Preparações com antecedência

Em Abril de 2016 o meu “5 palmos” fez a sua primeira comunhão. Um marco importante na sua vida de católico.

Os preparativos aqui na Alemanha começaram em Novembro do ano anterior, com uma reunião entre pais e pároco, onde a agenda das actividades foi apresentada e entregue, e alguns pormenores esclarecidos. Documentos foram solicitados e outros entregues.

Para as crianças as actividades começaram em Janeiro, com um primeiro encontro durante uma manhã de sábado. Neste foram definidos os grupos de crianças e as mães/pais responsáveis pela dinamização dos encontros.

De entre as actividades neste primeiro dia constou a decoração de uma vela, a vela do grupo, a construção e pintura de um mural com o tema da Primeira Comunhão e a pintura de um longo tapete de papel (que foi guardado e seria usado exclusivamente no dia da Primeira Comunhão).

O tema escolhido foi “Vem em busca dos Vestigios”.

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O encontro terminou com uma celebração na igreja na qual os pais também participaram.

A este primeiro encontro seguiram-se os semanais, de uma hora, durante um dos dias da semana, cada um com um tema definido.

O grupo do meu “5 palmos”, por exemplo, era constituido por 5 crianças e três mães, mas o número de crianças e de adultos por grupo variava.

Lembro-me que em um dos encontros semanais fizeram pão (ou mais concretamente vários pães), e no fim, os pais ou encarregados de educação, foram convidados a aparecer e participar num lanche, onde o pão foi o centro das atenções.

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Em outro dos encontros, os pais e ou encarregados de educação tiveram mesmo que estar presentes, pois a decoração da vela de comunhão era o que estava na “ordem do dia” e foi uma actividade realizada pelas crianças com a ajuda muito activa e participativa dos pais.

Não se esperavam velas perfeitas, mas foram sem duvida decoradas com muito carinho e atenção, obtendo-se algo único, pessoal e intransmissível.

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Sabendo previamente que um dia teria que ajudar a decorar a vela de comunhão do meu “5 palmos”, procurei com antecedência pensar num tema que se enquadrasse bem para a primeira comunhão, com uma “imagem” que se pudesse usar em vários elementos.

A decoração da vela, como a imagem anterior deixa um pouco transparecer, consistiu num barco com duas velas, uma com o cálice e a hóstia, e outra com um cacho de uvas, e um mastro a formar uma cruz. Umas ondas do mar com uns peixes estilizados completaram a imagem. Tudo feito com folhas de cera com as tonalidades azul e prateado, e umas fitas de cera. Em baixo letras e números a formarem as palavras 1ª Comunhão, o nome do meu filho e a data do evento.

A inspiração ocorreu-me depois de desfolhar um livro do tipo “faça você mesmo” propositamente para este tipo de eventos. Claro que o comprei, para o poder ver e rever com mais atenção e tempo.

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O tema escolhido foi “Com Deus no caminho” (mit Gott Unterwegs!), tendo sido usado nos convites,  ementas & marcadores de mesa, e cartões de lembrança. A ideia central consistiu num simples barco de origami a navegar sobre as ondas.

O primeiro passo passou por comprar os materiais necessários, e para isso a loja Idee em Munique foi o local ideal para encontrar desde folhas de papel, cartões, envelopes, letras, palavras e figuras autocolantes, até pequenos peixes prateados em madeira.

E de umas simples folhas de papel com padrões (e um pouco mais) resultaram, com tempo, carinho e dedicação algumas das coisas que eu, depois de ter comprado o livro, decidi que tinha de “fazer eu mesma”.

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Uma vez que adquiri “alguma experiência” com a decoração da vela de comunhão, comprei velas pequeninas e decorei-as com o mesmo tema, tornando-as nas lembranças para oferecer aos convidados.

Não satisfeita, achei que tinha que tornar a mesa do almoço da comunhão, também no espírito do tema. Para isso, adquiri dois barcos 3D em papel, que pintei, um Kit da Rayer com dois peixes, e extra um outro peixe maior também de esferovite bem como mais alfinetes e lantejoulas. Tecido azul de mousseline para colocar no centro da mesa e imitar as ondas do mar, finalizaram o resultado pretendido.

