os seus arredores, está entre as mais belas estâncias alpinas, conhecida pelo suave, clima curativo e lago com agua termal. A beleza das montanhas reflectidas no lago, o sol, a serenidade e o ar fresco despertam sentimentos agradáveis ​​no número de visitantes durante todo o ano, garantindo uma base ideal, uma pausa relaxante ou umas férias activas. Bled atrai empresários, artistas, atletas, exploradores, entusiastas do desporto, velhos e jovens, de todo o mundo, encantando-os a voltar de novo e de novo.” (descrição retirada deste site da região e traduzida)

Bled - lago e ilha

O lago foi formado após a recessão do glaciar Bohinj. Possui até 2.120 m de comprimento e até 1380 m de largura, e a sua profundidade máxima é de 30,6 m. É de origem tectónica. Depois da última Idade do Gelo, o glaciar Bohinj aprofundou a cavidade tectónica natural, e deu origem à sua forma actual. A bacia foi cheia de  água, resultado do gelo que derretia. O lago não tem grandes afluentes naturais sendo alimentado apenas por poucas nascentes.

A ilha de Bled é a única verdadeira ilha da Eslovénia. Nesta encontra-se a Igreja da Assumpção, mas o meu tempo disponível em Bled não me permitiu visita-la. É possível chegar à ilha, através de um barco especial com um tecto, chamado Pletna. Este barco, conduzido por um remador com dois remos, é conhecido apenas em Bled. Também é possível alugar barcos mais pequenos à hora e remar até à ilha por esse meio.

O Castelo de Bled, é um castelo medieval construído num precipício sobre a cidade de Bled e com vista sobre o lago. Segundo fontes escritas, é o castelo mais antigo da Eslovénia.

Bled - Castelo

“A igreja paroquial de Bled, é uma igreja neo-gótica consagrada a S. Martinho. Foi construída em 1905 no local de uma igreja gótica prévia que datava do século XV, que por sua vez foi erguida no local da primeira capela que foi construída nesse mesmo local antes do ano 1000. A nova igreja foi construída segundo os planos do Prof. Friedrich von Schmidt (arquitecto da câmara municipal de Viena) que foram depois alterados pelo arquitecto Josip Vancaš.

A maioria das esculturas no interior da igreja foram feitas pelo especialista de restauro Ivan Vurnik de Radovljica usando o melhor mármore de Carrara”. (texto retirado e traduzido daqui)

Bled - Igreja paroquial

Termino este artigo, e a viagem à Eslovénia, com uma imagem panorâmica de Bled.

Bled - panoramica

Bad Wiessee e o Tegernsee…

Na falta da proximidade ao mar, não faltam lagos. Na Baviera realmente existem muitos lagos, alguns mais perto de Munique que outros.

Mapa com localizacao de Bad Wiessee

Bad Wiessee é uma das cidades que fica nas margens de um desses lagos, o Tegernsee. Já tinha passado pelas imediações deste lago diversas vezes, em busca de outros destinos. (Nomeadamente de alguns dos resorts de Inverno nos Alpes da Baviera, ou do Mosteiro de Benediktbeurn.)

Lago Tegernsee avistado de Bad Wiessee

A pacata cidade de Bad Wiesse, como o próprio nome pode deixar transparecer (Bad significa Termas, Banhos e Wiessee, lago Oeste com o intuito de significar a parte oeste do lago) é uma cidade termal, convidando a umas férias relaxantes e tranquilas.

Bad Wiessee é conhecida sobretudo por dois factos. primeiro pelo tratamento na fonte de enxofre descoberta pelo explorador de petróleo holandês Adriaan Stoop.
Depois por ter sido cenário dos principais eventos ligados à Noite das Facas Longas, a 30 de Junho de 1934, quando Hitler e o Schutzstaffel (SS) (tropa de protecção) expurgaram a liderança da Sturmabteilung (SA) (Destacamento Tempestade), muitos dos quais estavam alojados no resort. Os principais líderes Ernst Röhm, Anton von Hohberg e Buchwald, Karl Ernst, Edmund Heines, e Peter von Heydebreck foram presos e levados para a prisão de Stadelheim, onde foram posteriormente executados.

Eis um pouco do que se pode encontrar na pacata Bad Wiesse.

Bad Wiessee

Na margem oposta do lago, ou seja margem leste, fica a cidade de nome homónimo do lago, Tegernsee.

Depois de deixar para trás Bad Wiesse, dirige-me então para Tegernsee, onde me aguardava um edifício que mesmo à distância me tinha despertado a curiosidade.

Trata-se do antigo Mosteiro Beneditino do Tegernsee.

