E se… uma viagem inesperada

No dia em que o meu marido regressava de uma viagem a trabalho à Irlanda, antes mesmo de colocar o telemóvel em “flight mode” enviou-me uma sms com uma proposta do tipo:

“Porque não voamos todos para Harrisburg na semana do Carnaval? Fim de semana em Washington?”

Contexto:

Na Baviera existe uma semana de férias escolares de Inverno durante o Carnaval, e já andavamos a pensar tirar pelo menos dois dias de férias durante essa período, só não tinhamos decidido minimamente acerca do destino.

Por outro lado o meu marido realmente precisava de viajar para Harrisburg a trabalho e lá ficar durante uma semana. O problema, é que haviam algumas restrições com as datas, pois eu tinha-o advertido que gostaria de contar com a sua presença para o meu aniversário e para o nosso aniversário de casamento, duas datas muito próximas uma da outra.

A proposta dele seria uma forma de conciliar a necessidade de ir a Harrisburg, e poder antecipar ao máximo a hipótese de regresso dos EUA, já que adiantaria a ida.

A minha contra proposta limitou-se a aceitar o fim-de-semana em Washington, extende-lo até terça-feira, altura em que eu e o meu “5 palmos” regressariamos a Munique e o meu marido viajaria até Harrisburg onde ficaria durante uma semana.

A contra-proposta foi aceite, e as viagens de avião via Lufthansa, a reserva de hotel (o River Inn) e os pedidos ESTA, foram todos tratados com menos de uma semana de antecedencia, da nossa partida de Munique, tendo como destino Washington D.C.

O dia de partida, foi uma sexta-feira, em um horário que não era incompativel com o facto do meu “5 palmos” ter aulas de manhã. Inclusivamente festejou o Carnaval na escola, fantasiando-se durante uma hora escolar. Este ano os seus festejos carnavalescos limitaram-se a essa hora na escola…

Mas ele saiu de lá todo contente e entusiasmado, com a mochila  nas costas e o saco com a fantasia na mão, porque uma viagem de avião, de longa duração o aguardava, e ele aprecia isso, não o incomodando minimamente as horas que passa a voar, com limitação de movimentos, pois existe entretenimento televisivo a bordo.

O Terminal 2 do Aeroporto de Munique (para voos da Lufthansa e da Star Alliance),  estava particularmente congestionado na área de scâner de pessoas e bagagens de mão. Pois tal como nós, muitas pessoas tinham optado por viajar assim que as férias escolares de Inverno começavam…

Foi a primeira vez que utilizei o novo Terminal 2 satélite do aeroporto de Munique, pois desta vez a nossa porta de embarque tinha a letra “L” (as letras G e H ficam no Terminal principal, enquanto as letras K e L ficam no satélite). Isso implicou andar no comboio/metro subterrâneo que liga o edificio principal ao satélite. Mais uma experiência agradável vivida, a acrescentar a outras no primeiro aeroporto da Europa a possuir 5 estrelas em termos de serviços.

Mapa do aeroporto de Munique

A viagem de avião decorreu sem qualquer contratempo, e tive oportunidade de assistir a alguns dos filmes que estava ansiosa para ver e pretendia adquirir em Bluray. O meu “5 palmos” também se manteve entretido com jogos e uns filmes, e claro reservou algum tempo para dormir…

A chegada ao Aeroporto Internacional de Dulles foi bastante pacífica. Depois da saída do avião no terminal D fomos encaminhados para apanhar um Shuttle (espécie de autocarro largo e alcatifado, com dois corredores e um banco corrido no meio, que parece ter umas chaminés no meio, isto é, com um aspecto estranho) e que faz a ligação entre esse terminal e o edifício das chegadas internacionais.

Mapa do aeroporto de Dulles

O controlo de passaportes e de segurança foi bem menos congestinado e demorado do que eu tinha previsto, o que é sempre algo favorável.

