Culzean & Famous Grouse

O quarto dia na Escócia começou cedo no Radisson Blu Hotel em Glasgow, mas foi passado a cerca de 78 km a sul e a norte da cidade, (tirando respectivamente o tempo da viagem, para chegar a ambos) em dois locais distintos e que procuraram agradar a interesses diferentes.

Quarto dia na Escócia - mapa

O dia começou particularmente cedo por um motivo especial. Tinhamos que ir ao aeroporto de Glasgow para buscar um casal de amigos portugueses que chegava de Budapeste e com quem iríamos passar os próximos 3 dias a explorar um pouco mais o país.

Enquanto esperava que o seu voo aterrasse e que eles saíssem pela porta da saídas (claro), procurei ocupar o tempo a recolher algumas brochuras de locais que podiam ser interessantes de visitar nas imediações, mais ou menos distantes.

O primeiro destino, foi escolhido por mim, mas foi previamente vetado e aceite por todos.

Assim, deixamos Glasgow para trás e dirigimo-nos para sul e para a costa em direção ao Castelo Culzean, outro dos castelos com uma localização idílica que eu tinha imensa curiosidade e interesse em visitar.

A planta da propriedade ajuda a perceber melhor a extensão da mesma.

Castelo e Parque Culzean - plantaCulzean Castle and Park_0001

Mas sem duvida foi o Castelo, a “joia da coroa” da propriedade, o principal motivo de termos feito a viagem para chegar aquela costa na Escócia. E mesmo em um dia sombrio e cinzento, com reminescências de Outono, é incontornável a sua imponência.

Castelo Culzean - exterior

Assim como é indisputável a sua fantástica localização.

Paisagem avistada do Castelo Culzean

A visita ao interior do castelo reservou algumas surpresas, uma das quais envolveu-nos a todos a cooperar com o meu “5 Palmos”. Em todas as divisões havia um bonequinho da Lego escondido à vista, e cujo desafio era encontrar, um pouco no espírito da caça ao ovo, típica na Páscoa. Foi uma tarefa por vezes ardua, mas também divertida, e os 7 bonecos da Lego existentes foram encontrados…

A primeira sala visitada, a do Arsenal,  possui uma incrível colecção de armas dispostas de uma forma no mínimo muito artisitica. Para terem uma ideia, possui 716 pistolas, e em apenas uma das paredes 111 espadas.

Castelo Culzean - Arsenal

 A Biblioteca, um local muito aprazível e com uma iluminação natural providenciada pelas grandes janelas que possui voltadas para o mar.

Castelo Culzean - Biblioteca

A sala de jantar é muito harmoniosa e agradável, e transmitia uma sensação de vivida, muito provavelmente pela mesa preparada para uma refeição.

Castelo Culzean - Sala de Jantar

A escadaria oval no centro do Castelo tem um ar imponente. Da mesma pode-se espreitar o andar superior, acessível apenas aos que ficam alojados em um dos quartos do castelo que funciona como hotel – The Eisenhower, assim denominado dado o seu atigo residente, o General Dwight D. Eisenhower.

Castelo Culzean - escadaria interior

O Salão circular é impressionante, muito elegante e uma vez mais possui janelas voltadas para o mar que permitem apreciar a fantástica vista.

Castelo Culzean - salao circular

A Suite de quartos, iclui vários, o primeiro dos quais entitulado de “Gentleman’s State Dressing Room”.

Castelo Culzean - Primeira Suite

Castelo Culzean - antecamara

O primeiro de uma série de salões de estado mantem o esquema de cores do que estava em trend em fins do século XVIII.

Castelo Culzean - salao azul

O longo salão outrora denominado de grande salão no então castelo medieval, foi também referido como o Quarto dos quadros, uma vez que houve intenção de dispor tesouros de arte adquiridos por Sir. Thomas Kennedy na sua grande viagem.

Castelo Culzean - longo salão

Uma outra pequena sala, com um ar acolhedor, onde outrora seria servido o chá das cinco, antecede uma zona de quartos onde os mais pequenos residentes da casa dormiam .

Castelo Culzean - pequena sala

 O que nos quartos onde os mais pequenos dormiam, mais atraiu a minha atenção, foi o formato dos berços ou camas infantis, que mais lembram pequenos barcos.

Castelo Culzean - quartos infantis

Perto de uma pequena escadaria interior, um lembrete do motivo porque existe um quarto no castelo com nome homónimo, que foi oferecido e pertencia ao General Dwight D. Eisenhower.

Castelo Culzean - presente de agradecimento

Por último, na visita ao interior do Castelo, a cozinha, cheia de utensílios, e com uma mesa que pretende relembrar o que anteriormente lá era preparado.

Castelo Culzean - cozinha

De regresso ao exterior do castelo, um pouco mais do mesmo.

Castelo Culzean - exterior 2

E do parque que o rodeia.

Castelo Culzean - parque

Além de um livro sobre a História do Castelo e do Parque, de uma decoração para a árvore de Natal, adquiri igualmente dois postais na loja do Castelo.

Castelo Culzean

Depois de dada por concluida a visita ao Castelo Culzean e um pouco do seu extenso parque, era chegada a altura de rumar em direcção ao segundo destino, aquele que interessava mais aos nossos dois amigos pois ainda não tinham visitado nenhuma destilaria de Whisky na Escócia. A escolha recaiu sobre a denominada “The Famous Grouse Experience”, cujo panfleto tinha trazido do aeroporto de Glasgow.

