Um dia no “Campo”

O segundo dia passado em Washington, foi sobretudo desfrutado fora da cidade…

A ideia começou no dia anterior, mas foi cerca das 4h da manhã, consequência uma vez mais dos efeitos do Jet Lag, e estarmos precocemente acordados, que a reserva foi feita, para visitar Mount Vernon no próprio dia, numa excursão de autocarro com partida às 11h de 420 L’Enfant Plaza SW, Washington, DC. A companhia que ofereceu o programa que procuravamos e com disponibilidade para o próprio dia foi a D.C. Trails.

Chegar à L’Enfant Plaza SW, não foi díficil, já que existe uma paragem da linha de metro com essa mesma designação.

A excursão oferecia a visita não apenas a Mount Vernon, destino principal pretendido, mas uma paragem intermédia para visitar a cidade histórica de Alexandria.

Outras excursões, ofereciam igualmente no pacote, a visita ao Cemitério Nacional de Arlington, mas confesso que não tinha um interesse particular em visita-lo, pelo que não fiquei  desapontada por aquela que marcamos não possuir.

Em Washington D.C, o condutor e guia turista, procurou conduzir o autocarro o mais lentamente possível, facultando o máximo de informações possível, sobre os locais e atracções turísticas por onde passavamos.

Saídos de Washington D.C., o autocarro conduziu-nos em direcção à cidade histórica de Alexandria, passando no percurso perto do Pentagono, por exemplo.

Na cidade de Alexandria paramos para uma curta visita à Igreja de Cristo, a Igreja que George Washington frequentava, enquanto viveu na cidade.

Igreja de Cristo - Alexandria

Historia da Igreja de Cristo

Depois da curta paragem na Igreja, regressamos ao autocarro, e demos algumas voltas pela cidade a uma incrível lenta velocidade, para melhor apreciarmos alguns edifícios que constituem o património histórico da cidade, incluindo aquela que é considerada a casa mais estreita e pequena dos EUA, uma escola para cães e a casa onde o General George Washington viveu na cidade (a casa branca com a decoração azul, vermelho e branco por baixo das janelas).

As casas históricas estão todas devidamente assinaladas na sua fachada com uma placa metálica em forma de uma elipse, e segundo o guia custam um absoluto balúrdio.

Alexandria

Depois de Alexandria ficar para trás, Mount Vernon começou a ficar cada vez mais perto até finalmente chegarmos ao destino.

Mount Vernon é uma extensa propriedade com plantação, localizada nas proximidades de Alexandria, no Estado da Virginia, junto ao Rio Potomac. Pertenceu ao Primeiro Presidente dos Estados Unidos, antes, durante e depois de o ter sido. Nela encontram-se vários edifícios, alguns que persistem desde o tempo em que George Washington lá viveu, como a mansão por exemplo, e outros bem mais recentes, e que tornam a visita ainda mais rica e agradável, destacando-se a este nível o Museu, a área de apoio, de restauração, e de lojas.

O bom estado de conservação actual deve-se ao empenho e dedicação da “Mount Vernon Ladies’ Association” (Associação das Damas de Mount Vernon), que se juntaram para impedir a deterioração da propriedade, reabrindo-a ao publico em 1860, depois de esta ter caído em declínio com após a morte de George Washington em 1799.

Mapa Mount Vernon

Após a paragem do autocarro nas imediações da propriedade, a primeira indicação de que estamos no local certo é a sinalectica informativa.

Mount Vernon_0002

Mais à frente é possivel adquirir os bilhetes para visitar a mansão num horário pré-determinado, mas no nosso caso os bilhetes faziam parte do pacote, pelo que foi só uma questão de os levantar na bilheteira (abaixo encontra-se o do meu “5 Palmos”, o único jovem do grupo).

Mount Vernon Ticket

E como não nos restava muito tempo para cumprirmos o horário no bilhete, convinha dirigirmo-nos para a mansão com diligência.

Mount Vernon_0010

No percurso, do lado esquerdo da mansão, encontra-se a Greenhouse, um dos maiores edifícos da propriedade, que servia para proteger não apenas as plantas, como uma estufa, mas também como residência dos escravos que trabalhavam na propriedade.

Mount Vernon_0013

Mas no interior da mansão, era expressamente proibido tirar fotografias, e eu cumpri as regras, pelo que não possuo nenhuma.

Assim as fotos que possuo são apenas do seu exterior, e neste caso, da fachada traseira da mansão.

Mount Vernon - Mansao

A paisagem que se pode avistar em frente à mesma, admito, essa realmente merece ser avistada todos os dias ao acordar e ao adormecer…

Vista sobre o Pontomac

Os estábulos remontam ao tempo do General G. W., e persistem pouco ou nada inalterados. Era aqui que ele guardava muitos dos seus cavalos e algumas carruagens, e escusado será dizer, que como General era um ótimo cavaleiro.

Mount Vernon - Estabulos

O Túmulo onde George Washington deixou escrito no seu testamento, que queria ser sepultado, e que foi construido posteriormente (mais de 30 anos depois da sua morte) segundo os seus planos, para esse efeito.

