Um pouco do “country side” da Salzburger Land

As temperaturas negativas persistem, mas continuam acompanhadas por dias lindos e solarengos, pelo que existe uma forte atracção, que me puxa para aproveitar o que a natureza tem para me oferecer.

A questão é que continuo a não ser adepta dos desportos típicos de Inverno, mas fiquei fã de descer a montanha de trenó, depois de o ter experimentado na semana anterior.

Assim a palavra chave para pesquisar locais onde houvesse essa possibilidade, em países de língua oficial alemã é “Rodelbahn“. (Porque não dizer “na Alemanha”? Porque atendendo à localização geográfica de Munique, nem sempre os locais mais perto e/ou mais interessantes ficam necessariamente na Alemanha, podem ficar por exemplo na Austria.)

E foi justamente com essa ideia em mente que a minha pesquisa se direccionou para o Estado de Salzburgo (Salzburger Land), na Áustria, uma das regiões contíguas ao distrito Administrativo de Oberbayern (Baviera Superior),  de que Munique é capital e que pertence ao Estado da Baviera.

Os mapas abaixo  ajudam a perceber um pouco melhor a sua localização relativa.

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Claro que não precisaria de sair de Oberbayern sequer, para encontrar o que procurava, mas se na semana anterior já o tinha feito, em busca da Região do Allgäu, no distrito Administrativo de Schwaben, porque não fazê-lo uma vez mais? (Admito que ainda considerei duas regiões em Oberbayern, Berchtesgadener Land e Garmisch-Partenkirchen. Mas por diferentes motivos, foram preteridas. Garmisch-Partenkirchen por exemplo estaria particularmente congestionada no fim-de-semana, dado decorrer aí o Campeonato do Mundo de Ski)

A pesquisa na internet recaiu não apenas em “Rollerbahn” mas também “Snowtubing”, algo que o meu “5 Palmos” queria e não tinha conseguido fazer na semana anterior.

Foi uma das Estâncias de Esqui da região “Ski Amadé“, a de Radstadt -Altenmarkt que mais me cativou. (Radstadt dista de Munique 199km, o que equivale a 2h de viagem)

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O motivo da escolha de Radstadt ficou a dever-se sobretudo ao facto deste possuir um percurso para descida com trenós de 6km (um dos mais longos na região). Para facilitar a decisão, este percurso tem iluminação noturna, o que me garantia um pouco mais de segurança caso houvesse algum infortúnio e precisasse de ser resgatada.

Por outro lado, a forma de chegar lá acima é com teleféricos para 8 pessoas irem sentadas (“8er Königslehenbahn I), estando estes sempre a circular, o que faz com que não se criem praticamente filas de espera.

Outras questões “técnicas” pertinentes:

  • O ponto de partida em Radstadt, fica a 858 m de altitude;
  • Existe um amplo parque de estacionamento disponível e gratuito;
  • É possivel alugar ou comprar equipamento e acessórios desportivos na loja existente perto do parque de estacionamento;
  • Existe nas imediações um Café-Restaurante, o Unterberg Salettl, onde é possivel recarregar energias;
  • No Königslehenbahn, é possível alugar os trenós por 5€ cada (+5€ de depósito a ser restituido no momento de devolução dos mesmos), imediatamente antes de se entrar nos funiculares.
  • A subida no Teleférico tem uma paragem numa estação intermédia, onde inclusivé as portas dos funiculares são automaticamente abertas, mas só se deve sair na estação final, em Kemahdhöhe, a 1571 m de altitude.

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Kemahdhöhe é a estação final de mais do que um percurso de teleféricos quer telecabines quer telecadeiras:

  • 3 – Königslehenbahn II, 
  • 4 – Kemahdhöhebahn,
  • 6 – Hochbifangbahn II,
  • 7 – Hochbifangbahn I.

No mapa de curvas de nível seguinte, retirado daqui, além dos percursos dos teleféricos atrás mencionados, encontra-se igualmente bem assinalado a vermelho o percurso efectuado pelos trenós.

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No fim da viagem de teleférico, é uma lufada de ar fresco maravilhosa. A paisagem montanhosa avistada de outra perspectiva, vale por si ter feito a subida, ainda mais num dia de sol como aquele com que me deparei.

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No cimo da montanha além das estações finais dos teleféricos, algumas com um ar mais futurista, existe o Restaurante, Bar e Terraço Sportalm que possui um ar rústico, de madeira, com gastronomia regional austriaca.