A destilaria fica em Crieff, a norte de Glasgow, como o mapa no início do mapa assinala.

Famous Grouse Experience - localizaçao

A destilaria é facilmente identificável pelo seu edifício com as chaminés típicas, e com o inconfundível “Grouse” de grandes dimensões à entrada do parque de estacionamento.

Famous Grouse Experience - parque e edifício

Mas o conhecido Whisky The Famous Grouse, não é um Single Malt mas sim um Blended, o que significa que resulta da mistura de vários Single Malted. Como tal não se pode dizer que seja oriundo de uma destilaria exclusivamente. Desta forma escolheu para a sua “casa” a destilaria do Whisky Glenturret, a mais antiga destilaria da Escócia, fundada em 1775, que pertence ao mesmo grupo.

Famous Grouse Experience - destilaria

Durante a visita guiada à destilaria, por sinal a mais interessante e instructiva das que fiz durante estas férias na Escócia, sobretudo pela guia Australiana que tivemos, não foi possível, uma vez mais tirar fotografias nos espaços interiores.

Assim as únicas que possuo são as da loja, no fim da visita guiada, onde foi feita a prova de dois Whiskys, um dos quais um Famous Grouse fumado.

Algo interessante, é que é possível engarrafar a sua própria garrafa de Whisky, de uma edição anual especial.

E foi mesmo isso que o Earl e a Condessa de Strathearn, mais conhecidos como Duque e Duquesa de Cambridge, fizeram aquando da sua primeira visita oficial à região escocesa de  Strathearn em 2011.

Famous Grouse Experience - lojaFamous Grouse Experience - loja2

Um dia em cheio, que acabou em Glasgow…

Lagos, Montanhas e Castelos…

A Escócia é pródiga em Lagos, Montanhas e Castelos numa combinação. A outros níveis também, mas alguns desses talvez fiquem para outro artigo, ou já tenham sido mencionados anteriormente (como a quantidade de destilarias de Whisky que possui).

No terceiro dia na Escócia, o objectivo final era dormir em Glasgow, com acento tónico no dormir, porque queria aproveitar o máximo o percurso até lá.

Terceiro dia na Escócia - mapa

Mas a viagem começou na direcção oposta… pois o meu marido queria visitar uma destilaria que não tinha conseguido visitar no dia anterior, a Cardhu.

Comparada com a que tinhamos visitado no dia anterior, esta não me deixou tão “maravilhada”, mas com isso não pretendo dizer que a visita guiada à destilaria, não foi uma experiência enriquecedora, porque foi.

Cardhu - exterior destilaria

Não era possível tirar fotografias durante a visita guiada, pelo que apenas o pude fazer na area interior da loja, também reservada no fim da viagem à prova de 3 amostras Whiskies Cardhu.

Faço referência a esta precisão apenas porque os Cardhu são Whiskies Single Malt, mas faz parte da história da destilaria Cardhu o facto desta ter sido adquirida pela John Walker & Sons em 1893. Os Whiskies Johnnie Walker, porque se tratam de Blended Malt Whisky, são assim originários parcialmente desta destilaria, tendo esta como uma das suas legítima casas.

Convém referir igualmente, que na loja era possível adquirir Whiskies não apenas da Cardhu e Johnnie Walker, mas também de outras marcas escocesas da região que pertencem igualmente ao grupo Diageo.

Cardhu - interior loja

Depois da visita à destilaria, a viagem começou realmente no sentido pretendido… passando de novo por Inverness, em direção ao Lago Ness. Confesso que não andei à procura do Nessie, o conceituado monstro do lago. Ainda assim passamos pelo Centro e Exibição do Loch Ness, onde não faltavam réplicas e referências ao Nessie.

Centro do Loch Ness

Não permanecemos aí durante muito tempo, porque mais do que monstros estavamos mais interessados em avistar o Castelo Urquhart, ou mais concretamente as ruinas do mesmo que se encontra nas imediações, no Lago Ness.

Lago Ness e Castelo Urquhart

Com uma localização absolutamente fantástica, seria impossível ficar indiferente às ruinas do Castelo. Mas por se tratarem justamente de ruinas, não havia muito que realmente pudesse ser visitado (segundo os meus padrões), que me desculpem o sacrilégio, os que tem um particular interesse por arqueologia e ruinas.

Assim, depois de o avistar à distância, optei por aproveitar ao máximo o dia, continuando viagem com outro destino no pensamento.

Mas não se pode descontar o facto, que o percurso embora com paisagens dificeis de ignorar e que convidam a parar para as apreciar melhor, é composto por estradas predominantemente locais e em várias situações, apenas com uma estreita faixa de rodagem. Assim o percurso demorou bem mais que quaisquer expectativas minhas, por mais pessimistas que fossem.

Paisagem entre o Lago Ness e Inverarey _01

Paisagem entre o Lago Ness e Inverarey _02

E consequência dessa realidade, só chegamos ao destino intermédio, bem depois da hora deste fechar as suas portas ao publico e permitir ser visitado.

E sim, num país como a Escócia, com tantos, tantos castelos, era mesmo um que eu pretendia visitar, o Castelo de Inveraray.