Mount Vernon - Tumulo de George Washington e esposa

A propriedade possui igualmente um Ancoradouro, utilizado actualmente, entre Abril e Outubro, pelos que fazem um cruzeiro pelo Rio Potomac e chegam por esta via para visitar Mount Vernon.

Mount Vernon - Ancoradouro

Mount Vernon - no Ancoradouro

A proximidade ao rio Potomac, era encarada pelo General George Washington, de forma positiva, por vários motivos, e não apenas paisagistas, afinal ele também gostava de pescar, era prático e tinha um espirito bastante empreendedor.

Mount Vernon - pescaria

E claro que não eram apenas “os recursos” do Rio, mas também os da Terra que eram extraidos da propriedade e alvo do espírito empreendedor de George Washington.

Perto do Ancoradouro, pode-se ver também o Pomar e o Viveiro de plantas da propriedade.

Mount Vernon - Pomar e Viveiro

Além da Agricultura, a  Pecuária, também era bem explorada na Propriedade, e por isso não faltavam nem faltam igualmente animais, como ovelhas por exemplo.

Mount Vernon - ovelhas

O Museu dedicado à vida e obra de George Washington, é uma magnífica lição histórica interactiva, que apreciei imenso visitar. Sem dúvida uma muito mais recente “aquisição” e mais valia para quem descobre Mount Vernon.

Mount Vernon -Museu 1

Mount Vernon -Museu 2

Mount Vernon -Museu 3

Depois da visita ao Museu, chegou finalmente à altura que o meu “5 Palmos” já pedia e ansiava fazia bastante tempo, almoçar.

E depois do almoço, pude deliciar-me um pouco na loja, descobrir que a porcelana que lá vendiam, inesperadamente era da Vista Alegre, e adquirir mais alguns enfeites para decorarem a minha árvore de Natal.

Mount Vernon - Loja

Mount Vernon - Loja 2

Depois da loja… e porque já estavamos em “cima da hora” combinada, era altura de regressar ao autocarro e fazer a viagem de regresso até Washington D.C.

Antuérpia, da Catedral ao Grote Markt

Uma das vantagens de viver na Alemanha, é esta fazer directamente fronteira com 9 países europeus.

Quando o destino inicial para as férias outonais foi Essen, a decisão seguinte que se colocou foi responder à questão: “e depois?”

Analisando o mapa da Europa centrado em Essen, com um raio de proximidade de cerca de 200km, várias opções foram consideradas, mas o país que saiu vencedor foi a Bélgica, e Antuérpia foi a cidade escolhida para o destino seguinte.

Curiosamente, ao pensar em Antuérpia, a primeira associação que me ocorre de imediato é “capital mundial dos diamantes”, mas durante a curta visita ao centro da cidade acabei por não visitar o 1 km² denominado  de Distrito dos Diamantes.

No centro de Antuérpia, depois de várias peripécias e desvios para encontrar alguns locais por motivos práticos, o tempo disponível reduziu-se substancialmente, ainda mais porque os dias no Outono são bem mais curtos.

No centro da cidade encontrei várias estátuas interessantes, mas admito que uma que achei bastante curiosa foi a do “deugniet” (menino travesso), localizada na Korte Gasthuisstraat, talvez por associar o espírito da mesma ao da famosa do Manneken Pis em Bruxelas. Ao lado da mesma encontra-se a letra de uma canção de John Lundström (cantor popular e violinista)

Antuerpia - estatua do deugniet

Os 123 m da torre da Catedral de Nossa Senhora serviram de principal ponto de orientação a seguir…

Antuerpia - aproximacao à Catedral

Na Groenplaats 21 encontra-se a imponente catedral, e a entrada principal fica em frente à Blauwmoezelstraat, numa pequena praça rodeada de edifícios com a traça característica da cidade e com lojas de alguns dos artigos mais típicos no país, os chocolates e a cerveja.

Antuerpia - em frente à Catedral

“A catedral foi construída entre 1352 e 1521 e é considerada um dos mais belos edifícios góticos da Europa. A igreja, que se tornou uma catedral em 1559 substituiu uma igreja românica construída no século XII. Os últimos vestígios dessa igreja foram demolidos em 1481.

O projeto total da catedral de Antuérpia é atribuída a Jean Appelmans, também conhecido como Jean Amel de Boulogne, mas a construção foi provavelmente dirigida por De Waghemakere. Uma estátua do século XIX, na base da torre sul  (a incompleta) comemora o arquiteto.

Antuerpia - entrada na Catedral

O coro e a nave foram construídos entre 1352 e 1411, enquanto a frente oeste foi construída mais tarde, entre 1422 e 1474.

Antuerpia - maquetes da construcao da Catedral

A última parte, a torre, foi concluída em 1518. Das duas torres planeadas, apenas a a norte foi terminada. A parte octogonal da torre, construída entre 1501 e 1507 foi projetada por Herman de Waghemakere.

Dentro da torre está um carrilhão com 47 sinos. A torre atual foi construída por Domien de Waghemakere, Antoon Keldermans II, e Rombout Keldermans entre 1508 e 1518.