Não houve qualquer problema com o levantamento das malas, e o desafio seguinte era descobrir a forma de chegar ao hotel através de transportes publicos. Tal também se revelou menos desafiante e mais simples do que esperava, mas afinal na altura de reservar o hotel para a nossa estadia em Washington D.C. eu também tive a preocupação de escolher um que ficasse perto de uma estação de metro (e que em termos de localização relativamente ao centro da cidade, estivesse bem cotado, claro).

Mapa do sistema de metro Washington DC

A solução implicou usar primeiro um autocarro da “Silver Line – SV” que faz a ligação entre o aeroporto e a estação de metro “Wiehle-Reston East” (linha cinza a tracejado) enquanto a linha de metro não está concluida. Os bilhetes para efectuar esse percurso de autocarro custam 5 USD e são adquiridos num balcão perto da paragem do autocarro.

Depois de chegados Wiehle-Reston East, fazer um pequeno percurso a pé, para chegar efectivamente à estação de metro, adquirir nas máquinas automáticas, os cartões de metro que são recarregaveis com o valor que se pretender, carrega-los, e  finalmente utilizar a linha de metro SV até à estação Foggy Bottom- GWU.

Uma solução simples e eficiente, que nos deixou a cerca de 300m (4 minutos) a pé do hotel, cerca de uma hora depois de termos entrado no autocarro no aeroporto.

O quarto do hotel era espaçoso, bem servido e  com uma pequena cozinha, e o atendimento na recepcao foi bastante atencioso e simpático.

Sem dúvida o River Inn é um hotel que recomendo, e que usaria de novo numa outra estadia em Washington DC.

Quanto à exploração da capital dos EUA, essa ficou para o dia seguinte, e a sua descrição fica reservada para um artigo posterior.

Há datas que são impreteríveis de festejar

Para mim qualquer justificação é boa para festejar. Mas há datas que anualmente são incontornáveis, e que faço questão de celebrar da melhor forma possível, conforme as condições permitem.

Este ano por exemplo, o dia de aniversário do meu casamento pelo civil coincidiu com um sábado, num fim-de-semana em que por vários motivos, sabia que não optariamos por sair de casa.

Se no meu aniversário de nascimento faço questão de festejar  fora, nem que seja apenas para jantar com algumas das pessoas mais importantes da minha vida, já no de casamento, não faço essa questão, e ir para a cozinha e preparar algo especial, é bastante plausível.

Foi justamente com essa ideia em mente que comecei o dia 11 de Março a escolher na internet os pratos que iriam compor a ementa do jantar.

A entrada escolhida, foi uma que já fiz várias vezes, mas que aprecio bastante e que  também costuma ser muito apreciada pelos outros destinatários do jantar.

Para prato principal, queria algo que fosse preparado no forno, permitindo-me assim mais tempo livre, no entretanto, para outras exigências da ementa e dos preparativos, e de preferência que tivesse peixe como ingrediente essencial.

As restrições na escolha da sobremesa prenderam-se sobretudo com os ingredientes de que dispunha em casa, já que a queria preparar de manhã antes de ir para o exterior. Por outro lado queria fugir ao chocolate, pois ao invês de castanho, ao amor associo muito mais facilmente as cores vermelho e rosa. Assim na minha pesquisa, procurei receitas com frutos vermelhos (e leite condensado, um ingrediente que simplesmente adoro)…

Depois de decididos os três pratos, eis chegada a altura de fazer a sobremesa, a colocar no frigorífico, e de preparar as ementas a imprimir.

bodas de aço

A mesa que serviu de cenário principal, para um jantar que desejava fosse especial, foi colocada enquanto o peixe estava no forno, e antes de os camarões exigirem a minha total atenção.

Bodas de Aço - a mesa

Para não variar, escolhi o serviço de porcelana que tanto adoro, da Pip Studio, com algumas peças extra versateis da Asa Selection, uma travessa da Villeroy & Bosch, e apenas copos de água (porque sou abstémia) da Atlantis.

As letras usadas como marcadores de lugar, foram adquiridas durante os Saldos de Natal, na Butlers, e os guardanapos são da Papstar.

