Primeiro dia em Washington D.C.

O primeiro dia em Washington, começou cedo por efeitos de “jet lag”. O dia estava solarengo, e bastante primaveril com temperaturas bastante convidativas para passear pela cidade.

Washington DC

Com um mapa de Washington D.C. nas mãos (obtido na recepção do hotel), era chegada a altura de decidir qual o caminho a seguir e que local visitar primeiro.

washington-dc-capitol-hill-map

Atendendo a que o ponto de partida era Foggy Bottom, e que estava tudo por visitar, o percurso a seguir, que parecia fazer mais sentido, era continuar pela 23ª Rua até ao Lincoln Memorial (extremidade esquerda do mapa anterior).

No percurso ainda haviam vestígios da sinalização existente relativa ao dia de Inauguração do 58º Presidente, afinal todos os que quiseram assistir eram convidados fazê-lo, deslocando-se a pé.

sinalectica dia inauguracao

E também se passa pelo edifício do Instituto da Paz dos Estados Unidos.

Instituto de Paz dos Estados Unidos

Mas efectivamente era o “Lincoln Memorial” que merecia especial atenção de todos os turistas nas imediações.

Lincoln Memorial

E se era a monumental estátua de Abraham Lincoln no centro interior do memorial, que inspirava respeito e todos queriam ver e visitar, eram os discursos gravados nas paredes que lhe davam maior significado e importância por tudo o que representavam.

Discursos Lincoln

 Depois do Memorial de Abraham Lincoln ter ficado para trás, o Espelho de Água em frente ao Memorial, e o Monumento de Washington, um obelisco de enormes proporções, são impossíveis de ignorar.

O Espelho de Água foi apreciado e percorrido pelo seu lado Norte pelo que  só avistei à distância o Memorial dos Veteranos da Guerra da Coreia, com os seus soldados a lembrarem os típicos exércitos em terracotta, assim como o Distrito de Columbia War Memorial (com a forma de um Monóptero), que homenageia os cidadãos do Distrito de Colúmbia que serviram na Primeira Guerra Mundial.

Espelho de Agua em Frente ao Memorial de Lincoln

A colmatar na extremidade do Espelho de Agua, encontra-se o impressionante Memorial da Segunda Guerra Mundial.

Memorial da II Guerra Mundial

Depois de deambular um pouco pelo Memorial, a vontade de ingerir algo, de preferência sentada e num ambiente confortavel e acolhedor, fez-me desviar do “National Mall”, onde tirando as tradicionais carrinhas ambulantes de “Fast Food”, não existem cafés, restaurantes e afins nas imediações,  e subir a 17ª Rua NW, em busca de um local aprazível que preenchesse os requisitos pretendidos.

Mas a 17ª Rua NW, também não é uma rua qualquer, e são vários os edifíicios que lá se encontram dignos de referência. Como por exemplo o edifício principal da Organização dos Estados Unidos, o Memorial Continental Hall – Edificio principal da DAR (Daughters of the American Revolution), o edifício da American National Red Cross, ou o edifício do Corcoran School of the Arts & Design, e o majestoso Eisenhower Executive Office Building.

Na Rua 17 NW

Convém referir que o majestoso edifício Eisenhower fica ao lado do “West Wing da White House” e em frente  à Galeria Renwick, ou seja, está muito bem acompanhado e localizado.

Dwight D Eisenhower Executive Office Building - sinalectica

E como gosto de arte contemporânea, a Galeria Renwick, foi um dos museus que não perdi a oportunidade de visitar.

Renwick Gallery

Foram várias as peças expostas que apreciei bastante, eis apenas algumas delas:

Renwick Gallery - exposicao

Claro que depois de sair da Galeria, queria apreciar a “White House” o melhor possivel, atendendo ao que o extenso perímetro de segurança permitia. Mas foram as estatuas da Praça Lafayette  (norte da White House) que eu pude realmente ver de perto.

Praça Lafayette e White House

E se a White House era o local que todos queriam fotografar entre o gradeamento na Praça, uns metros mais à frente, e depois de passar na Avenida de Pensilvania, em frente aos edifícios do Tribunal Federal das Reclamações dos EUA, do PNC Bank – Bank of América, e do Tesouro dos EUA, na esquina entre a Rua 15ª NW e a Avenida de Nova York NW era certamente onde iriam a seguir, já que é onde se encontra a loja de souvenirs da Casa Branca.

