Um dia no “Campo”

O segundo dia passado em Washington, foi sobretudo desfrutado fora da cidade…

A ideia começou no dia anterior, mas foi cerca das 4h da manhã, consequência uma vez mais dos efeitos do Jet Lag, e estarmos precocemente acordados, que a reserva foi feita, para visitar Mount Vernon no próprio dia, numa excursão de autocarro com partida às 11h de 420 L’Enfant Plaza SW, Washington, DC. A companhia que ofereceu o programa que procuravamos e com disponibilidade para o próprio dia foi a D.C. Trails.

Chegar à L’Enfant Plaza SW, não foi díficil, já que existe uma paragem da linha de metro com essa mesma designação.

A excursão oferecia a visita não apenas a Mount Vernon, destino principal pretendido, mas uma paragem intermédia para visitar a cidade histórica de Alexandria.

Outras excursões, ofereciam igualmente no pacote, a visita ao Cemitério Nacional de Arlington, mas confesso que não tinha um interesse particular em visita-lo, pelo que não fiquei  desapontada por aquela que marcamos não possuir.

Em Washington D.C, o condutor e guia turista, procurou conduzir o autocarro o mais lentamente possível, facultando o máximo de informações possível, sobre os locais e atracções turísticas por onde passavamos.

Saídos de Washington D.C., o autocarro conduziu-nos em direcção à cidade histórica de Alexandria, passando no percurso perto do Pentagono, por exemplo.

Na cidade de Alexandria paramos para uma curta visita à Igreja de Cristo, a Igreja que George Washington frequentava, enquanto viveu na cidade.

Igreja de Cristo - Alexandria

Historia da Igreja de Cristo

Depois da curta paragem na Igreja, regressamos ao autocarro, e demos algumas voltas pela cidade a uma incrível lenta velocidade, para melhor apreciarmos alguns edifícios que constituem o património histórico da cidade, incluindo aquela que é considerada a casa mais estreita e pequena dos EUA, uma escola para cães e a casa onde o General George Washington viveu na cidade (a casa branca com a decoração azul, vermelho e branco por baixo das janelas).

As casas históricas estão todas devidamente assinaladas na sua fachada com uma placa metálica em forma de uma elipse, e segundo o guia custam um absoluto balúrdio.

Alexandria

Depois de Alexandria ficar para trás, Mount Vernon começou a ficar cada vez mais perto até finalmente chegarmos ao destino.

Mount Vernon é uma extensa propriedade com plantação, localizada nas proximidades de Alexandria, no Estado da Virginia, junto ao Rio Potomac. Pertenceu ao Primeiro Presidente dos Estados Unidos, antes, durante e depois de o ter sido. Nela encontram-se vários edifícios, alguns que persistem desde o tempo em que George Washington lá viveu, como a mansão por exemplo, e outros bem mais recentes, e que tornam a visita ainda mais rica e agradável, destacando-se a este nível o Museu, a área de apoio, de restauração, e de lojas.

O bom estado de conservação actual deve-se ao empenho e dedicação da “Mount Vernon Ladies’ Association” (Associação das Damas de Mount Vernon), que se juntaram para impedir a deterioração da propriedade, reabrindo-a ao publico em 1860, depois de esta ter caído em declínio com após a morte de George Washington em 1799.

Mapa Mount Vernon

Após a paragem do autocarro nas imediações da propriedade, a primeira indicação de que estamos no local certo é a sinalectica informativa.

Mount Vernon_0002

Mais à frente é possivel adquirir os bilhetes para visitar a mansão num horário pré-determinado, mas no nosso caso os bilhetes faziam parte do pacote, pelo que foi só uma questão de os levantar na bilheteira (abaixo encontra-se o do meu “5 Palmos”, o único jovem do grupo).

Mount Vernon Ticket

E como não nos restava muito tempo para cumprirmos o horário no bilhete, convinha dirigirmo-nos para a mansão com diligência.

Mount Vernon_0010

No percurso, do lado esquerdo da mansão, encontra-se a Greenhouse, um dos maiores edifícos da propriedade, que servia para proteger não apenas as plantas, como uma estufa, mas também como residência dos escravos que trabalhavam na propriedade.

Mount Vernon_0013

Mas no interior da mansão, era expressamente proibido tirar fotografias, e eu cumpri as regras, pelo que não possuo nenhuma.

Assim as fotos que possuo são apenas do seu exterior, e neste caso, da fachada traseira da mansão.

Mount Vernon - Mansao

A paisagem que se pode avistar em frente à mesma, admito, essa realmente merece ser avistada todos os dias ao acordar e ao adormecer…

Vista sobre o Pontomac

Os estábulos remontam ao tempo do General G. W., e persistem pouco ou nada inalterados. Era aqui que ele guardava muitos dos seus cavalos e algumas carruagens, e escusado será dizer, que como General era um ótimo cavaleiro.

Mount Vernon - Estabulos

O Túmulo onde George Washington deixou escrito no seu testamento, que queria ser sepultado, e que foi construido posteriormente (mais de 30 anos depois da sua morte) segundo os seus planos, para esse efeito.

Mount Vernon - Tumulo de George Washington e esposa

A propriedade possui igualmente um Ancoradouro, utilizado actualmente, entre Abril e Outubro, pelos que fazem um cruzeiro pelo Rio Potomac e chegam por esta via para visitar Mount Vernon.