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Para terminar, o bolo de comunhão não poderia faltar. E esse não teria conseguido fazer sem a inestimável e imprescindível ajuda na decoração, de uma querida e insubstituível amiga.

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Como nota final quero apenas referir, que o local escolhido para a realização do almoço da Comunhão, foi o Restaurante Chinesicher Turm,  inserido no English Garten no centro de Munique.

Foi um dia perfeito em todos os sentidos, tirando o facto de ter sido digno de um típico dia de Inverno, onde até a neve quis marcar a sua presença.

Nebelhorn no Inverno

Depois da chegada do Inverno, da queda com alguma frequência de neve e das temperaturas médias a manterem-se negativas dia após dia, sem qualquer previsão de mudança nos dias mais próximos, afiguravam-se duas alternativas.

“Não querer encarar o frio” e evitar ao máximo sair de casa, ou acolher a neve e as temperaturas negativas de braços abertos e com a roupa apropriada vestida (com caracteristicas de isolamento térmico, de preferência) e sair de casa para me divertir na neve.

Se a influenciar a escolha se presenciar um dia lindo de sol, então a tomada de decisão é facilitada e a opção escolhida é óbvia.

Confesso que nunca fui fã de “férias de Inverno”, ao contrário de alguns amigos meus para os quais tais férias são incontornáveis e mesmo as preferidas.

Assim não é de estranhar, que esqui ou snowboard são desportos que não me atraem, ainda mais porque não são raras as notícias de acidentes na prática dos mesmos.

No entanto tal não me deve impedir de me divertir na neve, se a oportunidade para isso existir.

Foi nesse sentido que recorri ao site Bayern.by com o objectivo de encontrar na Baviera, locais onde pudesse fazer Snowtubing. Foram várias as alternativas encontradas, algumas mais perto de Munique outras menos. Como em Bayrischzell já tinha estado, essa opção foi descartada em prol de outra região que ainda não conhecesse.

A escolha recaiu sobre Nebelhorn, seduzida pela existência de um Snowpark com vários equipamentos disponíveis (inclusivé para a prática de snowtubing) apresentada pelo NTC – Sport Oberstdorf  (Centro de Desportos de Inverno de Nebelhorn).

Oberstdorf fica na região de Allgäu na Baviera, e dista cerca de 171km (2h12) de Munique. Não posso dizer que tenha sido a opção mais perto de casa, mas foi uma bem acertada. (A rede de estradas é boa e as autoestradas na Alemanha, têm em geral um ótimo nível de conservação, em algumas áreas não existem limites de velocidade, e não se pagam quaisquer portagens, o que ajuda bastante e facilita a decidir, quando se pretende fazer uma viagem com mais de uma centena de quilómetros, e se tenciona regressar no mesmo dia).

O Allgäu é uma região rica para quem quer desfrutar da Natureza, em qualquer estação do ano, no Inverno em especial, e era mesmo isso o que eu procurava.

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E Nebelhorn não decepcionou nesse sentido.

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O mapa retirado do site Das Höchste ajuda a perceber melhor o que se pode encontrar no Nebelhorn não apenas em termos de desportos de Inverno (pistas de esqui não faltam, com diferentes graus de dificuldade como convém) mas também outras formas de desfrutar intensamente da neve com o devido conforto (Restauração, Serviços de Apoio, Funiculares, etc).

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O Wintererlebnispark, foi o local onde encontraria a forma ideal para me divertir na Neve, e para lá chegar tive que subir no Nebelhornbahn desde a base em Oberstdorf a 813m até à Estação Seealpe a 1280m.

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A paisagem avistada a 1280m de altitude é retemperadora e o ar fresco que se inspira é do mais saudável possível.

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Se a ideia original era a prática de Snowtubing, a aparente insuficiência de neve para o efeito, impediu que o percurso estivesse criado, e por isso não avistei um único “pneu gigante insuflável” também conhecido por Snow Tube, para amostra.

