Em terras da “Mary, Queen of Scots”

As férias da Páscoa 2017 começaram demasiado cedo, para quaisquer padrões convencionais, uma vez que o voo entre Munique e Edinburgo estava marcado para as 5:55 de manhã. Como se tratou de um voo directo, não houve atrasos dignos de referência, a chegada ao aeroporto de Edinburgo foi registada cerca das 7:20, hora local.

O aeroporto de Edinburgo, tratando-se do aeroporto da capital do país, admito que o esperava com maiores dimensões e melhores infraestruturas, nada comparável com o de Munique por exemplo. Suponho que seja reflexo do nível de afluxo diário de voos e passageiros, que ambos possuem, que justificará em parte essa diferença. Com isso não pretendo dizer, que se trate de um aeroporto rudimentar, ou que tenha sido complicado e demorado sair do mesmo, muito pelo contrário.

Aeroporto de Edinburgo

Com as malas despachadas já em nossa posse, o passo seguinte foi encontrar o balcão  de atendimento da Sixt, onde tinhamos previamente feito o aluguer de uma viatura. Aí o atendimento foi bastante expedito e agradável, conforme os padrões esperados. Houve mesmo um upgrade da viatura oferecida, o que é sempre agradável, e acabamos por saír do aeroporto com um Mercedes-Benz Classe C novo.

Auto - Sixt

Os planos para o primeiro dia na Escócia, não envolviam ficar na capital do país, antes rumar em direção à capital das Terras Altas escocesas (Highlands), mas não necessariamente optar pelo caminho mais directo para lá chegar.

A minha proposta implicava várias paragens durante o percurso, com o objectivo de explorar algumas atrações turísticas. Claro que à priori eu acho sempre que o tempo é elástico, que nós somos imunes ao cansaço (consequência de termos madrugado), e que por isso conseguimos visitar mais do que é humanamente possível.

O resultado final ficou bastante aquêm das minhas expectativas iniciais, mas no computo geral, ainda assim, diria que foi um sucesso. O mapa seguinte, “cortesia” do Google maps, ilustra os locais, no percurso, que efectivamente visitamos.

Primeiro dia na Escócia - mapa

O primeiro local onde paramos foi em Linlithgow. O motivo era simples, pretendia visitar o Palácio onde a Rainha Mary Stuart nasceu, o Palácio de Linlithgow.

O dia digno de Outono e não de Primavera, não nos impediu de desfrutar da agradável paisagem do Palácio e Igreja Paroquial de St Michael, avistada junto ao lago com nome homónimo.

Palácio de Linlithgow 1

Palácio de Linlithgow

O caminho de acesso principal ao Palácio, é feito passando primeiro por uma praça com a Cruz e seu icónico Poço no centro, local central da cidade onde se realizam mercados, cerimónias publicas e anúncios.

O edifício com uma torre de relógio, à esquerda do Poço na foto abaixo, foi outrora o edifício Municipal da cidade, construido entre 1668-70 por John Smith, baseado nos planos de John Mylne, Mestre Masson  de Charles I e Charles II. Actualmente é um Centro de Artes da Comunidade denominado de Burgh Halls.

Linlithgow 2

Poço da Cruz,  Antigo Edifício Municipal – Burgh Halls

Continuando pelo Kirkgate chega-se ao portão do Palácio, com os brasões que registram a linha real de sucessão. O Portão data de cerca de 1535, e os quatro paineis esculpidos e pintados representam as ordens de cavalaria transmitidas por James V – o Velo de Ouro, São Miguel, a Jarreteira e o Cardo.

Linlithgow 3

Imediatamente depois de se passar pelo portão do Palácio, encontra-se a Igreja Paroquial de S. Miguel.

A igreja foi consagrada em 1242, mas sofreu um fogo em 1424 e foi reconstruida pouco depois na sua forma actual. Em 1821 perdeu  a sua coroa de pedra do século XV, a qual foi substituida em 1964 pela actual de alumínio.

Linlithgow 4

Ao lado encontra-se o motivo principal da visita à cidade, o Palácio de Linlithgow.

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Uma casa senhorial real foi construida no local do presente palácio, no século XII. O actual edifício quadrado começou a ser construido em 1424 para o Rei James I e foi concluido após dois séculos. James V nasceu neste palácio em 1512 e Mary, Rainha dos Escoceses, em 1542.

O Parlamento Escocês encontrou-se no grande salão em diversas ocasiões, sendo que a ultima foi em 1646. O Palácio foi fortificado e ocupado durante 1650-59 por Oliver Cromwell, e eviscerado pelo fogo em 1746 depois da ocupação pelos soldados do Duque de Cumberland e permaneceu sem telhado desde então.

Actualmente encontra-se em ruinas, e por isso a visita que fizemos ao mesmo foi curta que o inicialmente previsto. A estátua no jardim é da Rainha Mary.