Mas só consegui apreciar o exterior do Castelo (do século XVIII, mas que parcialmente já remontava ao século XV), casa ancestral do  Duque de Argyll, Chefe do Clan Campbell.

Castelo de Inverarey

A sua localização perto do Lago Fyne, insere-o numa paisagem ainda mais cativante, que as cores do entardecer só glorificam.

Lago Fyne

A chegada a Glasgow só aconteceu bem depois das 21h, mas valeu bem a pena, aproveitar o dia no percurso ao invés de no destino…

Nas Terras Altas escocesas

O segundo dia na Escócia começou no hotel, com um pequeno almoço continental para uns, e um tipicamente Macdonald escocês para outro.

Macdonald - pequeno almoço

O percurso previamente definido, sofreu alterações ao longo do dia, mas presumo que  o imprevisto também torna um dia de férias ainda mais interessante.

O mapa seguinte, (uma vez mais cortesia do Google maps) resume o resultado final, mas apenas em um sentido, porque o dia acabou uma vez mais no hotel em Inverness.

Segundo dia na Escócia - mapa

O primeiro local que mereceu uma paragem, foi totalmente inesperado. Era um local que o meu marido queria visitar mas que tinha desistido, ao constatar via internet que o local não estaria a laborar durante o período da Páscoa. Assim não se tinha preocupado em descobrir onde ficava concretamente.

No entanto, no percurso para o Castelo Dunrobin, ao apreciar a paisagem, vi uma tabuleta informativa que anunciava a proximidade da Destilaria Glenmorangie. Essa era justamente a destilaria sobre a qual o meu marido tinha pesquisado, e decidimos espreitar se realmente estaria tudo fechado ou se daria para visitar.

Glenmorangie street sign 1

Os prenuncios eram encorajadores, já que haviam vários automóveis, estacionados no parque.

Destilaria Glenmorangie 1

Efectivamente, era possível visitar a destilaria, mas foi a loja, em um  pequeno edífício anexo, que mais despertou a nossa atenção.

Destilaria Glenmorangie 2

A loja é elegante e selecta, e possuia algumas garrafas de Whisky que a avaliar pelo seu preço, suponho que só podiam ser excepcionais.

Destilaria Glenmorangie 3

Depois da destilaria, a viagem continuou em direcção ao Castelo Dunrobin, um dos castelos que eu tinha mais interesse em visitar nas Terras Altas escocesas.

Castelo Dunrobin - indicacao

O Castelo Dunrobin parece literalmente retirado de um Conto de Fadas.

Dunrobin Castle postcard

O Castelo Dunrobin é das grandes casas, a que se encontra mais a norte na Escócia, sendo mesmo a maior das Terras Altas com 189 quartos, e uma das casas britânicas mais antigas continuamente habitadas, datando em parte dos inícios dos anos 1300.

Trata-se da casa histórica dos Condes e Duques de Sutherland. A Primeira parte do edifício data de cerca de 1275 e possui várias extensões posteriores.

Eis a planta informativa do que se pode encontrar na propriedade.

Dunrobin Castle plan

E mesmo em um dia com muitas semelhanças a um outonal, não perde muito do seu encanto.

Castelo Dunrobin - castelo e jardim

Além do jardim, também tive o desprazer de visitar o Museu, anexo à propriedade, onde estão expostos os trofeus e comprovativos de caça dos ancestrais da família Sutherland. Para mim o museu pode ter o efeito de incentivar a caça furtiva, de alguma forma enaltecendo-a, o que só pode ter repercuções nefastas.

Castelo Dunrobin - Museu

Já dentro do Castelo, não era permitido tirar fotografias, pelo que as que possuo se limitam à entrada, onde se adquirem os bilhetes, o que não revela muito do seu interior.

Castelo Dunrobin - interior

Assim na loja não saí sem o Guia oficial do Castelo (e sem mais uma decoração para a minha árvore de Natal).

Dunrobin Castle guide

Após dar por concluida a visita ao castelo Dunrobin, eis chegada a altura de alterar os planos seguintes (que implicavam uma inversão de marcha e seguir no sentido contrário, em direccao à região de Speyside, especialmente pródiga em destilarias de Whisky).

Assim o destino continou em direcção à extremidade mais a norte da ilha da Grã-Bretanha, num percurso predominantemente junto à costa até John O’ Groats.

Percurso até John O Groats

O principal motivo para a visita a este vilarejo, é simples. O local é conhecido por ser uma das extremidades da distância mais longa entre dois pontos continentais britânicos habitados, com a extremidade da terra a sudoeste, em Cornwall a distar 876 milhas (1.410 quilômetros) de John O’ Groats.

John o Groats

Numa lojinha nas imediações, além de adquirir um postal ilustrativo do percurso destas 876 milhas, não resisti a comprar também uma bola com motivos escoceses para decorar a minha árvore de Natal.

John O Groats

Dever cumprido, chegamos a John O’ Groats, era por isso altura de finalmente regressar a Inverness, sem mais desvios previstos. Até porque o Castelo e Jardins de Mey, que fica nas imediações, estava ainda fechado ao publico.

A chegada a Inverness foi bem mais tardia que quaisquer previsões podiam antever, pois na viagem de regresso encontramos uma fila interminavel de veiculos na estrada, consequência de um veículo pesado a obstruir completamente as vias.

veiculo pesado na estrada

E descobrimos em “primeira mão” a parca quantidade de estradas alternativas e o quão estreitas, apenas com uma faixa de rodagem,  as estradas na Escócia podem ser.