Como couvert na mesa, Ciabatta com ervas, pesto de basílico e creme de azeitona Kalamata.

Entretanto a entrada ficou pronta e o jantar podia começar…

Bodas de Aço - a entrada

Ao que se lhe seguiu o prato principal, muito apreciado pelos três.

Bodas de Aço - prato principal

Para coroar um jantar dedicado ao amor e à união, a cor rosa na forma perfeita de um circulo, para simbolizar que não existe princípio nem fim neste sentimento.

Bodas de Aço - a sobremesa

O molho de frutos vermelhos, optei por servi-lo separadamente, assim cada pessoa podia coloca-lo na quantidade que mais lhe aprouvesse, ou mesmo optar pelo bavaroise sem qualquer extra.

Um pouco do “country side” da Salzburger Land

As temperaturas negativas persistem, mas continuam acompanhadas por dias lindos e solarengos, pelo que existe uma forte atracção, que me puxa para aproveitar o que a natureza tem para me oferecer.

A questão é que continuo a não ser adepta dos desportos típicos de Inverno, mas fiquei fã de descer a montanha de trenó, depois de o ter experimentado na semana anterior.

Assim a palavra chave para pesquisar locais onde houvesse essa possibilidade, em países de língua oficial alemã é “Rodelbahn“. (Porque não dizer “na Alemanha”? Porque atendendo à localização geográfica de Munique, nem sempre os locais mais perto e/ou mais interessantes ficam necessariamente na Alemanha, podem ficar por exemplo na Austria.)

E foi justamente com essa ideia em mente que a minha pesquisa se direccionou para o Estado de Salzburgo (Salzburger Land), na Áustria, uma das regiões contíguas ao distrito Administrativo de Oberbayern (Baviera Superior),  de que Munique é capital e que pertence ao Estado da Baviera.

Os mapas abaixo  ajudam a perceber um pouco melhor a sua localização relativa.

oberbayern-e-salzburg

Claro que não precisaria de sair de Oberbayern sequer, para encontrar o que procurava, mas se na semana anterior já o tinha feito, em busca da Região do Allgäu, no distrito Administrativo de Schwaben, porque não fazê-lo uma vez mais? (Admito que ainda considerei duas regiões em Oberbayern, Berchtesgadener Land e Garmisch-Partenkirchen. Mas por diferentes motivos, foram preteridas. Garmisch-Partenkirchen por exemplo estaria particularmente congestionada no fim-de-semana, dado decorrer aí o Campeonato do Mundo de Ski)

A pesquisa na internet recaiu não apenas em “Rollerbahn” mas também “Snowtubing”, algo que o meu “5 Palmos” queria e não tinha conseguido fazer na semana anterior.

Foi uma das Estâncias de Esqui da região “Ski Amadé“, a de Radstadt -Altenmarkt que mais me cativou. (Radstadt dista de Munique 199km, o que equivale a 2h de viagem)

radstadt

O motivo da escolha de Radstadt ficou a dever-se sobretudo ao facto deste possuir um percurso para descida com trenós de 6km (um dos mais longos na região). Para facilitar a decisão, este percurso tem iluminação noturna, o que me garantia um pouco mais de segurança caso houvesse algum infortúnio e precisasse de ser resgatada.

Por outro lado, a forma de chegar lá acima é com teleféricos para 8 pessoas irem sentadas (“8er Königslehenbahn I), estando estes sempre a circular, o que faz com que não se criem praticamente filas de espera.

Outras questões “técnicas” pertinentes:

  • O ponto de partida em Radstadt, fica a 858 m de altitude;
  • Existe um amplo parque de estacionamento disponível e gratuito;
  • É possivel alugar ou comprar equipamento e acessórios desportivos na loja existente perto do parque de estacionamento;
  • Existe nas imediações um Café-Restaurante, o Unterberg Salettl, onde é possivel recarregar energias;
  • No Königslehenbahn, é possível alugar os trenós por 5€ cada (+5€ de depósito a ser restituido no momento de devolução dos mesmos), imediatamente antes de se entrar nos funiculares.
  • A subida no Teleférico tem uma paragem numa estação intermédia, onde inclusivé as portas dos funiculares são automaticamente abertas, mas só se deve sair na estação final, em Kemahdhöhe, a 1571 m de altitude.