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Desfrutar da paisagem e explorar um pouco mais as imediações nunca parece demais, ainda mais num dia tão agradável como o que encontrei.

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E não é apenas natureza no seu explendor máximo o que se encontra. Também encontrei manifestações católicas como uma cruz e uma escultura de S. José, N. Senhora e do Menino Jesus. Mas o que mais me surpreendeu foi encontrar um coração metálico vermelho para colocar cadeados, como muitos fazem em pontes.

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E ao lado do coração vermelho é onde se encontra o ponto de partida do percurso de descida de trenós. Preparei-me  não apenas fisicamente mas também mentalmente para a descida, mas ainda assim, deixei muitos passarem-me à frente, mesmo crianças com aparente muito mais experiência e empolgação do que eu.

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O percurso é mais largo que o primeiro que experimentei, mas possui igualmente algumas curvas bem fechadas, e algumas extensões de 1, 2 ou mesmo 3 km onde a dificuldade é parar dada a velocidade a que se pode atingir.

Existem no entanto duas curtas extensões onde o percurso ao invés de descer sobe, pelo que, a não ser que se vá a grande velocidade o que nunca procurou ser o meu caso, tem que se subir puxando pelo trenó. Outras áreas são mais planas, e nessas também tive que puxar pelo trenó pois não levava lanço suficiente para as fazer de outra forma.

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Depois do percurso concluido, restou-me ficar com a sensação muito agradável e positiva de uma hora talvez, muito muito bem passada. Adorei uma vez mais a experiência e continuo com vontade de voltar a repeti-la, numa outra aventura, em outro local, com um novo trajecto…

Mas o dia não estava dado por concluido. A seguir era altura de partir à procura do Snowtubing…

E para isso, tinha-se que rumar de automóvel em direcção a St.Martin am Tennengebirge, onde o Snow Tube Jausenstation Monigold ficava. A distância entre ambos os locais é de cerca de 18km.

O Snowtubing lá foi agradável, apesar de em termos de extensão ser bastante curto, com cerca de 250m, e não conter grandes curvas e contra-curvas (como admito estava a contar).

O meu “5 Palmos” gostou bastante, apesar de ter ficado amplamente satisfeito com apenas 3 descidas. Eu confesso que me fiquei por 2.

Seguro, fácil e agradável para os mais novos e totalmente inexperientes, é sem dúvida um dos pontos fortes do local… O outro é que não estava nada concorrido, pelo que foi fácil estacionar, apesar da quase inexistência de parque de estacionamento nas imediações.

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Nebelhorn no Inverno

Depois da chegada do Inverno, da queda com alguma frequência de neve e das temperaturas médias a manterem-se negativas dia após dia, sem qualquer previsão de mudança nos dias mais próximos, afiguravam-se duas alternativas.

“Não querer encarar o frio” e evitar ao máximo sair de casa, ou acolher a neve e as temperaturas negativas de braços abertos e com a roupa apropriada vestida (com caracteristicas de isolamento térmico, de preferência) e sair de casa para me divertir na neve.

Se a influenciar a escolha se presenciar um dia lindo de sol, então a tomada de decisão é facilitada e a opção escolhida é óbvia.

Confesso que nunca fui fã de “férias de Inverno”, ao contrário de alguns amigos meus para os quais tais férias são incontornáveis e mesmo as preferidas.

Assim não é de estranhar, que esqui ou snowboard são desportos que não me atraem, ainda mais porque não são raras as notícias de acidentes na prática dos mesmos.

No entanto tal não me deve impedir de me divertir na neve, se a oportunidade para isso existir.

Foi nesse sentido que recorri ao site Bayern.by com o objectivo de encontrar na Baviera, locais onde pudesse fazer Snowtubing. Foram várias as alternativas encontradas, algumas mais perto de Munique outras menos. Como em Bayrischzell já tinha estado, essa opção foi descartada em prol de outra região que ainda não conhecesse.

A escolha recaiu sobre Nebelhorn, seduzida pela existência de um Snowpark com vários equipamentos disponíveis (inclusivé para a prática de snowtubing) apresentada pelo NTC – Sport Oberstdorf  (Centro de Desportos de Inverno de Nebelhorn).