O aspecto positivo do percurso alternativo utilizado, foi poder apreciar um pouco a costa oeste da Escócia, ver as ovelhas a uma incrível proximidade e desfrutar ainda mais da paisagem.

Percurso de regressoa a Inverness

Assim a chegada a Inverness foi apenas para jantar, e descobrir que a maioria dos Restaurantes escoceses estão interditos a menores de 16 anos a partir das 21h, por servirem bebidas alcoolicas e funcionarem como Pubs também.

Acabo este artigo com Inverness ao anoitecer, com o seu castelo e as margens junto ao Rio Ness.

Inverness ao anoitecer

Em terras da “Mary, Queen of Scots”

As férias da Páscoa 2017 começaram demasiado cedo, para quaisquer padrões convencionais, uma vez que o voo entre Munique e Edinburgo estava marcado para as 5:55 de manhã. Como se tratou de um voo directo, não houve atrasos dignos de referência, a chegada ao aeroporto de Edinburgo foi registada cerca das 7:20, hora local.

O aeroporto de Edinburgo, tratando-se do aeroporto da capital do país, admito que o esperava com maiores dimensões e melhores infraestruturas, nada comparável com o de Munique por exemplo. Suponho que seja reflexo do nível de afluxo diário de voos e passageiros, que ambos possuem, que justificará em parte essa diferença. Com isso não pretendo dizer, que se trate de um aeroporto rudimentar, ou que tenha sido complicado e demorado sair do mesmo, muito pelo contrário.

Aeroporto de Edinburgo

Com as malas despachadas já em nossa posse, o passo seguinte foi encontrar o balcão  de atendimento da Sixt, onde tinhamos previamente feito o aluguer de uma viatura. Aí o atendimento foi bastante expedito e agradável, conforme os padrões esperados. Houve mesmo um upgrade da viatura oferecida, o que é sempre agradável, e acabamos por saír do aeroporto com um Mercedes-Benz Classe C novo.

Auto - Sixt

Os planos para o primeiro dia na Escócia, não envolviam ficar na capital do país, antes rumar em direção à capital das Terras Altas escocesas (Highlands), mas não necessariamente optar pelo caminho mais directo para lá chegar.

A minha proposta implicava várias paragens durante o percurso, com o objectivo de explorar algumas atrações turísticas. Claro que à priori eu acho sempre que o tempo é elástico, que nós somos imunes ao cansaço (consequência de termos madrugado), e que por isso conseguimos visitar mais do que é humanamente possível.

O resultado final ficou bastante aquêm das minhas expectativas iniciais, mas no computo geral, ainda assim, diria que foi um sucesso. O mapa seguinte, “cortesia” do Google maps, ilustra os locais, no percurso, que efectivamente visitamos.

Primeiro dia na Escócia - mapa

O primeiro local onde paramos foi em Linlithgow. O motivo era simples, pretendia visitar o Palácio onde a Rainha Mary Stuart nasceu, o Palácio de Linlithgow.

O dia digno de Outono e não de Primavera, não nos impediu de desfrutar da agradável paisagem do Palácio e Igreja Paroquial de St Michael, avistada junto ao lago com nome homónimo.

Palácio de Linlithgow 1

Palácio de Linlithgow

O caminho de acesso principal ao Palácio, é feito passando primeiro por uma praça com a Cruz e seu icónico Poço no centro, local central da cidade onde se realizam mercados, cerimónias publicas e anúncios.

O edifício com uma torre de relógio, à esquerda do Poço na foto abaixo, foi outrora o edifício Municipal da cidade, construido entre 1668-70 por John Smith, baseado nos planos de John Mylne, Mestre Masson  de Charles I e Charles II. Actualmente é um Centro de Artes da Comunidade denominado de Burgh Halls.

Linlithgow 2

Poço da Cruz,  Antigo Edifício Municipal – Burgh Halls

Continuando pelo Kirkgate chega-se ao portão do Palácio, com os brasões que registram a linha real de sucessão. O Portão data de cerca de 1535, e os quatro paineis esculpidos e pintados representam as ordens de cavalaria transmitidas por James V – o Velo de Ouro, São Miguel, a Jarreteira e o Cardo.

Linlithgow 3

Imediatamente depois de se passar pelo portão do Palácio, encontra-se a Igreja Paroquial de S. Miguel.

A igreja foi consagrada em 1242, mas sofreu um fogo em 1424 e foi reconstruida pouco depois na sua forma actual. Em 1821 perdeu  a sua coroa de pedra do século XV, a qual foi substituida em 1964 pela actual de alumínio.

Linlithgow 4

Ao lado encontra-se o motivo principal da visita à cidade, o Palácio de Linlithgow.

Linlithgow 5

Uma casa senhorial real foi construida no local do presente palácio, no século XII. O actual edifício quadrado começou a ser construido em 1424 para o Rei James I e foi concluido após dois séculos. James V nasceu neste palácio em 1512 e Mary, Rainha dos Escoceses, em 1542.

O Parlamento Escocês encontrou-se no grande salão em diversas ocasiões, sendo que a ultima foi em 1646. O Palácio foi fortificado e ocupado durante 1650-59 por Oliver Cromwell, e eviscerado pelo fogo em 1746 depois da ocupação pelos soldados do Duque de Cumberland e permaneceu sem telhado desde então.