Na Avenida de Pensilvania NW

E na montra da loja de souvenirs, não faltam artigos, alguns bastante peculiares até (como uma espécie de tarteira em vidro cuja cobertura parece a cupola do Capitólio). No interior a quantidade e diversidade de artigos é realmente enorme, e existe para todos os gostos e “preferências politicas” devo acrescentar. Não faltam as cores da Bandeira dos EUA, nem obviamente artigos com o popular slogan “Make America great Again”…

Loja de souvernirs da Casa Branca

(Não resisti a adquirir aqui duas decorações para a minha árvore de Natal, confesso: uma bola e uma decoração metálica alusiva ao Festival das flores de cerejeira.)

Descendo pelo passeio da Rua 15ª NW, pelo lado da loja, umas placas metálicas circulares no chão despertaram a minha atenção e interesse. Tratava-se afinal de um monumento denominado de “The Extra Mile” que pretendia homenagear desta forma pessoas ilustres em diversas áreas.

The extra Mile

O percurso continuou, o que me permitiu posteriormente, virando para a Rua E NW (perpendicular à 15ª), apreciar de novo a Casa Branca, mas agora a sua fachada Sul com os jardins.

Casa Branca - lado Sul

Depois da Casa Branca ter ficado para trás, era chegada a altura de regressar ao National Mall, e apreciar de perto o Obelisco conhecido como Monumento de Washington. Até à Primavera de 2019, não é possível visitar o interior do Monumento pois este encontra-se em obras de reparação e substituição do elevador, ainda por consequência do tremor-de-terra que afectou o estado da Virgínia em 2011.

Monumento de Washington

Deste “ponto central” no National Mall foi interessante vislumbrar os monumentos uma vez mais, que culminam na extremidade Oeste no Lincoln Memorial, e  na extremidade Este no imponente edifício do Capitólio. Foi curioso igualmente presenciar a quantidade de carrinhas de Fast Food que se alinhavam em frente, na rua mais próxima.

 Vistas a partir do Monumento de Washington

Depois de passar por este corredor de carrinhas de Fast Food, e nada imbuida do espírito tipicamente americano, de saciar a fome desta forma, continuei em direcção a um edifício que até então não sabia de que se tratava. Mas lá que tinha um design muito sui generis e um estilo que contrastava com todos os outros que ficavam em “Downtown” isso era inegável. Tratava-se afinal do Museu Nacional da História e Cultura Afro-Americana. Um Museu inaugurado em Outubro de 2016, pelo então Presidente Barack Obama.

Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana

Apesar de todos os Museus em Washington D.C. terem entrada gratuita (excepto três), existe um “catch” para visitar este. Ou seja, não é possível simplesmente chegar ao Museu, entrar e visitá-lo, é necessário possuir previamente bilhetes para esse efeito, e isso é obtido através do site do Museu aqui.

Como não tinha um interesse especial em visita-lo, não fiquei particularmente aborrecida ou transtornada com esse inconveniente.

Assim, a visita à cidade continuou passeando pela frente de vários outros museus que pertencem ao Instituto Smithsonian.

Mapa dos Museus do Instituto Smithsonian

Mas foram os Arquivos Nacionais dos Estados Unidos da América que me despertaram maior interesse em visitar, e por um motivo muito simples, era aqui que se podiam ver os documentos de Fundação dos Estados Unidos: A Declaração de Independência, a Constituição e a Declaração dos Direitos dos Estados Unidos.

Arquivos Nacionais dos Estado Unidos da América

O dia entretanto em termos atmosféricos deteriou-se consideravelmente, e começou a ficar cinzento, e a chover, tornando-se nada convidativo a continuar a explorar a cidade. Assim decidi regressar, mais cedo que o previsto, ao hotel e recuperar um pouco dos efeitos do jet lag que persistiam.

O que este primeiro dia em Washington me deixou completamente convencida, é o quanto “Downtown” se encontra “apinhada” de Edificios, Memoriais e monumentos  emblemáticos e de extrema importância para os EUA, por metro quadrado, sejam eles históricos, governamentais, museus, ou sede de organizações com reconhecida relevância a nivel mundial.