Oberstdorf fica na região de Allgäu na Baviera, e dista cerca de 171km (2h12) de Munique. Não posso dizer que tenha sido a opção mais perto de casa, mas foi uma bem acertada. (A rede de estradas é boa e as autoestradas na Alemanha, têm em geral um ótimo nível de conservação, em algumas áreas não existem limites de velocidade, e não se pagam quaisquer portagens, o que ajuda bastante e facilita a decidir, quando se pretende fazer uma viagem com mais de uma centena de quilómetros, e se tenciona regressar no mesmo dia).

O Allgäu é uma região rica para quem quer desfrutar da Natureza, em qualquer estação do ano, no Inverno em especial, e era mesmo isso o que eu procurava.

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E Nebelhorn não decepcionou nesse sentido.

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O mapa retirado do site Das Höchste ajuda a perceber melhor o que se pode encontrar no Nebelhorn não apenas em termos de desportos de Inverno (pistas de esqui não faltam, com diferentes graus de dificuldade como convém) mas também outras formas de desfrutar intensamente da neve com o devido conforto (Restauração, Serviços de Apoio, Funiculares, etc).

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O Wintererlebnispark, foi o local onde encontraria a forma ideal para me divertir na Neve, e para lá chegar tive que subir no Nebelhornbahn desde a base em Oberstdorf a 813m até à Estação Seealpe a 1280m.

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A paisagem avistada a 1280m de altitude é retemperadora e o ar fresco que se inspira é do mais saudável possível.

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Se a ideia original era a prática de Snowtubing, a aparente insuficiência de neve para o efeito, impediu que o percurso estivesse criado, e por isso não avistei um único “pneu gigante insuflável” também conhecido por Snow Tube, para amostra.

Mas trenós não faltavam, quer os tradicionais de madeira quer os Zipflracer, uma versão mais aerodinâmica de plástico. Escusado será dizer que optei por um destes ultimos.

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Também haviam Snowbikes, Skifox, Skibockerl, Snowscooter e SMX, mas além de serem mais dificeis de controlar, para alguém tão inexperiente quanto eu, com nenhuma destas outras opções poderia descer a montanha.

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E descer a montanha pela pista de trenós, foi mesmo o que eu fiz depois de ter andado várias vezes a treinar na estação Seealpe, com o trenó plástico laranja que aluguei por 5€.

“Desde a estação”Seealpe” (1280m)  até ao vale são 2,5 km de caminho com declive. Com uma diferença de altura vertical de 450m você pode fazer um passeio de trenó e descer a montanha. Os Trenós podem ser alugados no restaurante ao lado da estação “Seealpe” [ou no centro de actividades NTC]”

Foi mesmo o que esta descrição sugere o que eu fiz, e que para mim foi adrenalina pura, principalmente fazer a alta velocidade as curvas muito acentuadas do percurso, e ter a sensação que podia sair do mesmo e cair pela montanha a baixo, a qualquer momento.

Claro que fotos que relatam essa experiência são escassas, pois convinha que me agarrasse bem ao manipulo do trenó para evitar maiores estragos.

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Mas dá para ficarem com uma pequena ideia de algumas das curvas, e de como o caminho tinha áreas bem irregulares que convidavam a quedas ou saltos, dependendo da velocidade a que se vinha.

Para mim, foi uma experiência incrível, que adorei, mas cuja chegada ao fim foi muito bem acolhida, com a sensação: consegui e cheguei inteira.

Neve a cobrir-me não faltou, até porque, uma árvore não satisfeita com o que eu já tinha conseguido sozinha, decidiu atirar-me uma “bola de Neve” directamente na minha cara.

Quem disse que a viagem não são férias?

Por vezes quando se escolhe o percurso a realizar para chegar ao tão ansiado destino das férias, a opção é o caminho mais rápido, para se perder o menor tempo possível com a viagem.

No entanto quando o percurso pode implicar passar pelos Alpes Suíços, em que a paisagem é um permanente postal ilustrado, proporcionando imagens idílicas, a escolha talvez recaia sobre o percurso panorâmico, pois o tempo da viagem não é considerado tempo perdido mas sim aproveitado.

Claro que com isso deve estar-se consciente que percorrer 80km pode demorar mais de 2 horas, com tantas curvas e contra-curvas bastante prenunciadas, sempre com um declive muito acentuado e em alguns casos a mais de 2000m de altitude.

Eu que sofro de vertigens, a permanente sensação de estar muito próxima de um precipício, fez que a expressão que dizia com mais frequência ao meu indispensável e eterno acompanhante (que foi o condutor durante toda a viagem) fosse: “por favor conduz mais devagar, com extremo cuidado, e sempre que possível afastado das bermas exteriores”.