Palácio de Linlithgow 3

Onde despendemos mais tempo, foi a explorar a loja do Palácio. Aí adquiri um livro sobre os Castelos escoceses “Scottisch Castles & Fortifications” e um postal.

Linlithgow Palace

Depois de Linlithgow, o destino seguinte foi Stirling onde havia um castelo que queria impreterivelmente visitar, o Castelo de Stirling.

Ao contrário do anterior, este não se encontra em ruinas e tem muito mais para visitar.

Stirling Castle_0001

Como o castelo fica no cimo de um rochedo, a paisagem avistada do mesmo é magnifica, e o Monumento Wallace, à distância, destaca-se indiscutivelmente tornando-se incontornável.

Wallace Monument avistado do castelo de Stirling

O magnificente Castelo de Stirling dominou a história escocesa durante séculos, e permanece como um dos melhores exemplos da arquitectura renascentista na Escócia.

O edifício actual remonta aos séculos XV e XVI e foi defendido contra os Jacobitas em 1746. Entre 1881 e 1964 foi usado como um depósito para recrutas dos Highlanders de Argyll e Sutherland (Regimento de Infantaria), mas agora não serve quaisquer funções militares.

Gerações de monarcas escoceses, ampliaram, adaptaram e embelezaram o castelo durante séculos. O Palácio Real foi a casa de infância da Mary, Rainha dos Escoceses.

Não faltavam assim motivos, para este castelo ter caído no meu radar de castelos que queria visitar.

O mapa seguinte, retirado do site oficial do castelo, ilustra o quanto há para explorar no Castelo de Stirling.

Stirling Castle Map

E incontornavelmente, a visita exploratória começa passando pela entrada principal. Depois de apreciar as vistas e a estátua de Roberto I, embainhando a sua espada após a Batalha de Bannockburn em 1314.

Castelo Stirling 1

Depois de adquiridos os bilhetes, claro que visitei a loja do pátio, mas como se pode ver pelo mapa, essa não é a única loja nas instalações.

Após o controlo dos bilhetes encontra-se do lado esquerdo o acesso ao jardim da Rainha Anne, e do lado direito o Café Unicórnio (algo que despertou muito mais o interesse do meu “5 palmos”).

Castelo Stirling 2

Já o Esporão Francês com os seus canhões, fica por cima do Café, e do mesmo também se pode desfrutar de uma paisagem fantástica.

Castelo Stirling 3

E depois de apreciar a paisagem, eis que finalmente atravessamos o portão com as duas torres laterais circulares e chegamos ao pátio exterior.

Antes de visitarmos os Edifícios reais propriamente ditos, optamos por visitar primeiro a Cozinha, e a exposição de Tapeçarias.

Achei particularmente interessante na cozinha todo o ambiente encenado que parecia muito autêntico.

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Já a exposição de tapeçarias ajudou-me a perceber melhor o porquê do logótipo do Castelo ter um Unicórnio, uma vez que o tema das tapeçarias conta a história da Caça de um e qual o seu simbolismo. (As tapeçarias ilustradas nos placares, essas estão nas paredes das salas do Castelo.)

Castelo Stirling 5

De regresso agora ao Pátio Interior, as fachadas dos vários edifícios que o envolvem, evidenciam que não foram construidos simultaneamente, ambos foram resultado de ampliações sucessivas, pelos diferentes estilos e materiais usados.

Castelo Stirling 6

O Grande Salão (edificio com as fachadas exteriores pintadas de amarelo pálido, oficialmente, dourado real) foi concluido para James IV em 1503 e é o maior deste tipo alguma vez construido na Escócia. Foi usado para festas, danças e concursos e possui grandes janelas do lado onde se sentam os reis à mesa.

Castelo Stirling 7

Através de uma porta lateral ao fundo do salão, acede-se directamente ao edifício do Palácio Real. Trata-se de uma autêntica viagem no tempo, à época do reinado de James V, da infância da  Mary Stuart e da realeza do século XVI.

Além das divisões incrivelmente bem conservadas, tratadas e magnificamente decoradas, o que mais me agradou foram as personagens vestidas a rigor de acordo com época, com as quais podiamos interagir, e descobrir por essa via pormenores sobre as vivências, intrigas e acontecimentos da corte da altura.

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O terraço conhecido como Posto de Observação das Senhoras, como o próprio nome sugere, era usado pelas damas da corte para apreciarem a paisagem circundante. Acede-se ao mesmo através de uma porta do palácio para o exterior.

Castelo Stirling 9

Depois do palácio seguiu-se a visita ao Museu do Regimento, algo que confesso despertou mais o interesse e atenção do meu marido do que o meu.  Pessoalmente o que eu achei mais piada foi apreciar os Kilts e outros acessórios que constituem a indumentária típica e tradicional escocesa.

Castelo Stirling 10

Por fim, visitamos a Capela Real, o ultimo dos edificios reais erguidos no Castelo. Construida em apenas sete meses, por ordens de James VI que queria um local adequado para o baptismo do seu filho e herdeiro Principe Henrique. Data de 1593-4 e foi uma das primeiras igrejas protestantes na Escócia.