A catedral foi a estrutura mais alta nos Países Baixos durante vários séculos. Mesmo actualmente os 123 metros de altura do pináculo elevam-se sobre a cidade. Parcialmente tal deve-se às restrições de altura em Antuérpia, e por esse motivo continua a ser o edifício mais alto da cidade. Como exemplo das aspirações de Antuérpia, na sua época de ouro, o Imperador Carlos V colocou a primeira pedra de uma extensão considerável, três vezes o tamanho da atual, o que tornaria o maior edifício do mundo. Danos causados ​​pela água resultante de um incêndio grave na nave, em 1533, que destruiu o tecto e os móveis gótico, impediu a construção deste protejo megalomaníaco.

No interior a ampla nave central é ladeada por três naves de cada lado, proporcionando de um enorme espaço interior, com 48 pilares em cada corredor. A catedral tem um comprimento de 117m.

Em 1566 e novamente em 1581, o interior da catedral foi seriamente danificado pelos calvinistas durante as fúrias iconoclastas. No século XVIII, os franceses ameaçaram demolir o edifício inteiro. Felizmente, o arquiteto da cidade conseguiu adiar esses planos. Durante a ocupação francesa, a maior parte do interior foi vendido pelos franceses.

Antuerpia - nave central da catedral

Apesar de toda a pilhagem, os grandes tesouros de arte sobreviveram. Os mais notáveis ​​são três grandes pinturas de Rubens: Descida da Cruz (1612), a elevação da Cruz (1610) e o Tríptico da Ressurreição  (1612).

Anturpia - exposicao REUNION na Catedral

Antuerpia - exposicao de Rubens na Catedral

Existem muitos mais objetos  notáveis no interior como altares, confessionários, estátuas e o púlpito.

Antuerpia - Altar Mor e crucifixo da Catedral

Antuerpia - Coro na Catedral

Antuerpia - capela de Nossa Senhora na Catedral

Antuerpia - capela lateral 2 na Catedral

Antuerpia - capela lateral norte na Catedral

Antuerpia - Altar lateral na Catedral

Antuerpia - Pulpito na Catedral

Antuerpia - sacristia da Catedral

A principal relíquia que sobreviveu a Idade Média é o túmulo de bronze de Isabel de Bourbon.

A Catedral também é adornada com 34 enormes vitrais.” (texto traduzido e adaptado livremente daqui)

Antuerpia - Vitrais na Catedral

Antuerpia - Vitrais no transepto e rosacea Catedral

Antuerpia - Vitrais na ala lateral sul na Catedral

Antuerpia - Vitrais na ala por tras do coro na Catedral

Eu admito que mais do que os altares, foram os coloridos vitrais o que mais despertou o meu interesse.

A cripta da Catedral, em contrapartida, sobressaindo as suas ruínas, admito que foi o que menos gostei.

antuerpia - cripta da Catedral

No site oficial da Catedral é possível aceder ao prospecto de visita à mesma, clicando aqui (em inglês).

Depois da visita à Catedral de Antuérpia fiquei rendida com a majestosa Grote Markt, pelos edifícios que a circundam, encabeçados pela Câmara Municipal da Cidade e pela estátua, em frente à mesma no centro da praça, da mão do gigante que é atirada no rio Escalda, alusiva ao mito de Brabo.

Antuerpia - Grote Markt

“A Câmara Municipal foi construída entre 1561 e 1565 sob a supervisão do mestre de obras Cornelis II Floris de Vriendt, com a colaboração do italiano Nicolo Scarini, entre outros. É em estilo renascentista flamengo-italiano, também conhecido como o estilo Floris, uma inovação notável na Holanda do século XVI que foi imitado em locais tão distantes como a Escandinávia”. (texto extraído e traduzido daqui, onde existe muito mais informação detalhada sobre a mesma).

Um edifício indiscutivelmente notável, que só consegui vislumbrar o seu exterior…

Em Valetta a Co-Catedral de S. João

Depois do Palácio dos Grão-Mestres, era inconcebível não visitar a Co-catedral de S. João, por isso foi mesmo nessa direcção que segui, e a distancia percorrida foi curta, como se pode depreender pelo mapa de Valetta, já apresentado no artigo anterior .

“Encomendada em 1572 pelo Grão-Mestre Jean de la Cassière como a igreja conventual da Ordem dos Cavaleiros Hospitalários de S. João, foi desenhada pelo célebre arquitecto militar maltês Gerolamo Cassar. A igreja é dedicada a São João Batista, o padroeiro da Ordem.

Os cavaleiros eram nobres das famílias mais importantes da Europa, e sua missão era proteger a fé católica dos ataques dos turcos otomanos. Depois de defender a pequena ilha de Malta dos otomanos, no Grande Cerco de 1565, eles tornaram Malta numa fortaleza como convinha a uma Ordem militar e construíram uma nova capital digna dos nobres. Em lugar de destaque no centro da nova cidade Valletta, foi reservado à sua Igreja.

A construção da igreja foi concluída em 1577. A fachada simples, ladeada por duas grandes torres sineiras, é austera e tem o carácter de uma fortaleza reflectindo o clima sóbrio da Ordem depois do Grande Cerco. A nave tem 53 metros de comprimento e 15 metros de largura, com capelas laterais de cada lado. Estas capelas foram atribuídas aos vários langues de acordo com a sua senioridade. Os langues franceses, italianos e aragoneses, sendo proeminentes, viram as suas capelas colocadas mais próximas do altar.