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Kemahdhöhe é a estação final de mais do que um percurso de teleféricos quer telecabines quer telecadeiras:

  • 3 – Königslehenbahn II, 
  • 4 – Kemahdhöhebahn,
  • 6 – Hochbifangbahn II,
  • 7 – Hochbifangbahn I.

No mapa de curvas de nível seguinte, retirado daqui, além dos percursos dos teleféricos atrás mencionados, encontra-se igualmente bem assinalado a vermelho o percurso efectuado pelos trenós.

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No fim da viagem de teleférico, é uma lufada de ar fresco maravilhosa. A paisagem montanhosa avistada de outra perspectiva, vale por si ter feito a subida, ainda mais num dia de sol como aquele com que me deparei.

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No cimo da montanha além das estações finais dos teleféricos, algumas com um ar mais futurista, existe o Restaurante, Bar e Terraço Sportalm que possui um ar rústico, de madeira, com gastronomia regional austriaca.

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Desfrutar da paisagem e explorar um pouco mais as imediações nunca parece demais, ainda mais num dia tão agradável como o que encontrei.

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E não é apenas natureza no seu explendor máximo o que se encontra. Também encontrei manifestações católicas como uma cruz e uma escultura de S. José, N. Senhora e do Menino Jesus. Mas o que mais me surpreendeu foi encontrar um coração metálico vermelho para colocar cadeados, como muitos fazem em pontes.

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E ao lado do coração vermelho é onde se encontra o ponto de partida do percurso de descida de trenós. Preparei-me  não apenas fisicamente mas também mentalmente para a descida, mas ainda assim, deixei muitos passarem-me à frente, mesmo crianças com aparente muito mais experiência e empolgação do que eu.

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O percurso é mais largo que o primeiro que experimentei, mas possui igualmente algumas curvas bem fechadas, e algumas extensões de 1, 2 ou mesmo 3 km onde a dificuldade é parar dada a velocidade a que se pode atingir.

Existem no entanto duas curtas extensões onde o percurso ao invés de descer sobe, pelo que, a não ser que se vá a grande velocidade o que nunca procurou ser o meu caso, tem que se subir puxando pelo trenó. Outras áreas são mais planas, e nessas também tive que puxar pelo trenó pois não levava lanço suficiente para as fazer de outra forma.

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Depois do percurso concluido, restou-me ficar com a sensação muito agradável e positiva de uma hora talvez, muito muito bem passada. Adorei uma vez mais a experiência e continuo com vontade de voltar a repeti-la, numa outra aventura, em outro local, com um novo trajecto…

Mas o dia não estava dado por concluido. A seguir era altura de partir à procura do Snowtubing…

E para isso, tinha-se que rumar de automóvel em direcção a St.Martin am Tennengebirge, onde o Snow Tube Jausenstation Monigold ficava. A distância entre ambos os locais é de cerca de 18km.

O Snowtubing lá foi agradável, apesar de em termos de extensão ser bastante curto, com cerca de 250m, e não conter grandes curvas e contra-curvas (como admito estava a contar).

O meu “5 Palmos” gostou bastante, apesar de ter ficado amplamente satisfeito com apenas 3 descidas. Eu confesso que me fiquei por 2.

Seguro, fácil e agradável para os mais novos e totalmente inexperientes, é sem dúvida um dos pontos fortes do local… O outro é que não estava nada concorrido, pelo que foi fácil estacionar, apesar da quase inexistência de parque de estacionamento nas imediações.

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Preparações com antecedência

Em Abril de 2016 o meu “5 palmos” fez a sua primeira comunhão. Um marco importante na sua vida de católico.

Os preparativos aqui na Alemanha começaram em Novembro do ano anterior, com uma reunião entre pais e pároco, onde a agenda das actividades foi apresentada e entregue, e alguns pormenores esclarecidos. Documentos foram solicitados e outros entregues.