 

Castelo Stirling 11

A visita à descoberta deste castelo e de muitos dos seus recantos, agradou-me imenso, mas era chegada a altura de continuar viagem em direcção a Inverness.

Desta vez sem mais paragens previstas no percurso, pois o cansaço tinha-se apoderado dos “turistas” que madrugaram, e que só desejavam a paragem final, aquela que os levaria ao quarto do hotel.

A viagem exploratória pela Escócia continuou no dia seguinte por outras paragens…

Regresso depois das Férias…

As férias natalícias são sempre vividas com particular intensidade, repletas de momentos emotivos, onde o assento tónico é colocado nas vivências em família.

Não são um período rico em termos exploratórios de novos locais e experiências, no entanto, mesmo no ultimo dia de 2016, a caminho do local onde passaria o Reveillon, houve a oportunidade de visitar uma das “aldeias históricas de Portugal“, relativamente perto da fronteira  do país com Espanha, Monsanto.

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Por certo várias aldeias são consideradas tipicamente portuguesas, mas segundo este Postal adquirido no local, Monsanto considera-se a “mais portuguesa”.

Motivos para isso não faltam, pois o prospecto de Monsanto no âmbito das Aldeias Históricas de Portugal,  faz referência a dois titulos que lhe foram atribuidos no século XX, em 1938 “Aldeia mais Portuguesa de Portugal” e em 1995 “Aldeia Histórica”.

O mapa/esquema seguinte, revela as principais atrações turísticas e pontos de interesse que  a Aldeia de Monsanto possui (e foi retirado do panfleto turístico disponível no site das Aldeias Históricas).

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Uma das vantagens, ou talvez não, de ter visitado esta aldeia no último dia do ano, é que não estava particularmente lotada de turistas, muito pelo contrário. Mas talvez também porque as expectativas eram essas, o posto de turismo estava fechado. Felizmente uma lojinha de “souvenirs” da região estava aberta, e na mesma pude adquirir postais e o prospecto já acima mencionado, o que foi bastante util, para a visita à descoberta da aldeia.

A chegada à aldeia com estradas locais estreitas e com curvas não facilitam o acesso e não convidam ao estacionamento, até porque que não há muitos locais disponíveis para o efeito. Por isso visitar a aldeia num dia parco em turistas, foi uma vantagem, pois não foi dificil encontrar um local para estacionar o automovel.

As imagens tiradas, num dia “solarengo” pemitem ficarem com uma ideia do que podem encontrar por lá, tudo muito bem explicado dada a sinaléctica existente, e que ajuda sempre.

1 – Porta do Espírito Santo ou de São Sebastião &  2 – Capela do Espírito Santo

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3 – Chafariz do Meio

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4 – Casa de Fernando Namora

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5 – Cruzeiro de S. Salvador

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 7 – Igreja Matriz ou de S. Salvador

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8 – Solar dos Pinheiros e Chafariz do Mono

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9 – Solar do Marquês da Graciosa

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12 – Antigo Consultório de Fernando Namora

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13 – Igreja da Misericórdia

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14 – Torre de Lucano ou do Relógio

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A fantástica paisagem avistada do Miradouro do Forno (20)

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21 – Gruta

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22 – Percurso e Subida para o Castelo

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A chegada ao Castelo, é conseguida depois de uma subida com um declive acentuado, mas não particularmente dificil. Confesso que quando vi o percurso pensei que iria ser mais dificil e demorado atingir o topo, e nem estava com calçado apropriado para a caminhada.

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A vista panorâmica do castelo permite identificar melhor o que este guarda entre as suas muralhas.

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Capela de Santa Maria do Castelo, é um dos focos de interesse.

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A Cisterna destaca-se no centro do recinto.

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A Porta Falsa ou de Traição é uma das formas de sair do Castelo e de regressar ao centro da Aldeia, mas o percurso escorregadio descendente foi-me desaconselhado no Inverno. Do lado direito desta Porta é onde se encontra a Torre Perimetral. Para além da porta, no entanto, a paisagem que se avista, essa não é nada proibitiva, antes muito convidativa.

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A visita à Citadela permite vislumbrar igualmente uma paisagem privilegiada sobre a aldeia.

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Fora das muralhas do Castelo existem outros focos de interesse, e pouco depois da saída do mesmo, encontra-se a Capela de S. Miguel.

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Continuando o percurso descendente outros locais merecem atenção, mas também é mais uma oportunidade para apreciar um pouco mais o castelo.

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As Furdas, conhecidas por pocilgas, ao contrário do que seria o caso anteriormente, não inspiram actualmente repugnância pois não emitem qualquer odor nauseabundo.