Mount Vernon - Ancoradouro

Mount Vernon - no Ancoradouro

A proximidade ao rio Potomac, era encarada pelo General George Washington, de forma positiva, por vários motivos, e não apenas paisagistas, afinal ele também gostava de pescar, era prático e tinha um espirito bastante empreendedor.

Mount Vernon - pescaria

E claro que não eram apenas “os recursos” do Rio, mas também os da Terra que eram extraidos da propriedade e alvo do espírito empreendedor de George Washington.

Perto do Ancoradouro, pode-se ver também o Pomar e o Viveiro de plantas da propriedade.

Mount Vernon - Pomar e Viveiro

Além da Agricultura, a  Pecuária, também era bem explorada na Propriedade, e por isso não faltavam nem faltam igualmente animais, como ovelhas por exemplo.

Mount Vernon - ovelhas

O Museu dedicado à vida e obra de George Washington, é uma magnífica lição histórica interactiva, que apreciei imenso visitar. Sem dúvida uma muito mais recente “aquisição” e mais valia para quem descobre Mount Vernon.

Mount Vernon -Museu 1

Mount Vernon -Museu 2

Mount Vernon -Museu 3

Depois da visita ao Museu, chegou finalmente à altura que o meu “5 Palmos” já pedia e ansiava fazia bastante tempo, almoçar.

E depois do almoço, pude deliciar-me um pouco na loja, descobrir que a porcelana que lá vendiam, inesperadamente era da Vista Alegre, e adquirir mais alguns enfeites para decorarem a minha árvore de Natal.

Mount Vernon - Loja

Mount Vernon - Loja 2

Depois da loja… e porque já estavamos em “cima da hora” combinada, era altura de regressar ao autocarro e fazer a viagem de regresso até Washington D.C.

Primeiro dia em Washington D.C.

O primeiro dia em Washington, começou cedo por efeitos de “jet lag”. O dia estava solarengo, e bastante primaveril com temperaturas bastante convidativas para passear pela cidade.

Washington DC

Com um mapa de Washington D.C. nas mãos (obtido na recepção do hotel), era chegada a altura de decidir qual o caminho a seguir e que local visitar primeiro.

washington-dc-capitol-hill-map

Atendendo a que o ponto de partida era Foggy Bottom, e que estava tudo por visitar, o percurso a seguir, que parecia fazer mais sentido, era continuar pela 23ª Rua até ao Lincoln Memorial (extremidade esquerda do mapa anterior).

No percurso ainda haviam vestígios da sinalização existente relativa ao dia de Inauguração do 58º Presidente, afinal todos os que quiseram assistir eram convidados fazê-lo, deslocando-se a pé.

sinalectica dia inauguracao

E também se passa pelo edifício do Instituto da Paz dos Estados Unidos.

Instituto de Paz dos Estados Unidos

Mas efectivamente era o “Lincoln Memorial” que merecia especial atenção de todos os turistas nas imediações.

Lincoln Memorial

E se era a monumental estátua de Abraham Lincoln no centro interior do memorial, que inspirava respeito e todos queriam ver e visitar, eram os discursos gravados nas paredes que lhe davam maior significado e importância por tudo o que representavam.

Discursos Lincoln

 Depois do Memorial de Abraham Lincoln ter ficado para trás, o Espelho de Água em frente ao Memorial, e o Monumento de Washington, um obelisco de enormes proporções, são impossíveis de ignorar.

O Espelho de Água foi apreciado e percorrido pelo seu lado Norte pelo que  só avistei à distância o Memorial dos Veteranos da Guerra da Coreia, com os seus soldados a lembrarem os típicos exércitos em terracotta, assim como o Distrito de Columbia War Memorial (com a forma de um Monóptero), que homenageia os cidadãos do Distrito de Colúmbia que serviram na Primeira Guerra Mundial.

Espelho de Agua em Frente ao Memorial de Lincoln

A colmatar na extremidade do Espelho de Agua, encontra-se o impressionante Memorial da Segunda Guerra Mundial.

Memorial da II Guerra Mundial

Depois de deambular um pouco pelo Memorial, a vontade de ingerir algo, de preferência sentada e num ambiente confortavel e acolhedor, fez-me desviar do “National Mall”, onde tirando as tradicionais carrinhas ambulantes de “Fast Food”, não existem cafés, restaurantes e afins nas imediações,  e subir a 17ª Rua NW, em busca de um local aprazível que preenchesse os requisitos pretendidos.

Mas a 17ª Rua NW, também não é uma rua qualquer, e são vários os edifíicios que lá se encontram dignos de referência. Como por exemplo o edifício principal da Organização dos Estados Unidos, o Memorial Continental Hall – Edificio principal da DAR (Daughters of the American Revolution), o edifício da American National Red Cross, ou o edifício do Corcoran School of the Arts & Design, e o majestoso Eisenhower Executive Office Building.

Na Rua 17 NW

Convém referir que o majestoso edifício Eisenhower fica ao lado do “West Wing da White House” e em frente  à Galeria Renwick, ou seja, está muito bem acompanhado e localizado.

Dwight D Eisenhower Executive Office Building - sinalectica

E como gosto de arte contemporânea, a Galeria Renwick, foi um dos museus que não perdi a oportunidade de visitar.

Renwick Gallery

Foram várias as peças expostas que apreciei bastante, eis apenas algumas delas:

Renwick Gallery - exposicao

Claro que depois de sair da Galeria, queria apreciar a “White House” o melhor possivel, atendendo ao que o extenso perímetro de segurança permitia. Mas foram as estatuas da Praça Lafayette  (norte da White House) que eu pude realmente ver de perto.