Mas trenós não faltavam, quer os tradicionais de madeira quer os Zipflracer, uma versão mais aerodinâmica de plástico. Escusado será dizer que optei por um destes ultimos.

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Também haviam Snowbikes, Skifox, Skibockerl, Snowscooter e SMX, mas além de serem mais dificeis de controlar, para alguém tão inexperiente quanto eu, com nenhuma destas outras opções poderia descer a montanha.

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E descer a montanha pela pista de trenós, foi mesmo o que eu fiz depois de ter andado várias vezes a treinar na estação Seealpe, com o trenó plástico laranja que aluguei por 5€.

“Desde a estação”Seealpe” (1280m)  até ao vale são 2,5 km de caminho com declive. Com uma diferença de altura vertical de 450m você pode fazer um passeio de trenó e descer a montanha. Os Trenós podem ser alugados no restaurante ao lado da estação “Seealpe” [ou no centro de actividades NTC]”

Foi mesmo o que esta descrição sugere o que eu fiz, e que para mim foi adrenalina pura, principalmente fazer a alta velocidade as curvas muito acentuadas do percurso, e ter a sensação que podia sair do mesmo e cair pela montanha a baixo, a qualquer momento.

Claro que fotos que relatam essa experiência são escassas, pois convinha que me agarrasse bem ao manipulo do trenó para evitar maiores estragos.

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Mas dá para ficarem com uma pequena ideia de algumas das curvas, e de como o caminho tinha áreas bem irregulares que convidavam a quedas ou saltos, dependendo da velocidade a que se vinha.

Para mim, foi uma experiência incrível, que adorei, mas cuja chegada ao fim foi muito bem acolhida, com a sensação: consegui e cheguei inteira.

Neve a cobrir-me não faltou, até porque, uma árvore não satisfeita com o que eu já tinha conseguido sozinha, decidiu atirar-me uma “bola de Neve” directamente na minha cara.

Ano Novo… novas aquisições

Eu sempre fui muito apologista de cores e padrões nem um pouco discretos. Quem me conhece pessoalmente sabe que as minhas tendências pessoais são por vezes arrojadas.

No entanto no que toca a decorações e cores para a casa e o que me rodeia, contenho-me sempre, porque tenho noção que cores e padrões fortes são inversamente proporcionais ao tempo que se “suportam” os mesmos.

Ainda assim, este ano, uma das primeiras aquisições que fiz, foi um tapete para colocar do lado de fora da porta de casa, de uma marca que “já andava a namorar” faz imenso tempo. Neste caso foi a monotonia do tapete que eu tinha faz imenso tempo, que me saturou.

Se por um lado procurava um tapete sem nenhuma mensagem explícita de boas vindas como “Welcome”, por outro lado queria um que fosse convidativo e aprazível. (Confesso que o meu marido o achou demasiado colorido e indiscreto, mas também não era algo sóbrio o que eu procurava.)

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A marca que me fez render às vibrantes cores e padrões foi a Melli Mello que assenta na tendência em voga “Cross Cultural mix”. Um pouco ao estilo a que Christian Lacroix já nos habituou, e que eu adoro, e que se podem encontrar por exemplo nas exuberantes peças de porcelana criadas em associação com a Vista Alegre.

Admito que as peças de porcelana da Melli Mello, não me atraem tanto, mas nesse departamento sinto-me rendida às da Vista Alegre, ou ao serviço de porcelana colorido Royal que gradualmente tenho adquirido da Pip Studio (uma marca originária dos Países Baixos tal como a Melli Mello), cujas peças podem ver abaixo.

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Voltando aos artigos da Melli Mello, outros que achei interessantes, foram o quadro com o Mapa Mundo e o mural com um Panorama Urbano pois penso se adequariam bem num quarto infantil/juvenil feminino, mas não tenho nenhuma filha.

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Comentários com as vossas opiniões, preferências e afins, são mais do que bem vindos.