Como o alvorecer do século XVII inaugurou o novo estilo barroco, o Grão-Mestre Cotoner ordenou a redecoração do interior da Igreja.

Os cavaleiros estavam ansiosos por rivalizar com as grandes igrejas de Roma e o estilo flamejante e demonstrativo permitia-lhes tal. Eles doaram presentes de alto valor artístico e fizeram enormes contribuições para o enriquecer apenas com as melhores obras de arte de grandes artistas disponíveis na altura. O artista calabrês Mattia Preti, a quem foi encomendado o trabalho, transformou o interior em uma celebração da arte barroca. É o contraste entre a fachada simples e sóbria do edifício com o clima festivo do interior que torna a igreja um monumento único.

A 12 de julho de 1798, os Cavaleiros relutantemente cederam as ilhas ao general Napoleão Bonaparte e, ao fazê-lo, deixaram a sua igreja conventual. Foi nessa época que a igreja foi convertida numa Co-Catedral. Os franceses capitularam em 1800 e do governador britânico logo assumiu a ilha. Os mesmos privilégios de que gozavam os cavaleiros no poder foram reservados para o governador britânico e, um desses privilégios, era a igreja de S. João.

No século XIX, a capela do Langue francês foi o principal alvo do fanatismo Nazareno, um movimento que aspirava reformar a arte cristã e acabar com a memória da eflorescência barroca anterior. A igreja de São João foi confiada a Giuseppe Hyzler (1787-1858), o líder indiscutível local do movimento Nazareno. O seu zelo reformador foi imediatamente colocado sobre a Capela francesa, removendo o que pode ter sido o altar artisticamente mais interessante na igreja de S. João. Sob sua direção, até os monumentos sepulcrais na capela foram reformados e já algum dano tinha sido causado no monumento ao Grão-Mestre de Rohan quando um forte protesto no verão de 1840 levou as autoridades a interromperem o ataque.

Em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial, a  Co -Catedral de São João  sofreu danos graves, como resultado de um ataque de bombardeio sobre Valletta. Parte da Loggia na Rua dos Comerciantes sofreu mais já que a igreja escapou por pouco da aniquilação total.

Felizmente, os conteúdos de valor tinham sido transferidos atempadamente para outro lugar.

Desde 1974, o trono do Bispo ficou no lugar do que anteriormente era destinado aos Grandes Mestres e seus sucessores – os governadores britânicos – que já tinham também deixado Malta.” (texto retirado e traduzido daqui)

Se o exterior da co-catedral efectivamente não é particularmente deslumbrante, já o mesmo não se pode dizer do seu interior que me deixou completamente fascinada…

O planta seguinte, retirada de um folheto que é facultado à entrada da igreja aquando da aquisição dos bilhetes, elucida um pouco melhor como está ordenado o seu interior.

Malta - Co-catedral de S Joao - mapa folheto

Mas são mesmo as imagens seguintes que transmitem melhor o porquê de ter ficado tão fascinada após entrar e visitar o interior da igreja.

Corredor para a Sacristia

Malta - Co-catedral de S Joao - Corredor para a sacristia - Crucificacao

3 – SacristiaMalta - Co-catedral de S Joao - Sacristia

4 – Capela da Langue de Alemanha

Malta - Co-catedral de S Joao - Capela da Langue de Alemanha

6 – Capela da Langue de Itália

Malta - Co-catedral de S Joao - Capela da Langue de Itália

Malta - Co-catedral de S Joao - Capela da Langue de Itália 2

7- Capela da Langue de França

Malta - Co-catedral de S Joao - Capela da Langue de França

10 – Santuário e Nave CentralMalta - Co-catedral de S Joao - Nave central e altar mor

Pinturas da abobada da Nave central e chão de mármoreMalta - Co-catedral de S Joao - tecto e chao

O Púlpito

Malta - Co-catedral de S Joao - Pulpito

11 – Capela de Nossa Senhora de Philermos

Malta - Co-catedral de S Joao - Capela de Nossa Senhora de Philermos

12 – Capela da Langue de Auvergne

Malta - Co-catedral de S Joao - Capela da Langue de Auvergne

13 – Capela da Langue de Aragão, Catalunia e Navarra

Malta - Co-catedral de S Joao - Capela da Langue de Aragao Catalunia e Navarra

14 – Passagem para a Loja

Malta - Co-catedral de S Joao - Passagem para a Loja

15 – Capela da Langue de Castela, Leão e Portugal

Malta - Co-catedral de S Joao - Capela da Langue de Castela Leao e Portugal

Como não era permitido fotografar na área adjudicada ao Museu, não possuo fotos da mesma.

Termino assim este artigo apenas com duas imagens retiradas no acesso ao mesmo.

Malta - Co-catedral de S Joao - area de acesso ao Museu

E área exterior da co-catedral acessível à saída.

Malta - Co-catedral de S Joao - exterior saida

Espero que as imagens apresentadas ao longo do artigo sejam ilustrativas do motivo de ter ficado tão maravilhada com o interior da co-catedral. Este é um caso em que suponho as imagens valham mais que mil palavras.