Praça Lafayette e White House

E se a White House era o local que todos queriam fotografar entre o gradeamento na Praça, uns metros mais à frente, e depois de passar na Avenida de Pensilvania, em frente aos edifícios do Tribunal Federal das Reclamações dos EUA, do PNC Bank – Bank of América, e do Tesouro dos EUA, na esquina entre a Rua 15ª NW e a Avenida de Nova York NW era certamente onde iriam a seguir, já que é onde se encontra a loja de souvenirs da Casa Branca.

Na Avenida de Pensilvania NW

E na montra da loja de souvenirs, não faltam artigos, alguns bastante peculiares até (como uma espécie de tarteira em vidro cuja cobertura parece a cupola do Capitólio). No interior a quantidade e diversidade de artigos é realmente enorme, e existe para todos os gostos e “preferências politicas” devo acrescentar. Não faltam as cores da Bandeira dos EUA, nem obviamente artigos com o popular slogan “Make America great Again”…

Loja de souvernirs da Casa Branca

(Não resisti a adquirir aqui duas decorações para a minha árvore de Natal, confesso: uma bola e uma decoração metálica alusiva ao Festival das flores de cerejeira.)

Descendo pelo passeio da Rua 15ª NW, pelo lado da loja, umas placas metálicas circulares no chão despertaram a minha atenção e interesse. Tratava-se afinal de um monumento denominado de “The Extra Mile” que pretendia homenagear desta forma pessoas ilustres em diversas áreas.

The extra Mile

O percurso continuou, o que me permitiu posteriormente, virando para a Rua E NW (perpendicular à 15ª), apreciar de novo a Casa Branca, mas agora a sua fachada Sul com os jardins.

Casa Branca - lado Sul

Depois da Casa Branca ter ficado para trás, era chegada a altura de regressar ao National Mall, e apreciar de perto o Obelisco conhecido como Monumento de Washington. Até à Primavera de 2019, não é possível visitar o interior do Monumento pois este encontra-se em obras de reparação e substituição do elevador, ainda por consequência do tremor-de-terra que afectou o estado da Virgínia em 2011.

Monumento de Washington

Deste “ponto central” no National Mall foi interessante vislumbrar os monumentos uma vez mais, que culminam na extremidade Oeste no Lincoln Memorial, e  na extremidade Este no imponente edifício do Capitólio. Foi curioso igualmente presenciar a quantidade de carrinhas de Fast Food que se alinhavam em frente, na rua mais próxima.

 Vistas a partir do Monumento de Washington

Depois de passar por este corredor de carrinhas de Fast Food, e nada imbuida do espírito tipicamente americano, de saciar a fome desta forma, continuei em direcção a um edifício que até então não sabia de que se tratava. Mas lá que tinha um design muito sui generis e um estilo que contrastava com todos os outros que ficavam em “Downtown” isso era inegável. Tratava-se afinal do Museu Nacional da História e Cultura Afro-Americana. Um Museu inaugurado em Outubro de 2016, pelo então Presidente Barack Obama.

Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana

Apesar de todos os Museus em Washington D.C. terem entrada gratuita (excepto três), existe um “catch” para visitar este. Ou seja, não é possível simplesmente chegar ao Museu, entrar e visitá-lo, é necessário possuir previamente bilhetes para esse efeito, e isso é obtido através do site do Museu aqui.

Como não tinha um interesse especial em visita-lo, não fiquei particularmente aborrecida ou transtornada com esse inconveniente.

Assim, a visita à cidade continuou passeando pela frente de vários outros museus que pertencem ao Instituto Smithsonian.

Mapa dos Museus do Instituto Smithsonian

Mas foram os Arquivos Nacionais dos Estados Unidos da América que me despertaram maior interesse em visitar, e por um motivo muito simples, era aqui que se podiam ver os documentos de Fundação dos Estados Unidos: A Declaração de Independência, a Constituição e a Declaração dos Direitos dos Estados Unidos.

Arquivos Nacionais dos Estado Unidos da América

O dia entretanto em termos atmosféricos deteriou-se consideravelmente, e começou a ficar cinzento, e a chover, tornando-se nada convidativo a continuar a explorar a cidade. Assim decidi regressar, mais cedo que o previsto, ao hotel e recuperar um pouco dos efeitos do jet lag que persistiam.

O que este primeiro dia em Washington me deixou completamente convencida, é o quanto “Downtown” se encontra “apinhada” de Edificios, Memoriais e monumentos  emblemáticos e de extrema importância para os EUA, por metro quadrado, sejam eles históricos, governamentais, museus, ou sede de organizações com reconhecida relevância a nivel mundial.

Isso, e o quanto é dificil encontrar lojas, cafés, restaurantes, ou algo do género, nas imediações da área do “National Mall“. (O pequeno-almoço foi tomado perto da Casa Branca, num Cosi, e o Almoço no Carmine’s)

Antuérpia, da Catedral ao Grote Markt

Uma das vantagens de viver na Alemanha, é esta fazer directamente fronteira com 9 países europeus.

Quando o destino inicial para as férias outonais foi Essen, a decisão seguinte que se colocou foi responder à questão: “e depois?”

Analisando o mapa da Europa centrado em Essen, com um raio de proximidade de cerca de 200km, várias opções foram consideradas, mas o país que saiu vencedor foi a Bélgica, e Antuérpia foi a cidade escolhida para o destino seguinte.

Curiosamente, ao pensar em Antuérpia, a primeira associação que me ocorre de imediato é “capital mundial dos diamantes”, mas durante a curta visita ao centro da cidade acabei por não visitar o 1 km² denominado  de Distrito dos Diamantes.

