Lagos, Montanhas e Castelos…

A Escócia é pródiga em Lagos, Montanhas e Castelos numa combinação. A outros níveis também, mas alguns desses talvez fiquem para outro artigo, ou já tenham sido mencionados anteriormente (como a quantidade de destilarias de Whisky que possui).

No terceiro dia na Escócia, o objectivo final era dormir em Glasgow, com acento tónico no dormir, porque queria aproveitar o máximo o percurso até lá.

Terceiro dia na Escócia - mapa

Mas a viagem começou na direcção oposta… pois o meu marido queria visitar uma destilaria que não tinha conseguido visitar no dia anterior, a Cardhu.

Comparada com a que tinhamos visitado no dia anterior, esta não me deixou tão “maravilhada”, mas com isso não pretendo dizer que a visita guiada à destilaria, não foi uma experiência enriquecedora, porque foi.

Cardhu - exterior destilaria

Não era possível tirar fotografias durante a visita guiada, pelo que apenas o pude fazer na area interior da loja, também reservada no fim da viagem à prova de 3 amostras Whiskies Cardhu.

Faço referência a esta precisão apenas porque os Cardhu são Whiskies Single Malt, mas faz parte da história da destilaria Cardhu o facto desta ter sido adquirida pela John Walker & Sons em 1893. Os Whiskies Johnnie Walker, porque se tratam de Blended Malt Whisky, são assim originários parcialmente desta destilaria, tendo esta como uma das suas legítima casas.

Convém referir igualmente, que na loja era possível adquirir Whiskies não apenas da Cardhu e Johnnie Walker, mas também de outras marcas escocesas da região que pertencem igualmente ao grupo Diageo.

Cardhu - interior loja

Depois da visita à destilaria, a viagem começou realmente no sentido pretendido… passando de novo por Inverness, em direção ao Lago Ness. Confesso que não andei à procura do Nessie, o conceituado monstro do lago. Ainda assim passamos pelo Centro e Exibição do Loch Ness, onde não faltavam réplicas e referências ao Nessie.

Centro do Loch Ness

Não permanecemos aí durante muito tempo, porque mais do que monstros estavamos mais interessados em avistar o Castelo Urquhart, ou mais concretamente as ruinas do mesmo que se encontra nas imediações, no Lago Ness.

Lago Ness e Castelo Urquhart

Com uma localização absolutamente fantástica, seria impossível ficar indiferente às ruinas do Castelo. Mas por se tratarem justamente de ruinas, não havia muito que realmente pudesse ser visitado (segundo os meus padrões), que me desculpem o sacrilégio, os que tem um particular interesse por arqueologia e ruinas.

Assim, depois de o avistar à distância, optei por aproveitar ao máximo o dia, continuando viagem com outro destino no pensamento.

Mas não se pode descontar o facto, que o percurso embora com paisagens dificeis de ignorar e que convidam a parar para as apreciar melhor, é composto por estradas predominantemente locais e em várias situações, apenas com uma estreita faixa de rodagem. Assim o percurso demorou bem mais que quaisquer expectativas minhas, por mais pessimistas que fossem.

Paisagem entre o Lago Ness e Inverarey _01

Paisagem entre o Lago Ness e Inverarey _02

E consequência dessa realidade, só chegamos ao destino intermédio, bem depois da hora deste fechar as suas portas ao publico e permitir ser visitado.

E sim, num país como a Escócia, com tantos, tantos castelos, era mesmo um que eu pretendia visitar, o Castelo de Inveraray.

Mas só consegui apreciar o exterior do Castelo (do século XVIII, mas que parcialmente já remontava ao século XV), casa ancestral do  Duque de Argyll, Chefe do Clan Campbell.

Castelo de Inverarey

A sua localização perto do Lago Fyne, insere-o numa paisagem ainda mais cativante, que as cores do entardecer só glorificam.

Lago Fyne

A chegada a Glasgow só aconteceu bem depois das 21h, mas valeu bem a pena, aproveitar o dia no percurso ao invés de no destino…

Nas Terras Altas escocesas

O segundo dia na Escócia começou no hotel, com um pequeno almoço continental para uns, e um tipicamente Macdonald escocês para outro.

Macdonald - pequeno almoço

O percurso previamente definido, sofreu alterações ao longo do dia, mas presumo que  o imprevisto também torna um dia de férias ainda mais interessante.

O mapa seguinte, (uma vez mais cortesia do Google maps) resume o resultado final, mas apenas em um sentido, porque o dia acabou uma vez mais no hotel em Inverness.

Segundo dia na Escócia - mapa

O primeiro local que mereceu uma paragem, foi totalmente inesperado. Era um local que o meu marido queria visitar mas que tinha desistido, ao constatar via internet que o local não estaria a laborar durante o período da Páscoa. Assim não se tinha preocupado em descobrir onde ficava concretamente.

No entanto, no percurso para o Castelo Dunrobin, ao apreciar a paisagem, vi uma tabuleta informativa que anunciava a proximidade da Destilaria Glenmorangie. Essa era justamente a destilaria sobre a qual o meu marido tinha pesquisado, e decidimos espreitar se realmente estaria tudo fechado ou se daria para visitar.

Glenmorangie street sign 1

Os prenuncios eram encorajadores, já que haviam vários automóveis, estacionados no parque.