Actualmente encontra-se em ruinas, e por isso a visita que fizemos ao mesmo foi curta que o inicialmente previsto. A estátua no jardim é da Rainha Mary.

Palácio de Linlithgow 3

Onde despendemos mais tempo, foi a explorar a loja do Palácio. Aí adquiri um livro sobre os Castelos escoceses “Scottisch Castles & Fortifications” e um postal.

Linlithgow Palace

Depois de Linlithgow, o destino seguinte foi Stirling onde havia um castelo que queria impreterivelmente visitar, o Castelo de Stirling.

Ao contrário do anterior, este não se encontra em ruinas e tem muito mais para visitar.

Stirling Castle_0001

Como o castelo fica no cimo de um rochedo, a paisagem avistada do mesmo é magnifica, e o Monumento Wallace, à distância, destaca-se indiscutivelmente tornando-se incontornável.

Wallace Monument avistado do castelo de Stirling

O magnificente Castelo de Stirling dominou a história escocesa durante séculos, e permanece como um dos melhores exemplos da arquitectura renascentista na Escócia.

O edifício actual remonta aos séculos XV e XVI e foi defendido contra os Jacobitas em 1746. Entre 1881 e 1964 foi usado como um depósito para recrutas dos Highlanders de Argyll e Sutherland (Regimento de Infantaria), mas agora não serve quaisquer funções militares.

Gerações de monarcas escoceses, ampliaram, adaptaram e embelezaram o castelo durante séculos. O Palácio Real foi a casa de infância da Mary, Rainha dos Escoceses.

Não faltavam assim motivos, para este castelo ter caído no meu radar de castelos que queria visitar.

O mapa seguinte, retirado do site oficial do castelo, ilustra o quanto há para explorar no Castelo de Stirling.

Stirling Castle Map

E incontornavelmente, a visita exploratória começa passando pela entrada principal. Depois de apreciar as vistas e a estátua de Roberto I, embainhando a sua espada após a Batalha de Bannockburn em 1314.

Castelo Stirling 1

Depois de adquiridos os bilhetes, claro que visitei a loja do pátio, mas como se pode ver pelo mapa, essa não é a única loja nas instalações.

Após o controlo dos bilhetes encontra-se do lado esquerdo o acesso ao jardim da Rainha Anne, e do lado direito o Café Unicórnio (algo que despertou muito mais o interesse do meu “5 palmos”).

Castelo Stirling 2

Já o Esporão Francês com os seus canhões, fica por cima do Café, e do mesmo também se pode desfrutar de uma paisagem fantástica.

Castelo Stirling 3

E depois de apreciar a paisagem, eis que finalmente atravessamos o portão com as duas torres laterais circulares e chegamos ao pátio exterior.

Antes de visitarmos os Edifícios reais propriamente ditos, optamos por visitar primeiro a Cozinha, e a exposição de Tapeçarias.

Achei particularmente interessante na cozinha todo o ambiente encenado que parecia muito autêntico.

Castelo Stirling 4

Já a exposição de tapeçarias ajudou-me a perceber melhor o porquê do logótipo do Castelo ter um Unicórnio, uma vez que o tema das tapeçarias conta a história da Caça de um e qual o seu simbolismo. (As tapeçarias ilustradas nos placares, essas estão nas paredes das salas do Castelo.)

Castelo Stirling 5

De regresso agora ao Pátio Interior, as fachadas dos vários edifícios que o envolvem, evidenciam que não foram construidos simultaneamente, ambos foram resultado de ampliações sucessivas, pelos diferentes estilos e materiais usados.

Castelo Stirling 6

O Grande Salão (edificio com as fachadas exteriores pintadas de amarelo pálido, oficialmente, dourado real) foi concluido para James IV em 1503 e é o maior deste tipo alguma vez construido na Escócia. Foi usado para festas, danças e concursos e possui grandes janelas do lado onde se sentam os reis à mesa.

Castelo Stirling 7

Através de uma porta lateral ao fundo do salão, acede-se directamente ao edifício do Palácio Real. Trata-se de uma autêntica viagem no tempo, à época do reinado de James V, da infância da  Mary Stuart e da realeza do século XVI.

Além das divisões incrivelmente bem conservadas, tratadas e magnificamente decoradas, o que mais me agradou foram as personagens vestidas a rigor de acordo com época, com as quais podiamos interagir, e descobrir por essa via pormenores sobre as vivências, intrigas e acontecimentos da corte da altura.

Castelo Stirling 8

O terraço conhecido como Posto de Observação das Senhoras, como o próprio nome sugere, era usado pelas damas da corte para apreciarem a paisagem circundante. Acede-se ao mesmo através de uma porta do palácio para o exterior.

Castelo Stirling 9

Depois do palácio seguiu-se a visita ao Museu do Regimento, algo que confesso despertou mais o interesse e atenção do meu marido do que o meu.  Pessoalmente o que eu achei mais piada foi apreciar os Kilts e outros acessórios que constituem a indumentária típica e tradicional escocesa.

Castelo Stirling 10

Por fim, visitamos a Capela Real, o ultimo dos edificios reais erguidos no Castelo. Construida em apenas sete meses, por ordens de James VI que queria um local adequado para o baptismo do seu filho e herdeiro Principe Henrique. Data de 1593-4 e foi uma das primeiras igrejas protestantes na Escócia.