Abadia do Tegernsee“Foi fundado em 746 pelos dois irmãos nobres Adalberto e nobre Ottokar. Eles queriam voltar as costas ao mundo. Aqui no “tegarin seo” – termo do alto alemão antigo que significa “grande lago” – eles encontraram o local perfeito, um bonito e ensolarado local na margem do lago.

O Tegernsee depressa se tornou um dos centros culturais mais importantes da Idade Média. O rico mosteiro possuía cerca de um terço do actual município de Miesbach, e uma parte das minas de sal de Reichenhall e a terra do sul de Tirol à Baixa Áustria. Uma relíquia desse tempo é, por exemplo, o “Tegernseer Hof”, uma vinícola no bonito Wachau bonito. Neste apogeu também havia no Tegernsee incomparáveis bens culturais e das artes. Havia oficinas de vidro, de ilustração livro, ourives e peças de minério. Especialmente os manuscritos elaborados pelos monges do Tegernsee eram amplamente conhecidos. No período barroco, o mosteiro foi construído e esplendidamente decorado.

Depois da secularização em 1803 o antigo mosteiro passou para a propriedade dos governantes bávaros da família Wittelsbach. Rei Max I Joseph fez do Palácio Tegernsee a sua residência de verão, porque a Rainha Caroline caíu de amores pelo lago encantador. O casal real teve muitos visitantes proeminentes da aristocracia europeia  E com o caminho de ferro dTegernseeque atingiu, primeiro em 1883 Gmund, e depois em 1902  o Tegernsee, depressa começaram a reunir-se aqui os “comuns mortais” turistas em grande número no verão”. (texto retirado, traduzido e adaptado daqui

Actualmente o antigo Mosteiro e posterior palácio alberga uma cervejaria e a escola secundária local.

Tegernsee avistado do Tegernsee

A Praga do Rio Vltava

A capital da República Checa, Praga, é atravessada pelo mais extenso rio do país, o rio Vltava, conhecido em português como rio Moldava.

O rio flui por 435 km e possui uma base de drenagem de 28093 km². O rio nasce no sudoeste da Boémia de duas nascentes na floresta Boémia, a  Teplá Vltava e a Studená Vltava. Flui primeiro sudeste, e depois norte, através da Boémia, e desagua no rio Elba (um dos maiores rios da Europa Central com 1094km) em Mělník, 29 km a norte de Praga.

Praga - Rio Vltava e suas margens

A Ponte Carlos (Karlův most) é a mais emblemática da capital, a ligar as duas margens da cidade dividida pelo rio, ligando os quarteirões de Staré Město (cidade antiga) e de Malá Strana (lado menor).

É a ponte mais antiga da cidade, e foi construída no local onde havia antes a Ponte Judita, que foi danificada por uma inundação em 1342. Anteriormente conhecida como Ponte de Pedra ou da Cidade, desde 1870 é denominada de Ponte Carlos, pois foi fundada por Carlos IV no ano de 1357. A construção dizem ter sido iniciada pelo mestre Otto e terminada por Peter Parler em 1402. As duas extremidades da ponte são enriquecidas por torres (as Torres Malá Strana e Staré Město respectivamente). Entre 1683 e 1928 foram gradualmente colocadas 30 esculturas e grupos de esculturas de santos sobre os pilares da ponte (da autoria nomeadamente de artistas como J.Brokof e filhos, M.B. Braun, e Joseph e Emanuel Max). A maioria das estátuas foram posteriormente substituídas por réplicas, uma vez que as originais são feitas de arenito e por isso facilmente danificadas pela poluição.

Praga - grupo de Crucifixacao na Ponte Carlos

A ponte exclusivamente pedonal, tem 516 metros de comprimento, 10 metros de largura e é suportada por 16 pilares.

O portão de entrada para a Ponte Carlos na margem do rio da Cidade Velha, considerado o portão mais bonito da Europa gótica, foi uma obra-prima dos trabalhos de construção da corte, e foi concluído antes de 1380. É ricamente adornado com esculturas – brasões dos países pertencentes à Coroa Checa sob o reinado de Carlos IV, estátuas de São Vito, Carlos IV, Venceslau  IV, São Vojtech (Adalberto) e Sigmund.

Praga - torre e portao da Ponte Carlos do lado da cidade antiga

As Torres de Malá Strana são duas. A torre menor, românica, é uma relíquia da Ponte Judita, que foi construída no século XII. A maior, é 200 anos mais jovem (1464), com a sua arquitectura do Gótico tardio foi construída na segunda metade do século XV, por ordem de Jiří z Poděbrad e tomou o lugar de uma antiga torre romanesca.