No centro de Antuérpia, depois de várias peripécias e desvios para encontrar alguns locais por motivos práticos, o tempo disponível reduziu-se substancialmente, ainda mais porque os dias no Outono são bem mais curtos.

No centro da cidade encontrei várias estátuas interessantes, mas admito que uma que achei bastante curiosa foi a do “deugniet” (menino travesso), localizada na Korte Gasthuisstraat, talvez por associar o espírito da mesma ao da famosa do Manneken Pis em Bruxelas. Ao lado da mesma encontra-se a letra de uma canção de John Lundström (cantor popular e violinista)

Antuerpia - estatua do deugniet

Os 123 m da torre da Catedral de Nossa Senhora serviram de principal ponto de orientação a seguir…

Antuerpia - aproximacao à Catedral

Na Groenplaats 21 encontra-se a imponente catedral, e a entrada principal fica em frente à Blauwmoezelstraat, numa pequena praça rodeada de edifícios com a traça característica da cidade e com lojas de alguns dos artigos mais típicos no país, os chocolates e a cerveja.

Antuerpia - em frente à Catedral

“A catedral foi construída entre 1352 e 1521 e é considerada um dos mais belos edifícios góticos da Europa. A igreja, que se tornou uma catedral em 1559 substituiu uma igreja românica construída no século XII. Os últimos vestígios dessa igreja foram demolidos em 1481.

O projeto total da catedral de Antuérpia é atribuída a Jean Appelmans, também conhecido como Jean Amel de Boulogne, mas a construção foi provavelmente dirigida por De Waghemakere. Uma estátua do século XIX, na base da torre sul  (a incompleta) comemora o arquiteto.

Antuerpia - entrada na Catedral

O coro e a nave foram construídos entre 1352 e 1411, enquanto a frente oeste foi construída mais tarde, entre 1422 e 1474.

Antuerpia - maquetes da construcao da Catedral

A última parte, a torre, foi concluída em 1518. Das duas torres planeadas, apenas a a norte foi terminada. A parte octogonal da torre, construída entre 1501 e 1507 foi projetada por Herman de Waghemakere.

Dentro da torre está um carrilhão com 47 sinos. A torre atual foi construída por Domien de Waghemakere, Antoon Keldermans II, e Rombout Keldermans entre 1508 e 1518.

A catedral foi a estrutura mais alta nos Países Baixos durante vários séculos. Mesmo actualmente os 123 metros de altura do pináculo elevam-se sobre a cidade. Parcialmente tal deve-se às restrições de altura em Antuérpia, e por esse motivo continua a ser o edifício mais alto da cidade. Como exemplo das aspirações de Antuérpia, na sua época de ouro, o Imperador Carlos V colocou a primeira pedra de uma extensão considerável, três vezes o tamanho da atual, o que tornaria o maior edifício do mundo. Danos causados ​​pela água resultante de um incêndio grave na nave, em 1533, que destruiu o tecto e os móveis gótico, impediu a construção deste protejo megalomaníaco.

No interior a ampla nave central é ladeada por três naves de cada lado, proporcionando de um enorme espaço interior, com 48 pilares em cada corredor. A catedral tem um comprimento de 117m.

Em 1566 e novamente em 1581, o interior da catedral foi seriamente danificado pelos calvinistas durante as fúrias iconoclastas. No século XVIII, os franceses ameaçaram demolir o edifício inteiro. Felizmente, o arquiteto da cidade conseguiu adiar esses planos. Durante a ocupação francesa, a maior parte do interior foi vendido pelos franceses.

Antuerpia - nave central da catedral

Apesar de toda a pilhagem, os grandes tesouros de arte sobreviveram. Os mais notáveis ​​são três grandes pinturas de Rubens: Descida da Cruz (1612), a elevação da Cruz (1610) e o Tríptico da Ressurreição  (1612).

Anturpia - exposicao REUNION na Catedral

Antuerpia - exposicao de Rubens na Catedral

Existem muitos mais objetos  notáveis no interior como altares, confessionários, estátuas e o púlpito.

Antuerpia - Altar Mor e crucifixo da Catedral

Antuerpia - Coro na Catedral

Antuerpia - capela de Nossa Senhora na Catedral

Antuerpia - capela lateral 2 na Catedral

Antuerpia - capela lateral norte na Catedral

Antuerpia - Altar lateral na Catedral

Antuerpia - Pulpito na Catedral

Antuerpia - sacristia da Catedral

A principal relíquia que sobreviveu a Idade Média é o túmulo de bronze de Isabel de Bourbon.

A Catedral também é adornada com 34 enormes vitrais.” (texto traduzido e adaptado livremente daqui)

Antuerpia - Vitrais na Catedral

Antuerpia - Vitrais no transepto e rosacea Catedral

Antuerpia - Vitrais na ala lateral sul na Catedral

Antuerpia - Vitrais na ala por tras do coro na Catedral

Eu admito que mais do que os altares, foram os coloridos vitrais o que mais despertou o meu interesse.

A cripta da Catedral, em contrapartida, sobressaindo as suas ruínas, admito que foi o que menos gostei.

antuerpia - cripta da Catedral

No site oficial da Catedral é possível aceder ao prospecto de visita à mesma, clicando aqui (em inglês).

Depois da visita à Catedral de Antuérpia fiquei rendida com a majestosa Grote Markt, pelos edifícios que a circundam, encabeçados pela Câmara Municipal da Cidade e pela estátua, em frente à mesma no centro da praça, da mão do gigante que é atirada no rio Escalda, alusiva ao mito de Brabo.