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Termino este artigo com imagens que transpiram um pouco mais o ambiente que se vive na aldeia e que a tornam peculiar. Espero que “abram ainda mais o apetite” a visitarem-na (caso ainda não o tenham feito) e a descobri-la com os vossos próprios olhos.

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Floresta de vidro

Na Alemanha existem diversas rotas temáticas que envolvem percursos mais ou menos extensos. Algumas dessas rotas já foram mencionadas por aqui, mas a de hoje ainda não.

Glasstraße - sinalizacao

A estrada do cristal, Glasstraße da Baviera Oriental, integrada na Floresta da Baviera (Bayerischer Wald) é um desses casos.

No site oficial da Glasstraße é possível encontrar um mapa em pdf com a referida extensão da estrada e as cidades que a integram, algumas praticamente na fronteira com a Republica Checa.

Glasstraße map

Uma das principais atracções turísticas desta estrada é a Floresta de Cristal, Gläserne Wald em Regen, e foi justamente esta que despertou a minha curiosidade e me fez percorrer cerca de 175 km a partir de Munique, para a visitar.

Confesso que as minhas expectativas foram um pouco defraudadas, pois para uma floresta esperava algo com maior extensão.

A Floresta de Cristal foi criada perto do castelo de Weißenstein seguindo uma ideia de Charly Rödl, o chefe de informações turísticas locais. As árvores de vidro, foram criadas por vários artistas, cada uma com as suas peculiaridades, o que cria um cenário único e original e um pouco menos bucólico.

Regen - Glaeserne Wald 1

Regen - Glaeserne Wald 2

A casa que sobressai nas imagens anteriores perto da floresta de vidro pertenceu a Siegfried von Vegesack (1888 – 1974), um escritor e tradutor alemão. Foi convertida em 1984 num museu na “Fressende Haus” (Casa Carnívora – nome homónimo de um dos romances mais conceituados deste autor, e assim denominada pelo seu proprietário, uma vez que o edifício devorava muito dinheiro na sua manutenção). É possível visita-lo entre meados de Maio e meados de Outubro.

Neste museu é possível encontrar no rés do chão um quarto dedicado ao proeminente autor e anterior proprietário. No primeiro andar encontra-se a maior colecção privada de rapé do mundo com cerca de 1200 latas e frascos coloridos. O segundo andar é dedicado a exposições temporárias e no terceiro andar a exposição tem como moto “o lado positivo da dura vida” com uma peculiar colecção de arte popular do Dr. Reinhard Haller. Também se pode encontrar neste museu achados arqueológicos dos séculos XIV a XVII.

O edifício foi construído originalmente em 1100 como celeiro do Castelo Weißenstein, e situa-se aos pés deste.

Do Castelo de Weißenstein restam apenas as suas ruínas, as quais é possível visitar. Das mesmas pode-se apreciar a privilegiada paisagem proporcionada pela sua localização sobranceira, uma vez que o castelo foi construído sobre o ponto mais alto do Pfahl de rochas de quartzo que se estende pela floresta da Baviera.

Regen - Ruinas do Castelo de Weißenstein

Nas imediações fica a capela de Weißenstein, situada na base do rochedo e das ruínas do castelo. A capela foi construída em 1820. Esta é bastante sui generis uma vez que possui placas/tábuas mortuárias penduradas nas suas paredes exteriores.

Regen - Capela de Weißenstein

.Estes são alguns dos motivos de interesse para visitar Weißenstein em Regen, um dos principais atractivos na estrada de cristal, a Glasstraße.

Em Valletta, o Palácio dos Grão-Mestres

Malta é um país que só se tornou independente do Reino Unido em 1964 e é uma República desde 1974.

Em Malta a primeira cidade visitada foi a sua capital, Valletta. Mas num passado já longínquo foi outra a capital do país, Mdina,

A cidade de Valletta começou a ser construída após a guerra dos turcos contra a Ordem dos Cavaleiros de S. João, então instalada em Malta, ter sido dada por terminada em 1565 quando os turcos se retiraram derrotados. A cidade ficou concluída em 1568. Assim sendo, a história da cidade não pode ser dissociada da história da própria famosa ordem, apelidada de Ordem de Malta.

Apelidada de museu ao ar livre, pois “possui mais de 300 monumentos numa área extremamente pequena, com fortalezas e muralhas defensivas em seu redor” como o artigo que encontrei muito bem ilustra.

O mapa seguinte do centro histórico de Valletta elucida acerca dos principais pontos turísticos a explorar, mas existem muitos outros.

Mapa de Valletta

Como mais vale explorar alguns monumentos convenientemente, do que tentar ver o máximo das atracções turísticas sem efectivamente ter visto nenhuma, seleccionamos quais as que não poderíamos perder.

No topo da lista estavam o Palácio dos Grão-Mestres e Arsenal e claro, a Co-Catedral de S. João.

O Palácio dos Grãos-Mestres e o Arsenal, é sobre o que se debruça este artigo.