Isso, e o quanto é dificil encontrar lojas, cafés, restaurantes, ou algo do género, nas imediações da área do “National Mall“. (O pequeno-almoço foi tomado perto da Casa Branca, num Cosi, e o Almoço no Carmine’s)

Espaço Jean Tinguely-Niki de Saint Phalle

Ao sair da Basílica de Notre Dame (4), ao lado desta, fica o Espaço Jean Tinguely-Niki de Saint Phalle (47), outro dos motivos principais para ter querido visitar Friburgo.

Afinal, Niki de Saint Phalle, como talvez seja do conhecimento de alguns, é uma das artistas cujas obras aprecio bastante (talvez por serem bastante coloridas).

A enorme onda de simpatia que Jean Tinguely (que nasceu a 22 de Maio de 1925 em Friburgo, cresceu em Basileia, viveu em Paris e mais tarde regressou a Friburgo tendo falecido a 30 Agosto de 1991 em Berna) gerou no final de sua vida entre a população de  Friburgo levou a sua esposa Niki de Saint Phalle a oferecer ao Estado de Fribourg algumas obras monumentais criadas durante esse período. Após a morte do artista em 1991, o conselho de Estado propôs a criação de um museu dedicado à sua obra. Para fazer isso, a cidade de Friburgo cedeu o antigo hangar da Sociedade de Eléctricos de Friburgo. A Fundação “Espace Jean Tinguely – Niki de Saint Phalle” foi formada em 1995 para conseguir a conversão do edifício e para criar e manter um espaço dedicado às obras dos dois artistas. A inauguração aconteceu em 1998.

Este Espaço museu original, rende assim homenagem à criatividade de dois artistas da segunda metade do século XX. Em 1998 o arquitecto Michel Waeber reabilitou o edifício que adveio dos tempos da industrialização. Situado entre a Igreja de Cordeliers (5) e a Basílica de Notre Dame (4), o prédio toma os seus temas – morte, maquinaria industrial e automóveis – e da-lhes uma dimensão poética que ressoa com o trabalho de Jean Tinguely. As sombras das esculturas, projecções nas paredes, e os sons das máquinas reforçam o carácter mágico deste lugar.

Admito que eu tinha mais interesse em ver as obras de Niki de Saint Phalle que as de Jean Tinguely, mas para o meu acompanhante de três palmos, as deste ultimo despertaram-lhe muito mais a curiosidade, porque podia carregar em botões e vê-las a movimentar-se.

Não era possível tirar fotografias no espaço de exposição, mas ao ver outros visitantes a faze-lo, ainda que bastante restringida,  não resisti a fotografar um pouco também…

O  que mais gostei, foi da parede negra onde sobressaiam diversas esculturas de Niki de Saint Phalle, mas depois fiquei um pouco decepcionada porque na loja não havia qualquer postal ou outro artigo com essa parede em destaque. Alias, o único artigo que encontrei referente a este espaço de exposição na loja, foi um prospecto desdobrável com imagens e texto apenas em francês e alemão.

Digitalizei esse prospecto para verem qual o seu teor. Ao clicarem sobre o mesmo conseguem visualiza-lo em maiores dimensões e eventualmente lê-lo.

Esta foi a “reportagem” possível da minha visita ao Espaço Jean Tinguely-Niki de Saint Phalle.

No Jardim do Museu de Arte e História (Musée d’art et d’histoire)  de Friburgo (1), também é possível apreciar uma escultura de Niki de Saint Phalle, curiosamente uma que me fez pensar de imediato no seu Jardim do Tarot, dada sua semelhança com uma que encontrei lá.

Em dia de corrida de cavalos…

O dia amanheceu uma vez mais cinzento e chuvoso, e o destino implicava andar de metro em Budapeste.

Mas antes disso, havia um lugar que queria conhecer, a maior Sinagoga na Europa. Com um superlativo como este, tinha mesmo que ver, pelo menos por fora (estava tanta gente na fila para entrar, que os meus acompanhantes demoveram-me da ideia de esperar para chegar a minha vez de a conhecer por dentro) a Sinagoga da rua Dohány.