Para as crianças as actividades começaram em Janeiro, com um primeiro encontro durante uma manhã de sábado. Neste foram definidos os grupos de crianças e as mães/pais responsáveis pela dinamização dos encontros.

De entre as actividades neste primeiro dia constou a decoração de uma vela, a vela do grupo, a construção e pintura de um mural com o tema da Primeira Comunhão e a pintura de um longo tapete de papel (que foi guardado e seria usado exclusivamente no dia da Primeira Comunhão).

O tema escolhido foi “Vem em busca dos Vestigios”.

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O encontro terminou com uma celebração na igreja na qual os pais também participaram.

A este primeiro encontro seguiram-se os semanais, de uma hora, durante um dos dias da semana, cada um com um tema definido.

O grupo do meu “5 palmos”, por exemplo, era constituido por 5 crianças e três mães, mas o número de crianças e de adultos por grupo variava.

Lembro-me que em um dos encontros semanais fizeram pão (ou mais concretamente vários pães), e no fim, os pais ou encarregados de educação, foram convidados a aparecer e participar num lanche, onde o pão foi o centro das atenções.

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Em outro dos encontros, os pais e ou encarregados de educação tiveram mesmo que estar presentes, pois a decoração da vela de comunhão era o que estava na “ordem do dia” e foi uma actividade realizada pelas crianças com a ajuda muito activa e participativa dos pais.

Não se esperavam velas perfeitas, mas foram sem duvida decoradas com muito carinho e atenção, obtendo-se algo único, pessoal e intransmissível.

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Sabendo previamente que um dia teria que ajudar a decorar a vela de comunhão do meu “5 palmos”, procurei com antecedência pensar num tema que se enquadrasse bem para a primeira comunhão, com uma “imagem” que se pudesse usar em vários elementos.

A decoração da vela, como a imagem anterior deixa um pouco transparecer, consistiu num barco com duas velas, uma com o cálice e a hóstia, e outra com um cacho de uvas, e um mastro a formar uma cruz. Umas ondas do mar com uns peixes estilizados completaram a imagem. Tudo feito com folhas de cera com as tonalidades azul e prateado, e umas fitas de cera. Em baixo letras e números a formarem as palavras 1ª Comunhão, o nome do meu filho e a data do evento.

A inspiração ocorreu-me depois de desfolhar um livro do tipo “faça você mesmo” propositamente para este tipo de eventos. Claro que o comprei, para o poder ver e rever com mais atenção e tempo.

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O tema escolhido foi “Com Deus no caminho” (mit Gott Unterwegs!), tendo sido usado nos convites,  ementas & marcadores de mesa, e cartões de lembrança. A ideia central consistiu num simples barco de origami a navegar sobre as ondas.

O primeiro passo passou por comprar os materiais necessários, e para isso a loja Idee em Munique foi o local ideal para encontrar desde folhas de papel, cartões, envelopes, letras, palavras e figuras autocolantes, até pequenos peixes prateados em madeira.

E de umas simples folhas de papel com padrões (e um pouco mais) resultaram, com tempo, carinho e dedicação algumas das coisas que eu, depois de ter comprado o livro, decidi que tinha de “fazer eu mesma”.

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Uma vez que adquiri “alguma experiência” com a decoração da vela de comunhão, comprei velas pequeninas e decorei-as com o mesmo tema, tornando-as nas lembranças para oferecer aos convidados.

Não satisfeita, achei que tinha que tornar a mesa do almoço da comunhão, também no espírito do tema. Para isso, adquiri dois barcos 3D em papel, que pintei, um Kit da Rayer com dois peixes, e extra um outro peixe maior também de esferovite bem como mais alfinetes e lantejoulas. Tecido azul de mousseline para colocar no centro da mesa e imitar as ondas do mar, finalizaram o resultado pretendido.

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Para terminar, o bolo de comunhão não poderia faltar. E esse não teria conseguido fazer sem a inestimável e imprescindível ajuda na decoração, de uma querida e insubstituível amiga.