“As Salas de Estado são a parte visitável do Palácio Presidencial situado no coração da Malta, na cidade de Valletta Património Mundial da Humanidade. O palácio em si foi um dos primeiros edifícios da nova cidade de Valletta fundada pelo Grão-Mestre Jean Parisot de La Vallette em 1566, poucos meses após o sucesso do Grande Cerco de Malta em 1565. O Palácio foi ampliado e desenvolvido pelos sucessivos Grão-Mestres para servir como sua residência oficial. Mais tarde, durante o período britânico, serviu como o Palácio do Governador e foi a sede do primeiro parlamento constitucional de Malta em 1921. O palácio é hoje a sede do Gabinete do Presidente da República e da Casa do Parlamento” (texto traduzido e retirado daqui).

Malta - Palácio dos Grao Mestres - inscricoes na Fachada exterior e entrada

Na área interior que é possível visitar, são os corredores repletos de frescos nas paredes e tectos o que mais me deixou deslumbrada.

Malta - Palácio dos Grao Mestres - primeiro Corredor

Malta - Palácio dos Grao Mestres - Corredores

E no chão, os vários brasões, evidenciam um pouco a história do próprio país, espelhada pelas alterações destes de acordo com a influencia e domínios a que esteve sujeito e da sua posterior independência.

Malta - Palácio dos Grao Mestres - brasoes no chao

Além de percorrer os corredores com os impressionantes frescos, também é possível visitar algumas divisões.

Salão de Jantar do Estado – salão utilizado para banquetes oficiais organizados em homenagem a dignatários de alto perfil e chefes de estado. Ele é decorado com mesas de consola com tampo de mármore do século XVIII que ostentam relógios de estante ornamentados e inclui uma lareira de mármore na extremidade. O salão original foi severamente danificado durante os ataques aéreos sofridos durante a Segunda Guerra Mundial e foi em grande parte reconstruido no estilo decorativo neo-clássico do século XIX.

As imagens nesta sala representam Chefes de Estado de Malta, incluindo a Rainha Elizabeth II de Inglaterra como rainha de Malta, após a concessão da independência às ilhas em 1964, e os presidentes da República no seguimento da Constituição Republicana de 1973″.(texto traduzido e retirado daqui)

Malta - Palácio dos Grao Mestres - Salao de jantar do estado

Sala do Grande Concelho ou Sala do Trono – “este salão foi originalmente usado para funções oficiais participadas do trono pelo Grão-Mestre da Ordem de S. João. Mais tarde, foi também utilizado com o mesmo fim pelos governadores britânicos ao longo dos séculos XIX e XX, e actualmente pelo Presidente da República de Malta. Durante o início do período britânico, os murais foram cobertos da vista por um esquema decorativo Neo-clássico que mudou completamente o caráter do salão. Foi então também renomeado de o Salão de São Miguel e São Jorge, com a instituição de uma nova ordem de cavalaria pelo rei George IV da Inglaterra. Os murais só foram descobertos novamente em 1908, mas a parede sul foi radicalmente alterada para incluir uma galeria de música.” (texto traduzido e retirado daqui)

Malta - Palácio dos Grao Mestres - Grande Camara de Conselho

Salão de Páginas ou Paggeria – “é o segundo salão principal das Salas de Estado. Esta salão foi anteriormente também conhecido como Sala amarela e, mais recentemente, como Sala Verde, em virtude das cores do tecido damasco que reveste suas paredes. Ele agora serve como uma sala de conferências para o Presidente da República de Malta. A sala de páginas, ou sala verde, como é mais popularmente conhecida, inclui uma série de pinturas e obras de arte de extrema importância histórica. Estes incluem obras de Antoine Favray (1706-1798) e Jusepe Ribera também conhecido como Lo Spagnoletto (1591-1652). Esta sala inclui algumas belas peças de mobiliário do século XVIII, incluindo armários malteses e embutidos de mogno. Outros itens neste quarto incluem vasos de porcelana vidrada chinesa azul-e-branco e vasos maiólicos de Urbino” (texto traduzido e retirado daqui).

Malta - Palácio dos Grao Mestres - Salao de paginas

Salão dos Embaixadores – “é o terceiro salão principal das salas de estado. Durante os tempos da Ordem de São João, ele foi usado por diplomatas estrangeiros para reuniões privadas com o Grão-Mestre. Hoje, é o local onde o Presidente de Malta recebe embaixadores apresentando suas credenciais. O Salão dos Embaixadores, detém funções importantes do estado, sendo neste que os novos ministros e funcionários do governo tomam posse . A sala, repleta de cortinas damasco carmesim, inclui retratos de monarcas e dignitários dos séculos XVII e XVIII, incluindo as que representam Catarina II, imperatriz da Rússia, Dimitri Gregoriovitch Levitzky (1735-1822), Louis XIV da França por Jean François de Troy (1679-1752) e Louis XV por Jean Baptiste Van Loo (1684-1745).” (texto traduzido e retirado daqui)

Malta - Palácio dos Grao Mestres - Salao do Embaixador

Com uma República tão recente, não é de estranhar que em apenas uma pedra de mármore possam estar inscritos todos os presidentes que a República de Malta já possuiu.