A seguir então, um mapa do metro tornou-se algo imprescindível, e no site da BKV encontram toda a informação relevante sobre a diversidade de oferta de transportes públicos, preços e horários.

A primeira linha escolhida foi rosa, a M5, entre Astoria (estação mais próxima da Sinagoga) e Oktogon, e daí a linha amarela, a M1. O destino foi Hősök Tere (Praça de Heróis).

Eis algumas das indicações das estações escritas em azulejo, que achei bastante interessantes, ao longo da linha amarela.

A Praça dos Heróis é uma das mais importantes praças de Budapeste. No centro desta  encontra-se o Monumento milenar, um monumento construido em 1896 para comemorar o milésimo aniversário da chegada dos húngaros à Bacia Cárpata. O monumento consiste em dois semi-círculos no topo dos quais estão os símbolos da Guerra e da Paz, Trabalho e Bem-estar, Conhecimento e Glória. Os nichos são decorados com as estátuas dos reis, governadores e personagens famosas da história húngara. Ao pé de cada estátua um pequeno relevo mostra o momento mais importante da vida dessa personalidade.

A coluna coríntia com 36 metros de altura, possui no topo a estátua do Arcanjo Gabriel,  símbolo da religião católica romana. No pedestal as estátuas equestres comemoram Árpád e os chefes das sete tribos húngaras, que estabeleceram os seus povos no actual território da Hungria. Os seus descendentes formaram a dinastia real húngara.

A Praça dos Heróis estava em festa no dia que a visitei e nem a presença de chuva afastou a afluência de publico para assistir ao grande evento do Galope Nacional de Budapeste (Nemzeti Vagta)

Em 2012 as corridas ocorrem a 17 e 18 de Setembro, mas o programa das festividades começa na quarta-feira, 14 de Setembro, pelo que se pretendem visitar Budapeste nessa altura, tem um motivo acrescido para o fazer.

A corrida propriamente dita.

Dos dois lados da praça, voltados para o monumento milenar, estão o Museu de Belas Artes e a Galeria de Arte, ambos competindo pela atenção do visitante.

Por trás da Praça dos Heróis e a envolve-la fica o Parque da cidade (Városliget), um parque publico de 1,2km², com a forma de um rectângulo de 1,4km por 0,97km.

O mapa seguinte do parque assinala os vários marcos turísticos no mesmo e nas suas imediações.

  1. – Restaurante Gundel
  2. Jardim Municipal Zoológico e Botânico
  3. – Grande Circo Municipal
  4. Parque de diversões
  5. Banhos Medicinais e Piscina Széchenyi
  6. – Castelo Vajdahunyad
  7. – Sala Petőfi (sala de concertos sobretudo de musica pop e rock)
  8. – Museu dos Transportes de Budapeste
  9. – Praça dos Heróis (já mencionada)
  10. – Museu das Belas Artes ( já mencionado)
  11. Galeria de Arte ( museu de arte contemporânea já mencionado)

Não explorei o parque profundamente, nem descobri todos os marcos turísticos acima mencionados, mas não perdi a oportunidade, claro, para descobrir o Castelo Vajdahunyad.

O castelo foi construído entre 1896 e 1908 também como parte da exposição do Milênio, que comemorou os 1000 anos da Hungria desde a conquista húngara da Bacia Cárpata em 896. O castelo foi projetado pelo Alpar Ignác com o intuito compilar cópias de vários edifícios relevantes de diferentes partes do Reino da Hungria, especialmente o Castelo Hunyad na Transilvânia (agora na Roménia). Como o castelo contém partes de edifícios de vários épocas, ele exibe diferentes estilos arquitetónicos: românico, gótico, renascentista e barroco. Originalmente ele era feito de cartão e madeira, mas tornou-se tão popular que foi reconstruído em pedra e tijolo. Hoje abriga o Museu Agrícola.

A estátua de Anonymus também se encontra no átrio do castelo. Anonymus viveu no século XII (a sua verdadeira identidade é desconhecida, mas ele era um notário de Béla III da Hungria), e escreveu a crónica Gesta Hungarorum (Feitos do húngaros).

A Capela de Ják, fica entre o edifício do castelo e a entrada principal com a torre.

Também foi construída no estilo românico  para as celebrações milenares de 1896.