 

Regresso depois das Férias…

As férias natalícias são sempre vividas com particular intensidade, repletas de momentos emotivos, onde o assento tónico é colocado nas vivências em família.

Não são um período rico em termos exploratórios de novos locais e experiências, no entanto, mesmo no ultimo dia de 2016, a caminho do local onde passaria o Reveillon, houve a oportunidade de visitar uma das “aldeias históricas de Portugal“, relativamente perto da fronteira  do país com Espanha, Monsanto.

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Por certo várias aldeias são consideradas tipicamente portuguesas, mas segundo este Postal adquirido no local, Monsanto considera-se a “mais portuguesa”.

Motivos para isso não faltam, pois o prospecto de Monsanto no âmbito das Aldeias Históricas de Portugal,  faz referência a dois titulos que lhe foram atribuidos no século XX, em 1938 “Aldeia mais Portuguesa de Portugal” e em 1995 “Aldeia Histórica”.

O mapa/esquema seguinte, revela as principais atrações turísticas e pontos de interesse que  a Aldeia de Monsanto possui (e foi retirado do panfleto turístico disponível no site das Aldeias Históricas).

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Uma das vantagens, ou talvez não, de ter visitado esta aldeia no último dia do ano, é que não estava particularmente lotada de turistas, muito pelo contrário. Mas talvez também porque as expectativas eram essas, o posto de turismo estava fechado. Felizmente uma lojinha de “souvenirs” da região estava aberta, e na mesma pude adquirir postais e o prospecto já acima mencionado, o que foi bastante util, para a visita à descoberta da aldeia.

A chegada à aldeia com estradas locais estreitas e com curvas não facilitam o acesso e não convidam ao estacionamento, até porque que não há muitos locais disponíveis para o efeito. Por isso visitar a aldeia num dia parco em turistas, foi uma vantagem, pois não foi dificil encontrar um local para estacionar o automovel.

As imagens tiradas, num dia “solarengo” pemitem ficarem com uma ideia do que podem encontrar por lá, tudo muito bem explicado dada a sinaléctica existente, e que ajuda sempre.

1 – Porta do Espírito Santo ou de São Sebastião &  2 – Capela do Espírito Santo

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3 – Chafariz do Meio

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4 – Casa de Fernando Namora

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5 – Cruzeiro de S. Salvador

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 7 – Igreja Matriz ou de S. Salvador

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8 – Solar dos Pinheiros e Chafariz do Mono

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9 – Solar do Marquês da Graciosa

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12 – Antigo Consultório de Fernando Namora

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13 – Igreja da Misericórdia

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14 – Torre de Lucano ou do Relógio

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A fantástica paisagem avistada do Miradouro do Forno (20)

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21 – Gruta

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22 – Percurso e Subida para o Castelo

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A chegada ao Castelo, é conseguida depois de uma subida com um declive acentuado, mas não particularmente dificil. Confesso que quando vi o percurso pensei que iria ser mais dificil e demorado atingir o topo, e nem estava com calçado apropriado para a caminhada.

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A vista panorâmica do castelo permite identificar melhor o que este guarda entre as suas muralhas.

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Capela de Santa Maria do Castelo, é um dos focos de interesse.

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A Cisterna destaca-se no centro do recinto.

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A Porta Falsa ou de Traição é uma das formas de sair do Castelo e de regressar ao centro da Aldeia, mas o percurso escorregadio descendente foi-me desaconselhado no Inverno. Do lado direito desta Porta é onde se encontra a Torre Perimetral. Para além da porta, no entanto, a paisagem que se avista, essa não é nada proibitiva, antes muito convidativa.

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A visita à Citadela permite vislumbrar igualmente uma paisagem privilegiada sobre a aldeia.

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Fora das muralhas do Castelo existem outros focos de interesse, e pouco depois da saída do mesmo, encontra-se a Capela de S. Miguel.

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Continuando o percurso descendente outros locais merecem atenção, mas também é mais uma oportunidade para apreciar um pouco mais o castelo.

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As Furdas, conhecidas por pocilgas, ao contrário do que seria o caso anteriormente, não inspiram actualmente repugnância pois não emitem qualquer odor nauseabundo.