Destilaria Glenmorangie 1

Efectivamente, era possível visitar a destilaria, mas foi a loja, em um  pequeno edífício anexo, que mais despertou a nossa atenção.

Destilaria Glenmorangie 2

A loja é elegante e selecta, e possuia algumas garrafas de Whisky que a avaliar pelo seu preço, suponho que só podiam ser excepcionais.

Destilaria Glenmorangie 3

Depois da destilaria, a viagem continuou em direcção ao Castelo Dunrobin, um dos castelos que eu tinha mais interesse em visitar nas Terras Altas escocesas.

Castelo Dunrobin - indicacao

O Castelo Dunrobin parece literalmente retirado de um Conto de Fadas.

Dunrobin Castle postcard

O Castelo Dunrobin é das grandes casas, a que se encontra mais a norte na Escócia, sendo mesmo a maior das Terras Altas com 189 quartos, e uma das casas britânicas mais antigas continuamente habitadas, datando em parte dos inícios dos anos 1300.

Trata-se da casa histórica dos Condes e Duques de Sutherland. A Primeira parte do edifício data de cerca de 1275 e possui várias extensões posteriores.

Eis a planta informativa do que se pode encontrar na propriedade.

Dunrobin Castle plan

E mesmo em um dia com muitas semelhanças a um outonal, não perde muito do seu encanto.

Castelo Dunrobin - castelo e jardim

Além do jardim, também tive o desprazer de visitar o Museu, anexo à propriedade, onde estão expostos os trofeus e comprovativos de caça dos ancestrais da família Sutherland. Para mim o museu pode ter o efeito de incentivar a caça furtiva, de alguma forma enaltecendo-a, o que só pode ter repercuções nefastas.

Castelo Dunrobin - Museu

Já dentro do Castelo, não era permitido tirar fotografias, pelo que as que possuo se limitam à entrada, onde se adquirem os bilhetes, o que não revela muito do seu interior.

Castelo Dunrobin - interior

Assim na loja não saí sem o Guia oficial do Castelo (e sem mais uma decoração para a minha árvore de Natal).

Dunrobin Castle guide

Após dar por concluida a visita ao castelo Dunrobin, eis chegada a altura de alterar os planos seguintes (que implicavam uma inversão de marcha e seguir no sentido contrário, em direccao à região de Speyside, especialmente pródiga em destilarias de Whisky).

Assim o destino continou em direcção à extremidade mais a norte da ilha da Grã-Bretanha, num percurso predominantemente junto à costa até John O’ Groats.

Percurso até John O Groats

O principal motivo para a visita a este vilarejo, é simples. O local é conhecido por ser uma das extremidades da distância mais longa entre dois pontos continentais britânicos habitados, com a extremidade da terra a sudoeste, em Cornwall a distar 876 milhas (1.410 quilômetros) de John O’ Groats.

John o Groats

Numa lojinha nas imediações, além de adquirir um postal ilustrativo do percurso destas 876 milhas, não resisti a comprar também uma bola com motivos escoceses para decorar a minha árvore de Natal.

John O Groats

Dever cumprido, chegamos a John O’ Groats, era por isso altura de finalmente regressar a Inverness, sem mais desvios previstos. Até porque o Castelo e Jardins de Mey, que fica nas imediações, estava ainda fechado ao publico.

A chegada a Inverness foi bem mais tardia que quaisquer previsões podiam antever, pois na viagem de regresso encontramos uma fila interminavel de veiculos na estrada, consequência de um veículo pesado a obstruir completamente as vias.

veiculo pesado na estrada

E descobrimos em “primeira mão” a parca quantidade de estradas alternativas e o quão estreitas, apenas com uma faixa de rodagem,  as estradas na Escócia podem ser.

O aspecto positivo do percurso alternativo utilizado, foi poder apreciar um pouco a costa oeste da Escócia, ver as ovelhas a uma incrível proximidade e desfrutar ainda mais da paisagem.

Percurso de regressoa a Inverness

Assim a chegada a Inverness foi apenas para jantar, e descobrir que a maioria dos Restaurantes escoceses estão interditos a menores de 16 anos a partir das 21h, por servirem bebidas alcoolicas e funcionarem como Pubs também.

Acabo este artigo com Inverness ao anoitecer, com o seu castelo e as margens junto ao Rio Ness.

Inverness ao anoitecer

Em terras da “Mary, Queen of Scots”

As férias da Páscoa 2017 começaram demasiado cedo, para quaisquer padrões convencionais, uma vez que o voo entre Munique e Edinburgo estava marcado para as 5:55 de manhã. Como se tratou de um voo directo, não houve atrasos dignos de referência, a chegada ao aeroporto de Edinburgo foi registada cerca das 7:20, hora local.

O aeroporto de Edinburgo, tratando-se do aeroporto da capital do país, admito que o esperava com maiores dimensões e melhores infraestruturas, nada comparável com o de Munique por exemplo. Suponho que seja reflexo do nível de afluxo diário de voos e passageiros, que ambos possuem, que justificará em parte essa diferença. Com isso não pretendo dizer, que se trate de um aeroporto rudimentar, ou que tenha sido complicado e demorado sair do mesmo, muito pelo contrário.

Aeroporto de Edinburgo

Com as malas despachadas já em nossa posse, o passo seguinte foi encontrar o balcão  de atendimento da Sixt, onde tinhamos previamente feito o aluguer de uma viatura. Aí o atendimento foi bastante expedito e agradável, conforme os padrões esperados. Houve mesmo um upgrade da viatura oferecida, o que é sempre agradável, e acabamos por saír do aeroporto com um Mercedes-Benz Classe C novo.