Acho que ele ficou cansado de tanto me ouvir dizer isso, e para desanuviar, por vezes parava apenas para eu poder apreciar a paisagem de forma mais descontraída.

O percurso percorrido implicou, andar sempre por autoestrada, a A96, desde que se saiu do centro de Munique até uma das extremidades do Bodenssee, onde ficava a fronteira entre a Alemanha e a Áustria.

Depois percorrer um pouco estradas nacionais na Áustria, nas imediações de Bregenz junto ao Bodensee.

Em Bregenz não quis também perder a oportunidade de visitar o Factory Outlet da Wolford, que fica junto à sede da empresa. Sem dúvida uma óptima forma de unir o útil ao agradável, e de sair de lá com um saco muito bem recheado. A imagem seguinte foi retirada do site oficial da companhia.

Um pouco depois, as estradas nacionais são substituídas uma vez mais pelas autoestradas, já na Suiça, até Chur (ponto B no mapa anterior).

Desde Chur até Brig (entre os pontos B e C), o percurso é essencialmente através de estradas de montanha, quase sempre sem entrar nas pitorescas cidades, ou aldeias que se vão avistando, bem como campos de golfe verdejantes e recortados entre as montanhas aproveitando o relevo destas. Estes últimos foram uma inesperada surpresa pois não imaginava que houvessem tantos campos de golfe, em áreas de montanha bastantes afastadas de centros urbanos .

Mas as montanhas são realmente onde a paisagem é mais incrível e admirável, sobretudo quando se passa tão perto de quedas de agua com tanta potencia e intensidade.

Lagos no cimo das montanhas, regos de agua de degelo que as serpenteiam ou áreas onde a neve continua presente, no topo dos Alpes, mesmo quando o termómetro regista nas redondezas 25ºC, é algo incrivelmente magnifico e digno de ser apreciado.

O percurso descendente ao aproximar-se de Brigs e da autoestrada, continua a proporcionar paisagens fantásticas, mas a atenuar a minha sensação de vertigens, ao  diminuir a altitude e a proporção de curvas constantes e acentuadas.

Continuando na Autoestrada até perto de Aigle, e depois subindo, uma vez mais por estrada de montanha até Leysin, onde ficava o pacífico hotel de montanha escolhido para a estadia destas férias, começa gradualmente a sobressair na paisagem a rica região vinícola .

E assim termina o primeiro dia de férias, o da viagem com predominância das cores verdejantes dos Alpes.

Drachenfels em Königswinter

Königswinter é uma cidade alemã que pertence ao estado da Renânia do Norte-Vestfália, situada a cerca de 15 km de Bona e a 43 km da capital do estado, Colónia.

O mapa seguinte torna mais elucidativa a sua localização relativa.

Drachenfels (Rocha do Dragão) é uma montanha com 321 metros na cordilheira Siebengebirge (7 montanhas), localizada em Königswinter.

Toda esta Drachenfels tem um encanto digno de um verdadeiro cenário de contos de fadas, mas reconheço que foi o Castelo Drachenburg, o atractivo principal que despertou de imediato a minha vontade de conhecer esta montanha, assim que vi as primeiras imagens deste castelo na internet, e descobri um pouco mais acerca do mesmo.

Com um cenário idílico como fundo, situado numa posição privilegiada na área superior da montanha, e com uma arquitectura que me fez lembrar de imediato o Castelo de Neuschwanstein, realmente não faltavam atributos para ficar de imediato rendida ao Drachenburg.

Existem dois meios para chegar ao topo da Drachenfels, percorrendo a pé o percurso ascendente com um declive naturalmente bastante acentuado entre a montanha, ou de comboio no Drachenfelsbahn.

Com um acompanhante de dois palmos a decisão torna-se quase imediata, pois andar a pé cerca de 45 minutos por um terreno acidentado num percurso ascendente, fica fora de questão.

A estação do Drachenfelsbahn na base da montanha e o comboio verde tornaram-se assim bastante apelativos no que concerne ao meio de transporte usado que permitiu chegar ao topo da mesma.

Drachenfelsbahn opera com os comboios de cremalheira (com rodas dentadas) mais antigos da Alemanha e que funcionou pela primeira vez a 17 julho de 1883.

No site do Drachenfelsbahn, pode-se encontrar informação bastante útil e interessante alêm da acerca dos horários e preços praticados.