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Termino este artigo com imagens que transpiram um pouco mais o ambiente que se vive na aldeia e que a tornam peculiar. Espero que “abram ainda mais o apetite” a visitarem-na (caso ainda não o tenham feito) e a descobri-la com os vossos próprios olhos.

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365 dias depois

Não é realmente dificil contar os dias que este blog esteve sem publicar qualquer novo artigo.

Apesar de não ter estado totalmente ausente, já que continuo a responder aos comentários que o blog recebeu com duvidas ou em busca de esclarecimentos adicionais, o facto é que nenhum artigo que descrevesse os locais que visitei ou as experiências  que vivi, viram por aqui a luz do dia.

No entanto, a todos os que por algum motivo passaram por aqui, visitaram artigos passados, deixaram comentários, inscreveram-se como seguidores do blog, deixo antes de mais o meu mais sincero e humilde agradecimento.

É impossível, para mim, que adoro esta época do ano, que começa com o Advento,tem o seu climax com o Natal, estende-se até ao Reveillon e extingue-se depois do dia de Reis, deixa-la passar aqui totalmente imperceptivel.

Eis chegada a altura, que já se tornou um pouco tradição para mim, de publicar imagens das decorações natalícias que adornam este ano a minha casa (sobretudo a sala) e lhe conferem um ambiente ainda mais caloroso e colorido (com uma clara predominância rosa, claro).

A imprescindível árvore de Natal, continua a ser branca, com enfeites especialmente na tonalidade rosa.

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Algumas das decorações são lembranças de onde estive durante o presente ano, pois o hábito  de procurar algo nos locais que visitei, que possam adornar a minha árvore de Natal mantem-se. Claro que isso implica que nem sempre o que atrai a minha atenção é uma decoração tipicamente natalícia, até porque estas ultimas nem sempre se encontram à venda 365 dias no ano.

Por exemplo, nas férias da Páscoa estive numa ilha encantadora nas Maldivas, perto da capital do país, Male, e de lá trouxe uma máscara que muitos se questionarão como se pode classificar como um adorno para a árvore. Efectivamente não o seria originalmente, mas em minha casa, foi justamente nisso que se tornou.

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Já nas férias de Verão, o destino foi bem mais próximo, mas englobou uma área mais abrangente em França, comportando algumas regiões. Assim da Provença, capital da Lavanda, trouxe uma bonequinha com este irresistivel aroma. Pode-se dizer que este ano a minha árvore emana um perfume bem mais agradável, incitando não apenas o sentido da visão, mas também o do olfacto.

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O meu marido, que me conhece bem, também não fica indiferente a este meu hábito (tendo presenciado incontáveis vezes a minha busca incessante por encontrar algo que me agrade) e numa das suas viagens a trabalho, desta vez a Pequim e Shanghai, trouxe-me da primeira destas cidades, um pingente com o meu nome.

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De uma das visitas mais inesperadas que fiz este ano, a Viena, trouxe uma bola com altos relevos de alguns dos locais mais emblemáticos e turísticos da cidade.

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As férias de Outono foram “profícuas” no que ao departamento lembranças diz respeito, apesar da dificuldade inícial. Em Varsóvia encontrei uma loja, a Bombkarnia, perto do Palácio da Cultura e Ciência, com decorações absolutamente fabulosas. No entanto, não tive oportunidade nos dias em que estive na cidade de entrar na mesma, pois atendendo ao horário, aos feriados e dias de fim-de-semana, encontrei-a sempre com as portas fechadas. De lá trouxe apenas as imagens do que vi e a vontade não satisfeita de adquirir uma das suas maravilhosas bolas.

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Já em Cracóvia tive mais sorte e encontrei numa loja, uma bola do estilo (acento tónico em estilo, pois as outras são incomparáveis) daquelas que tanto tinha adorado.