Auto - Sixt

Os planos para o primeiro dia na Escócia, não envolviam ficar na capital do país, antes rumar em direção à capital das Terras Altas escocesas (Highlands), mas não necessariamente optar pelo caminho mais directo para lá chegar.

A minha proposta implicava várias paragens durante o percurso, com o objectivo de explorar algumas atrações turísticas. Claro que à priori eu acho sempre que o tempo é elástico, que nós somos imunes ao cansaço (consequência de termos madrugado), e que por isso conseguimos visitar mais do que é humanamente possível.

O resultado final ficou bastante aquêm das minhas expectativas iniciais, mas no computo geral, ainda assim, diria que foi um sucesso. O mapa seguinte, “cortesia” do Google maps, ilustra os locais, no percurso, que efectivamente visitamos.

Primeiro dia na Escócia - mapa

O primeiro local onde paramos foi em Linlithgow. O motivo era simples, pretendia visitar o Palácio onde a Rainha Mary Stuart nasceu, o Palácio de Linlithgow.

O dia digno de Outono e não de Primavera, não nos impediu de desfrutar da agradável paisagem do Palácio e Igreja Paroquial de St Michael, avistada junto ao lago com nome homónimo.

Palácio de Linlithgow 1

Palácio de Linlithgow

O caminho de acesso principal ao Palácio, é feito passando primeiro por uma praça com a Cruz e seu icónico Poço no centro, local central da cidade onde se realizam mercados, cerimónias publicas e anúncios.

O edifício com uma torre de relógio, à esquerda do Poço na foto abaixo, foi outrora o edifício Municipal da cidade, construido entre 1668-70 por John Smith, baseado nos planos de John Mylne, Mestre Masson  de Charles I e Charles II. Actualmente é um Centro de Artes da Comunidade denominado de Burgh Halls.

Linlithgow 2

Poço da Cruz,  Antigo Edifício Municipal – Burgh Halls

Continuando pelo Kirkgate chega-se ao portão do Palácio, com os brasões que registram a linha real de sucessão. O Portão data de cerca de 1535, e os quatro paineis esculpidos e pintados representam as ordens de cavalaria transmitidas por James V – o Velo de Ouro, São Miguel, a Jarreteira e o Cardo.

Linlithgow 3

Imediatamente depois de se passar pelo portão do Palácio, encontra-se a Igreja Paroquial de S. Miguel.

A igreja foi consagrada em 1242, mas sofreu um fogo em 1424 e foi reconstruida pouco depois na sua forma actual. Em 1821 perdeu  a sua coroa de pedra do século XV, a qual foi substituida em 1964 pela actual de alumínio.

Linlithgow 4

Ao lado encontra-se o motivo principal da visita à cidade, o Palácio de Linlithgow.

Linlithgow 5

Uma casa senhorial real foi construida no local do presente palácio, no século XII. O actual edifício quadrado começou a ser construido em 1424 para o Rei James I e foi concluido após dois séculos. James V nasceu neste palácio em 1512 e Mary, Rainha dos Escoceses, em 1542.

O Parlamento Escocês encontrou-se no grande salão em diversas ocasiões, sendo que a ultima foi em 1646. O Palácio foi fortificado e ocupado durante 1650-59 por Oliver Cromwell, e eviscerado pelo fogo em 1746 depois da ocupação pelos soldados do Duque de Cumberland e permaneceu sem telhado desde então.

Actualmente encontra-se em ruinas, e por isso a visita que fizemos ao mesmo foi curta que o inicialmente previsto. A estátua no jardim é da Rainha Mary.

Palácio de Linlithgow 3

Onde despendemos mais tempo, foi a explorar a loja do Palácio. Aí adquiri um livro sobre os Castelos escoceses “Scottisch Castles & Fortifications” e um postal.

Linlithgow Palace

Depois de Linlithgow, o destino seguinte foi Stirling onde havia um castelo que queria impreterivelmente visitar, o Castelo de Stirling.

Ao contrário do anterior, este não se encontra em ruinas e tem muito mais para visitar.

Stirling Castle_0001

Como o castelo fica no cimo de um rochedo, a paisagem avistada do mesmo é magnifica, e o Monumento Wallace, à distância, destaca-se indiscutivelmente tornando-se incontornável.

Wallace Monument avistado do castelo de Stirling

O magnificente Castelo de Stirling dominou a história escocesa durante séculos, e permanece como um dos melhores exemplos da arquitectura renascentista na Escócia.

O edifício actual remonta aos séculos XV e XVI e foi defendido contra os Jacobitas em 1746. Entre 1881 e 1964 foi usado como um depósito para recrutas dos Highlanders de Argyll e Sutherland (Regimento de Infantaria), mas agora não serve quaisquer funções militares.

Gerações de monarcas escoceses, ampliaram, adaptaram e embelezaram o castelo durante séculos. O Palácio Real foi a casa de infância da Mary, Rainha dos Escoceses.

Não faltavam assim motivos, para este castelo ter caído no meu radar de castelos que queria visitar.

O mapa seguinte, retirado do site oficial do castelo, ilustra o quanto há para explorar no Castelo de Stirling.