No entanto, recomendo vivamente a quem tenha despertado o interesse de saber mais acerca desta co-catedral emblemática da cidade de Valleta, mas também da História de Malta e da Ordem dos Cavaleiros Hospitalários a visitar o site oficial da mesma.

Reencontro em Salzburgo

É incontável o numero de vezes que já visitei Salzburgo, pelos mais diversos motivos.

Recentemente regressei a Salzburgo, por um motivo muito especial. Os meus pais passaram alguns dias de férias em Viena, e propus-lhes viajarem um dia de comboio até Salzburgo, para reverem a cidade e nos podermos reencontrar também.

Os bilhetes para a viagem foram comprados antecipadamente no site da ÖBB, companhia ferroviária nacional austríaca, de forma bastante simples e expedita. Assim em poucos minutos ficaram com o bilhete em pdf nas suas mãos, e só tiveram que esperar pelo dia agendado para o usarem.

O comboio com partida às 08:36 da estação de comboios ocidental de Viena (WIEN WESTBAHNHOF) tinha hora prevista de chegada à estação central de Salzburgo (SALZBURG HBF) às 10:58. A viagem de regresso foi marcada com partida de Salzburgo às 19:02 e chegada  a Viena às 21:24. Viena e Salzburgo ficaram assim a cerca de 2h20 de distância.

Confesso, que apesar de partirem de um local mais distante que eu (que de Munique estava a cerca de 143 km de distancia), chegaram primeiro ao local de encontro definido, o Palácio e Jardins de Mirabell, o local perfeito, pois dista cerca de 930 m da estação central da cidade. Quando cheguei já tinham explorado bastante bem os jardins…

Salzburgo - Palácio e jardins de Mirabell

O dia presenteou-nos com sol e calor, pelo que a visita a Salzburgo foi ainda mais agradável.

O mapa detalhado com as principais atracções turísticas devidamente identificadas, pode ser encontrado no site oficial de Salzburgo, clicando aqui.

Um dos primeiros locais visitados depois dos sempre encantadores e deslumbrantes jardins de Mirabell, foi ditado pelo meu três palmos, que insistia que queria almoçar.

O Restaurante escolhido, ainda do lado da cidade nova, na Linzergasse 9, foi o Gabler Bräu, que se orgulha de existir desde 1429.

Com uma longa história de cerca de 584 anos, foi mencionado pela primeira vez como pousada em 1429, apesar de na altura com um outro nome “Pirprew”. Mudou várias vezes de proprietário até que em 1535 foi adquirido pela família Gabler, a Bräu (cerveja), de onde advém o nome Gabler Bräu. Em 1868 a cervejaria e pousada foi adquirida por Josef Mayr e em 16 de Julho 1868 Franz e Marie Mayr (pais do baixo-barítono de opera Richard Mayr) fizeram o contrato de aquisição e mantiveram-na na família até ter sido adquirida mais tarde pela Brau AG. Actualmente o edifício é propriedade da Immobilien Bauträger AG, que renovou todo o complexo nos anos de 2011/2012.

Salzburg - Gabler Bräu

Os pratos escolhidos, de uma ementa com pratos típicos regionais, revelaram-se bastante saborosos e genuínos. Recomendo sem dúvida alguma, este local para uma descontraída e deliciosa refeição na cidade, rodeada pela história que transpira pelas  paredes do edifício…

Depois de saciado do almoço, o meu três palmos estava em condições de explorar uma vez mais a cidade berço de Wolfang Amadeus Mozart.

Depois de atravessada uma das pontes sobre o rio Salzach (a Staatsbrücke, ponte do estado), chegamos ao centro histórico da cidade.

Salzburgo - Ponte do estado

Percorrer a Getreidegasse, a rua comercial pedonal mais famosa e típica da cidade, com os reclamos tradicionais metálicos a sobressaírem das fachadas das lojas, é algo quase obrigatório para um turista na cidade, e tem um atractivo extra principal, o facto de ser no numero 9 desta rua que se encontra a Casa de nascimento e Museu de W. A. Mozart. 

Salzburgo - Getreidegasse

Ao fim desta rua encontra-se a Igreja de São Brás, na Bürgerspitalgasse 2, e virando à esquerda, um pouco depois, pode-se vislumbrar a Praça Karajan com a Pferdeschwemme (local onde os cavalos se podiam lavar e refrescar depois do árduo trabalho), onde efectivamente sobressai a temática dos cavalos, quer nas pinturas quer na estátua no meio da fonte.

Salzburgo - Praca Karajan

Daí o percurso continuou para a Praça da Universidade (Universitätsplatz), onde se realiza em alguns dias da semana uma espécie de pequeno mercado de flores e outros artigos, em frente a Igreja Universitária.

Salzburgo - Igreja Universitária - exterior

Salzburgo - Igreja Universitária - interior

Alter Markt é considerado o centro do centro histórico da cidade. Aqui pode-se vislumbrar a fonte de S. Floriano, e a “residência” de algumas das lojas de marcas de maior prestigio internacional como a Hermès por exemplo.

Salzburgo - Alter Markt

É também aqui que se encontra um dos Cafés-Confeitarias Fürst, onde se podem adquirir as famosas Mozartkugel (esferas Mozart) originais de Salzburgo, típicos chocolates e conceituadas lembranças da cidade.