 

Castelo Stirling 11

A visita à descoberta deste castelo e de muitos dos seus recantos, agradou-me imenso, mas era chegada a altura de continuar viagem em direcção a Inverness.

Desta vez sem mais paragens previstas no percurso, pois o cansaço tinha-se apoderado dos “turistas” que madrugaram, e que só desejavam a paragem final, aquela que os levaria ao quarto do hotel.

A viagem exploratória pela Escócia continuou no dia seguinte por outras paragens…

Regresso depois das Férias…

As férias natalícias são sempre vividas com particular intensidade, repletas de momentos emotivos, onde o assento tónico é colocado nas vivências em família.

Não são um período rico em termos exploratórios de novos locais e experiências, no entanto, mesmo no ultimo dia de 2016, a caminho do local onde passaria o Reveillon, houve a oportunidade de visitar uma das “aldeias históricas de Portugal“, relativamente perto da fronteira  do país com Espanha, Monsanto.

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Por certo várias aldeias são consideradas tipicamente portuguesas, mas segundo este Postal adquirido no local, Monsanto considera-se a “mais portuguesa”.

Motivos para isso não faltam, pois o prospecto de Monsanto no âmbito das Aldeias Históricas de Portugal,  faz referência a dois titulos que lhe foram atribuidos no século XX, em 1938 “Aldeia mais Portuguesa de Portugal” e em 1995 “Aldeia Histórica”.

O mapa/esquema seguinte, revela as principais atrações turísticas e pontos de interesse que  a Aldeia de Monsanto possui (e foi retirado do panfleto turístico disponível no site das Aldeias Históricas).

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Uma das vantagens, ou talvez não, de ter visitado esta aldeia no último dia do ano, é que não estava particularmente lotada de turistas, muito pelo contrário. Mas talvez também porque as expectativas eram essas, o posto de turismo estava fechado. Felizmente uma lojinha de “souvenirs” da região estava aberta, e na mesma pude adquirir postais e o prospecto já acima mencionado, o que foi bastante util, para a visita à descoberta da aldeia.

A chegada à aldeia com estradas locais estreitas e com curvas não facilitam o acesso e não convidam ao estacionamento, até porque que não há muitos locais disponíveis para o efeito. Por isso visitar a aldeia num dia parco em turistas, foi uma vantagem, pois não foi dificil encontrar um local para estacionar o automovel.

As imagens tiradas, num dia “solarengo” pemitem ficarem com uma ideia do que podem encontrar por lá, tudo muito bem explicado dada a sinaléctica existente, e que ajuda sempre.

1 – Porta do Espírito Santo ou de São Sebastião &  2 – Capela do Espírito Santo

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3 – Chafariz do Meio

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4 – Casa de Fernando Namora

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5 – Cruzeiro de S. Salvador

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 7 – Igreja Matriz ou de S. Salvador

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8 – Solar dos Pinheiros e Chafariz do Mono

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9 – Solar do Marquês da Graciosa

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12 – Antigo Consultório de Fernando Namora

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13 – Igreja da Misericórdia

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14 – Torre de Lucano ou do Relógio

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A fantástica paisagem avistada do Miradouro do Forno (20)

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21 – Gruta

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22 – Percurso e Subida para o Castelo

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A chegada ao Castelo, é conseguida depois de uma subida com um declive acentuado, mas não particularmente dificil. Confesso que quando vi o percurso pensei que iria ser mais dificil e demorado atingir o topo, e nem estava com calçado apropriado para a caminhada.

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A vista panorâmica do castelo permite identificar melhor o que este guarda entre as suas muralhas.

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Capela de Santa Maria do Castelo, é um dos focos de interesse.

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A Cisterna destaca-se no centro do recinto.

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A Porta Falsa ou de Traição é uma das formas de sair do Castelo e de regressar ao centro da Aldeia, mas o percurso escorregadio descendente foi-me desaconselhado no Inverno. Do lado direito desta Porta é onde se encontra a Torre Perimetral. Para além da porta, no entanto, a paisagem que se avista, essa não é nada proibitiva, antes muito convidativa.

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A visita à Citadela permite vislumbrar igualmente uma paisagem privilegiada sobre a aldeia.

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Fora das muralhas do Castelo existem outros focos de interesse, e pouco depois da saída do mesmo, encontra-se a Capela de S. Miguel.

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Continuando o percurso descendente outros locais merecem atenção, mas também é mais uma oportunidade para apreciar um pouco mais o castelo.

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As Furdas, conhecidas por pocilgas, ao contrário do que seria o caso anteriormente, não inspiram actualmente repugnância pois não emitem qualquer odor nauseabundo.

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Termino este artigo com imagens que transpiram um pouco mais o ambiente que se vive na aldeia e que a tornam peculiar. Espero que “abram ainda mais o apetite” a visitarem-na (caso ainda não o tenham feito) e a descobri-la com os vossos próprios olhos.

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Floresta de vidro

Na Alemanha existem diversas rotas temáticas que envolvem percursos mais ou menos extensos. Algumas dessas rotas já foram mencionadas por aqui, mas a de hoje ainda não.