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Como nota final quero apenas referir, que o local escolhido para a realização do almoço da Comunhão, foi o Restaurante Chinesicher Turm,  inserido no English Garten no centro de Munique.

Foi um dia perfeito em todos os sentidos, tirando o facto de ter sido digno de um típico dia de Inverno, onde até a neve quis marcar a sua presença.

Nebelhorn no Inverno

Depois da chegada do Inverno, da queda com alguma frequência de neve e das temperaturas médias a manterem-se negativas dia após dia, sem qualquer previsão de mudança nos dias mais próximos, afiguravam-se duas alternativas.

“Não querer encarar o frio” e evitar ao máximo sair de casa, ou acolher a neve e as temperaturas negativas de braços abertos e com a roupa apropriada vestida (com caracteristicas de isolamento térmico, de preferência) e sair de casa para me divertir na neve.

Se a influenciar a escolha se presenciar um dia lindo de sol, então a tomada de decisão é facilitada e a opção escolhida é óbvia.

Confesso que nunca fui fã de “férias de Inverno”, ao contrário de alguns amigos meus para os quais tais férias são incontornáveis e mesmo as preferidas.

Assim não é de estranhar, que esqui ou snowboard são desportos que não me atraem, ainda mais porque não são raras as notícias de acidentes na prática dos mesmos.

No entanto tal não me deve impedir de me divertir na neve, se a oportunidade para isso existir.

Foi nesse sentido que recorri ao site Bayern.by com o objectivo de encontrar na Baviera, locais onde pudesse fazer Snowtubing. Foram várias as alternativas encontradas, algumas mais perto de Munique outras menos. Como em Bayrischzell já tinha estado, essa opção foi descartada em prol de outra região que ainda não conhecesse.

A escolha recaiu sobre Nebelhorn, seduzida pela existência de um Snowpark com vários equipamentos disponíveis (inclusivé para a prática de snowtubing) apresentada pelo NTC – Sport Oberstdorf  (Centro de Desportos de Inverno de Nebelhorn).

Oberstdorf fica na região de Allgäu na Baviera, e dista cerca de 171km (2h12) de Munique. Não posso dizer que tenha sido a opção mais perto de casa, mas foi uma bem acertada. (A rede de estradas é boa e as autoestradas na Alemanha, têm em geral um ótimo nível de conservação, em algumas áreas não existem limites de velocidade, e não se pagam quaisquer portagens, o que ajuda bastante e facilita a decidir, quando se pretende fazer uma viagem com mais de uma centena de quilómetros, e se tenciona regressar no mesmo dia).

O Allgäu é uma região rica para quem quer desfrutar da Natureza, em qualquer estação do ano, no Inverno em especial, e era mesmo isso o que eu procurava.

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E Nebelhorn não decepcionou nesse sentido.

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O mapa retirado do site Das Höchste ajuda a perceber melhor o que se pode encontrar no Nebelhorn não apenas em termos de desportos de Inverno (pistas de esqui não faltam, com diferentes graus de dificuldade como convém) mas também outras formas de desfrutar intensamente da neve com o devido conforto (Restauração, Serviços de Apoio, Funiculares, etc).

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O Wintererlebnispark, foi o local onde encontraria a forma ideal para me divertir na Neve, e para lá chegar tive que subir no Nebelhornbahn desde a base em Oberstdorf a 813m até à Estação Seealpe a 1280m.

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A paisagem avistada a 1280m de altitude é retemperadora e o ar fresco que se inspira é do mais saudável possível.

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Se a ideia original era a prática de Snowtubing, a aparente insuficiência de neve para o efeito, impediu que o percurso estivesse criado, e por isso não avistei um único “pneu gigante insuflável” também conhecido por Snow Tube, para amostra.

Mas trenós não faltavam, quer os tradicionais de madeira quer os Zipflracer, uma versão mais aerodinâmica de plástico. Escusado será dizer que optei por um destes ultimos.