Stirling Castle Map

E incontornavelmente, a visita exploratória começa passando pela entrada principal. Depois de apreciar as vistas e a estátua de Roberto I, embainhando a sua espada após a Batalha de Bannockburn em 1314.

Castelo Stirling 1

Depois de adquiridos os bilhetes, claro que visitei a loja do pátio, mas como se pode ver pelo mapa, essa não é a única loja nas instalações.

Após o controlo dos bilhetes encontra-se do lado esquerdo o acesso ao jardim da Rainha Anne, e do lado direito o Café Unicórnio (algo que despertou muito mais o interesse do meu “5 palmos”).

Castelo Stirling 2

Já o Esporão Francês com os seus canhões, fica por cima do Café, e do mesmo também se pode desfrutar de uma paisagem fantástica.

Castelo Stirling 3

E depois de apreciar a paisagem, eis que finalmente atravessamos o portão com as duas torres laterais circulares e chegamos ao pátio exterior.

Antes de visitarmos os Edifícios reais propriamente ditos, optamos por visitar primeiro a Cozinha, e a exposição de Tapeçarias.

Achei particularmente interessante na cozinha todo o ambiente encenado que parecia muito autêntico.

Castelo Stirling 4

Já a exposição de tapeçarias ajudou-me a perceber melhor o porquê do logótipo do Castelo ter um Unicórnio, uma vez que o tema das tapeçarias conta a história da Caça de um e qual o seu simbolismo. (As tapeçarias ilustradas nos placares, essas estão nas paredes das salas do Castelo.)

Castelo Stirling 5

De regresso agora ao Pátio Interior, as fachadas dos vários edifícios que o envolvem, evidenciam que não foram construidos simultaneamente, ambos foram resultado de ampliações sucessivas, pelos diferentes estilos e materiais usados.

Castelo Stirling 6

O Grande Salão (edificio com as fachadas exteriores pintadas de amarelo pálido, oficialmente, dourado real) foi concluido para James IV em 1503 e é o maior deste tipo alguma vez construido na Escócia. Foi usado para festas, danças e concursos e possui grandes janelas do lado onde se sentam os reis à mesa.

Castelo Stirling 7

Através de uma porta lateral ao fundo do salão, acede-se directamente ao edifício do Palácio Real. Trata-se de uma autêntica viagem no tempo, à época do reinado de James V, da infância da  Mary Stuart e da realeza do século XVI.

Além das divisões incrivelmente bem conservadas, tratadas e magnificamente decoradas, o que mais me agradou foram as personagens vestidas a rigor de acordo com época, com as quais podiamos interagir, e descobrir por essa via pormenores sobre as vivências, intrigas e acontecimentos da corte da altura.

Castelo Stirling 8

O terraço conhecido como Posto de Observação das Senhoras, como o próprio nome sugere, era usado pelas damas da corte para apreciarem a paisagem circundante. Acede-se ao mesmo através de uma porta do palácio para o exterior.

Castelo Stirling 9

Depois do palácio seguiu-se a visita ao Museu do Regimento, algo que confesso despertou mais o interesse e atenção do meu marido do que o meu.  Pessoalmente o que eu achei mais piada foi apreciar os Kilts e outros acessórios que constituem a indumentária típica e tradicional escocesa.

Castelo Stirling 10

Por fim, visitamos a Capela Real, o ultimo dos edificios reais erguidos no Castelo. Construida em apenas sete meses, por ordens de James VI que queria um local adequado para o baptismo do seu filho e herdeiro Principe Henrique. Data de 1593-4 e foi uma das primeiras igrejas protestantes na Escócia.

 

Castelo Stirling 11

A visita à descoberta deste castelo e de muitos dos seus recantos, agradou-me imenso, mas era chegada a altura de continuar viagem em direcção a Inverness.

Desta vez sem mais paragens previstas no percurso, pois o cansaço tinha-se apoderado dos “turistas” que madrugaram, e que só desejavam a paragem final, aquela que os levaria ao quarto do hotel.

A viagem exploratória pela Escócia continuou no dia seguinte por outras paragens…

Páscoa 2017…

A época da Páscoa está aí.

O Domingo de Ramos, foi um dia calmo por aqui, consequência natural dos meus dois afilhados viverem em Portugal e eu não. Não recebi nenhum ramo de flores, como “reza” a tradição, mas também quem me conhece sabe que não gosto de receber flores naturais.

Em contrapartida, recebi antecipadamente pelo correio um Ovo da Villeroy & Boch, recheado com amêndoas de chocolate deliciosas, onde não faltavam flores, no padrão, enviado pela minha querida afilhada.

Ovo Páscoa

O meu “cinco palmos” começou as suas duas semanas de merecidas férias e por isso também iremos aproveitar para tirar alguns dias de férias fora de casa… O destino, esse certamente será motivo de algum artigo posteriormente.

Mas antes disso, gostaria de desejar a todos os que passam por este Blog, uma Páscoa fantástica, repleta da ressureição de bons sentimentos e rodeados por amigos e familiares, numa festa, que para muitos é vivida em família e cheia de tradições e momentos memoráveis.

Deixo-vos a minha árvore de Páscoa carregada de ovos, flores e não só… símbolos do renascimento, da vida e da alegria, que sabe sempre melhor quando é partilhada.