Glasstraße - sinalizacao

A estrada do cristal, Glasstraße da Baviera Oriental, integrada na Floresta da Baviera (Bayerischer Wald) é um desses casos.

No site oficial da Glasstraße é possível encontrar um mapa em pdf com a referida extensão da estrada e as cidades que a integram, algumas praticamente na fronteira com a Republica Checa.

Glasstraße map

Uma das principais atracções turísticas desta estrada é a Floresta de Cristal, Gläserne Wald em Regen, e foi justamente esta que despertou a minha curiosidade e me fez percorrer cerca de 175 km a partir de Munique, para a visitar.

Confesso que as minhas expectativas foram um pouco defraudadas, pois para uma floresta esperava algo com maior extensão.

A Floresta de Cristal foi criada perto do castelo de Weißenstein seguindo uma ideia de Charly Rödl, o chefe de informações turísticas locais. As árvores de vidro, foram criadas por vários artistas, cada uma com as suas peculiaridades, o que cria um cenário único e original e um pouco menos bucólico.

Regen - Glaeserne Wald 1

Regen - Glaeserne Wald 2

A casa que sobressai nas imagens anteriores perto da floresta de vidro pertenceu a Siegfried von Vegesack (1888 – 1974), um escritor e tradutor alemão. Foi convertida em 1984 num museu na “Fressende Haus” (Casa Carnívora – nome homónimo de um dos romances mais conceituados deste autor, e assim denominada pelo seu proprietário, uma vez que o edifício devorava muito dinheiro na sua manutenção). É possível visita-lo entre meados de Maio e meados de Outubro.

Neste museu é possível encontrar no rés do chão um quarto dedicado ao proeminente autor e anterior proprietário. No primeiro andar encontra-se a maior colecção privada de rapé do mundo com cerca de 1200 latas e frascos coloridos. O segundo andar é dedicado a exposições temporárias e no terceiro andar a exposição tem como moto “o lado positivo da dura vida” com uma peculiar colecção de arte popular do Dr. Reinhard Haller. Também se pode encontrar neste museu achados arqueológicos dos séculos XIV a XVII.

O edifício foi construído originalmente em 1100 como celeiro do Castelo Weißenstein, e situa-se aos pés deste.

Do Castelo de Weißenstein restam apenas as suas ruínas, as quais é possível visitar. Das mesmas pode-se apreciar a privilegiada paisagem proporcionada pela sua localização sobranceira, uma vez que o castelo foi construído sobre o ponto mais alto do Pfahl de rochas de quartzo que se estende pela floresta da Baviera.

Regen - Ruinas do Castelo de Weißenstein

Nas imediações fica a capela de Weißenstein, situada na base do rochedo e das ruínas do castelo. A capela foi construída em 1820. Esta é bastante sui generis uma vez que possui placas/tábuas mortuárias penduradas nas suas paredes exteriores.

Regen - Capela de Weißenstein

.Estes são alguns dos motivos de interesse para visitar Weißenstein em Regen, um dos principais atractivos na estrada de cristal, a Glasstraße.

Em Valletta, o Palácio dos Grão-Mestres

Malta é um país que só se tornou independente do Reino Unido em 1964 e é uma República desde 1974.

Em Malta a primeira cidade visitada foi a sua capital, Valletta. Mas num passado já longínquo foi outra a capital do país, Mdina,

A cidade de Valletta começou a ser construída após a guerra dos turcos contra a Ordem dos Cavaleiros de S. João, então instalada em Malta, ter sido dada por terminada em 1565 quando os turcos se retiraram derrotados. A cidade ficou concluída em 1568. Assim sendo, a história da cidade não pode ser dissociada da história da própria famosa ordem, apelidada de Ordem de Malta.

Apelidada de museu ao ar livre, pois “possui mais de 300 monumentos numa área extremamente pequena, com fortalezas e muralhas defensivas em seu redor” como o artigo que encontrei muito bem ilustra.

O mapa seguinte do centro histórico de Valletta elucida acerca dos principais pontos turísticos a explorar, mas existem muitos outros.

Mapa de Valletta

Como mais vale explorar alguns monumentos convenientemente, do que tentar ver o máximo das atracções turísticas sem efectivamente ter visto nenhuma, seleccionamos quais as que não poderíamos perder.

No topo da lista estavam o Palácio dos Grão-Mestres e Arsenal e claro, a Co-Catedral de S. João.

O Palácio dos Grãos-Mestres e o Arsenal, é sobre o que se debruça este artigo.

“As Salas de Estado são a parte visitável do Palácio Presidencial situado no coração da Malta, na cidade de Valletta Património Mundial da Humanidade. O palácio em si foi um dos primeiros edifícios da nova cidade de Valletta fundada pelo Grão-Mestre Jean Parisot de La Vallette em 1566, poucos meses após o sucesso do Grande Cerco de Malta em 1565. O Palácio foi ampliado e desenvolvido pelos sucessivos Grão-Mestres para servir como sua residência oficial. Mais tarde, durante o período britânico, serviu como o Palácio do Governador e foi a sede do primeiro parlamento constitucional de Malta em 1921. O palácio é hoje a sede do Gabinete do Presidente da República e da Casa do Parlamento” (texto traduzido e retirado daqui).

Malta - Palácio dos Grao Mestres - inscricoes na Fachada exterior e entrada

Na área interior que é possível visitar, são os corredores repletos de frescos nas paredes e tectos o que mais me deixou deslumbrada.