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Também haviam Snowbikes, Skifox, Skibockerl, Snowscooter e SMX, mas além de serem mais dificeis de controlar, para alguém tão inexperiente quanto eu, com nenhuma destas outras opções poderia descer a montanha.

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E descer a montanha pela pista de trenós, foi mesmo o que eu fiz depois de ter andado várias vezes a treinar na estação Seealpe, com o trenó plástico laranja que aluguei por 5€.

“Desde a estação”Seealpe” (1280m)  até ao vale são 2,5 km de caminho com declive. Com uma diferença de altura vertical de 450m você pode fazer um passeio de trenó e descer a montanha. Os Trenós podem ser alugados no restaurante ao lado da estação “Seealpe” [ou no centro de actividades NTC]”

Foi mesmo o que esta descrição sugere o que eu fiz, e que para mim foi adrenalina pura, principalmente fazer a alta velocidade as curvas muito acentuadas do percurso, e ter a sensação que podia sair do mesmo e cair pela montanha a baixo, a qualquer momento.

Claro que fotos que relatam essa experiência são escassas, pois convinha que me agarrasse bem ao manipulo do trenó para evitar maiores estragos.

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Mas dá para ficarem com uma pequena ideia de algumas das curvas, e de como o caminho tinha áreas bem irregulares que convidavam a quedas ou saltos, dependendo da velocidade a que se vinha.

Para mim, foi uma experiência incrível, que adorei, mas cuja chegada ao fim foi muito bem acolhida, com a sensação: consegui e cheguei inteira.

Neve a cobrir-me não faltou, até porque, uma árvore não satisfeita com o que eu já tinha conseguido sozinha, decidiu atirar-me uma “bola de Neve” directamente na minha cara.

Ano Novo… novas aquisições

Eu sempre fui muito apologista de cores e padrões nem um pouco discretos. Quem me conhece pessoalmente sabe que as minhas tendências pessoais são por vezes arrojadas.

No entanto no que toca a decorações e cores para a casa e o que me rodeia, contenho-me sempre, porque tenho noção que cores e padrões fortes são inversamente proporcionais ao tempo que se “suportam” os mesmos.

Ainda assim, este ano, uma das primeiras aquisições que fiz, foi um tapete para colocar do lado de fora da porta de casa, de uma marca que “já andava a namorar” faz imenso tempo. Neste caso foi a monotonia do tapete que eu tinha faz imenso tempo, que me saturou.

Se por um lado procurava um tapete sem nenhuma mensagem explícita de boas vindas como “Welcome”, por outro lado queria um que fosse convidativo e aprazível. (Confesso que o meu marido o achou demasiado colorido e indiscreto, mas também não era algo sóbrio o que eu procurava.)

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A marca que me fez render às vibrantes cores e padrões foi a Melli Mello que assenta na tendência em voga “Cross Cultural mix”. Um pouco ao estilo a que Christian Lacroix já nos habituou, e que eu adoro, e que se podem encontrar por exemplo nas exuberantes peças de porcelana criadas em associação com a Vista Alegre.

Admito que as peças de porcelana da Melli Mello, não me atraem tanto, mas nesse departamento sinto-me rendida às da Vista Alegre, ou ao serviço de porcelana colorido Royal que gradualmente tenho adquirido da Pip Studio (uma marca originária dos Países Baixos tal como a Melli Mello), cujas peças podem ver abaixo.

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Voltando aos artigos da Melli Mello, outros que achei interessantes, foram o quadro com o Mapa Mundo e o mural com um Panorama Urbano pois penso se adequariam bem num quarto infantil/juvenil feminino, mas não tenho nenhuma filha.

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Comentários com as vossas opiniões, preferências e afins, são mais do que bem vindos.

 

Regresso depois das Férias…

As férias natalícias são sempre vividas com particular intensidade, repletas de momentos emotivos, onde o assento tónico é colocado nas vivências em família.

Não são um período rico em termos exploratórios de novos locais e experiências, no entanto, mesmo no ultimo dia de 2016, a caminho do local onde passaria o Reveillon, houve a oportunidade de visitar uma das “aldeias históricas de Portugal“, relativamente perto da fronteira  do país com Espanha, Monsanto.