O Castelo também participava nas festividades relacionadas com o evento do Galope Nacional e promovia algumas actividades especialmente dedicadas às crianças.

Perto da entrada no castelo podia-se desfrutar de especialidades da cozinha de várias regiões do pais. No meu caso foi a barraquinha com doçaria bastante colorida e muito bem apresentada o que mais despertou a minha atenção.

Com imagens de algo tão apelativo e capaz de despertar a vontade por algo doce… termino este artigo

Pavilhão de Arte de Zagreb

O Pavilhão de Arte de Zagreb é mais um dos imponentes edifícios da cidade, e cujas fachadas também são amarelo torrado. Ele encontra-se localizado na Trg Kralja Tomislava 22 .

Fundado em 1898, o edifício corresponde à mais antiga galeria no Sudeste da Europa e o único em Zagreb que foi construído especificamente com o propósito de  acomodar exposições de grande escala.

A idéia de criar a galeria foi apresentada pela primeira vez pelo pintor croata Vlaho Bukovac, na primavera de 1895. Em Maio de 1896 decorreu uma Exposição Millennium em Budapeste, para celebrar 1.000 anos da existência do estado húngaro, e artistas do então Reino da Croácia-Eslavônia foram convidados a participar. Instado por Bukovac, artistas croatas decidiram apresentar as suas obras em um pavilhão especialmente construído em torno de um esqueleto de ferro pré-fabricado de modo a que pudesse ser facilmente enviado para Zagreb após a exposição. O Pavilhão de Budapeste foi projectado por arquitectos húngaros Flóris Korb e Giergl Kálmán e foi construído pela empresa de construção Danubius.

Após o fim da exposição, o esqueleto do edifício foi transportado para Zagreb e os arquitectos austríacos Fellner e Helmer (que estavam na altura em Zagreb, e já haviam projetado o edifício do Teatro Nacional Croata) foram contratados para desenhar uma nova versão do edifício com base no esqueleto de ferro, enquanto a empresa de construção Hönigsberg & Deutsch foi contratada para executar a construção propriamente dita. O exterior do edifício foi decorado com esculturas em estilo de arte acadêmica – a fachada oriental exibe bustos de três pintores renascentistas de ascendência croata – Giulio Clovio (Julije Klović), Andrea Schiavone (Andrija Medulić) e Vittore Carpaccio, e a fachada ocidental tem bustos de Michelangelo, Rafael e Ticiano.

A construção durou dois anos, entre 1897 e 1898, e o Pavilhão foi inaugurado oficialmente a 15 de Dezembro de 1898 com uma grande exposição que apresentou obras de artistas locais denominada de Salão Croata (Hrvatski salon). A exposição foi muito popular e atraiu cerca de 10.000 visitantes, num momento em que Zagreb tinha uma população total de 60.000.

A galeria tem uma área de exposição total de 600 m2 e não tem uma exposição permanente, sendo especializada em exposições a solo ou de grupo representando oeuvres notáveis e movimentos de arte de todos os períodos e estilos, com obras tanto de artistas croatas como estrangeiros. Ao longo de sua história, a galeria organizou exposições com cerca de 700 artistas que vão desde a colectiva do Grupo Terra (Grupa Zemlja) a  George Grosz, Henry Moore, Auguste Rodin, Andy Warhol, Mimmo Rotella e muitos outros.

Nos últimos anos, foi caracterizado por exposições retrospectivas de artistas como Milivoj Uzelac, Aillaud Gilles, Kovačević Edo, e Gerhard Richter e exposições de grupo que incluiram obras de artistas contemporâneos, como Santiago Sierra e Boris Mikhailov, bem como artistas do século XIX, tais como Karl von Piloty, Nikolaos Gyzis, Gabriel von Max e Franz Stuck.

Em 2006, o telhado de vidro do Pavilhão foi renovado e o sistema de iluminação foi substituído, e desde 2010 decorrem obras de remodelação em todas as fachadas.

A exposição que estava a decorrer aquando visitei este Pavilhão de Arte era a de Donald Baechler (em curso entre 22.03.12 e 22.04.12) e estas sao as obras que se encontravam lá.