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Ainda em Cracóvia, não resisti a um anjinho em madeira, pintado à mão, com roupa típica polaca, numa das lojas do “Cloth Hall“. Mas uma vez mais tratava-se de algo que não foi originalmente criado para ser pendurado, pelo que tive que acrescentar uma fita à volta da sua cintura para o conseguir colocar na minha árvore de Natal.

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De Bratislava, apesar de em termos de tonalidades não corresponder ao que por princípio procuro, trouxe uma bola de cerâmica regional com uma imagem alusiva ao castelo da Capital da Eslováquia.

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Com o aproximar do Advento tornou-se mais fácil encontrar decorações propositadamente natalícias, e não apenas nos Mercados de Natal, que são tão populares aqui na Alemanha.

No Mercado de Natal de Haidhauser em Munique, comprei um peixe em vidro do qual não conseguia tirar o meu olhar.

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No centro de Munique, numa loja histórica e emblemática da cidade, o Kustermann, adquiri um sino da marca italiana Alessi, com o motivo do menino Jesus (achei que uma vez que iria adquirir apenas uma das figuras do presépio, teria que ser a principal).

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Numa das lojas Butlers de Munique, adquiri uma figura retirada directamente de um conto de fadas dos Irmãos Grimm, o Principe Sapo.

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Remanescente do Natal 2015 passado em Portugal, povoa a árvore também a figura de um Anjinho em porcelana da Vista Alegre, da colecção Angels, ao qual este ano espero, outro lhe venha fazer companhia.

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Mas as decorações Natalícias não se resumem às que se encontram da árvore de Natal…

Este ano a minha Coroa do Advento de metal teve um “revestimento” inteiramente diferente, da de anos anteriores.

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As quatro velas, as duas poinsétias (conhecidas por flores do Natal) rosa claro e os dois pássaros rosa com longas caudas foram adquiridos no Pflanzen Kölle em Unterhaching.

As outras duas poinsétias mais lilazes, foram resultado da visita este ano ao romântico, conceituado e por mim tão desejado e ambicionado Mercado de Natal de Rothenburg ob der Tauber. Não foram adquiridas no mercado em si mas numa da lojas da Käthe Wohlfahrt que “empresta” à cidade muita da fama Natalícia e da designação de “Cidade Natal” que esta possui durante todo o ano.

Os outros dois pássaros foram um muito atencioso e carinhoso presente de uma amiga que vive em Dublin, na Irlanda.

No que a Mercados de Natal concerne, este ano visitei dois outros que também se inserem na categoria de Mercados de Natal românticos, pois decorrem em ambientes mais “medievais” de castelos. Os Mercado de Natal no Castelo Tüssling e no Castelo Kaltenberg. Ambos têm um charme diferente e especial, e recomendo vivamente, caso tenham oportunidade de os visitar, mas em nenhum deles encontrei algo rosa que quisesse trazer com o pretexto de decoração natalícia.

Nas decorações por aqui não pode faltar também um Calendário do Advento, ou o meu “cinco palmos” não teria um motivo extra para se levantar diariamente mais cedo, durante os primeiros 24 dias de Dezembro, para descobrir  o que o mesmo lhe reserva.

Este ano optei por uma pequena aldeiazinha onde preside o espírito Nostálgico Natalício (da Coppenrath), a rodear a sempre presente árvore dourada com as elfas da Isiss.

A  minha tradição de adquirir anualmente uma elfa durante a imprescindível visita ao Tollwood – Festival de Inverno manteve-se, e esta destaca-se das demais por ser predominantente em azul.

As luzinhas envoltas nas bolinhas douradas metálicas, podem encontra-las na Amazon por exemplo.

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Depois da extensa descrição das decorações que me rodeiam diariamente em casa, resta-me desejar-vos a continuação da vivência desta quadra especial do ano, da melhor forma possível.

O Espírito de Natal significa confraternização, família, amizade, partilha e amor ao próximo, renascer, paz, conquista, compreensão, reflexão, prosperidade…

Que o espírito do Natal não se extinga depois desta época e esteja presente em todos os dias do vosso novo ano.

Feliz Natal e um fantástico e repleto de boas emoções 2017.