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Por certo várias aldeias são consideradas tipicamente portuguesas, mas segundo este Postal adquirido no local, Monsanto considera-se a “mais portuguesa”.

Motivos para isso não faltam, pois o prospecto de Monsanto no âmbito das Aldeias Históricas de Portugal,  faz referência a dois titulos que lhe foram atribuidos no século XX, em 1938 “Aldeia mais Portuguesa de Portugal” e em 1995 “Aldeia Histórica”.

O mapa/esquema seguinte, revela as principais atrações turísticas e pontos de interesse que  a Aldeia de Monsanto possui (e foi retirado do panfleto turístico disponível no site das Aldeias Históricas).

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Uma das vantagens, ou talvez não, de ter visitado esta aldeia no último dia do ano, é que não estava particularmente lotada de turistas, muito pelo contrário. Mas talvez também porque as expectativas eram essas, o posto de turismo estava fechado. Felizmente uma lojinha de “souvenirs” da região estava aberta, e na mesma pude adquirir postais e o prospecto já acima mencionado, o que foi bastante util, para a visita à descoberta da aldeia.

A chegada à aldeia com estradas locais estreitas e com curvas não facilitam o acesso e não convidam ao estacionamento, até porque que não há muitos locais disponíveis para o efeito. Por isso visitar a aldeia num dia parco em turistas, foi uma vantagem, pois não foi dificil encontrar um local para estacionar o automovel.

As imagens tiradas, num dia “solarengo” pemitem ficarem com uma ideia do que podem encontrar por lá, tudo muito bem explicado dada a sinaléctica existente, e que ajuda sempre.

1 – Porta do Espírito Santo ou de São Sebastião &  2 – Capela do Espírito Santo

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3 – Chafariz do Meio

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4 – Casa de Fernando Namora

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5 – Cruzeiro de S. Salvador

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 7 – Igreja Matriz ou de S. Salvador

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8 – Solar dos Pinheiros e Chafariz do Mono

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9 – Solar do Marquês da Graciosa

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12 – Antigo Consultório de Fernando Namora

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13 – Igreja da Misericórdia

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14 – Torre de Lucano ou do Relógio

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A fantástica paisagem avistada do Miradouro do Forno (20)

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21 – Gruta

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22 – Percurso e Subida para o Castelo

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A chegada ao Castelo, é conseguida depois de uma subida com um declive acentuado, mas não particularmente dificil. Confesso que quando vi o percurso pensei que iria ser mais dificil e demorado atingir o topo, e nem estava com calçado apropriado para a caminhada.

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A vista panorâmica do castelo permite identificar melhor o que este guarda entre as suas muralhas.

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Capela de Santa Maria do Castelo, é um dos focos de interesse.

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A Cisterna destaca-se no centro do recinto.

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A Porta Falsa ou de Traição é uma das formas de sair do Castelo e de regressar ao centro da Aldeia, mas o percurso escorregadio descendente foi-me desaconselhado no Inverno. Do lado direito desta Porta é onde se encontra a Torre Perimetral. Para além da porta, no entanto, a paisagem que se avista, essa não é nada proibitiva, antes muito convidativa.

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A visita à Citadela permite vislumbrar igualmente uma paisagem privilegiada sobre a aldeia.

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Fora das muralhas do Castelo existem outros focos de interesse, e pouco depois da saída do mesmo, encontra-se a Capela de S. Miguel.

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Continuando o percurso descendente outros locais merecem atenção, mas também é mais uma oportunidade para apreciar um pouco mais o castelo.

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As Furdas, conhecidas por pocilgas, ao contrário do que seria o caso anteriormente, não inspiram actualmente repugnância pois não emitem qualquer odor nauseabundo.

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Termino este artigo com imagens que transpiram um pouco mais o ambiente que se vive na aldeia e que a tornam peculiar. Espero que “abram ainda mais o apetite” a visitarem-na (caso ainda não o tenham feito) e a descobri-la com os vossos próprios olhos.

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