Decoracoes de Pascoa 2017_0002

Um dia no “Campo”

O segundo dia passado em Washington, foi sobretudo desfrutado fora da cidade…

A ideia começou no dia anterior, mas foi cerca das 4h da manhã, consequência uma vez mais dos efeitos do Jet Lag, e estarmos precocemente acordados, que a reserva foi feita, para visitar Mount Vernon no próprio dia, numa excursão de autocarro com partida às 11h de 420 L’Enfant Plaza SW, Washington, DC. A companhia que ofereceu o programa que procuravamos e com disponibilidade para o próprio dia foi a D.C. Trails.

Chegar à L’Enfant Plaza SW, não foi díficil, já que existe uma paragem da linha de metro com essa mesma designação.

A excursão oferecia a visita não apenas a Mount Vernon, destino principal pretendido, mas uma paragem intermédia para visitar a cidade histórica de Alexandria.

Outras excursões, ofereciam igualmente no pacote, a visita ao Cemitério Nacional de Arlington, mas confesso que não tinha um interesse particular em visita-lo, pelo que não fiquei  desapontada por aquela que marcamos não possuir.

Em Washington D.C, o condutor e guia turista, procurou conduzir o autocarro o mais lentamente possível, facultando o máximo de informações possível, sobre os locais e atracções turísticas por onde passavamos.

Saídos de Washington D.C., o autocarro conduziu-nos em direcção à cidade histórica de Alexandria, passando no percurso perto do Pentagono, por exemplo.

Na cidade de Alexandria paramos para uma curta visita à Igreja de Cristo, a Igreja que George Washington frequentava, enquanto viveu na cidade.

Igreja de Cristo - Alexandria

Historia da Igreja de Cristo

Depois da curta paragem na Igreja, regressamos ao autocarro, e demos algumas voltas pela cidade a uma incrível lenta velocidade, para melhor apreciarmos alguns edifícios que constituem o património histórico da cidade, incluindo aquela que é considerada a casa mais estreita e pequena dos EUA, uma escola para cães e a casa onde o General George Washington viveu na cidade (a casa branca com a decoração azul, vermelho e branco por baixo das janelas).

As casas históricas estão todas devidamente assinaladas na sua fachada com uma placa metálica em forma de uma elipse, e segundo o guia custam um absoluto balúrdio.

Alexandria

Depois de Alexandria ficar para trás, Mount Vernon começou a ficar cada vez mais perto até finalmente chegarmos ao destino.

Mount Vernon é uma extensa propriedade com plantação, localizada nas proximidades de Alexandria, no Estado da Virginia, junto ao Rio Potomac. Pertenceu ao Primeiro Presidente dos Estados Unidos, antes, durante e depois de o ter sido. Nela encontram-se vários edifícios, alguns que persistem desde o tempo em que George Washington lá viveu, como a mansão por exemplo, e outros bem mais recentes, e que tornam a visita ainda mais rica e agradável, destacando-se a este nível o Museu, a área de apoio, de restauração, e de lojas.

O bom estado de conservação actual deve-se ao empenho e dedicação da “Mount Vernon Ladies’ Association” (Associação das Damas de Mount Vernon), que se juntaram para impedir a deterioração da propriedade, reabrindo-a ao publico em 1860, depois de esta ter caído em declínio com após a morte de George Washington em 1799.

Mapa Mount Vernon

Após a paragem do autocarro nas imediações da propriedade, a primeira indicação de que estamos no local certo é a sinalectica informativa.

Mount Vernon_0002

Mais à frente é possivel adquirir os bilhetes para visitar a mansão num horário pré-determinado, mas no nosso caso os bilhetes faziam parte do pacote, pelo que foi só uma questão de os levantar na bilheteira (abaixo encontra-se o do meu “5 Palmos”, o único jovem do grupo).

Mount Vernon Ticket

E como não nos restava muito tempo para cumprirmos o horário no bilhete, convinha dirigirmo-nos para a mansão com diligência.

Mount Vernon_0010

No percurso, do lado esquerdo da mansão, encontra-se a Greenhouse, um dos maiores edifícos da propriedade, que servia para proteger não apenas as plantas, como uma estufa, mas também como residência dos escravos que trabalhavam na propriedade.

Mount Vernon_0013

Mas no interior da mansão, era expressamente proibido tirar fotografias, e eu cumpri as regras, pelo que não possuo nenhuma.

Assim as fotos que possuo são apenas do seu exterior, e neste caso, da fachada traseira da mansão.

Mount Vernon - Mansao

A paisagem que se pode avistar em frente à mesma, admito, essa realmente merece ser avistada todos os dias ao acordar e ao adormecer…

Vista sobre o Pontomac

Os estábulos remontam ao tempo do General G. W., e persistem pouco ou nada inalterados. Era aqui que ele guardava muitos dos seus cavalos e algumas carruagens, e escusado será dizer, que como General era um ótimo cavaleiro.

Mount Vernon - Estabulos

O Túmulo onde George Washington deixou escrito no seu testamento, que queria ser sepultado, e que foi construido posteriormente (mais de 30 anos depois da sua morte) segundo os seus planos, para esse efeito.

Mount Vernon - Tumulo de George Washington e esposa

A propriedade possui igualmente um Ancoradouro, utilizado actualmente, entre Abril e Outubro, pelos que fazem um cruzeiro pelo Rio Potomac e chegam por esta via para visitar Mount Vernon.