Antuerpia - Grote Markt

“A Câmara Municipal foi construída entre 1561 e 1565 sob a supervisão do mestre de obras Cornelis II Floris de Vriendt, com a colaboração do italiano Nicolo Scarini, entre outros. É em estilo renascentista flamengo-italiano, também conhecido como o estilo Floris, uma inovação notável na Holanda do século XVI que foi imitado em locais tão distantes como a Escandinávia”. (texto extraído e traduzido daqui, onde existe muito mais informação detalhada sobre a mesma).

Um edifício indiscutivelmente notável, que só consegui vislumbrar o seu exterior…

Em Valletta, o Palácio dos Grão-Mestres

Malta é um país que só se tornou independente do Reino Unido em 1964 e é uma República desde 1974.

Em Malta a primeira cidade visitada foi a sua capital, Valletta. Mas num passado já longínquo foi outra a capital do país, Mdina,

A cidade de Valletta começou a ser construída após a guerra dos turcos contra a Ordem dos Cavaleiros de S. João, então instalada em Malta, ter sido dada por terminada em 1565 quando os turcos se retiraram derrotados. A cidade ficou concluída em 1568. Assim sendo, a história da cidade não pode ser dissociada da história da própria famosa ordem, apelidada de Ordem de Malta.

Apelidada de museu ao ar livre, pois “possui mais de 300 monumentos numa área extremamente pequena, com fortalezas e muralhas defensivas em seu redor” como o artigo que encontrei muito bem ilustra.

O mapa seguinte do centro histórico de Valletta elucida acerca dos principais pontos turísticos a explorar, mas existem muitos outros.

Mapa de Valletta

Como mais vale explorar alguns monumentos convenientemente, do que tentar ver o máximo das atracções turísticas sem efectivamente ter visto nenhuma, seleccionamos quais as que não poderíamos perder.

No topo da lista estavam o Palácio dos Grão-Mestres e Arsenal e claro, a Co-Catedral de S. João.

O Palácio dos Grãos-Mestres e o Arsenal, é sobre o que se debruça este artigo.

“As Salas de Estado são a parte visitável do Palácio Presidencial situado no coração da Malta, na cidade de Valletta Património Mundial da Humanidade. O palácio em si foi um dos primeiros edifícios da nova cidade de Valletta fundada pelo Grão-Mestre Jean Parisot de La Vallette em 1566, poucos meses após o sucesso do Grande Cerco de Malta em 1565. O Palácio foi ampliado e desenvolvido pelos sucessivos Grão-Mestres para servir como sua residência oficial. Mais tarde, durante o período britânico, serviu como o Palácio do Governador e foi a sede do primeiro parlamento constitucional de Malta em 1921. O palácio é hoje a sede do Gabinete do Presidente da República e da Casa do Parlamento” (texto traduzido e retirado daqui).

Malta - Palácio dos Grao Mestres - inscricoes na Fachada exterior e entrada

Na área interior que é possível visitar, são os corredores repletos de frescos nas paredes e tectos o que mais me deixou deslumbrada.

Malta - Palácio dos Grao Mestres - primeiro Corredor

Malta - Palácio dos Grao Mestres - Corredores

E no chão, os vários brasões, evidenciam um pouco a história do próprio país, espelhada pelas alterações destes de acordo com a influencia e domínios a que esteve sujeito e da sua posterior independência.

Malta - Palácio dos Grao Mestres - brasoes no chao

Além de percorrer os corredores com os impressionantes frescos, também é possível visitar algumas divisões.

Salão de Jantar do Estado – salão utilizado para banquetes oficiais organizados em homenagem a dignatários de alto perfil e chefes de estado. Ele é decorado com mesas de consola com tampo de mármore do século XVIII que ostentam relógios de estante ornamentados e inclui uma lareira de mármore na extremidade. O salão original foi severamente danificado durante os ataques aéreos sofridos durante a Segunda Guerra Mundial e foi em grande parte reconstruido no estilo decorativo neo-clássico do século XIX.

As imagens nesta sala representam Chefes de Estado de Malta, incluindo a Rainha Elizabeth II de Inglaterra como rainha de Malta, após a concessão da independência às ilhas em 1964, e os presidentes da República no seguimento da Constituição Republicana de 1973″.(texto traduzido e retirado daqui)

Malta - Palácio dos Grao Mestres - Salao de jantar do estado

Sala do Grande Concelho ou Sala do Trono – “este salão foi originalmente usado para funções oficiais participadas do trono pelo Grão-Mestre da Ordem de S. João. Mais tarde, foi também utilizado com o mesmo fim pelos governadores britânicos ao longo dos séculos XIX e XX, e actualmente pelo Presidente da República de Malta. Durante o início do período britânico, os murais foram cobertos da vista por um esquema decorativo Neo-clássico que mudou completamente o caráter do salão. Foi então também renomeado de o Salão de São Miguel e São Jorge, com a instituição de uma nova ordem de cavalaria pelo rei George IV da Inglaterra. Os murais só foram descobertos novamente em 1908, mas a parede sul foi radicalmente alterada para incluir uma galeria de música.” (texto traduzido e retirado daqui)

Malta - Palácio dos Grao Mestres - Grande Camara de Conselho

Salão de Páginas ou Paggeria – “é o segundo salão principal das Salas de Estado. Esta salão foi anteriormente também conhecido como Sala amarela e, mais recentemente, como Sala Verde, em virtude das cores do tecido damasco que reveste suas paredes. Ele agora serve como uma sala de conferências para o Presidente da República de Malta. A sala de páginas, ou sala verde, como é mais popularmente conhecida, inclui uma série de pinturas e obras de arte de extrema importância histórica. Estes incluem obras de Antoine Favray (1706-1798) e Jusepe Ribera também conhecido como Lo Spagnoletto (1591-1652). Esta sala inclui algumas belas peças de mobiliário do século XVIII, incluindo armários malteses e embutidos de mogno. Outros itens neste quarto incluem vasos de porcelana vidrada chinesa azul-e-branco e vasos maiólicos de Urbino” (texto traduzido e retirado daqui).