Salzburgo -Café confeitaria Fürst

A Praça da Residência com a sua fonte, fica logo a seguir, a anteceder a praça onde se encontra o ponto fulcral e central da diocese, a catedral da cidade.

Salzburgo - Praca da residencia

A Catedral de Salzburgo, Igreja dedicada a S. Ruperto de SalzburgoSt. Virgilio de Salzburgo, situada na Domplatz é outro dos marcos incontornáveis no centro da cidade.

Salzburgo - Catedral

Com tantos motivos de destaque, o interior da catedral merece, para ser apreciado devidamente, que se despenda bastante tempo a percorrer a nave central e laterais, o que desta ultima vez não aconteceu.

Salzburgo - Catedral - interior

Depois da Catedral, passando pela Kapitelplatz, em direcção ao funicular pelo qual é possível chegar à Fortaleza, é impossível não parar para apreciar a esfera dourada gigante, uma obra de arte de  Stephan Balkenhol.

Salzburgo - Kapitelplatz

Após uma breve passagem pelo cemitério compreendido no complexo de S Pedro, no qual parece sempre um pouco mórbido tirar fotografias, o percurso continuou até ao ponto de partida do funicular que nos levaria à fortaleza Hohensalzburg.

Salzburgo - planta do complexo de S Pedro

A fortaleza indiscutivelmente tem diversos focos de interesse para visitar (como o Museu de Marionetas, o Museu da Fortaleza ou os aposentos da regência, por exemplo), mas a possibilidade de apreciar a cidade de um local sobranceiro como o que esta proporciona, coloca a sua visita no topo de qualquer lista dos locais a visitar em Salzburgo.

Salzburgo - avistado da Fortaleza Hohensalzburg

Depois de devidamente explorado tudo o que a Fortaleza poderia oferecer, e de descer usando uma vez mais o funicular, eis chegada a altura de começar a fazer o percurso de regresso e de despedida do centro histórico da cidade, mas continuando a usufruir do que a cidade tem para oferecer.

Pelas ruas Judengasse e Goldgasse, encontram-se sobretudo as lojas onde é Páscoa e Natal durante todo o ano. Lá é sempre difícil resistir à tentação de não adquirir pelo menos um ovo incrivelmente e magistralmente decorado, e leva-lo para casa, o problema é perante uma gama tão vasta, escolher o que se gosta mais.

Salzburg - Páscoa e Natal o ano todo

Esta visita a Salzburgo, acabou sensivelmente no mesmo local que começou, nos jardins de Mirabell, depois de atravessar a ponte Makartsteg, apreciar o Hotel Sacher Salzburg, de um lado e  o centro histórico da cidade do outro.

Salzburgo - na despedida

Outros locais no centro histórico da cidade ficaram por rever, o que não foi grave, pois Salzburgo é uma cidade à qual dá sempre vontade voltar.

Mosteiro da Batalha

Depois de acordar na Batalha e de um pequeno-almoço relaxado, não poderia de forma alguma perder a oportunidade de revisitar o Mosteiro de Santa Maria da Vitória, mais conhecido por Mosteiro da Batalha e principal ex-libris da cidade.

Este Mosteiro está inscrito desde 1983 na lista Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, sendo uma das 14 propriedades portuguesas que integram esta lista mundial. 

Batalha - Mosteiro da Batalha exterior

Dois placares metálicos no interior da igreja do mosteiro, informam de imediato acerca do horário de abertura, mapa do complexo do edifício definindo as áreas de visita gratuita e paga, bem como fases da sua construção. Paralelamente é fornecido um pequeno resumo histórico que inclui as motivações ligadas à edificação de tão relevante monumento nacional.

Batalha - Mosteiro da Batalha - mapa e informacoes

„O Mosteiro foi fundado por D. João I (1385-1433), em 1386, em agradecimento à Virgem pela vitória na Batalha de Aljubarrota (1385). Atribuído à ordem Dominicana, assumiu-se como símbolo da independência portuguesa legitimando a dinastia de Avis, finda a crise de sucessão ao trono desencadeada pela morte do rei D. Fernando (1383) e pela integração de Portugal nos domínios de Castela. O projecto, de dimensão pouco habitual na arquitectura portuguesa medieval, e de Afonso Domingues (1386-1402). Após a sua morte, sucederam-lhe Huguet (1402-1438) e Martim Vasques (1438-1448).“

Depois de passar pela porta principal de acesso à igreja do Mosteiro, uma das primeiras paragens é no túmulo do arquitecto Mateus Fernandes que se encontra de imediato no chão ao início da nave central.

Batalha - Mosteiro da Batalha - Tumulo de Mateus Fernandes

A visita à igreja foi bastante constrangida, pois aquando da minha visita à mesma decorria  a celebração de uma missa de comunhão de membros da comunidade, pelo que se exigia respeito, silencio e repouso. Ainda assim ainda consegui apreciar um pouco do seu impressionante interior.

Batalha - Mosteiro da Batalha - Igreja durante a celebracao da comunhao

À entrada do lado direito, a ladear a entrada para a capela do fundador encontram-se outros dois túmulos dignos de referencia.