Mount Vernon - Ancoradouro

Mount Vernon - no Ancoradouro

A proximidade ao rio Potomac, era encarada pelo General George Washington, de forma positiva, por vários motivos, e não apenas paisagistas, afinal ele também gostava de pescar, era prático e tinha um espirito bastante empreendedor.

Mount Vernon - pescaria

E claro que não eram apenas “os recursos” do Rio, mas também os da Terra que eram extraidos da propriedade e alvo do espírito empreendedor de George Washington.

Perto do Ancoradouro, pode-se ver também o Pomar e o Viveiro de plantas da propriedade.

Mount Vernon - Pomar e Viveiro

Além da Agricultura, a  Pecuária, também era bem explorada na Propriedade, e por isso não faltavam nem faltam igualmente animais, como ovelhas por exemplo.

Mount Vernon - ovelhas

O Museu dedicado à vida e obra de George Washington, é uma magnífica lição histórica interactiva, que apreciei imenso visitar. Sem dúvida uma muito mais recente “aquisição” e mais valia para quem descobre Mount Vernon.

Mount Vernon -Museu 1

Mount Vernon -Museu 2

Mount Vernon -Museu 3

Depois da visita ao Museu, chegou finalmente à altura que o meu “5 Palmos” já pedia e ansiava fazia bastante tempo, almoçar.

E depois do almoço, pude deliciar-me um pouco na loja, descobrir que a porcelana que lá vendiam, inesperadamente era da Vista Alegre, e adquirir mais alguns enfeites para decorarem a minha árvore de Natal.

Mount Vernon - Loja

Mount Vernon - Loja 2

Depois da loja… e porque já estavamos em “cima da hora” combinada, era altura de regressar ao autocarro e fazer a viagem de regresso até Washington D.C.

Primeiro dia em Washington D.C.

O primeiro dia em Washington, começou cedo por efeitos de “jet lag”. O dia estava solarengo, e bastante primaveril com temperaturas bastante convidativas para passear pela cidade.

Washington DC

Com um mapa de Washington D.C. nas mãos (obtido na recepção do hotel), era chegada a altura de decidir qual o caminho a seguir e que local visitar primeiro.

washington-dc-capitol-hill-map

Atendendo a que o ponto de partida era Foggy Bottom, e que estava tudo por visitar, o percurso a seguir, que parecia fazer mais sentido, era continuar pela 23ª Rua até ao Lincoln Memorial (extremidade esquerda do mapa anterior).

No percurso ainda haviam vestígios da sinalização existente relativa ao dia de Inauguração do 58º Presidente, afinal todos os que quiseram assistir eram convidados fazê-lo, deslocando-se a pé.

sinalectica dia inauguracao

E também se passa pelo edifício do Instituto da Paz dos Estados Unidos.

Instituto de Paz dos Estados Unidos

Mas efectivamente era o “Lincoln Memorial” que merecia especial atenção de todos os turistas nas imediações.

Lincoln Memorial

E se era a monumental estátua de Abraham Lincoln no centro interior do memorial, que inspirava respeito e todos queriam ver e visitar, eram os discursos gravados nas paredes que lhe davam maior significado e importância por tudo o que representavam.

Discursos Lincoln

 Depois do Memorial de Abraham Lincoln ter ficado para trás, o Espelho de Água em frente ao Memorial, e o Monumento de Washington, um obelisco de enormes proporções, são impossíveis de ignorar.

O Espelho de Água foi apreciado e percorrido pelo seu lado Norte pelo que  só avistei à distância o Memorial dos Veteranos da Guerra da Coreia, com os seus soldados a lembrarem os típicos exércitos em terracotta, assim como o Distrito de Columbia War Memorial (com a forma de um Monóptero), que homenageia os cidadãos do Distrito de Colúmbia que serviram na Primeira Guerra Mundial.

Espelho de Agua em Frente ao Memorial de Lincoln

A colmatar na extremidade do Espelho de Agua, encontra-se o impressionante Memorial da Segunda Guerra Mundial.

Memorial da II Guerra Mundial

Depois de deambular um pouco pelo Memorial, a vontade de ingerir algo, de preferência sentada e num ambiente confortavel e acolhedor, fez-me desviar do “National Mall”, onde tirando as tradicionais carrinhas ambulantes de “Fast Food”, não existem cafés, restaurantes e afins nas imediações,  e subir a 17ª Rua NW, em busca de um local aprazível que preenchesse os requisitos pretendidos.

Mas a 17ª Rua NW, também não é uma rua qualquer, e são vários os edifíicios que lá se encontram dignos de referência. Como por exemplo o edifício principal da Organização dos Estados Unidos, o Memorial Continental Hall – Edificio principal da DAR (Daughters of the American Revolution), o edifício da American National Red Cross, ou o edifício do Corcoran School of the Arts & Design, e o majestoso Eisenhower Executive Office Building.

Na Rua 17 NW

Convém referir que o majestoso edifício Eisenhower fica ao lado do “West Wing da White House” e em frente  à Galeria Renwick, ou seja, está muito bem acompanhado e localizado.

Dwight D Eisenhower Executive Office Building - sinalectica

E como gosto de arte contemporânea, a Galeria Renwick, foi um dos museus que não perdi a oportunidade de visitar.