Malta - Palácio dos Grao Mestres - Salao de paginas

Salão dos Embaixadores – “é o terceiro salão principal das salas de estado. Durante os tempos da Ordem de São João, ele foi usado por diplomatas estrangeiros para reuniões privadas com o Grão-Mestre. Hoje, é o local onde o Presidente de Malta recebe embaixadores apresentando suas credenciais. O Salão dos Embaixadores, detém funções importantes do estado, sendo neste que os novos ministros e funcionários do governo tomam posse . A sala, repleta de cortinas damasco carmesim, inclui retratos de monarcas e dignitários dos séculos XVII e XVIII, incluindo as que representam Catarina II, imperatriz da Rússia, Dimitri Gregoriovitch Levitzky (1735-1822), Louis XIV da França por Jean François de Troy (1679-1752) e Louis XV por Jean Baptiste Van Loo (1684-1745).” (texto traduzido e retirado daqui)

Malta - Palácio dos Grao Mestres - Salao do Embaixador

Com uma República tão recente, não é de estranhar que em apenas uma pedra de mármore possam estar inscritos todos os presidentes que a República de Malta já possuiu.

Malta - Palácio dos Grao Mestres - Placa com inscricao dos Presidentes de Malta

Já Comissários civis e Governadores de Malta (relativos ao período em que foi uma colónia do Reino Unido), a lista é mais extensa sendo o primeiro relativo ao período entre 1799 e 1801 e o ultimo de 1962 a 1964.

Malta - Palácio dos Grao Mestres - Placa com inscricao dos Governantes de Malta

Depois da visita às Salas de estado, estava por visitar o arsenal, dos cavaleiros da conhecida ordem militar de Malta.

Malta - Palácio dos Grao Mestres - o arsenal

Nesse domínio não faltavam armas de diversos géneros incluindo canhões e armaduras que remontavam a diferentes épocas.

Malta - Palácio dos Grao Mestres - o arsenal 1

Depois de visitados os pertences dos cavaleiros da ordem militar, eis chegada a altura de dar por concluída a visita ao Palácio dos Grão-Mestres

Termino assim este artigo com imagens do pátio interior do palácio.

Malta - Palácio dos Grao Mestres - Pátio interior

Reencontro em Salzburgo

É incontável o numero de vezes que já visitei Salzburgo, pelos mais diversos motivos.

Recentemente regressei a Salzburgo, por um motivo muito especial. Os meus pais passaram alguns dias de férias em Viena, e propus-lhes viajarem um dia de comboio até Salzburgo, para reverem a cidade e nos podermos reencontrar também.

Os bilhetes para a viagem foram comprados antecipadamente no site da ÖBB, companhia ferroviária nacional austríaca, de forma bastante simples e expedita. Assim em poucos minutos ficaram com o bilhete em pdf nas suas mãos, e só tiveram que esperar pelo dia agendado para o usarem.

O comboio com partida às 08:36 da estação de comboios ocidental de Viena (WIEN WESTBAHNHOF) tinha hora prevista de chegada à estação central de Salzburgo (SALZBURG HBF) às 10:58. A viagem de regresso foi marcada com partida de Salzburgo às 19:02 e chegada  a Viena às 21:24. Viena e Salzburgo ficaram assim a cerca de 2h20 de distância.

Confesso, que apesar de partirem de um local mais distante que eu (que de Munique estava a cerca de 143 km de distancia), chegaram primeiro ao local de encontro definido, o Palácio e Jardins de Mirabell, o local perfeito, pois dista cerca de 930 m da estação central da cidade. Quando cheguei já tinham explorado bastante bem os jardins…

Salzburgo - Palácio e jardins de Mirabell

O dia presenteou-nos com sol e calor, pelo que a visita a Salzburgo foi ainda mais agradável.

O mapa detalhado com as principais atracções turísticas devidamente identificadas, pode ser encontrado no site oficial de Salzburgo, clicando aqui.

Um dos primeiros locais visitados depois dos sempre encantadores e deslumbrantes jardins de Mirabell, foi ditado pelo meu três palmos, que insistia que queria almoçar.

O Restaurante escolhido, ainda do lado da cidade nova, na Linzergasse 9, foi o Gabler Bräu, que se orgulha de existir desde 1429.

Com uma longa história de cerca de 584 anos, foi mencionado pela primeira vez como pousada em 1429, apesar de na altura com um outro nome “Pirprew”. Mudou várias vezes de proprietário até que em 1535 foi adquirido pela família Gabler, a Bräu (cerveja), de onde advém o nome Gabler Bräu. Em 1868 a cervejaria e pousada foi adquirida por Josef Mayr e em 16 de Julho 1868 Franz e Marie Mayr (pais do baixo-barítono de opera Richard Mayr) fizeram o contrato de aquisição e mantiveram-na na família até ter sido adquirida mais tarde pela Brau AG. Actualmente o edifício é propriedade da Immobilien Bauträger AG, que renovou todo o complexo nos anos de 2011/2012.