Malta - Palácio dos Grao Mestres - Placa com inscricao dos Presidentes de Malta

Já Comissários civis e Governadores de Malta (relativos ao período em que foi uma colónia do Reino Unido), a lista é mais extensa sendo o primeiro relativo ao período entre 1799 e 1801 e o ultimo de 1962 a 1964.

Malta - Palácio dos Grao Mestres - Placa com inscricao dos Governantes de Malta

Depois da visita às Salas de estado, estava por visitar o arsenal, dos cavaleiros da conhecida ordem militar de Malta.

Malta - Palácio dos Grao Mestres - o arsenal

Nesse domínio não faltavam armas de diversos géneros incluindo canhões e armaduras que remontavam a diferentes épocas.

Malta - Palácio dos Grao Mestres - o arsenal 1

Depois de visitados os pertences dos cavaleiros da ordem militar, eis chegada a altura de dar por concluída a visita ao Palácio dos Grão-Mestres

Termino assim este artigo com imagens do pátio interior do palácio.

Malta - Palácio dos Grao Mestres - Pátio interior

Reencontro em Salzburgo

É incontável o numero de vezes que já visitei Salzburgo, pelos mais diversos motivos.

Recentemente regressei a Salzburgo, por um motivo muito especial. Os meus pais passaram alguns dias de férias em Viena, e propus-lhes viajarem um dia de comboio até Salzburgo, para reverem a cidade e nos podermos reencontrar também.

Os bilhetes para a viagem foram comprados antecipadamente no site da ÖBB, companhia ferroviária nacional austríaca, de forma bastante simples e expedita. Assim em poucos minutos ficaram com o bilhete em pdf nas suas mãos, e só tiveram que esperar pelo dia agendado para o usarem.

O comboio com partida às 08:36 da estação de comboios ocidental de Viena (WIEN WESTBAHNHOF) tinha hora prevista de chegada à estação central de Salzburgo (SALZBURG HBF) às 10:58. A viagem de regresso foi marcada com partida de Salzburgo às 19:02 e chegada  a Viena às 21:24. Viena e Salzburgo ficaram assim a cerca de 2h20 de distância.

Confesso, que apesar de partirem de um local mais distante que eu (que de Munique estava a cerca de 143 km de distancia), chegaram primeiro ao local de encontro definido, o Palácio e Jardins de Mirabell, o local perfeito, pois dista cerca de 930 m da estação central da cidade. Quando cheguei já tinham explorado bastante bem os jardins…

Salzburgo - Palácio e jardins de Mirabell

O dia presenteou-nos com sol e calor, pelo que a visita a Salzburgo foi ainda mais agradável.

O mapa detalhado com as principais atracções turísticas devidamente identificadas, pode ser encontrado no site oficial de Salzburgo, clicando aqui.

Um dos primeiros locais visitados depois dos sempre encantadores e deslumbrantes jardins de Mirabell, foi ditado pelo meu três palmos, que insistia que queria almoçar.

O Restaurante escolhido, ainda do lado da cidade nova, na Linzergasse 9, foi o Gabler Bräu, que se orgulha de existir desde 1429.

Com uma longa história de cerca de 584 anos, foi mencionado pela primeira vez como pousada em 1429, apesar de na altura com um outro nome “Pirprew”. Mudou várias vezes de proprietário até que em 1535 foi adquirido pela família Gabler, a Bräu (cerveja), de onde advém o nome Gabler Bräu. Em 1868 a cervejaria e pousada foi adquirida por Josef Mayr e em 16 de Julho 1868 Franz e Marie Mayr (pais do baixo-barítono de opera Richard Mayr) fizeram o contrato de aquisição e mantiveram-na na família até ter sido adquirida mais tarde pela Brau AG. Actualmente o edifício é propriedade da Immobilien Bauträger AG, que renovou todo o complexo nos anos de 2011/2012.

Salzburg - Gabler Bräu

Os pratos escolhidos, de uma ementa com pratos típicos regionais, revelaram-se bastante saborosos e genuínos. Recomendo sem dúvida alguma, este local para uma descontraída e deliciosa refeição na cidade, rodeada pela história que transpira pelas  paredes do edifício…

Depois de saciado do almoço, o meu três palmos estava em condições de explorar uma vez mais a cidade berço de Wolfang Amadeus Mozart.

Depois de atravessada uma das pontes sobre o rio Salzach (a Staatsbrücke, ponte do estado), chegamos ao centro histórico da cidade.

Salzburgo - Ponte do estado

Percorrer a Getreidegasse, a rua comercial pedonal mais famosa e típica da cidade, com os reclamos tradicionais metálicos a sobressaírem das fachadas das lojas, é algo quase obrigatório para um turista na cidade, e tem um atractivo extra principal, o facto de ser no numero 9 desta rua que se encontra a Casa de nascimento e Museu de W. A. Mozart. 