Natal 2015…

Cerca de um ano após ter escrito e publicado o ultimo artigo, sinto-me mais do que impelida a publicar um outro pelo mesmo motivo do anterior.

Agradecer a todos os que passaram por este blog, independentemente do motivo pelo que o tenham feito, mas desejando que tenham encontrado algo que lhes tenha interessado ou que procuravam.

Mas acima de tudo, desejo a todos uma época Natalícia absolutamente fantástica e um ano de 2016 repleto de descobertas maravilhosas, viagens entusiasmantes, experiências enriquecedoras e aventuras positivamente indescritíveis.

Tal como tenho feito em anos anteriores, publico neste ultimo artigo de 2015, a decoração natalícia que é imprescindível para mim em casa e que torna anualmente o advento ainda mais especial para mim.

O calendário do advento, idêntico ao do ano transacto, foi povoado este ano com mais duas elfas, da Isiss, adquiridas invariavelmente no Mercado de Natal que elejo anualmente como aquele que mais aprecio em Munique, o Tollwood – Festival de Inverno.

Quanto ao que guardavam caixinhas do calendário, mais uma vez o meu quatro palmos e meio, pediu-me expressamente que evitasse as gulodices, e perante um pedido com pertinência e sentido, foi com todo o prazer que lhe fiz a vontade.

Calendário do Advento 2015

A árvore de Natal de 2015, continua a ser branca e artificial, mas substituiu a anterior da mesma cor, e tem a vantagem de ter mais alguns centímetros. Assim pode conter mais decorações, uma vez que anualmente insisto sempre que possível adquirir mais alguma nos locais que visito.

Eis as que adquiri este ano:

Decoracoes Natalicias - Singapura

Decoracoes Natalicias - Sidney

Decoracoes Natalicias - Ocean City

Decoracoes Natalicias - Copenhaga

Decoracoes Natalicias - Helsingor - Castelo Kronborg

Decoracoes Natalicias - Munique - Kustermann

Decoracoes Natalicias - Munique - Haidhauser Weihnachtsmarkt

Decoracoes Natalicias - Innsbruck Bergweihnachtsmarkt

Decoracoes Natalicias - Münchner Christkindlmarkt

E como não podia deixar de ser, o resultado final, a árvore de Natal, com todas as decorações adquiridas ao longo dos anos.

Arvore de Natal 2015

E o Natal chegou…

Este ano foi particularmente parco em artigos publicados neste blog.

Mas não posso deixar passar esta quadra natalícia que tanto aprecio em branco neste espaço.

Assim no dia em que acaba o Advento publico o nosso calendário do advento de 2014, que a pedido do meu quatro palmos não foi recheado com chocolates, antes com artigos predominantemente escolares.

O calendário no dia anterior começar a contagem e no dia em que esta acaba, hoje.

Calendário do Advento 2014

Na árvore dourada do calendário já figura a fadinha da Isiss adquirida este ano no Tollwood – Festival de Inverno, para acompanhar as adquiridas em anos anteriores.

Fadinha Isiss 2014 A árvore de Natal, manteve a tradição e começou a inspirar o ambiente natalício da casa desde Novembro, para se poder usufruir mais tempo da mesma, com os seus ramos brancos e decorações predominantemente rosa.

Arvore de Natal 2014

Na composição anterior figuram em destaque as decorações adquiridas durante o ano em curso. Um unicórnio adquirido no Mercado de Natal de Haidhausen, uma bola no Rockefeller Center, uma bola das Niagara Falls, um Sapinho adquirido no Kustermann, um vestido rosa no XXXLutz, um sino de Porcelana da Hutschenreuther com motivos de Dresden aquando da tão aguardada visita aos mais antigos Mercados de Natal da Alemanha, uma fadinha oferecida por uma querida amiga aquando da sua visita aos Mercados de Natal de Munique, e um Anjo com um presépio nos Mercados de Natal de Estugarda.

Como não podia deixar de o fazer. Desejo a todos os que visitam este Blog e suas famílias, um absolutamente fantástico Natal e um ainda mais fabuloso 2015.