Por trás do edifício encontra-se um jardim e na outra extremidade do mesmo é a Tomislav Trg (praça) onde se situa a estátua do Rei Tomislav feita pelo escultor Robert Frangeš Mihanović entre 1927 e 1934. A base da estátua foi feita antes da II Guerra Mundial mas a estátua foi colocada em 1947.

A estação central de caminhos de ferro é o edifício de estilo neoclássico que fica do outro lado da praça.

Um pouco mais do centro de Aschaffenburg…

Perto do Palácio de Johannisburg, encontra-se a praça do palácio (Schlossplatz), a qual é bastante útil para quem visita a cidade pois é onde se encontra o Posto turístico de informações da cidade, no edifício da Biblioteca da cidade, e o Stadthalle (um espaço de forum com 12 auditórios flexíveis e unidades de salas e de uma capacidade de 1600, sendo o local ideal para conferências, congressos, exposições, concertos e outros eventos).

Do lado oposto da praça, depois de atravessar a estrada, encontra-se a Kunsthalle (Galeria de Arte) na Igreja Jesuita (Jesuitenkirche).

Esta Galeria de Arte é atualmente um centro de exposições para os museus da cidade (com foco principal na arte moderna clássica), a qual no seu profanado santo quarto com elaborados elementos de estuque fornece um ambiente impressionante para exposições de posições fortificadas dos séculos XX e XXI.

Depois de passar pela entrada principal da Kunsthalle e continuando nessa estrada encontra-se a Igreja de Cristo (Christuskirche), a primeira igreja protestante (mais precisamente evangélica luterana), da cidade e que foi concluida em 1839.

Continuando a percorrer essa mesma estrada, a Pfaffengasse , aprecia-se a arquitectura típica do centro histórico da cidade, culminando no fim desta, na pequena praça onde se encontra a Stiftskirche.

Depois da visita à Stiftskirche, durante o passeio pelas imediações encontram-se algumas esculturas deveras curiosas e peculiares.

Deambulando pelas proximidades eis que chego à Praça do Teatro (Theaterplatz), onde se encontra o Relógio Solar e, claro, o Teatro Municipal da cidade (Stadttheater).

O grande relógio de sol no centro da praça foi concebido pelo artista Christian Tobin, para se misturar com a cor clara do granito da praça. O ponteiro de mais de seis metros de altura (o indicador que lança a sombra)  lança a discussão sobre que sombra informa tempo. O relógio também informa o tempo durante a noite!

O Teatro Municipal foi criado por Carl Theodore von Dalberg no estilo clássico, e desde 1811 que apresenta grandes produções desde 1811, inicialmente com a sua companhia de repertório próprio e, hoje, com produções convidadas por companhias de teatro conceituadas  quer alemães como estrangeiras. Considerado como um dos melhores teatros no sul da Alemanha, sofreu graves danos durante os ataques aéreos e bombardeamentos em 1944/45. Realizaram-se obras extensas para restaurar o esplendor colorido do auditório original, as quais foram concluídas em 1961.

Com o dia a escurecer, e o meu dois palmos a insistir que estava cansado e que precisava de descansar e se alimentar, foi dada por concluída a visita exploratória à cidade, para continuar no dia seguinte.

O Terraço da Europa de Dresden

O “Brühl Terrace” (assinalado pelo 4 neste mapa), fazia originalmente parte das muralhas construídas para proteger a cidade.

Entre 1739 e 1748  o conde Heinrich von Brühl, um poderoso ministro sob o reinado de Augusto, o Forte, transformou as muralhas num jardim com terraço para o seu palácio. Goethe deu-lhe o nome de Varanda “da Europa”.

Em 1814, depois da construção de uma escadaria monumental entre a Praça do Palácio  (Schlossplatz) e o terraço, os jardins foram abertos ao público. A escadaria é ladeada por quatro esculturas de bronze, cada uma simbolizando uma estação do ano.

Ao subir essa escadaria encontram-se belos edifícios do seu lado direito, enquanto do lado esquerdo a vista sobre o rio Elbe é magnífica bem com cidade que se prolonga na outra margem com edifícios igualmente imponentes.

O complexo de edifícios que se encontra no Terraço Brühl  é denominado de “Lipsiusbau” (Construção de Lipsius), em virtude do seu criador, o professor de Arquitectura Constantin Lipsius.