Salzburgo - Getreidegasse

Ao fim desta rua encontra-se a Igreja de São Brás, na Bürgerspitalgasse 2, e virando à esquerda, um pouco depois, pode-se vislumbrar a Praça Karajan com a Pferdeschwemme (local onde os cavalos se podiam lavar e refrescar depois do árduo trabalho), onde efectivamente sobressai a temática dos cavalos, quer nas pinturas quer na estátua no meio da fonte.

Salzburgo - Praca Karajan

Daí o percurso continuou para a Praça da Universidade (Universitätsplatz), onde se realiza em alguns dias da semana uma espécie de pequeno mercado de flores e outros artigos, em frente a Igreja Universitária.

Salzburgo - Igreja Universitária - exterior

Salzburgo - Igreja Universitária - interior

Alter Markt é considerado o centro do centro histórico da cidade. Aqui pode-se vislumbrar a fonte de S. Floriano, e a “residência” de algumas das lojas de marcas de maior prestigio internacional como a Hermès por exemplo.

Salzburgo - Alter Markt

É também aqui que se encontra um dos Cafés-Confeitarias Fürst, onde se podem adquirir as famosas Mozartkugel (esferas Mozart) originais de Salzburgo, típicos chocolates e conceituadas lembranças da cidade.

Salzburgo -Café confeitaria Fürst

A Praça da Residência com a sua fonte, fica logo a seguir, a anteceder a praça onde se encontra o ponto fulcral e central da diocese, a catedral da cidade.

Salzburgo - Praca da residencia

A Catedral de Salzburgo, Igreja dedicada a S. Ruperto de SalzburgoSt. Virgilio de Salzburgo, situada na Domplatz é outro dos marcos incontornáveis no centro da cidade.

Salzburgo - Catedral

Com tantos motivos de destaque, o interior da catedral merece, para ser apreciado devidamente, que se despenda bastante tempo a percorrer a nave central e laterais, o que desta ultima vez não aconteceu.

Salzburgo - Catedral - interior

Depois da Catedral, passando pela Kapitelplatz, em direcção ao funicular pelo qual é possível chegar à Fortaleza, é impossível não parar para apreciar a esfera dourada gigante, uma obra de arte de  Stephan Balkenhol.

Salzburgo - Kapitelplatz

Após uma breve passagem pelo cemitério compreendido no complexo de S Pedro, no qual parece sempre um pouco mórbido tirar fotografias, o percurso continuou até ao ponto de partida do funicular que nos levaria à fortaleza Hohensalzburg.

Salzburgo - planta do complexo de S Pedro

A fortaleza indiscutivelmente tem diversos focos de interesse para visitar (como o Museu de Marionetas, o Museu da Fortaleza ou os aposentos da regência, por exemplo), mas a possibilidade de apreciar a cidade de um local sobranceiro como o que esta proporciona, coloca a sua visita no topo de qualquer lista dos locais a visitar em Salzburgo.

Salzburgo - avistado da Fortaleza Hohensalzburg

Depois de devidamente explorado tudo o que a Fortaleza poderia oferecer, e de descer usando uma vez mais o funicular, eis chegada a altura de começar a fazer o percurso de regresso e de despedida do centro histórico da cidade, mas continuando a usufruir do que a cidade tem para oferecer.

Pelas ruas Judengasse e Goldgasse, encontram-se sobretudo as lojas onde é Páscoa e Natal durante todo o ano. Lá é sempre difícil resistir à tentação de não adquirir pelo menos um ovo incrivelmente e magistralmente decorado, e leva-lo para casa, o problema é perante uma gama tão vasta, escolher o que se gosta mais.

Salzburg - Páscoa e Natal o ano todo

Esta visita a Salzburgo, acabou sensivelmente no mesmo local que começou, nos jardins de Mirabell, depois de atravessar a ponte Makartsteg, apreciar o Hotel Sacher Salzburg, de um lado e  o centro histórico da cidade do outro.

Salzburgo - na despedida

Outros locais no centro histórico da cidade ficaram por rever, o que não foi grave, pois Salzburgo é uma cidade à qual dá sempre vontade voltar.

Bled…

Eis chegado o dia do fim das férias, mas em vez da viagem se resumir a percorrer os cerca de 415 km entre Ljubljana e Munique, o mais depressa possível para reencontrar o lar, fez-se um desejável e esperado pequeno desvio no percurso, com um objectivo muito definido, conhecer Bled. 

Bled - réplica

Reconheço que apesar de ter sido bastante agradável desfrutar de uma paisagem tão idílica o tempo despendido foi manifestamente insuficiente, mas isso é o que normalmente acontece quando se gosta dos lugares que se visita e não se quer sair de lá.