Batalha - Mosteiro da Batalha - Tumulo de Martim Goncalves de Macada

Batalha - Mosteiro da Batalha - Tumulo de Diogo Goncalves TravassosA capela do Fundador encontrava-se fechada e só foi possível visita-la após o termino da missa.

„Construída no segundo quartel do século XV para panteão de D. João I e da Dinastia de Avis, foi projectada pelo arquitecto Huguet. A cobertura piramidal original ruiu com o terramoto de 1755.“

Batalha - Mosteiro da Batalha - Capela do Fundador

À volta do túmulo conjugal, encastrados na parede, do lado sul encontram-se os túmulos dos seus filhos.

Batalha - Mosteiro da Batalha - Capela do Fundador - tumulos dos filhos de D Joao I

Na parede do lado poente encontram-se os túmulos dos reis D. Afonso V e D. João II, e do filho deste, o infante D. Afonso.

Batalha - Mosteiro da Batalha - Capela do Fundador - tumulos lado poente

Também depois de terminada a missa pude explorar as capelas colaterais à capela Mor.

Batalha - Mosteiro da Batalha - capelas colaterais à capela Mor da Igreja

Bem como ver de perto a cruz e os vitrais da Capela Mor.

Batalha - Mosteiro da Batalha - a igreja a partir da capela Mor

Como visitei o Mosteiro a um domingo, fui surpreendida quando quis adquirir os bilhetes para visitar as áreas do mosteiro cujo acesso é pago, pois os mesmos foram gratuitos.

Já que a visita às áreas pagas do mosteiro foi feita enquanto ainda decorria a missa, o acesso às mesma foi feito por uma porta lateral exterior à igreja.

Deparei-me de imediato pelo Claustro Real com um jardim central já bastante verdejante.

Batalha - Mosteiro da Batalha - Claustro Real

Fonte do Claustro Real ou “Lavatório dos frades”.

Batalha - Mosteiro da Batalha - Claustro Real - Fonte

Perto desta fonte encontra-se o acesso ao antigo refeitório, actual Museu de Oferendas ao Soldado Desconhecido.

Batalha - Mosteiro da Batalha - Museu de Oferendas ao Soldado Desconhecido

Placares elucidativos, enunciando algumas das personalidades mais consagradas e emblemáticas a nível militar.

Batalha - Mosteiro da Batalha - Museu de Oferendas ao Soldado Desconhecido - placares

Diversas condecorações entre as quais algumas alemãs.

Batalha - Mosteiro da Batalha - Museu de Oferendas ao Soldado Desconhecido - insignias

Entre as arcadas que rodeiam o jardim do Claustro real encontra-se a exposição Jardins de Pedra,  obra de Mário Lopes.

Batalha - Mosteiro da Batalha - Exposicao Jardins de Pedra

A nascente do Claustro Real encontra-se a Sala do Capítulo.

„Concebida por Afonso Domingues, primeiro arquitecto do Mosteiro da batalha, foi concluída por Huguet, entre 1402 e 1438. A construção de uma abobada desta dimensão sem suporte central constituiu um impressionante desafio técnico. A arte requintada de Huguet – representativa do gótico flamejante – testemunha a sua origem catalã  O vitral é datado de 1514 e constitui um grande tríptico dedicado à paixão de Cristo.“

Batalha - Mosteiro da Batalha - Sala do capítulo

Saindo da área do Claustro real, visitei em seguida o Claustro de D. Afonso V.

„Construído durante o reinado de D Afonso V (r. 1438-1481), período em que o arquitecto Fernão de Évora dirigiu as obras do mosteiro (1448-1477). A sua linguagem simples representativa do gótico austero do sul mediterrânico, revela também uma nova vivência da fé cristã.“

Batalha - Mosteiro da Batalha - Claustro de D Afonso V

No corredor do primeiro andar que rodeia este Claustro, encontra-se exposta a antiga máquina do relógio da torre.

Batalha - Mosteiro da Batalha - maquina do relogio da Torre

Alguns pormenores que se podem avistar dos corredores exteriores deste claustro.

Batalha - Mosteiro da Batalha - pormenores avistados do Claustro de D Afonso V

Com acesso pelo exterior do Mosteiro, acede-se lateralmente às Capelas Imperfeitas.

„Mandadas construir por D. Duarte (r. 1433-1438) para seu panteao, foram concebidas por Huguet, continuadas por Mateus Fernandes, a quem se deve o monumental portal de entrada (1509), e por João de Castilho a partir de 1528. O balcão do piso superior, já renascentista (1533), atribuído a Miguel de Arruda, representa a ultima tentativa de D. João III (r. 1521-1557) em concluir as capelas antes do encerramento definitivo da obra.“

Batalha - Mosteiro da Batalha - Capelas imperfeitas - planta de localizacao

Batalha - Mosteiro da Batalha - Capelas imperfeitas

É nestas capelas imperfeitas que apesar de sem cobertura central, se encontram os túmulos do Rei D Duarte, da Rainha D. Leonor de Aragão  do infante D. João filho primogénito de D Afonso V.Batalha - Mosteiro da Batalha - Capelas imperfeitas - Tumulos

Regressando ao interior do mosteiro, o ultimo local visitado foi o dormitório onde se encontra documentação e peças originais do mosteiro.