Salzburg - Gabler Bräu

Os pratos escolhidos, de uma ementa com pratos típicos regionais, revelaram-se bastante saborosos e genuínos. Recomendo sem dúvida alguma, este local para uma descontraída e deliciosa refeição na cidade, rodeada pela história que transpira pelas  paredes do edifício…

Depois de saciado do almoço, o meu três palmos estava em condições de explorar uma vez mais a cidade berço de Wolfang Amadeus Mozart.

Depois de atravessada uma das pontes sobre o rio Salzach (a Staatsbrücke, ponte do estado), chegamos ao centro histórico da cidade.

Salzburgo - Ponte do estado

Percorrer a Getreidegasse, a rua comercial pedonal mais famosa e típica da cidade, com os reclamos tradicionais metálicos a sobressaírem das fachadas das lojas, é algo quase obrigatório para um turista na cidade, e tem um atractivo extra principal, o facto de ser no numero 9 desta rua que se encontra a Casa de nascimento e Museu de W. A. Mozart. 

Salzburgo - Getreidegasse

Ao fim desta rua encontra-se a Igreja de São Brás, na Bürgerspitalgasse 2, e virando à esquerda, um pouco depois, pode-se vislumbrar a Praça Karajan com a Pferdeschwemme (local onde os cavalos se podiam lavar e refrescar depois do árduo trabalho), onde efectivamente sobressai a temática dos cavalos, quer nas pinturas quer na estátua no meio da fonte.

Salzburgo - Praca Karajan

Daí o percurso continuou para a Praça da Universidade (Universitätsplatz), onde se realiza em alguns dias da semana uma espécie de pequeno mercado de flores e outros artigos, em frente a Igreja Universitária.

Salzburgo - Igreja Universitária - exterior

Salzburgo - Igreja Universitária - interior

Alter Markt é considerado o centro do centro histórico da cidade. Aqui pode-se vislumbrar a fonte de S. Floriano, e a “residência” de algumas das lojas de marcas de maior prestigio internacional como a Hermès por exemplo.

Salzburgo - Alter Markt

É também aqui que se encontra um dos Cafés-Confeitarias Fürst, onde se podem adquirir as famosas Mozartkugel (esferas Mozart) originais de Salzburgo, típicos chocolates e conceituadas lembranças da cidade.

Salzburgo -Café confeitaria Fürst

A Praça da Residência com a sua fonte, fica logo a seguir, a anteceder a praça onde se encontra o ponto fulcral e central da diocese, a catedral da cidade.

Salzburgo - Praca da residencia

A Catedral de Salzburgo, Igreja dedicada a S. Ruperto de SalzburgoSt. Virgilio de Salzburgo, situada na Domplatz é outro dos marcos incontornáveis no centro da cidade.

Salzburgo - Catedral

Com tantos motivos de destaque, o interior da catedral merece, para ser apreciado devidamente, que se despenda bastante tempo a percorrer a nave central e laterais, o que desta ultima vez não aconteceu.

Salzburgo - Catedral - interior

Depois da Catedral, passando pela Kapitelplatz, em direcção ao funicular pelo qual é possível chegar à Fortaleza, é impossível não parar para apreciar a esfera dourada gigante, uma obra de arte de  Stephan Balkenhol.

Salzburgo - Kapitelplatz

Após uma breve passagem pelo cemitério compreendido no complexo de S Pedro, no qual parece sempre um pouco mórbido tirar fotografias, o percurso continuou até ao ponto de partida do funicular que nos levaria à fortaleza Hohensalzburg.

Salzburgo - planta do complexo de S Pedro

A fortaleza indiscutivelmente tem diversos focos de interesse para visitar (como o Museu de Marionetas, o Museu da Fortaleza ou os aposentos da regência, por exemplo), mas a possibilidade de apreciar a cidade de um local sobranceiro como o que esta proporciona, coloca a sua visita no topo de qualquer lista dos locais a visitar em Salzburgo.

Salzburgo - avistado da Fortaleza Hohensalzburg

Depois de devidamente explorado tudo o que a Fortaleza poderia oferecer, e de descer usando uma vez mais o funicular, eis chegada a altura de começar a fazer o percurso de regresso e de despedida do centro histórico da cidade, mas continuando a usufruir do que a cidade tem para oferecer.

Pelas ruas Judengasse e Goldgasse, encontram-se sobretudo as lojas onde é Páscoa e Natal durante todo o ano. Lá é sempre difícil resistir à tentação de não adquirir pelo menos um ovo incrivelmente e magistralmente decorado, e leva-lo para casa, o problema é perante uma gama tão vasta, escolher o que se gosta mais.

Salzburg - Páscoa e Natal o ano todo

Esta visita a Salzburgo, acabou sensivelmente no mesmo local que começou, nos jardins de Mirabell, depois de atravessar a ponte Makartsteg, apreciar o Hotel Sacher Salzburg, de um lado e  o centro histórico da cidade do outro.

Salzburgo - na despedida

Outros locais no centro histórico da cidade ficaram por rever, o que não foi grave, pois Salzburgo é uma cidade à qual dá sempre vontade voltar.

Bürgerfest em Regensburg?

Muitas cidades na Alemanha, e em muitos outros países, inclusive em Portugal, as cidades organizam festas populares que decorrem por um período de tempo reduzido em áreas delimitadas dessas cidades, vilas ou mesmo aldeias.