Depois de realizada a viagem de comboio, eis-me chegada ao topo da montanha.

A paisagem avistada de lá, para mim é deslumbrante, mas cada um reage de forma diferente ao que o rodeia. Assim nada melhor do que apresentar um pouco em que consiste essa paisagem, para que possam formar a sua própria opinião.

É o Rio Reno que passa por Königswinter e a ilha que se avista nas imagens é Nonnenwerth, que fica perto de Bad Honnef.

No topo da montanha encontram-se as ruínas do antigo castelo/fortaleza, o Drachenfels.

Em 1140 Arnold I, arcebispo de Colónia, começou a erguer esta fortaleza na montanha Drachenfels como uma fortificação de fronteira. No entanto em 1634, outro arcebispo de Colónia mandou deitar abaixo o castelo deixando apenas a torre de menagem, cujas ruínas permanecem actualmente.
Segundo a lenda, é onde se localizam estas ruínas que ocorreu a luta entre Siegfried (o herói da saga dos Nibelungos, um poema épico da idade média alta alemã) e o dragão que vivia numa caverna na montanha, e que ao ser banhado no seu sangue se torna invulnerável.
Depois de deixar o cume da montanha, começou o percurso descendente até ao que me tinha levado sobretudo ali, o Castelo Drachenburg.
O artigo de amanhã será dedicado especialmente a este castelo.

Kehlsteinhaus – o Ninho da Águia

Kelhsteinhaus ou o Ninho da Águia, é uma casa de montanha de Adolf Hitler situada a 1834m de altitude, no topo da montanha Kehlstein.

Localiza-se na região de Berchtesgadener, na Baviera, sendo um dos principais ex-libris dessa região.

A foto seguinte apresenta o esquema das montanhas onde a Kehlsteinhaus se insere.

Encomendada pelo Líder do Terceiro Império alemão, Martin Bormann como um presente de aniversário de cinquenta anos para o líder do Partido Nacional Socialista  Adolf Hitler, a Casa de chá localizada no cume da montanha Kehlstein nos Alpes da Baviera tornou-se um dos destinos turísticos mais populares no sul da Alemanha.

Apesar da casa ter sido construída ostensivamente como um retiro tranquilo para Hitler, e localizar-se a uma curta distância da sua residência mais regular Obersalzberg, o Berghof , o líder nazi apenas a terá visitado poucas vezes, sobretudo devido à sua aversão ao ar rarefeito e seu medo das alturas.

O seu propósito inicial era servir como local de recepção de convidados oficiais.

Talvez pela falta de interesse demonstrada por Adolf Hitler, esta casa de montanha foi poupada aquando da ofensiva aliada, que bombardeou o Berghof e outras propriedades ainda mais para baixo da montanha.

Actualmente a Kehlsteinhaus alberga um excelente restaurante que serve os melhores pratos tradicionais da Baviera, e é o destino de centenas de milhares de visitantes de todo o mundo.

O nome de “Ninho da Águia” talvez se deva à sua localização dada a altura ser propícia para as Águias edificarem os seus ninhos, ou a Adolf Hitler ser considerado a Águia da Alemanha da altura, ou de alguma forma aludir ao facto de no brasão da Alemanha Nazi constar uma Águia. Mas admito que qualquer uma dessas hipóteses possam ser meras conjecturas minhas.

O certo é que a Águia consta desde tempos remotos no Brasão de Armas da Alemanha, apesar de ter sofrido alterações ao longo da história.



Durante os tempos da Alemanha Nazi tal não foi diferente e no brasão dessa época foi absorvido igualmente o símbolo da Águia.

O Túnel e elevador  que permitem chegar ao topo da montanha  são por si mesmos uma obra de engenharia da altura.

A compilação seguinte de fotos ilustra o percurso até ao Ninho da Águia, primeiro a viagem de autocarro pela Kehlsteinstrasse desde a base da montanha até um nível superior, depois o percurso de 124m de túnel no interior da montanha, e finalmente o elevador que faz um percurso ascendente, também de 124 m. São apresentadas igualmente as plantas quer do túnel e do elevador bem como do próprio edifício no topo da montanha Kehlstein.

No edifício, onde muito do interior permanece inalterado desde a altura em que foi construído, é possível vislumbrar alguns pormenores como o fogão de sala com a data de 1938 gravada no fundo do mesmo, e as salas onde actualmente se encontra o restaurante.

As fotos seguintes ilustram a paisagem exterior ao Ninho da Águia.