Batalha - Mosteiro da Batalha - Dormitório

Termino com este artigo com uma imagem do Mosteiro já à distância no momento de despedida da Batalha.

Batalha na despedida

Há mesmo muitas…

Em Regensburg existem realmente bastantes igrejas no centro da cidade, pelo que é impossível para mim não me repetir ao reafirma-lo.

Este artigo pretende apenas apresentar mais algumas dessas igrejas.

A Nova Igreja Paroquial (Neupfarrkirche)  é uma igreja evangélica localizada na praça denominada de Neupfarrplatz. A sua construção foi iniciada após a destruição do bairro judeu num pogrom no ano de 1519.

Regensburg - Nova Igreja Paroquial - Neupfarrkirche

Esta igreja protestante luterana é a mais antiga igreja da reforma protestante em Regensburg. Não só é a igreja original da congregação protestante, como também é considerada como o ponto de partida para a propagação da fé protestante do norte para os países do Sudeste da Europa e dos Balcãs.

O Conselho da cidade de Regensburg em 1542 introduziu formalmente a Reforma na cidade e apenas os serviços da igreja protestante Neupfarrkirche ficou inicialmente disponível. Mais tarde outras duas igrejas ficaram disponíveis para os servicos protestantes, mas com a indisponibilidade posterior de uma delas, em 1628 havia uma clara uma falta de espaço adjudicado à comunidade protestante, o que abriu espaço para a existencia de uma nova igreja. A decisão de construir essa nova igreja, tinha sido feita já em Fevereiro de 1627 pelo Conselho da Cidade.

O mestre de Nuremberga, Johann Carl (1587-1665) foi contratado para projectar o novo edifício da igreja, apesar de nao ter experiencia como construtor e engenheiro de igrejas. Ele elaborou dois projectos:  o primeiro, de uma igreja salão com três naves na tradição do gótico tardio, e outro de um edifício salão sem colunas. Este ultimo foi apresentado  ao Conselho da cidade e finalmente realizado, com algumas modificações.

A pedra fundamental foi lançada  a 4 de Julho de 1627 e a Igreja foi inaugurada a 5 de Dezembro de 1631, sem a torre sul concluída, mas que devido ao caos da guerra religiosa, permanece inacabada até ao presente. O mesmo se aplica aos esplêndidos portais que foram previstos, mas que também permanecem inacabados.

A igreja da Santissima Trindade (Dreienigkeitskirche), na Am Ölberg 1, tornou-se assim a primeira igreja originalmente protestante no sul da Alemanha e reflecte na sua arquitectura a reforma da igreja e a compreensão da comunidade. E uma vez que não foram feitas alterações nos séculos seguintes, manteve a sua unidade e originalidade.  

Regensburg - Igreja da Santissima Trindade - Dreieinigkeitskirche

Regensburg - Igreja da Santissima Trindade - Dreieinigkeitskirche - interior

No Alter Kornmarkt 7, encontra-se o Mosteiro e Igreja Carmelita de S. José (Karmelitenkloster Sankt Joseph), erguidos no século XVII (os alicerces foram lançados a 12 de Outubro 1641 aquando da estadia do imperador Fernando III, mas por dificuldades financeiras a igreja só foi concluída e consagrada em 1672).

A presença das Carmelitas em Regensburg remonta ao século XII, onde permaneceram durante cerca de 80 anos, em que um novo convento foi construído em Straubing e estas terem-se mudado para lá. Foram necessários 300 anos depois para o imperador Ferdinando II nomear as Carmelitas descalças para Regensburg, e estas regressarem à cidade.

Regensburg - Igreja das Carmelitas

A Igreja dominicana de Regensburg

A Sudeste da Bismarckplatz em Regensburg encontra-se o Mosteiro e a Igreja Dominicana, do inicio do estilo gótico (século XIII), no estilo ascético das ordens mendicantes, com um interior bem proporcionado.

Regensburg - Igreja Dominicana de St Blasius

O Mosteiro Dominicano, ou Priorado Dominicano em Regensburg é uma das mais antigas construções góticas da Alemanha. Um dos seus priores foi São Albertus Magnus, que foi um bem conceituado erudito da Europa. O priorado foi fundado no século XIII, juntamente com a sua igreja gótica de St. Blasius. Esta última possui muito mobiliário gótico que merece ser visto, e um portal com uma estátua de seu patrono.

– Nave central da Igreja e altar-mor com o seu retábulo em destaque

Regensburg - Igreja Dominicana de St Blasius - nave central e altar mor

– Púlpito

Regensburg - Igreja Dominicana de St Blasius - Pulpito– Um dos altares laterais

Regensburg - Igreja Dominicana de St Blasius - altar lateral

– Epitáfios e brasões

Regensburg - Igreja Dominicana de St Blasius - epitáfios e brasoes

– Retaguarda com o órgão em evidencia

Regensburg - Igreja Dominicana de St Blasius - retaguarda com o orgao

Esta igreja dominicana alem de ser das mais antigas da Ordem na Alemanha, é considerada uma das suas maiores e mais belas igrejas e também um dos edifícios de fundação da arquitectura gótica no sul da Alemanha.  Nesta igreja são de especial importância os murais e túmulos de várias épocas e uma virgem gótica da Misericórdia.