Regensburg, orgulha-se de organizar igualmente uma festa desse género, uma “Bürgerfest”, ou seja, uma festa dos cidadãos, dedicada aos seus cidadãos e a todos quanto decidam visitar a cidade nessa altura e participar na mesma.

A cidade de Regensburg organiza  a sua  festa a cada dois anos que reforca a identidade dos seus cidadãos. Em 1973, foi lançada a ideia pelos amigos da Cidade Velha de Regensburg. O objectivo era aumentar a consciencialização dos seus cidadãos para a sua cidade natal e promover a sua reabilitação. Ao longo dos anos, esta festa tornou-se um grande evento, com uma reputação internacional e um grande número de visitantes. A organização é actualmente da responsabilidade do Departamento Cultural da cidade. Em 1992 a área abrangida pela festa foi estendida à ilha no Danúbio e à corda salva vidas do  Rio Danúbio.

Este ano de 2013 a Bürgerfest decorre entre 21 a 23 Junho.

A festa inclui pequenos palcos espalhados pela área da cidade abrangida, onde a musica se faz ouvir à distancia. Os géneros podem ser vários mas o tradicional tem algum protagonismo.

Regensburg Bürgerfest - pequenos palcos

Não se deixe apanhar desprevenido nem se assuste ao encontrar os Oberpfälzer Schlossteufeln, um grupo de Krampus (criatura mitológica, semelhante a um demónio, que acompanha o São Nicolau durante a época do Natal, e que ao contrário deste que dá presentes às crianças boas, avisa e pune as crianças más) e Perchten.

Regensburg Bürgerfest - Oberpfälzer Schlossteufeln

Não faltam bancos e mesas corridas de madeira, típicas dos “Biergardens”, áreas ao ar livre em que a cerveja, outras bebidas e alimentos locais são servidos, vendidos nas pequenas barraquinhas das redondezas. O difícil é com tanta gente, encontrar espaço livre numa mesa e banco.

Regensburg Bürgerfest - biergarten e palco

Também há um cortejo com bandas de sopro, como a escocesa de gaita de foles,  Grampian Police Pipe Band.

Regensburg Bürgerfest - Grampian Police Pipe Band

Um cortejo com algumas figuras assustadoras procurando representar algo, que confesso não sei bem o quê, mas que me pareceu estar associado à peste e morte, também percorre as ruas da cidade.

Regensburg Bürgerfest - Cortejo da Morte

E como já referido, a festa estende-se até à Ponte de Pedra e às margens do Danúbio.

Regensburg Bürgerfest - nas margens do Danúbio

A Ponte de Pedra de Regensburg

Uma maravilha do mundo: A Ponte de Pedra de Regensburg.

Com 16 arcadas, a ponte une a Antiga Cidade Medieval de Regensburg com o Stadtamhof (que também está classificado como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO) separados pelo rio Danúbio.

Regensburg - Ponte de Pedra

O povo de Regensburg tinha obviamente brilhantes construtores de pontes no século XII, altura em que a ponte foi construída.

Esta ponte persistiu durante mais de 800 anos, até aos anos 1930 como a única existente em Regensburg a atravessar o rio.

O “Bruckmandl” (homem da ponte), uma pequena estátua na ponte,no entanto, só se encontra lá desde meados do século XVI.

Regensburg - Ponte de Pedra - Bruckmandl

Diz a lenda que os mestres construtores respectivamente da catedral e da ponte fizeram uma aposta acerca de qual deles terminaria mais rápido a sua construção. O construtor da ponte ao sentir que estava a ficar para trás fez um pacto com o diabo. Em seguida a ponte acabou por ser construída em apenas 11 anos enquanto que a Catedral demorou 250 anos.

Mas, como recompensa pela sua ajuda, o diabo adquiriu o direito de ficar com a alma das primeiras três pessoas que passaram sobre a ponte. O construtor de pontes perseguido, mas para salvar a sua e outras almas humanas, enviou um cão para o outro lado da ponte, que levou dois galos à frente dele. O diabo ficou com tanta raiva sobre a fraude que  inicialmente empurrou para baixo um arco de ponte para a destruir e ela ter que ser construída novamente, mas não teve sucesso, pois ela tinha sido construída diabolicamente bem. Então finalmente, saltou para o Danúbio, para de lá ir diretamente  para o inferno, e assim nasceu a lenda do turbilhão no Danúbio.
A figura do Bruckmandl, hoje situada no ponto mais alto da ponte, sobre o parapeito ocidental, representa o construtor da ponte voltado para sul em direcção à catedral, para ver o quão longe esta chegou.

Na extremidade sul da ponte, a da antiga cidade medieval, situa-se uma torre, que corresponde a uma antiga porta da cidade. No início do século XVI a loja de Sal Amberg (em alemão: Salzstadel) e no inicio do século XVII a loja de Sal Regensburg foram construídas defronte desta torre.

Regensburg - Torre na extremidade sul da Ponte de Pedra

Na outra extremidade da ponte, encontra-se um pacífico idílio no labirinto de ruas e becos da Stadtamhof.

Regensburg - um pouco do Stadtamhof

 

Stadtamhof é o segundo distrito da cidade de Regensburg.

Com uma área de 0,66 km ² Stadtamhof é o menor dos 18 distritos de Regensburg. A cidade antigamente independente, foi o assento da sede de concelho de Stadtamhof. Em 1 Abril 1924 foi incorporado na cidade de Regensburg.