O “Lipsiusbau” foi construído entre 1891-1894 no Terraço Brühl em estilo  neo-renascentista. Com a sua cúpula de vidro – apelidada de “espremedor de limões” dada a sua forma – o edifício destaca-se com proeminência sobre o horizonte de Dresden.


Aqui encontra-se a Academia de Artes (Kunstakademie) que abriga a Faculdade de Belas Artes, e um edifício de exposições (Kunsthalle) que pertence à Sächsischer Kunstverein (Sociedade de Arte da Saxónia).

Durante muitas décadas sensacionais exposições de arte foram realizadas no Kunsthalle. Em 1905, por exemplo, os pintores do recém-fundado grupo de artistas “Brücke” (grupo de expressionistas alemães fundado em Dresden) já estavam representados nas exposições da Associação de Arte.

Após a sua destruição parcial, em 1945, o edifício de exposições foi deixado num estado de desuso durante muitos anos. O trabalho de reconstrução, sob os auspícios do Ministério das Finanças do Estado da Saxónia foi concluído em 2005. Aquando da reconstrução, os traços da destruição foram propositadamente deixados visíveis, criando um impressionante contraste com a arquitetura. Assim, aspectos da história do edifício não estão escondidos, mas em destaque. Esta justaposição de arquitetura criou uma convergência entre passado e presente. Para este projeto, o grupo de trabalho foi constituído pela empresa Auer+Weber+Architekten com Rolf Zimmermann e a empresa de propriedade estatal da Saxónia e Gestão da Construção como o cliente foram galardoados com o Prémio de Arquitectura do Bund der Architekten Sachsen (Sindicato dos Arquitectos da Saxónia).

Através da recriação do Kunsthalle, que agora é utilizado pelo Staatliche Kunstsammlungen Dresden, a cidade recuperou em local impressionante para exposições de arte. São numerosas as exposições que oferecem ao visitante, um variado e informativo programa de eventos. Mas a função principal desta Galeria de Arte especial é ser um lugar para ver e discutir arte contemporânea.

Assim se apreciam arte contemporânea, este é um local a não perder numa visita a Dresden.

Em caso de interesse, clicando nos links espalhados pelo artigo, poderão encontrar informações mais detalhadas sobre os locais aqui mencionados.

Um pouco depois, mas sempre mulher, num apelo irresistivel à gula

O dia da Mulher, dia 8 de Março, passou despercebido por aqui este ano porque o Carnaval assumiu protagonismo, mas não ficou esquecido.

Se se costuma dizer que o Natal é sempre que o homem quiser, pois por aqui hoje festeja-se o dia da Mulher.

Pessoalmente acho que não devia haver um dia institucionalizado para ser o dia da Mulher. Afinal, não há um dia do Homem, talvez porque considerem que em todos os outros o homem tem precedência.

Talvez quando deixar de existir um dia da Mulher, é porque a mulher conquistou realmente e plenamente a igualdade a todos os níveis, e isso é francamente preferível a ter um dia que diga ser dela.

Neste meu dia da mulher, porque acho que as mulheres em geral apreciam mais os doces que os homens, “apresento” um artista que dá uma outra noção a arte tipicamente comestível, criando obras duradouras do que vulgarmente apetece comer…

Cada vez é mais frequente encontrar velas, sabonetes ou outros “materiais” que procuram reproduzir fielmente aquilo com que “gulosamente” nos queremos deliciar.

Com Peter Anton, a arte vai ainda mais além, e são verdadeiras obras de arte decorativas que são totalmente irresistíveis, mas que não se podem provar…

Encontrei algumas das suas esculturas outrora na Galerie Terminus (Promenadeplatz 1, no centro da cidade de Munique), e não queria abandonar a montra de tão incrédula que não se tratasse de uma confeitaria.

Os bolos enfeitiçaram-me e os quadros com caixas de chocolates deixaram-me totalmente rendida.

As fotos seguintes não conseguem reflectir nem transmitir as sensações a que me refiro, porque reflectem muito mais do que o desejável.


Se mesmo assim consegui despertar algum interesse e curiosidade por Peter Anton e suas obras, visitem o seu espaço virtual e não ficarão decepcionados.