Malta - Palácio dos Grao Mestres - primeiro Corredor

Malta - Palácio dos Grao Mestres - Corredores

E no chão, os vários brasões, evidenciam um pouco a história do próprio país, espelhada pelas alterações destes de acordo com a influencia e domínios a que esteve sujeito e da sua posterior independência.

Malta - Palácio dos Grao Mestres - brasoes no chao

Além de percorrer os corredores com os impressionantes frescos, também é possível visitar algumas divisões.

Salão de Jantar do Estado – salão utilizado para banquetes oficiais organizados em homenagem a dignatários de alto perfil e chefes de estado. Ele é decorado com mesas de consola com tampo de mármore do século XVIII que ostentam relógios de estante ornamentados e inclui uma lareira de mármore na extremidade. O salão original foi severamente danificado durante os ataques aéreos sofridos durante a Segunda Guerra Mundial e foi em grande parte reconstruido no estilo decorativo neo-clássico do século XIX.

As imagens nesta sala representam Chefes de Estado de Malta, incluindo a Rainha Elizabeth II de Inglaterra como rainha de Malta, após a concessão da independência às ilhas em 1964, e os presidentes da República no seguimento da Constituição Republicana de 1973″.(texto traduzido e retirado daqui)

Malta - Palácio dos Grao Mestres - Salao de jantar do estado

Sala do Grande Concelho ou Sala do Trono – “este salão foi originalmente usado para funções oficiais participadas do trono pelo Grão-Mestre da Ordem de S. João. Mais tarde, foi também utilizado com o mesmo fim pelos governadores britânicos ao longo dos séculos XIX e XX, e actualmente pelo Presidente da República de Malta. Durante o início do período britânico, os murais foram cobertos da vista por um esquema decorativo Neo-clássico que mudou completamente o caráter do salão. Foi então também renomeado de o Salão de São Miguel e São Jorge, com a instituição de uma nova ordem de cavalaria pelo rei George IV da Inglaterra. Os murais só foram descobertos novamente em 1908, mas a parede sul foi radicalmente alterada para incluir uma galeria de música.” (texto traduzido e retirado daqui)

Malta - Palácio dos Grao Mestres - Grande Camara de Conselho

Salão de Páginas ou Paggeria – “é o segundo salão principal das Salas de Estado. Esta salão foi anteriormente também conhecido como Sala amarela e, mais recentemente, como Sala Verde, em virtude das cores do tecido damasco que reveste suas paredes. Ele agora serve como uma sala de conferências para o Presidente da República de Malta. A sala de páginas, ou sala verde, como é mais popularmente conhecida, inclui uma série de pinturas e obras de arte de extrema importância histórica. Estes incluem obras de Antoine Favray (1706-1798) e Jusepe Ribera também conhecido como Lo Spagnoletto (1591-1652). Esta sala inclui algumas belas peças de mobiliário do século XVIII, incluindo armários malteses e embutidos de mogno. Outros itens neste quarto incluem vasos de porcelana vidrada chinesa azul-e-branco e vasos maiólicos de Urbino” (texto traduzido e retirado daqui).

Malta - Palácio dos Grao Mestres - Salao de paginas

Salão dos Embaixadores – “é o terceiro salão principal das salas de estado. Durante os tempos da Ordem de São João, ele foi usado por diplomatas estrangeiros para reuniões privadas com o Grão-Mestre. Hoje, é o local onde o Presidente de Malta recebe embaixadores apresentando suas credenciais. O Salão dos Embaixadores, detém funções importantes do estado, sendo neste que os novos ministros e funcionários do governo tomam posse . A sala, repleta de cortinas damasco carmesim, inclui retratos de monarcas e dignitários dos séculos XVII e XVIII, incluindo as que representam Catarina II, imperatriz da Rússia, Dimitri Gregoriovitch Levitzky (1735-1822), Louis XIV da França por Jean François de Troy (1679-1752) e Louis XV por Jean Baptiste Van Loo (1684-1745).” (texto traduzido e retirado daqui)

Malta - Palácio dos Grao Mestres - Salao do Embaixador

Com uma República tão recente, não é de estranhar que em apenas uma pedra de mármore possam estar inscritos todos os presidentes que a República de Malta já possuiu.

Malta - Palácio dos Grao Mestres - Placa com inscricao dos Presidentes de Malta

Já Comissários civis e Governadores de Malta (relativos ao período em que foi uma colónia do Reino Unido), a lista é mais extensa sendo o primeiro relativo ao período entre 1799 e 1801 e o ultimo de 1962 a 1964.

Malta - Palácio dos Grao Mestres - Placa com inscricao dos Governantes de Malta

Depois da visita às Salas de estado, estava por visitar o arsenal, dos cavaleiros da conhecida ordem militar de Malta.

Malta - Palácio dos Grao Mestres - o arsenal

Nesse domínio não faltavam armas de diversos géneros incluindo canhões e armaduras que remontavam a diferentes épocas.

Malta - Palácio dos Grao Mestres - o arsenal 1

Depois de visitados os pertences dos cavaleiros da ordem militar, eis chegada a altura de dar por concluída a visita ao Palácio dos Grão-Mestres

Termino assim este artigo com imagens do pátio interior do palácio.

Malta - Palácio dos Grao Mestres - Pátio interior