Renwick Gallery

Foram várias as peças expostas que apreciei bastante, eis apenas algumas delas:

Renwick Gallery - exposicao

Claro que depois de sair da Galeria, queria apreciar a “White House” o melhor possivel, atendendo ao que o extenso perímetro de segurança permitia. Mas foram as estatuas da Praça Lafayette  (norte da White House) que eu pude realmente ver de perto.

Praça Lafayette e White House

E se a White House era o local que todos queriam fotografar entre o gradeamento na Praça, uns metros mais à frente, e depois de passar na Avenida de Pensilvania, em frente aos edifícios do Tribunal Federal das Reclamações dos EUA, do PNC Bank – Bank of América, e do Tesouro dos EUA, na esquina entre a Rua 15ª NW e a Avenida de Nova York NW era certamente onde iriam a seguir, já que é onde se encontra a loja de souvenirs da Casa Branca.

Na Avenida de Pensilvania NW

E na montra da loja de souvenirs, não faltam artigos, alguns bastante peculiares até (como uma espécie de tarteira em vidro cuja cobertura parece a cupola do Capitólio). No interior a quantidade e diversidade de artigos é realmente enorme, e existe para todos os gostos e “preferências politicas” devo acrescentar. Não faltam as cores da Bandeira dos EUA, nem obviamente artigos com o popular slogan “Make America great Again”…

Loja de souvernirs da Casa Branca

(Não resisti a adquirir aqui duas decorações para a minha árvore de Natal, confesso: uma bola e uma decoração metálica alusiva ao Festival das flores de cerejeira.)

Descendo pelo passeio da Rua 15ª NW, pelo lado da loja, umas placas metálicas circulares no chão despertaram a minha atenção e interesse. Tratava-se afinal de um monumento denominado de “The Extra Mile” que pretendia homenagear desta forma pessoas ilustres em diversas áreas.

The extra Mile

O percurso continuou, o que me permitiu posteriormente, virando para a Rua E NW (perpendicular à 15ª), apreciar de novo a Casa Branca, mas agora a sua fachada Sul com os jardins.

Casa Branca - lado Sul

Depois da Casa Branca ter ficado para trás, era chegada a altura de regressar ao National Mall, e apreciar de perto o Obelisco conhecido como Monumento de Washington. Até à Primavera de 2019, não é possível visitar o interior do Monumento pois este encontra-se em obras de reparação e substituição do elevador, ainda por consequência do tremor-de-terra que afectou o estado da Virgínia em 2011.

Monumento de Washington

Deste “ponto central” no National Mall foi interessante vislumbrar os monumentos uma vez mais, que culminam na extremidade Oeste no Lincoln Memorial, e  na extremidade Este no imponente edifício do Capitólio. Foi curioso igualmente presenciar a quantidade de carrinhas de Fast Food que se alinhavam em frente, na rua mais próxima.

 Vistas a partir do Monumento de Washington

Depois de passar por este corredor de carrinhas de Fast Food, e nada imbuida do espírito tipicamente americano, de saciar a fome desta forma, continuei em direcção a um edifício que até então não sabia de que se tratava. Mas lá que tinha um design muito sui generis e um estilo que contrastava com todos os outros que ficavam em “Downtown” isso era inegável. Tratava-se afinal do Museu Nacional da História e Cultura Afro-Americana. Um Museu inaugurado em Outubro de 2016, pelo então Presidente Barack Obama.

Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana

Apesar de todos os Museus em Washington D.C. terem entrada gratuita (excepto três), existe um “catch” para visitar este. Ou seja, não é possível simplesmente chegar ao Museu, entrar e visitá-lo, é necessário possuir previamente bilhetes para esse efeito, e isso é obtido através do site do Museu aqui.

Como não tinha um interesse especial em visita-lo, não fiquei particularmente aborrecida ou transtornada com esse inconveniente.

Assim, a visita à cidade continuou passeando pela frente de vários outros museus que pertencem ao Instituto Smithsonian.

Mapa dos Museus do Instituto Smithsonian

Mas foram os Arquivos Nacionais dos Estados Unidos da América que me despertaram maior interesse em visitar, e por um motivo muito simples, era aqui que se podiam ver os documentos de Fundação dos Estados Unidos: A Declaração de Independência, a Constituição e a Declaração dos Direitos dos Estados Unidos.

Arquivos Nacionais dos Estado Unidos da América

O dia entretanto em termos atmosféricos deteriou-se consideravelmente, e começou a ficar cinzento, e a chover, tornando-se nada convidativo a continuar a explorar a cidade. Assim decidi regressar, mais cedo que o previsto, ao hotel e recuperar um pouco dos efeitos do jet lag que persistiam.

O que este primeiro dia em Washington me deixou completamente convencida, é o quanto “Downtown” se encontra “apinhada” de Edificios, Memoriais e monumentos  emblemáticos e de extrema importância para os EUA, por metro quadrado, sejam eles históricos, governamentais, museus, ou sede de organizações com reconhecida relevância a nivel mundial.

Isso, e o quanto é dificil encontrar lojas, cafés, restaurantes, ou algo do género, nas imediações da área do “National Mall“. (O pequeno-almoço foi tomado perto da Casa Branca, num Cosi, e o Almoço no Carmine’s)

E se… uma viagem inesperada

No dia em que o meu marido regressava de uma viagem a trabalho à Irlanda, antes mesmo de colocar o telemóvel em “flight mode” enviou-me uma sms com uma proposta do tipo:

“Porque não voamos todos para Harrisburg na semana do Carnaval? Fim de semana em Washington?”