Viagem de regresso entre Ljubljana Bled e Munique

Bled, é uma cidade alpina no norte da Eslovénia, e predominantemente uma estância turística com o seu lago e ilha.

“Com imensa beleza natural, Bled, juntamente com os seus arredores, está entre as mais belas estâncias alpinas, conhecida pelo suave, clima curativo e lago com agua termal. A beleza das montanhas reflectidas no lago, o sol, a serenidade e o ar fresco despertam sentimentos agradáveis ​​no número de visitantes durante todo o ano, garantindo uma base ideal, uma pausa relaxante ou umas férias activas. Bled atrai empresários, artistas, atletas, exploradores, entusiastas do desporto, velhos e jovens, de todo o mundo, encantando-os a voltar de novo e de novo.” (descrição retirada deste site da região e traduzida)

Bled - lago e ilha

O lago foi formado após a recessão do glaciar Bohinj. Possui até 2.120 m de comprimento e até 1380 m de largura, e a sua profundidade máxima é de 30,6 m. É de origem tectónica. Depois da última Idade do Gelo, o glaciar Bohinj aprofundou a cavidade tectónica natural, e deu origem à sua forma actual. A bacia foi cheia de  água, resultado do gelo que derretia. O lago não tem grandes afluentes naturais sendo alimentado apenas por poucas nascentes.

A ilha de Bled é a única verdadeira ilha da Eslovénia. Nesta encontra-se a Igreja da Assumpção, mas o meu tempo disponível em Bled não me permitiu visita-la. É possível chegar à ilha, através de um barco especial com um tecto, chamado Pletna. Este barco, conduzido por um remador com dois remos, é conhecido apenas em Bled. Também é possível alugar barcos mais pequenos à hora e remar até à ilha por esse meio.

O Castelo de Bled, é um castelo medieval construído num precipício sobre a cidade de Bled e com vista sobre o lago. Segundo fontes escritas, é o castelo mais antigo da Eslovénia.

Bled - Castelo

“A igreja paroquial de Bled, é uma igreja neo-gótica consagrada a S. Martinho. Foi construída em 1905 no local de uma igreja gótica prévia que datava do século XV, que por sua vez foi erguida no local da primeira capela que foi construída nesse mesmo local antes do ano 1000. A nova igreja foi construída segundo os planos do Prof. Friedrich von Schmidt (arquitecto da câmara municipal de Viena) que foram depois alterados pelo arquitecto Josip Vancaš.

A maioria das esculturas no interior da igreja foram feitas pelo especialista de restauro Ivan Vurnik de Radovljica usando o melhor mármore de Carrara”. (texto retirado e traduzido daqui)

Bled - Igreja paroquial

Termino este artigo, e a viagem à Eslovénia, com uma imagem panorâmica de Bled.

Bled - panoramica

Castelo de Duino…

Depois do Castelo de Miramare, ainda tive oportunidade de visitar um outro castelo em Trieste, o Castelo de Duino, este propriedade dos príncipes alemães da família Thurn e Taxis.

O mapa seguinte ajuda a ilustrar a propriedade e sua loaclizacao. Foi retirado do site oficial da região italiana de Friul-Veneza-Julia.

Neste é possível obter informações úteis e detalhadas sobre o castelo de Duino, inclusivé, lendas associadas ao mesmo. O mapa refere-se concretamente a um artigo sobre a reserva Duino.

“O Castelo foi erguido durante os anos 1300 nas ruinas de um posto militar romano e durante o século XVII, começou a adquirir o estatuto de centro cultural e humanístico, que mantém até aos dias de hoje. Albergou conceituados visitantes como Elizabeth da Áustria (Sissi) o Arquiduque Francisco Fernando da Áustria, condes de Chambord, Johannn Strauss, Franz Listz, Hugo von Hofmannsthal, Gabriele d‘Annunzio, Paul Valery e o poeta hermita Rainer Maria Rilke que compôs as primeiras duas famosas Elegias de Duíno durante a sua estadia no castelo.

Trieste - Castelo Duino

O parque do castelo assenta em diferentes níveis com extensivas e coloridas cascatas de flores de muitos tipos que formam  splashes de cores na vegetação mediterrânica clássica. Existem igualmente muitas estátuas e um antigo poço com o brasão da família. Mais de 21000 flores são plantadas em períodos rotativos ao longo do ano.

Trieste - Parque do Castelo Duino

Durante a Segunda Guerra Mundial, o castelo foi usado pelos alemães que, em 1943, construiriam um bunker nas rochas junto ao castelo para defender a base naval perto de Sistiana de um possível ataque aliado. Depois da guerra, os britânicos usaram o bunker como um armazém de combustível. ” (texto traduzido e retirado daqui)

É possível visitar este bunker, o qual abriga um pequeno museu retratando esses tempos da II GM, mas eu não o fiz.

A paisagem avistada do castelo é deslumbrante e calmante…

Trieste - paisagem avistada do Castelo Duino