A ultima compilação de fotos descreve o percurso descendente depois de deixar o Ninho da Águia.

Wallberg – acima das nuvens

Como seria expectável, acima das nuvens, no cume da montanha Wallberg, já não haviam nuvens e por isso não estava nublado. No entanto o dia continuava cinzento, e agora sentia-se ainda mais frio consequência da altitude.

Se durante a subida as vertigens não me tinham abandonado, e até se tinham acentuado, sobretudo depois do funicular  ter parado inesperadamente durante o percurso, por um período de tempo que na altura me pareceu infindável, depois de voltar a colocar os pés de novo em terra firme tal continuou.

Enfim, estava decidido durante toda a minha estadia no cume da montanha as vertigens acompanhariam-me e durante a descida, obviamente que também e até se intensificariam.

Como se costuma dizer, se não podes vence-las, vive com elas, mas tenta ignora-las tanto quanto conseguires. Foi o que eu procurei fazer, e distrair-me ao máximo apreciando a paisagem.

Existe no cimo da montanha também uma pitoresca e pequena capela, a qual procurei vislumbrar de perto. Quanto ao seu interior só o pude apreciar pelo vidro da porta já que esta  estava fechada.

O funicular “desagua” no cimo da montanha no edifício que tem acoplado o restaurante panorâmico.  No entanto a minha capacidade de ingerir o que quer que fosse era inversamente proporcional às vertigens pelo que só vislumbrei o restaurante a partir do seu exterior.

A neve presente na montanha revela que por ali esta também não caiu recentemente, comprovando que efectivamente não se reuniam condições para a prática de desportos de  Inverno, fossem eles esquiar ou descer a montanha de trenó.

Claro que é possível descer a montanha a pé como os próprios sinais assim o indicam, informando o tempo estimado de duração do percurso, mas tal opção nem me passou pela cabeça.

A compilação de fotos seguintes permite ficar com uma ideia do que se pode encontrar depois de subir e sair do funicular.


Apesar do dia nublado, apreciei bastante esta ultima região, pelo que posso afirmar que se fechou com chave de ouro a visita a este grupo de estâncias de inverno.

Convém no entanto salientar que estas regiões são atractivas não apenas durante o período de inverno, simplesmente tem um encanto diferente.

 

Wallberg – a última do ciclo…

A ultima das estâncias de Inverno patentes na já tão referida brochura do Alpen Plus, é Wallberg.

De todas é talvez a mais pequena em termos de área e oferta, mas a que poderia oferecer uma panorâmica da paisagem circundante mais magnífica.

Ficou para o fim, em termos de visita, talvez também por esse facto, com a intenção de coincidir com um dia límpido de sol… no entanto tal não aconteceu.

O logótipo desta região apela para o Sol entre as montanhas… mas no dia que a visitei, sol só se fosse uma miragem, e daquelas que eu não encontrei.

Tal como nos casos anteriores, clicando no logótipo entra no site oficial da região.

No mapa seguinte, a região está assinalada com o logótipo rodeado de verde, para ser mais fácil sobressair entre as demais regiões já abordadas. A região como as demais, à excepção da ultima apresentada, localiza-se na Baviera, na Alemanha, no âmbito dos Alpes alemães.

O plano da região permite vislumbrar que dada a proximidade efectiva ao Tegernsee (lago) a paisagem pode ser realmente deslumbrante, e o restaurante panorâmico no cimo da montanha um motivo acrescido para a visitar .

Depois de estacionado o automóvel e de poisar os pés na região, a primeira impressão com que fiquei, é que a avaliar pela neve que persistia por ali, de tão  dura e esporádica na base da montanha, já não devia nevar por aqueles lados há algum tempo. Os placares, atendendo às condições, também advertiam que as pistas estavam fechadas, e que de momento so se poderia usufruir do funicular e do restaurante panorâmico.

Nas proximidades encontrava-se o funicular por cabo que permitia subir ao cume da montanha. Depois de ponderar se efectivamente subia à montanha, atendendo a que o dia estava bastante nublado, a visibilidade era francamente reduzida, e as vertigens que sempre me acompanham nestas “viagens” acenavam insistentemente… decidi que depois de estar alí tão perto não seriam essas contrariedades que me iriam fazer desistir.

Assim, as imagens seguintes reflectem a viagem ascendente de funicular, tanto quanto era possível vislumbrar, dado o nevoeiro cerrado que insistia em não desaparecer.