Contexto:

Na Baviera existe uma semana de férias escolares de Inverno durante o Carnaval, e já andavamos a pensar tirar pelo menos dois dias de férias durante essa período, só não tinhamos decidido minimamente acerca do destino.

Por outro lado o meu marido realmente precisava de viajar para Harrisburg a trabalho e lá ficar durante uma semana. O problema, é que haviam algumas restrições com as datas, pois eu tinha-o advertido que gostaria de contar com a sua presença para o meu aniversário e para o nosso aniversário de casamento, duas datas muito próximas uma da outra.

A proposta dele seria uma forma de conciliar a necessidade de ir a Harrisburg, e poder antecipar ao máximo a hipótese de regresso dos EUA, já que adiantaria a ida.

A minha contra proposta limitou-se a aceitar o fim-de-semana em Washington, extende-lo até terça-feira, altura em que eu e o meu “5 palmos” regressariamos a Munique e o meu marido viajaria até Harrisburg onde ficaria durante uma semana.

A contra-proposta foi aceite, e as viagens de avião via Lufthansa, a reserva de hotel (o River Inn) e os pedidos ESTA, foram todos tratados com menos de uma semana de antecedencia, da nossa partida de Munique, tendo como destino Washington D.C.

O dia de partida, foi uma sexta-feira, em um horário que não era incompativel com o facto do meu “5 palmos” ter aulas de manhã. Inclusivamente festejou o Carnaval na escola, fantasiando-se durante uma hora escolar. Este ano os seus festejos carnavalescos limitaram-se a essa hora na escola…

Mas ele saiu de lá todo contente e entusiasmado, com a mochila  nas costas e o saco com a fantasia na mão, porque uma viagem de avião, de longa duração o aguardava, e ele aprecia isso, não o incomodando minimamente as horas que passa a voar, com limitação de movimentos, pois existe entretenimento televisivo a bordo.

O Terminal 2 do Aeroporto de Munique (para voos da Lufthansa e da Star Alliance),  estava particularmente congestionado na área de scâner de pessoas e bagagens de mão. Pois tal como nós, muitas pessoas tinham optado por viajar assim que as férias escolares de Inverno começavam…

Foi a primeira vez que utilizei o novo Terminal 2 satélite do aeroporto de Munique, pois desta vez a nossa porta de embarque tinha a letra “L” (as letras G e H ficam no Terminal principal, enquanto as letras K e L ficam no satélite). Isso implicou andar no comboio/metro subterrâneo que liga o edificio principal ao satélite. Mais uma experiência agradável vivida, a acrescentar a outras no primeiro aeroporto da Europa a possuir 5 estrelas em termos de serviços.

Mapa do aeroporto de Munique

A viagem de avião decorreu sem qualquer contratempo, e tive oportunidade de assistir a alguns dos filmes que estava ansiosa para ver e pretendia adquirir em Bluray. O meu “5 palmos” também se manteve entretido com jogos e uns filmes, e claro reservou algum tempo para dormir…

A chegada ao Aeroporto Internacional de Dulles foi bastante pacífica. Depois da saída do avião no terminal D fomos encaminhados para apanhar um Shuttle (espécie de autocarro largo e alcatifado, com dois corredores e um banco corrido no meio, que parece ter umas chaminés no meio, isto é, com um aspecto estranho) e que faz a ligação entre esse terminal e o edifício das chegadas internacionais.

Mapa do aeroporto de Dulles

O controlo de passaportes e de segurança foi bem menos congestinado e demorado do que eu tinha previsto, o que é sempre algo favorável.

Não houve qualquer problema com o levantamento das malas, e o desafio seguinte era descobrir a forma de chegar ao hotel através de transportes publicos. Tal também se revelou menos desafiante e mais simples do que esperava, mas afinal na altura de reservar o hotel para a nossa estadia em Washington D.C. eu também tive a preocupação de escolher um que ficasse perto de uma estação de metro (e que em termos de localização relativamente ao centro da cidade, estivesse bem cotado, claro).

Mapa do sistema de metro Washington DC

A solução implicou usar primeiro um autocarro da “Silver Line – SV” que faz a ligação entre o aeroporto e a estação de metro “Wiehle-Reston East” (linha cinza a tracejado) enquanto a linha de metro não está concluida. Os bilhetes para efectuar esse percurso de autocarro custam 5 USD e são adquiridos num balcão perto da paragem do autocarro.

Depois de chegados Wiehle-Reston East, fazer um pequeno percurso a pé, para chegar efectivamente à estação de metro, adquirir nas máquinas automáticas, os cartões de metro que são recarregaveis com o valor que se pretender, carrega-los, e  finalmente utilizar a linha de metro SV até à estação Foggy Bottom- GWU.

Uma solução simples e eficiente, que nos deixou a cerca de 300m (4 minutos) a pé do hotel, cerca de uma hora depois de termos entrado no autocarro no aeroporto.

O quarto do hotel era espaçoso, bem servido e  com uma pequena cozinha, e o atendimento na recepcao foi bastante atencioso e simpático.

Sem dúvida o River Inn é um hotel que recomendo, e que usaria de novo numa outra estadia em Washington DC.

Quanto à exploração da capital dos EUA, essa ficou para o dia seguinte, e a sua descrição fica reservada para um artigo posterior.