Praga - torres de Malá Strana

Ao atravessar a ponte, pude gradualmente começar a apreciar mais de perto a paisagem e o que tinha para me oferecer o lado de Praga denominado de Malá Strana.

Praga - paisagem de Malá Strana

E porque não um passeio de barco pelo rio Vltava? São várias as propostas que pode encontrar aqui no Prague River Cruise. Talvez um passeio romântico para festejar hoje, o dia dos namorados de uma forma especial.

Na Normandia – Bayeux

Normandia - mapa com Praias da Invasao no dia D

Depois da Praia de Arromanches, o local visitado seguinte foi a cidade de Bayeux, onde se encontra o Museu Memorial da Batalha da Normandia.

Mas uma vez mais, Janeiro não é o mês ideal para visitar a Normandia, caso o motivo principal esteja relacionado com a Batalha da Normandia de 1944. Este museu também está fechado durante o mês de Janeiro e até 15 de Fevereiro de 2013.

“O Museu apresenta a história completa da Batalha da Normandia correspondente ao período de 7 de Junho e 29 de Agosto de 1944. Possui um espaço de exposição de 2000 m² e a projecção de um filme de arquivo com 25 minutos. Uma loja e uma sala de exposições temporárias completam a evocação deste período” (tradução livre do texto retirado daqui).

Assim o meu “marido repórter” teve que se cingir a vislumbrar o edifício do Museu apenas pelo seu exterior.

Bayeux - Museu Memorial da Batalha da Normandia

Pelo menos os tanques de guerra com os canhões, estavam expostos no jardim exterior…

Para saberem todos os pormenores sobre o dia D e a Batalha da Normandia, o site ideal a visitarem é o Normandie Mémoire.

D-day na Normandia – Arromanches les Bains

O meu marido realizou recentemente uma viagem a trabalho à Normandia. Na altura perguntou-me se havia algo que eu quisesse que ele me trouxesse de lá.

A resposta não foi nada difícil, e foi acompanhada pela entrega nas suas mãos da máquina fotográfica do nosso três palmos. Sim, porque eu ando sempre acompanhada pela minha máquina fotográfica para onde quer que vá, e seria impensável ficar sem ela durante 15 dias…

O que eu queria que ele me trouxesse, era a sua reportagem fotográfica e vivência dos locais que escolheria visitar durante o seu fim-de-semana na Normandia. Ele escolheu sobretudo áreas costeiras, praias ligadas à história que contribuiu para o fim da Segunda Guerra Mundial.

O fim-de-semana de Janeiro revelou-se bastante chuvoso e frio, mas isso não o demoveu de visitar os locais que pretendia.

Este é um mapa que ilustra invasão pelas tropas aliadas em várias frentes no dia D, dia 6 de Junho de 1944, da costa francesa da Normandia na posse das tropas alemãs.

Normandia - mapa com Praias da Invasao no dia D

O primeiro local visitado foi Arromanches, uma das praias centrais no dia D, integrada no sector atribuído aos XXX corpos britânicos, com o nome de código Gold.  “A leste de Arromanches, os penhascos dão lugar a uma baixa altitude litoral, pantanosa, e foi lá, na frente de Asnelles e Ver-sur-Mer, que o general Graham da 50ª divisão de infantaria (Northumbrian) liderou o assalto. Eles desembarcaram às 7h25, uma hora mais tarde do que os americanos, devido às diferenças locais em tempos de maré.” (texto traduzido e retirado daqui)

Normandia - Praia de Arromanches

Para não se diluírem na memória os eventos que ocorreram na Normandia em 1944, persistem junto à praia alguns canhões.

Normandia - Praia de Arromanches 2

E nas imediações da praia, construído com vista para onde um dos portos artificiais Mulberry foi erguido, e cujos seus restos podem ser vistos ainda hoje, a poucas centenas de metros da costa, encontra-se o Museu do Desembarque. Um museu que é justamente acerca do dia D, 6 de Junho de 1944. Inaugurado exactamente 10 anos depois dos eventos que aborda.

Normandia - Arromanches - Museu du Debarquement

Mas em Janeiro a visita a este museu não é possível, já que o mesmo se encontra fechado e só reabre em Fevereiro.

Assim teve que se limitar a observar e ler o que do exterior se podia vislumbrar.

Normandia - Arromanches - Museu du Debarquement - informacao exterior

Para saberem todos os pormenores sobre o dia D e a Batalha da Normandia, o site ideal a visitarem é o Normandie Mémoire.

Muito obrigada pelas fotografias e a “reportagem” da tua visita exploratória a Arromanches, meu querido economista ocasional.